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Estuda-se a prova que transformou a deriva continental na Tectónica de Placas: a expansão dos fundos oceânicos, proposta por Hess, e a sua confirmação pelo paleomagnetismo. As inversões do campo magnético terrestre ficam registadas nos basaltos e produzem, dos dois lados das dorsais, faixas de anomalias magnéticas simétricas — a hipótese de Vine e Matthews. A partir da idade e da distância dos fundos calcula-se a velocidade de expansão. Disciplina de opção sem Exame Final Nacional (avaliação interna).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 1 · Aprofundamento 3
nível básico
Reconhecer que os fundos oceânicos se expandem a partir das dorsais e que registam o magnetismo terrestre.
nível avançado
Interpretar perfis de anomalias magnéticas simétricos e resolver cálculos de velocidade de expansão com pares idade-distância.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Expansão dos fundos oceânicos numa dorsal
A hipótese da expansão prevê que a espessura dos sedimentos sobre o fundo oceânico aumenta com a distância à dorsal. Justifica esta previsão.
O fundo é criado na dorsal (idade zero) e afasta-se; logo, quanto mais longe da dorsal, mais antigo é o fundo.
Os sedimentos acumulam-se continuamente sobre o fundo ao longo do tempo; um fundo mais antigo teve mais tempo para acumular sedimentos.
Fundos mais afastados (mais antigos) têm coberturas sedimentares mais espessas; junto à dorsal os sedimentos são finos ou inexistentes.
Resultado: A espessura dos sedimentos cresce com a distância à dorsal porque essa distância traduz maior idade do fundo e, logo, mais tempo de acumulação — previsão confirmada.
Erros frequentes
Revisão ativa
Prevê como varia a idade das rochas do fundo oceânico à medida que nos afastamos de uma dorsal e explica porquê.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Registo das inversões numa sucessão de lavas
Um basalto oceânico apresenta polaridade inversa. Que informação nos dá sobre a época da sua formação?
A polaridade inversa indica que, no momento em que o basalto solidificou, o campo magnético terrestre tinha sentido oposto ao atual.
Comparando com a escala de polaridade magnética (datada em lavas continentais), identifica-se o intervalo de tempo de polaridade inversa a que corresponde.
O basalto formou-se durante um período de polaridade inversa, o que ajuda a datá-lo e a correlacioná-lo com outros fundos da mesma faixa.
Resultado: A polaridade inversa data a rocha por comparação com o calendário global de inversões, permitindo correlacionar fundos oceânicos distantes.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que uma sequência de inversões magnéticas serve como marcador temporal comum a rochas de regiões muito afastadas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Faixas de anomalias magnéticas simétricas
Ao atravessar uma dorsal, um navio regista a sequência de polaridades N-I-N-N-I-N (do bordo esquerdo ao direito). Verifica se o perfil é compatível com a expansão dos fundos.
O eixo da dorsal está no centro do perfil, entre as duas faixas N centrais (as mais jovens).
À esquerda do eixo: N-I-N; à direita: N-I-N. As sequências são imagens no espelho uma da outra.
A simetria em relação ao eixo confirma que o fundo foi criado no eixo e afastado igualmente para ambos os lados.
Resultado: O perfil é simétrico em relação ao eixo (N-I-N de cada lado), o que é compatível com — e prova — a expansão simétrica dos fundos oceânicos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que o padrão de anomalias magnéticas é simétrico em relação ao eixo de uma dorsal e o que isso prova.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Idade do fundo em função da distância à dorsal
Velocidade de expansão
d é a distância da faixa ao eixo da dorsal e t a sua idade; v é a meia-velocidade de expansão (a velocidade total de afastamento entre as duas placas é 2v).
Uma faixa magnética datada em 3 Ma situa-se a 66 km do eixo de uma dorsal. Determina a meia-velocidade de expansão (cm/ano) e a velocidade total de afastamento entre as placas.
v = 66 km / 3 Ma = 22 km/Ma (quilómetros por milhão de anos).
22 km/Ma = 22 × 10^5 cm / 10^6 anos = 2,2 cm/ano. Esta é a meia-velocidade (de um só lado do eixo).
As duas placas afastam-se simetricamente, logo a velocidade total de afastamento é 2 × 2,2 = 4,4 cm/ano.
Resultado: Meia-velocidade de expansão ≈ 2,2 cm/ano; velocidade total de afastamento entre as placas ≈ 4,4 cm/ano.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma faixa magnética com 3 Ma encontra-se a 66 km do eixo da dorsal. Calcula a meia-velocidade de expansão em cm/ano.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)