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Estuda-se a reconstituição dos climas do passado (paleoclimas) e a sua importância para compreender o sistema climático. Analisam-se os indicadores paleoclimáticos (proxies), os grandes ciclos climáticos e os ciclos astronómicos de Milankovitch (excentricidade, obliquidade e precessão), e as alterações ambientais registadas nas rochas. Disciplina de opção sem Exame Final Nacional (avaliação interna).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Reconhecer alguns indicadores paleoclimáticos e a existência de ciclos glaciários.
nível avançado
Integrar diferentes proxies e relacionar os ciclos de Milankovitch com a alternância glaciar-interglaciar.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As componentes do sistema climático
Distingue um clima de « estufa » (greenhouse) de um clima de « glaciação » (icehouse) e dá um exemplo de cada na história da Terra.
Clima globalmente quente, sem calotes de gelo permanentes nos polos, geralmente com CO₂ atmosférico elevado (ex.: grande parte do Mesozoico).
Clima globalmente frio, com extensas calotes de gelo (ex.: as glaciações do Quaternário; a glaciação do final do Ordovícico).
A Terra alternou entre estados de estufa e de glaciação ao longo do tempo, mostrando a grande variabilidade natural do clima.
Resultado: Estufa = clima quente sem gelo polar (ex.: Mesozoico); glaciação = clima frio com calotes (ex.: Quaternário) — estados climáticos muito distintos na história da Terra.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que o estudo dos paleoclimas é essencial para compreender o funcionamento e a sensibilidade do sistema climático atual.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Indicadores paleoclimáticos (proxies)
Num testemunho de gelo, mede-se, em bolhas de ar de diferentes profundidades, a concentração de CO₂ e, no gelo, a razão isotópica do oxigénio. Que informação se obtém e porquê?
As bolhas aprisionadas no gelo são amostras da atmosfera da época em que o gelo se formou — dão diretamente o CO₂ (e outros gases) do passado.
A razão isotópica do oxigénio (e do hidrogénio) do gelo depende da temperatura à qual a neve se formou — dá a temperatura do passado.
Comparando CO₂ e temperatura ao longo do testemunho, estuda-se a relação entre a composição atmosférica e o clima ao longo do tempo.
Resultado: As bolhas de ar dão o CO₂ atmosférico do passado e os isótopos do gelo dão a temperatura — permitindo relacionar composição atmosférica e clima ao longo de centenas de milhares de anos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como as bolhas de ar de um testemunho de gelo permitem conhecer a composição da atmosfera do passado.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os ciclos de Milankovitch
Explica como uma configuração orbital que reduz a insolação de verão nas altas latitudes do hemisfério norte pode desencadear uma glaciação.
Com menos insolação no verão nórdico, o gelo e a neve acumulados no inverno não fundem completamente.
O gelo residual acumula-se ano após ano, e as calotes de gelo crescem.
Mais gelo reflete mais radiação solar (maior albedo), arrefecendo ainda mais — uma retroação positiva que amplifica a glaciação.
Resultado: Verões nórdicos frios (por configuração orbital) impedem a fusão do gelo; a retroação gelo-albedo amplifica o arrefecimento, desencadeando e reforçando a glaciação.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica os três ciclos de Milankovitch e os seus períodos aproximados, e explica por que precisam de retroações para gerar glaciações marcadas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Transgressão e regressão
Numa sequência contínua regista-se, da base ao topo: arenito litoral, argila de plataforma, calcário de mar aberto. Que variação do nível do mar indica?
Arenito litoral (pouco profundo) → argila de plataforma (mais fundo) → calcário de mar aberto (ainda mais fundo).
A sucessão vertical (aprofundamento para o topo) reflete a migração lateral dos ambientes marinhos em direção ao continente.
O ambiente tornou-se progressivamente mais profundo: o mar avançou sobre o continente — uma transgressão.
Resultado: A sucessão de fácies cada vez mais profundas para o topo indica uma transgressão marinha (avanço do mar sobre o continente).
Erros frequentes
Revisão ativa
Numa sequência regista-se, da base ao topo, arenito litoral, argila de plataforma e calcário de mar aberto. Que variação do nível do mar indica e porquê?
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)