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Identifica-se o motor da Tectónica de Placas: o calor interno da Terra e a sua dissipação por convecção no manto. Estudam-se as correntes de convecção como mecanismo de transporte das placas, as plumas mantélicas e os pontos quentes (que explicam o vulcanismo intraplaca e cadeias como a do Havai), e as forças que atuam sobre as placas (ridge-push, slab-pull). Disciplina de opção sem Exame Final Nacional (avaliação interna).
4 secções~14 min de leitura3 competênciasNível Padrão 1 · Aprofundamento 3
nível básico
Reconhecer que a convecção do manto move as placas e que os pontos quentes geram vulcanismo intraplaca.
nível avançado
Distinguir modelos de convecção e forças de condução das placas, e calcular velocidades a partir de cadeias de pontos quentes.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Do calor interno ao movimento das placas
Indica as duas fontes principais do calor interno da Terra e justifica por que a segunda mantém o planeta quente ao longo de milhares de milhões de anos.
Calor primordial da formação do planeta (acreção e diferenciação), que ainda está a ser dissipado.
Calor libertado pelo decaimento de isótopos radioativos de vida longa (U-238, Th-232, K-40) presentes nas rochas.
Como esses isótopos têm meias-vidas de milhares de milhões de anos, o calor radiogénico produz-se continuamente e mantém o interior quente ao longo do tempo geológico.
Resultado: As fontes são o calor residual e o calor radiogénico; este último, pela longa meia-vida dos isótopos, sustenta o calor interno durante toda a história da Terra.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que o mecanismo de transferência de calor dominante no manto é a convecção e não a condução.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Célula de convecção do manto
Numa célula de convecção do manto, onde se localizam os ramos ascendente e descendente relativamente aos limites de placas? Justifica com o que ocorre em cada um.
Sob os limites divergentes (dorsais): o material quente sobe, funde parcialmente e diverge, criando litosfera e empurrando as placas.
Sob as zonas de subducção: o material frio (a litosfera oceânica velha e densa) afunda, arrastando a placa para o manto.
As correntes de convecção ligam a criação de litosfera (ramo ascendente/dorsal) à sua destruição (ramo descendente/subducção).
Resultado: Ramo ascendente sob as dorsais (criação de litosfera) e ramo descendente sob as zonas de subducção (destruição) — os dois extremos da mesma célula convectiva.
Erros frequentes
Revisão ativa
Relaciona os ramos ascendente e descendente de uma célula de convecção do manto com os limites divergentes e as zonas de subducção.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Cadeia vulcânica sobre um ponto quente
Velocidade da placa (ponto quente)
d é a distância de um vulcão ao ponto quente atual e t a sua idade; v é a velocidade absoluta do movimento da placa sobre o manto.
Numa cadeia de ponto quente, uma ilha extinta dista 400 km da ilha ativa e está datada em 5 Ma. Calcula a velocidade do movimento da placa em cm/ano.
v = 400 km / 5 Ma = 80 km/Ma.
80 km/Ma × 0,1 (cm/ano por km/Ma) = 8 cm/ano.
A placa move-se a ~8 cm/ano na direção que aponta do ponto quente para a ilha ativa.
Resultado: A placa move-se a cerca de 8 cm/ano — um valor típico das placas oceânicas mais rápidas (como a Pacífica).
Erros frequentes
Revisão ativa
Numa cadeia de ilhas vulcânicas, a idade aumenta com a distância à ilha ativa. Explica como se forma esta cadeia e o que ela revela sobre o movimento da placa.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Forças que atuam sobre as placas
Duas placas oceânicas têm dimensões semelhantes, mas apenas uma possui um bordo em subducção ativa. Qual se moverá previsivelmente mais depressa? Justifica.
A placa com bordo em subducção sofre a força de slab-pull: a extremidade fria e densa que mergulha puxa a placa.
A slab-pull é, em geral, a força dominante na condução das placas, superior ao arrasto basal e ao ridge-push.
A placa com subducção ativa terá, previsivelmente, maior velocidade, pois beneficia da força adicional (e dominante) de slab-pull.
Resultado: A placa com bordo em subducção move-se mais depressa, porque a slab-pull — habitualmente a força dominante — a puxa ativamente para a fossa.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que as placas com bordos em subducção tendem a mover-se mais depressa, relacionando esse facto com a força de slab-pull.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)