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Estuda-se a reconstituição da evolução paleogeográfica — a posição dos continentes ao longo do tempo (dos supercontinentes Rodínia e Pangeia à fragmentação atual) — e os métodos que a permitem (paleomagnetismo, fósseis, fácies, indicadores paleoclimáticos). Introduz-se a cartografia geológica: o que é uma carta geológica e quais os seus elementos. Disciplina de opção sem Exame Final Nacional (avaliação interna).
4 secções~12 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer a sucessão de supercontinentes e o que é uma carta geológica.
nível avançado
Integrar diferentes métodos de reconstituição paleogeográfica e interpretar os elementos de uma carta geológica.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
A sucessão de supercontinentes
Ordena cronologicamente e indica idades aproximadas: (a) abertura do Atlântico; (b) existência de Rodínia; (c) formação da Pangeia.
Supercontinente mais antigo dos três: existiu há ~1100 Ma (fragmentou-se há ~750 Ma).
A Pangeia formou-se há ~320 Ma, no fim do Paleozoico.
Resulta da fragmentação da Pangeia, iniciada há ~180 Ma (Jurássico), e prossegue hoje.
Resultado: Ordem: Rodínia (~1100 Ma) → formação da Pangeia (~320 Ma) → fragmentação/abertura do Atlântico (~180 Ma até hoje).
Erros frequentes
Revisão ativa
Ordena cronologicamente: fragmentação da Pangeia, formação da Pangeia, existência de Rodínia. Indica idades aproximadas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Métodos de reconstituição paleogeográfica
Pretende-se saber a que latitude se formou um basalto de 200 Ma. Que método usarias e como? Que outro indício poderia confirmar o resultado?
O paleomagnetismo: o basalto registou a direção do campo magnético ao solidificar; a inclinação magnética depende da latitude.
Da inclinação magnética registada deduz-se a paleolatitude a que a rocha se formou.
Indicadores paleoclimáticos associados (por exemplo, evaporitos = clima quente e seco, latitudes baixas) podem confirmar a paleolatitude obtida.
Resultado: Usa-se o paleomagnetismo (inclinação magnética → paleolatitude); indicadores paleoclimáticos das rochas associadas confirmam o resultado.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica que método usarias para determinar a paleolatitude a que uma rocha se formou e justifica.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Esboço de uma carta geológica
Numa carta, três formações (granito, arenito, calcário) aparecem como manchas adjacentes, cortadas por uma linha marcada « falha ». Que informação retiras?
Cada mancha é a área onde uma formação aflora (interseção das camadas com a superfície); as três formações contactam entre si.
A linha « falha » que corta as manchas indica uma fratura com deslocamento; por interseção, é posterior às formações que corta.
A carta mostra três formações em contacto, afetadas por uma falha posterior — uma primeira leitura da história geológica da região.
Resultado: As manchas são os afloramentos das três formações; a falha, que as corta, é posterior — a carta regista a distribuição das rochas e uma estrutura tectónica.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o que representa a « mancha » de uma formação numa carta geológica e de que depende a sua forma.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Elementos de uma carta geológica
Numa carta geológica à escala 1:50 000, a distância entre dois afloramentos é de 4 cm. Qual é a distância real no terreno?
1:50 000 significa que 1 cm na carta corresponde a 50 000 cm no terreno.
4 cm × 50 000 = 200 000 cm.
200 000 cm = 2000 m = 2 km.
Resultado: A distância real no terreno é de 2000 m (2 km).
Erros frequentes
Revisão ativa
Numa carta à escala 1:50 000, dois pontos distam 4 cm. Calcula a distância real no terreno.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)