- Sem Exame Final Nacional — disciplina de opção avaliada internamente
- A Geologia do 12.º ano é uma disciplina de opção da componente de formação específica de Ciências e Tecnologias e NÃO tem Exame Final Nacional próprio. É avaliada exclusivamente por avaliação interna, ao longo do ano, segundo os critérios de cada escola definidos a partir das Aprendizagens Essenciais: testes escritos, resolução de problemas, relatórios de atividades práticas de laboratório e de campo, e trabalhos de projeto. A classificação da disciplina é a classificação interna final (CIF), na escala de 0 a 20 valores. Neste dossiê, o campo « Foco no Exame Nacional » deve ler-se, honestamente, como « aquilo que a avaliação interna e o trabalho prático/de campo genuinamente valorizam ».
- Relação com o Exame Nacional de Biologia e Geologia (702)
- Não há prova nacional de Geologia do 12.º ano. Para o acesso ao ensino superior (DGES), a prova de ingresso da área é o Exame Final Nacional de Biologia e Geologia (prova 702), da disciplina bienal do 10.º/11.º anos, que inclui uma componente de Geologia. A Geologia do 12.º ano aprofunda e alarga esses conteúdos (Tectónica de Placas, tempo geológico e datação, ambiente e recursos), consolidando a preparação científica, ainda que não seja ela própria objeto de exame nacional.
- Três eixos organizadores e o papel do trabalho prático
- O currículo organiza-se em torno de três eixos: (1) a Terra, um planeta dinâmico — a construção da Tectónica de Placas e a dinâmica interna (deriva continental, expansão dos fundos oceânicos e paleomagnetismo, convecção do manto, isostasia, orogénese, grandes estruturas e subducção); (2) a história da Terra e da vida — o tempo geológico, a datação relativa e absoluta, a estratigrafia, os fósseis e as extinções em massa, a paleogeografia e a cartografia geológica; (3) a Geologia, o ambiente e a sociedade — paleoclimas, riscos geológicos, recursos e exploração sustentável, e o aquecimento global. Em todos, os conhecimentos desenvolvem-se por metodologias de trabalho prático, com destaque para o trabalho de campo (leitura de cartas geológicas, medição de atitudes, amostragem) e as atividades laboratoriais.
- O que a avaliação interna valoriza
- Para além do resultado de um cálculo, valoriza-se o método científico e o raciocínio geológico: a interpretação de dados (perfis sísmicos, anomalias magnéticas, colunas estratigráficas, cartas geológicas), a aplicação rigorosa dos princípios da estratigrafia, o cálculo de idades radiométricas e de raízes isostáticas, a justificação das inferências, e a leitura crítica de fontes. No trabalho de campo valoriza-se o registo rigoroso (atitude das camadas, elaboração de cortes geológicos), a segurança e a amostragem; nos trabalhos de projeto — em especial sobre riscos, recursos e alterações climáticas — valoriza-se a pesquisa fundamentada, a comunicação científica e a análise das implicações sociais e ambientais da ciência.