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Estuda-se a isostasia — o equilíbrio gravitacional da litosfera, que « flutua » sobre a astenosfera mais densa como um icebergue sobre a água. Comparam-se os modelos de Airy e de Pratt, calcula-se a raiz isostática de um relevo pela expressão r = h·ρc/(ρm−ρc) e interpretam-se os reajustes isostáticos responsáveis por movimentos verticais da crosta (soerguimento pós-glaciar, resposta à erosão e à sedimentação). Disciplina de opção sem Exame Final Nacional (avaliação interna).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Compreender a isostasia pela analogia do icebergue e reconhecer os reajustes verticais da crosta.
nível avançado
Distinguir os modelos de Airy e Pratt e resolver cálculos de raiz isostática e de reajuste.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Isostasia: blocos crustais em flutuação
Justifica a afirmação: « As cadeias montanhosas assentam sobre crosta mais espessa do que as planícies. »
Em equilíbrio isostático, um relevo elevado só se mantém se for compensado por uma raiz crustal profunda (como o icebergue mais alto mergulha mais).
A raiz profunda significa que a crosta se estende muito abaixo, aumentando a sua espessura total (topo do relevo + raiz).
Logo, sob uma cadeia montanhosa a crosta é mais espessa (podendo chegar a 60-70 km) do que sob uma planície (~35 km).
Resultado: Pela isostasia, a elevação da montanha exige uma raiz profunda; a crosta é, por isso, muito mais espessa sob as cadeias montanhosas do que sob as planícies.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com a analogia do icebergue, por que uma cadeia montanhosa elevada possui uma raiz crustal profunda.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Airy vs Pratt
Dois blocos crustais vizinhos têm alturas diferentes. Verifica-se que têm a mesma densidade mas espessuras diferentes. Que modelo isostático descreve esta situação?
A densidade é a mesma nos dois blocos.
A espessura (e, logo, a profundidade da raiz) é diferente — o bloco mais alto é mais espesso.
Densidade constante + espessura/raiz variável corresponde ao modelo de Airy.
Resultado: É o modelo de Airy: mesma densidade, compensação por variação da espessura (raiz mais profunda sob o bloco mais alto).
Erros frequentes
Revisão ativa
Compara os modelos de Airy e de Pratt quanto ao que mantêm constante e ao que varia, dando um exemplo geológico de cada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Relevo e raiz isostática
Raiz isostática (modelo de Airy)
h = altura do relevo acima da crosta normal; ρc = densidade da crosta; ρm = densidade do manto. O denominador (ρm−ρc) é o contraste de densidade que sustenta o relevo.
Uma cadeia montanhosa ergue-se h = 4 km acima da crosta normal. Sabendo que ρc = 2,7 g/cm³ e ρm = 3,3 g/cm³, e que a crosta normal tem 35 km, calcula a raiz isostática e a espessura total da crosta sob a montanha.
ρc/(ρm−ρc) = 2,7/(3,3−2,7) = 2,7/0,6 = 4,5.
r = h × 4,5 = 4 × 4,5 = 18 km.
Espessura total = crosta normal + relevo + raiz = 35 + 4 + 18 = 57 km.
Resultado: A raiz isostática tem 18 km de profundidade; a crosta sob a montanha tem cerca de 57 km de espessura total.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma montanha ergue-se 5 km acima da crosta normal. Com ρc = 2,7 e ρm = 3,3 g/cm³, calcula a profundidade da sua raiz isostática.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Reajuste isostático por erosão
Explica a sequência de acontecimentos que leva ao soerguimento pós-glaciar de uma região como a Escandinávia.
Durante a glaciação, uma calote de gelo com quilómetros de espessura sobrecarrega a litosfera, que afunda (subsidência), deslocando astenosfera para os lados.
Ao fundir o gelo, a carga desaparece; o equilíbrio isostático deixa de estar satisfeito (a litosfera está « afundada a mais »).
A astenosfera flui de volta por baixo e a litosfera soergue-se lentamente, ao longo de milhares de anos, até restaurar o equilíbrio.
Resultado: O degelo removeu a carga; a litosfera, antes afundada, soergue-se lentamente à medida que a astenosfera regressa — por isso a Escandinávia ainda sobe hoje.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que a Escandinávia continua a subir alguns milímetros por ano, milhares de anos após o degelo da última glaciação.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)