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Reconstitui-se a construção de uma das maiores teorias das Ciências da Terra: a hipótese da deriva continental de Wegener, as provas que a sustentaram (morfológica, paleontológica, litológica e paleoclimática), a razão por que foi rejeitada (a falta de um mecanismo credível) e a sua reformulação, décadas depois, na Teoria da Tectónica de Placas. Como disciplina de opção do 12.º ano, a Geologia não tem Exame Final Nacional — o « Foco no Exame Nacional » indica o que a avaliação interna genuinamente valoriza.
4 secções~14 min de leitura3 competênciasNível Padrão 4
nível básico
Reconhecer as provas da deriva continental e nomear os três tipos de limites de placas.
nível avançado
Avaliar criticamente o percurso científico da deriva à tectónica e relacionar cada tipo de limite com a sua atividade geológica característica.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As quatro provas da deriva continental
O encaixe dos continentes (encaixe morfológico)
Encontram-se depósitos glaciários (tilitos) do Pérmico na Índia, na África do Sul e no Brasil, regiões hoje de clima quente. Explica como este facto apoia a deriva continental.
Os tilitos formam-se sob gelo (calotes glaciárias) e indicam, portanto, clima frio no momento da sua deposição.
Hoje, essas regiões estão em latitudes baixas (climas quentes), pelo que a existência de glaciação nesses locais é incompatível com a posição atual dos continentes.
Reunindo esses continentes num único bloco (Gondwana) próximo do polo Sul de então, os tilitos passam a distribuir-se de forma coerente em torno de um centro glaciário único.
Resultado: A distribuição dos tilitos só é coerente se os continentes tiverem estado unidos junto ao polo Sul e depois derivado para as posições atuais — uma prova paleoclimática da deriva continental.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica de que modo a distribuição do fóssil Mesossauro na América do Sul e em África constitui uma prova da deriva continental.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Wegener propôs que as forças de maré (Sol e Lua) moviam os continentes. Apresenta um argumento que refute esta proposta.
As forças de maré atuam sobre toda a massa da Terra e produzem deslocamentos milimétricos das águas; são minúsculas face à resistência que se oporia ao deslocamento de um continente através de rocha sólida.
Se essas forças fossem suficientes para mover continentes, seriam também suficientes para travar rapidamente a rotação da Terra — o que não se observa.
As forças de maré são fisicamente insuficientes; o mecanismo correto viria a ser a convecção do manto, então desconhecida.
Resultado: As forças de maré são demasiado fracas e teriam efeitos incompatíveis com as observações — não podem ser o motor da deriva, o que justifica a rejeição da hipótese na época.
Erros frequentes
Revisão ativa
Justifica a afirmação: «A rejeição da deriva continental ilustra uma exigência do método científico.»
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Estrutura interna da Terra (recapitulação)
Distingue litosfera de astenosfera quanto ao critério de definição e ao comportamento mecânico, e indica onde se situa a sua fronteira.
A distinção é reológica (comportamento mecânico), não química.
A litosfera é rígida e quebradiça; a astenosfera é sólida mas plástica (flui lentamente).
A fronteira litosfera-astenosfera situa-se dentro do manto superior, abaixo da Moho (que separa, quimicamente, crosta e manto).
Resultado: Litosfera = camada rígida (crosta + topo do manto); astenosfera = manto plástico subjacente; a fronteira entre ambas é reológica e localiza-se no manto, abaixo da Moho.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que a distinção entre litosfera e astenosfera foi decisiva para resolver o problema do mecanismo que Wegener não conseguira explicar.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os três tipos de limites de placas
Numa região oceânica observa-se vulcanismo efusivo, sismos superficiais e idade dos fundos que aumenta simetricamente para ambos os lados de um alinhamento. Que tipo de limite é? Justifica.
A idade crescer simetricamente a partir de um eixo central indica criação de litosfera nesse eixo, com afastamento para os dois lados.
Vulcanismo efusivo (magma que ascende) e sismos superficiais são típicos da criação de litosfera, não de subducção (que dá sismos profundos).
Trata-se de um limite divergente (construtivo) — uma dorsal médio-oceânica.
Resultado: É um limite divergente (dorsal): a simetria de idades, o vulcanismo efusivo e os sismos superficiais indicam criação de nova litosfera oceânica.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica e caracteriza o tipo de limite de placas onde ocorrem, respetivamente, a criação e a destruição de litosfera oceânica, com um exemplo de cada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)