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Estudam-se os riscos geológicos e a sua relação com a ocupação humana do território. Clarificam-se os conceitos de perigosidade, vulnerabilidade, exposição e risco; distinguem-se os riscos internos (sismos, vulcões) dos riscos externos e superficiais (movimentos de vertente, cheias, erosão costeira); e analisa-se o papel do ordenamento do território na redução do risco. Disciplina de opção sem Exame Final Nacional (avaliação interna).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer os principais riscos geológicos e a noção de risco.
nível avançado
Aplicar os conceitos de perigosidade/vulnerabilidade/exposição e avaliar medidas de mitigação e ordenamento.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As componentes do risco
Modelo semi-quantitativo do risco
Modelo conceptual: se qualquer fator for nulo, o risco é nulo. A ação humana atua sobretudo na vulnerabilidade (construção) e na exposição (ordenamento), não na perigosidade.
Uma região tem elevada perigosidade sísmica, mas está completamente desabitada e sem infraestruturas. Qual é o risco sísmico? Justifica.
Não há pessoas nem bens na área — a exposição é nula.
Risco = Perigosidade × Vulnerabilidade × Exposição; sendo a exposição nula, o produto é nulo.
Apesar da elevada perigosidade, o risco é nulo, porque não há nada nem ninguém exposto.
Resultado: O risco é nulo: mesmo com alta perigosidade, sem exposição (nem vulnerabilidade) não há consequências — o risco exige presença humana.
Erros frequentes
Revisão ativa
Numa zona de elevada perigosidade sísmica mas desabitada, qual é o risco? Justifica com a relação entre os conceitos.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Sismos vs vulcões: previsão e mitigação
Justifica por que a estratégia de defesa face aos sismos assenta na preparação permanente, enquanto a dos vulcões pode assentar no alerta e evacuação.
Não há precursores fiáveis que permitam prever o momento exato; logo, não se pode contar com um alerta atempado — a defesa tem de estar « pronta » sempre (construção antissísmica, planos).
Existem precursores monitorizáveis (sismicidade, deformação, gases) que anunciam a erupção com antecedência, permitindo alertas e evacuações.
A diferente previsibilidade justifica estratégias diferentes: preparação estrutural permanente (sismos) vs vigilância e resposta atempada (vulcões).
Resultado: Como os sismos são imprevisíveis a curto prazo, a defesa é a preparação permanente; como os vulcões dão precursores, é possível alertar e evacuar a tempo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Compara sismos e vulcões quanto à previsibilidade a curto prazo e indica uma medida de mitigação adequada a cada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Movimento de vertente (deslizamento)
Após um período de chuvas intensas, uma encosta que fora cortada para construir uma estrada sofre um deslizamento. Explica os fatores envolvidos.
A água infiltra-se, aumenta o peso do material e reduz a coesão/resistência ao longo da potencial superfície de rutura.
O corte para a estrada removeu o apoio na base da encosta, reduzindo a resistência ao deslizamento.
Com o peso aumentado (chuva) e a resistência reduzida (corte de talude + perda de coesão), as forças motrizes superaram as resistentes, e a massa deslizou.
Resultado: O deslizamento resultou da combinação de chuva (mais peso, menos coesão) e do corte de talude (menos resistência) — um risco natural agravado pela ação humana.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que a construção num leito de cheia e a impermeabilização dos solos aumentam o risco de cheia.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
O ordenamento na redução do risco
Uma câmara municipal dispõe de uma carta de perigosidade de movimentos de vertente. Explica como a pode usar para reduzir o risco na expansão urbana.
A carta assinala as encostas mais suscetíveis a deslizamentos (declive, litologia, histórico).
O plano de ordenamento evita ou condiciona a construção nessas zonas, reduzindo a exposição de pessoas e bens.
Onde a ocupação for inevitável, exigem-se medidas de estabilização (drenagem, contenção) e normas construtivas, reduzindo a vulnerabilidade.
Resultado: A carta de perigosidade orienta o ordenamento: evita a ocupação das encostas instáveis (menos exposição) e impõe medidas onde há ocupação (menos vulnerabilidade) — reduzindo o risco.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como uma carta de perigosidade pode ser usada para reduzir o risco geológico numa região através do ordenamento do território.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)