EuraStudy
Resumos/Geologia/Idade da Terra e tempo geológico
Resumos · GeologiaPT · Secundário

Idade da Terra e tempo geológico

Estuda-se a dimensão do tempo em Geologia: a idade da Terra (~4600 Ma) e como foi determinada (datação de meteoritos), e a escala do tempo geológico, com a sua hierarquia de éones, eras, períodos e épocas. Analisa-se a divisão entre o Pré-Câmbrico (cerca de 88 % da história da Terra) e o Fanerozoico, e os critérios que definem os limites das unidades. Disciplina de opção sem Exame Final Nacional (avaliação interna).

4 secções·~13 min de leitura·3 competências·Nível Padrão 3 · Aprofundamento 1

T·0777 / 16
Perfil de exame
Justificar a idade da Terra e o papel da datação de meteoritosInterpretar e ordenar a escala do tempo geológico e a sua hierarquiaRelacionar os limites das unidades com acontecimentos globais
Operadores:justificaordenainterpretarelacionaexplica

nível básico

Reconhecer a idade da Terra e a hierarquia da escala do tempo geológico.

nível avançado

Justificar a determinação da idade da Terra e relacionar os limites das unidades com bioeventos e acontecimentos globais.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

Texto

Tamanho do texto: Padrão

Conteúdo · 4 secções▾
  1. Idade da Terra e tempo geológico
    • 01A idade da Terra e como se determinou◐
    • 02A escala do tempo geológico e a sua hierarquia◐
    • 03Pré-Câmbrico e Fanerozoico◐
    • 04Os critérios de definição dos limites●
§ 01

A idade da Terra e como se determinou#

●●○PadrãoLPAE-geologia-12-tempo

Pontos-chave

A Terra tem cerca de «4600 milhões de anos» (4,6 Ga) — uma dimensão temporal tão vasta que escapa à intuição humana e que constitui o pano de fundo de toda a Geologia (ver Fig. 1). Chegar a este valor foi um dos grandes triunfos da ciência, e a sua história ilustra bem a evolução do raciocínio científico.

Grandes acontecimentos da história da Terra

História da TerraLinha do tempo de -4600 a 0, -4600: Formação da Terra, -4000: Rochas mais antigas, -3500: Primeira vida (procariotas), -2400: Grande Oxidação, -541: Explosão câmbrica, -252: Extinção P-T, -66: Extinção K-Pg, 0: Presente, -4600–-541: Pré-Câmbrico (~88 %), -541–0: Fanerozoico−46000Ma (idade aproximada)Pré−Câmbrico (~88%)Fanerozoico−4600Formação daTerra−4000Rochas maisantigas−3500Primeira vida(procariotas)−2400Grande Oxidação−541Explosãocâmbrica−252Extinção P-T−66Extinção K-Pg0Presente
Fig. 1Fig. 1 — O « tempo profundo »: o Pré-Câmbrico ocupa cerca de 88 % da história da Terra; a vida complexa só surge no Fanerozoico (últimos 541 Ma).
As primeiras estimativas foram grosseiras e enviesadas. No século XIX, Lord Kelvin calculou a idade da Terra a partir do seu arrefecimento, obtendo apenas 20-100 Ma — um valor muito baixo, porque «desconhecia a radioatividade», que fornece uma fonte de calor interno adicional e mantém o planeta quente por muito mais tempo. Foi a descoberta da radioatividade, no início do século XX, que forneceu simultaneamente a explicação do calor interno «e» o método para datar as rochas.
A idade da Terra foi determinada, sobretudo, pela «datação radiométrica de meteoritos». As rochas da superfície da Terra são continuamente recicladas pelo ciclo das rochas (erosão, sedimentação, subducção, fusão), pelo que raramente se preservam desde a origem do planeta — as rochas terrestres mais antigas conhecidas têm ~4000 Ma, e os minerais mais antigos (zircões) cerca de 4400 Ma, ainda aquém da idade real.
Os «meteoritos», pelo contrário, formaram-se ao mesmo tempo que o Sistema Solar e não sofreram reciclagem geológica: guardam intacta a sua idade original. A datação radiométrica de meteoritos (nomeadamente pelo método U-Pb) fornece consistentemente idades próximas de «4560-4570 Ma» — a idade de formação do Sistema Solar e, logo, da Terra. A convergência de dados de diferentes meteoritos e métodos fixou este valor com grande segurança.
Compreender a «escala» do tempo geológico é indispensável para toda a disciplina. Uma analogia útil: se a história da Terra fosse comprimida num único ano (1 de janeiro = formação; 31 de dezembro à meia-noite = hoje), a vida complexa (Câmbrico) só apareceria em meados de novembro, os dinossauros extinguir-se-iam a 26 de dezembro, e toda a história humana registada ocuparia os últimos segundos. Esta desproporção — o « tempo profundo » — é a grande lição de perspetiva da Geologia.
Exemplo resolvido

Por que datar meteoritos

As rochas terrestres mais antigas têm ~4000 Ma, mas a idade da Terra é ~4600 Ma. Explica esta diferença e o papel dos meteoritos.

  1. 01Reconhecer a reciclagem

    As rochas terrestres são continuamente destruídas e refeitas pelo ciclo das rochas, pelo que quase nenhuma se preserva desde a formação do planeta.

  2. 02Caracterizar os meteoritos

    Os meteoritos formaram-se com o Sistema Solar e não sofreram reciclagem, conservando a idade original (~4560-4570 Ma).

  3. 03Concluir

    Datando meteoritos obtém-se a idade de formação do Sistema Solar, e logo da Terra: ~4600 Ma; as rochas terrestres, mais jovens, apenas dão um limite mínimo.

Resultado: A diferença deve-se à reciclagem das rochas terrestres; a idade real (~4600 Ma) obtém-se de meteoritos não reciclados, que preservam a idade de formação do Sistema Solar.

Foco no Exame Nacional

  • Justificar a idade da Terra (~4600 Ma) e o papel central da datação de meteoritos.
  • Explicar por que as rochas terrestres não bastam para datar a origem do planeta (reciclagem pelo ciclo das rochas).

Erros frequentes

  • Julgar que a idade da Terra foi obtida datando as rochas mais antigas da superfície — estas são mais jovens (~4000 Ma) do que o planeta, por causa da reciclagem.
  • Ignorar a razão do erro de Kelvin (desconhecia a radioatividade como fonte de calor interno).

Revisão ativa

Explica por que a datação de meteoritos foi essencial para determinar a idade da Terra em cerca de 4600 Ma.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A escala do tempo geológico e a sua hierarquia#

●●○PadrãoLPAE-geologia-12-tempo

Pontos-chave

A «escala do tempo geológico» é o calendário da história da Terra, construído ao longo de dois séculos combinando a datação relativa (que ordena) e a datação absoluta (que atribui idades numéricas). Organiza-se numa «hierarquia» de unidades, da maior para a menor: «éon → era → período → época» (ver Fig. 2). Cada unidade menor é uma subdivisão da anterior.

Escala do tempo geológico (éones e eras)

Escala do tempo geológicocoluna estratificada, 6 camadas, Dados: Cenozoico, Mesozoico, Paleozoico, Proterozoico, Arcaico, Hadeanotempo (Ma antes do presente)Cenozoico66–0 MaMesozoico252–66 MaPaleozoico541–252 MaProterozoico2500–541 MaArcaico4000–2500 MaHadeano4600–4000 MaFanerozoico (Paleozoico + Mesozoico + Cenozoico) vs Pré−Câmbrico
Fig. 2Fig. 2 — A escala do tempo geológico: espessura proporcional à duração; o Pré-Câmbrico (Proterozoico + Arcaico + Hadeano) domina o tempo total.
Do mais antigo para o mais recente, reconhecem-se «quatro éones»: o Hadeano, o Arcaico e o Proterozoico — que, em conjunto, formam o «Pré-Câmbrico» — e o «Fanerozoico», o éon da « vida visível ». O Fanerozoico, embora seja o mais curto (apenas os últimos ~541 Ma), é o mais subdividido, porque o registo fóssil abundante permite distinguir muitas unidades.
O Fanerozoico divide-se em «três eras»: o «Paleozoico» (vida antiga), o «Mesozoico» (vida intermédia, a « era dos dinossauros ») e o «Cenozoico» (vida recente, a « era dos mamíferos »). Cada era subdivide-se em «períodos» (por exemplo, o Paleozoico inclui o Câmbrico, Ordovícico, Silúrico, Devónico, Carbónico e Pérmico) e estes em «épocas».
Os «nomes» das unidades têm origens históricas e geográficas curiosas: « Câmbrico » vem de Cambria (nome latino do País de Gales); « Jurássico » dos montes Jura; « Pérmico » da região de Perm, na Rússia. Não é preciso memorizar todas as etimologias, mas conhecer a «ordem» e as «grandes divisões» é essencial para situar qualquer acontecimento geológico.
Um facto crucial, representado na Fig. 2 pela espessura das bandas (proporcional à duração), é a «enorme desproporção» temporal: o Pré-Câmbrico representa cerca de «88 %» de toda a história da Terra, mas está muito pouco subdividido, porque deixou um registo fóssil escasso (seres microscópicos e de corpo mole). Só o Fanerozoico, com fósseis abundantes, permite a subdivisão fina que domina a escala.
Exemplo resolvido

Situar um acontecimento na escala

Um fóssil de trilobite (artrópode marinho do Paleozoico) foi encontrado numa rocha. Situa-o na hierarquia da escala do tempo geológico.

  1. 01Identificar o éon

    As trilobites pertencem ao Fanerozoico (vida com partes duras, abundante no registo).

  2. 02Identificar a era

    Dentro do Fanerozoico, as trilobites são características do Paleozoico (surgem no Câmbrico e extinguem-se no fim do Pérmico).

  3. 03Concluir

    A rocha é do Fanerozoico, era Paleozoico — logo, tem entre ~541 e ~252 Ma.

Resultado: A trilobite situa a rocha no Fanerozoico, era Paleozoico (541-252 Ma) — um fóssil de idade útil para datar o estrato.

Foco no Exame Nacional

  • Ordenar a hierarquia da escala do tempo geológico (éon > era > período > época) e os quatro éones.
  • Reconhecer a desproporção temporal do Pré-Câmbrico (~88 %) e a razão da sua fraca subdivisão.

Erros frequentes

  • Inverter a hierarquia — a ordem decrescente correta é éon › era › período › época.
  • Pensar que o Fanerozoico é o éon mais longo — é o mais curto (~541 Ma), embora o mais subdividido.

Revisão ativa

Ordena, do mais antigo ao mais recente, os quatro éones e as três eras do Fanerozoico.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Pré-Câmbrico e Fanerozoico#

●●○PadrãoLPAE-geologia-12-tempo

Pontos-chave

A grande fronteira da escala do tempo geológico é a que separa o «Pré-Câmbrico» do «Fanerozoico», há cerca de «541 Ma». Não é uma divisão arbitrária: marca uma mudança radical no registo geológico — a passagem de um mundo dominado por seres microscópicos e de corpo mole para um mundo de animais com partes duras, abundantes no registo fóssil.
O «Pré-Câmbrico» (Hadeano + Arcaico + Proterozoico) abrange desde a formação da Terra até há 541 Ma — quase 90 % da sua história. Nele ocorreram acontecimentos decisivos: a formação da crosta e dos oceanos, o aparecimento da vida (procariotas, há ~3500 Ma), a «Grande Oxidação» (há ~2400 Ma, quando a fotossíntese oxigenou a atmosfera) e o surgimento das células eucarióticas e dos primeiros seres pluricelulares. Mas o seu registo fóssil é escasso, dominado por estromatólitos e microfósseis.
O «Fanerozoico» (« vida visível ») inicia-se com o Câmbrico e a célebre «explosão câmbrica»: uma diversificação relativamente rápida (à escala geológica) dos grandes grupos de animais, muitos deles já com «partes duras» (conchas, carapaças, esqueletos). Estas partes duras fossilizam com muito mais facilidade, o que explica a abundância súbita de fósseis a partir daí e a possibilidade de subdividir finamente o tempo (ver Fig. 3).

As eras do Fanerozoico

Eras do FanerozoicoTabela com 3 colunas e 3 linhas, Dados: Era · Períodos · Acontecimento marcante; Paleozoico (541-252 Ma) · Câmbrico → Pérmico · Explosão câmbrica; conquista do meio terrestre; Mesozoico (252-66 Ma) · Triásico, Jurássico, Cretácico · Domínio dos dinossauros; Cenozoico (66-0 Ma) · Paleogénico, Neogénico, Quaternário · Diversificação dos mamíferos; HomemERAPERÍODOSACONTECIMENTO MARCANTEPaleozoico (541-252 Ma)Câmbrico → PérmicoExplosão câmbrica; conquistado meio terrestreMesozoico (252-66 Ma)Triásico, Jurássico,CretácicoDomínio dos dinossaurosCenozoico (66-0 Ma)Paleogénico, Neogénico,QuaternárioDiversificação dosmamíferos; Homem
Fig. 3Fig. 3 — As três eras do Fanerozoico, os seus períodos e um acontecimento marcante de cada.
A explosão câmbrica não significa que a vida surgiu de repente — a vida existia há milhares de milhões de anos —, mas sim que, nesse momento, evoluíram formas com partes duras e maior diversidade, deixando um registo fóssil rico. É importante não confundir « aparecimento da vida » (Pré-Câmbrico, ~3500 Ma) com « aparecimento de um registo fóssil abundante » (Câmbrico, ~541 Ma).
O Fanerozoico organiza-se nas três eras (Paleozoico, Mesozoico, Cenozoico) e nos seus períodos, cada um com faunas e floras características. É neste éon que se situam praticamente todos os grandes acontecimentos da história da vida habitualmente estudados — a conquista do meio terrestre, a era dos dinossauros, a ascensão dos mamíferos —, tema aprofundado no capítulo dos fósseis e das extinções.
Exemplo resolvido

Interpretar a explosão câmbrica

Justifica a afirmação: « A explosão câmbrica não marca o aparecimento da vida, mas sim o de um registo fóssil abundante. »

  1. 01A vida antes do Câmbrico

    A vida existe desde o Pré-Câmbrico (~3500 Ma), mas era dominada por seres microscópicos e de corpo mole, que raramente fossilizam.

  2. 02A novidade do Câmbrico

    No Câmbrico surgem e diversificam-se animais com partes duras (conchas, esqueletos), que fossilizam facilmente.

  3. 03Concluir

    Logo, o que « explode » no Câmbrico é a abundância de fósseis (graças às partes duras), não a vida em si, muito mais antiga.

Resultado: A explosão câmbrica traduz o aparecimento de formas com partes duras (fossilizáveis) e maior diversidade — um salto no registo fóssil, não o início da vida.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar a fronteira Pré-Câmbrico/Fanerozoico (~541 Ma) e a explosão câmbrica.
  • Distinguir « aparecimento da vida » (~3500 Ma) de « registo fóssil abundante » (~541 Ma).

Erros frequentes

  • Pensar que a vida surgiu na explosão câmbrica — a vida existe desde há ~3500 Ma; o Câmbrico marca o registo fóssil abundante (partes duras).
  • Subestimar a dimensão do Pré-Câmbrico (~88 % da história da Terra).

Revisão ativa

Explica por que o registo fóssil se torna abundante a partir do Câmbrico, apesar de a vida existir há muito mais tempo.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Os critérios de definição dos limites#

●●●AprofundamentoLPAE-geologia-12-tempo

Pontos-chave

Os limites entre as unidades da escala do tempo geológico «não são arbitrários»: correspondem, na sua maioria, a «acontecimentos globais» registados nas rochas de todo o planeta, que permitem reconhecer o mesmo limite em regiões muito afastadas (ver Fig. 4). Definir e correlacionar estes limites é uma tarefa central da estratigrafia.

Critérios de definição dos limites

Definição dos limitesTabela com 2 colunas e 4 linhas, Dados: Critério · Marcador utilizado; Bioevento · Aparecimento/extinção de espécies (extinções em massa); Magnetostratigrafia · Sequência de inversões do campo magnético; Quimiostratigrafia · Variações isotópicas / anomalias (ex.: irídio no K-Pg); GSSP · Ponto físico de referência (« prego de ouro »)CRITÉRIOMARCADOR UTILIZADOBioeventoAparecimento/extinção deespécies (extinções emmassa)MagnetostratigrafiaSequência de inversões docampo magnéticoQuimiostratigrafiaVariações isotópicas /anomalias (ex.: irídio no K-Pg)GSSPPonto físico de referência(« prego de ouro »)
Fig. 4Fig. 4 — Os critérios que ancoram os limites das unidades da escala do tempo geológico.
O critério historicamente mais importante é o «bioevento» — uma mudança marcante na fauna e flora fósseis, sobretudo o «aparecimento» ou a «extinção» de espécies. Muitos limites coincidem com «extinções em massa»: o limite Paleozoico/Mesozoico (~252 Ma) corresponde à maior extinção conhecida (fim do Pérmico), e o limite Mesozoico/Cenozoico (~66 Ma) à extinção dos dinossauros não avianos. Os fósseis são, por isso, a principal ferramenta de correlação.
Outros critérios complementam os bioeventos. A «magnetostratigrafia» usa a sequência de inversões do campo magnético (registada nas rochas) como marcador temporal global. A «quimiostratigrafia» usa variações na composição isotópica (por exemplo, do carbono ou do estrónio) associadas a acontecimentos globais. Uma «anomalia geoquímica» famosa é o enriquecimento em irídio no limite K-Pg, indício do impacto de um asteroide.
Para fixar objetivamente os limites, a comunidade geológica internacional define «GSSP» (Global Stratotype Section and Point, ou « estratotipo de fronteira ») — um ponto físico concreto, numa sucessão de rochas de referência, escolhido para marcar oficialmente o início de cada unidade. O GSSP é o « prego de ouro » que ancora o limite a um local e a um nível estratigráfico precisos, garantindo uma definição unívoca e universal.
Compreender estes critérios mostra que a escala do tempo geológico é uma «construção científica rigorosa e revisável»: os limites e as idades são continuamente refinados à medida que surgem novos dados (datações mais precisas, novos GSSP). A escala não é um dado fixo e imutável, mas o resultado, sempre em atualização, do trabalho estratigráfico internacional.
Exemplo resolvido

Correlacionar um limite global

Em duas regiões muito afastadas, uma fina camada de argila rica em irídio separa rochas com fósseis de dinossauros (por baixo) de rochas sem eles (por cima). Que limite marca e como se correlaciona?

  1. 01Interpretar o bioevento

    O desaparecimento dos dinossauros (não avianos) acima da camada indica a extinção do fim do Cretácico — o limite K-Pg (~66 Ma).

  2. 02Interpretar a anomalia de irídio

    O irídio é raro na crosta mas abundante em asteroides; a sua concentração global aponta para o impacto de um asteroide, associado a esta extinção.

  3. 03Correlacionar

    Como a camada de irídio é global e simultânea, permite reconhecer e correlacionar o mesmo limite (K-Pg) nas duas regiões.

Resultado: A camada de irídio marca o limite Cretácico/Paleogénico (K-Pg, ~66 Ma) e, sendo global e simultânea, correlaciona esse limite entre regiões afastadas.

Foco no Exame Nacional

  • Relacionar os limites das unidades com acontecimentos globais (bioeventos, extinções, inversões magnéticas, anomalias geoquímicas).
  • Explicar o papel do GSSP na definição objetiva dos limites.

Erros frequentes

  • Pensar que os limites da escala são arbitrários — correspondem a acontecimentos globais registados nas rochas.
  • Tratar a escala do tempo geológico como fixa e definitiva — é uma construção rigorosa, mas revisável com novos dados.

Revisão ativa

Explica por que muitos limites da escala do tempo geológico coincidem com extinções em massa e como o irídio ajuda a marcar o limite K-Pg.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01A idade da Terra e como se determinou◐
    • 02A escala do tempo geológico e a sua hierarquia◐
    • 03Pré-Câmbrico e Fanerozoico◐
    • 04Os critérios de definição dos limites●

0/4 Lidos

Dos resumos à prática

Idade da Terra e tempo geológico

Consolida este tema com perguntas do banco de perguntas.

~13
min
3
Competências
Praticar

Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano

Tópico anterior

Grandes estruturas geológicas e zonas de subducção

Tópico seguinte

Datação relativa e datação absoluta

EuraStudy·Resumos T·07·MMXXVI

Continua com o tópico seguinte: o teu percurso é mantido.