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Estudam-se os fósseis — a sua formação e os seus tipos (fósseis de idade e de fácies) — como testemunhos da história da vida. Percorrem-se as grandes etapas dessa história, do aparecimento das primeiras células à diversificação atual, e analisam-se as extinções em massa, com destaque para as « big five », as suas causas prováveis e a recuperação da biodiversidade. Os valores de magnitude das extinções são estimativas científicas, apresentadas como tal. Disciplina de opção sem Exame Final Nacional (avaliação interna).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Reconhecer os tipos de fósseis e a existência de extinções em massa.
nível avançado
Interpretar o valor dos fósseis na datação e correlação e analisar criticamente as causas das extinções.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Fóssil de idade vs fóssil de fácies
Num estrato encontram-se amonites e corais. Classifica cada fóssil quanto ao tipo e indica que informação fornece.
Espécies de vida curta e ampla distribuição — fóssil de idade; datam o estrato (por exemplo, no Mesozoico).
Espécies de tolerância ecológica estreita — fóssil de fácies; indicam mar quente, límpido e pouco profundo.
As amonites dizem « quando » (a idade); os corais dizem « em que ambiente » — informações complementares.
Resultado: As amonites são fóssil de idade (datam o estrato) e os corais fóssil de fácies (indicam mar quente e pouco profundo).
Erros frequentes
Revisão ativa
Num estrato encontram-se amonites e corais. Indica que informação cada um fornece e classifica-os quanto ao tipo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Grandes etapas da história da vida
Explica por que a Grande Oxidação é um exemplo de como a vida transformou o planeta e condicionou a sua própria evolução.
As cianobactérias, por fotossíntese, libertaram oxigénio, que se acumulou na atmosfera a partir de ~2400 Ma.
A atmosfera passou de praticamente sem oxigénio a oxigenada — uma alteração planetária provocada pela vida.
O oxigénio abriu caminho à respiração aeróbia e ao aparecimento de células eucarióticas e, mais tarde, de vida complexa.
Resultado: A Grande Oxidação mostra a coevolução Terra-vida: a fotossíntese oxigenou a atmosfera, que por sua vez possibilitou a evolução de formas de vida mais complexas.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como a Grande Oxidação, obra de seres vivos, transformou a atmosfera e condicionou a evolução posterior da vida.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
As cinco grandes extinções em massa
Compara a extinção do final do Pérmico com a do final do Cretácico (K-Pg) quanto à severidade e aos grupos afetados.
A maior extinção conhecida: estima-se ~90 % das espécies marinhas extintas; extinguiram-se os trilobites; marca o limite Paleozoico/Mesozoico.
Estima-se ~75 % das espécies extintas; eliminou os dinossauros não avianos e as amonites; marca o limite Mesozoico/Cenozoico.
A do Pérmico foi mais severa (mais espécies extintas); a K-Pg é mais famosa pelo desaparecimento dos dinossauros e por abrir caminho aos mamíferos.
Resultado: A extinção do final do Pérmico foi a mais severa (~90 % das espécies marinhas); a K-Pg, embora menos severa (~75 %), eliminou os dinossauros e favoreceu os mamíferos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica qual das « big five » foi a mais severa e qual eliminou os dinossauros não avianos, apresentando as magnitudes como estimativas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Cadeia causal da extinção K-Pg
A partir da camada global de irídio e da cratera de Chicxulub, explica a cadeia de acontecimentos que conduziu à extinção do final do Cretácico.
A camada global de irídio (raro na crosta, abundante em asteroides) e a cratera de Chicxulub apontam para o impacto de um grande asteroide (~10 km).
O impacto lançou enormes quantidades de poeira e aerossóis para a atmosfera, bloqueando a luz solar durante meses/anos.
Sem luz, a fotossíntese colapsou; com ela, as cadeias alimentares, levando à extinção de ~75 % das espécies (incluindo os dinossauros não avianos). O vulcanismo do Decão terá agravado a crise.
Resultado: O impacto de Chicxulub (registado pelo irídio) bloqueou a luz solar e colapsou a fotossíntese e as cadeias alimentares, causando a extinção K-Pg, possivelmente agravada pelo vulcanismo do Decão.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, passo a passo, como o impacto de um asteroide pode ter provocado a extinção em massa do final do Cretácico.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)