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Estuda-se a dimensão do tempo em Geologia: a idade da Terra (~4600 Ma) e como foi determinada (datação de meteoritos), e a escala do tempo geológico, com a sua hierarquia de éones, eras, períodos e épocas. Analisa-se a divisão entre o Pré-Câmbrico (cerca de 88 % da história da Terra) e o Fanerozoico, e os critérios que definem os limites das unidades. Disciplina de opção sem Exame Final Nacional (avaliação interna).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer a idade da Terra e a hierarquia da escala do tempo geológico.
nível avançado
Justificar a determinação da idade da Terra e relacionar os limites das unidades com bioeventos e acontecimentos globais.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Grandes acontecimentos da história da Terra
As rochas terrestres mais antigas têm ~4000 Ma, mas a idade da Terra é ~4600 Ma. Explica esta diferença e o papel dos meteoritos.
As rochas terrestres são continuamente destruídas e refeitas pelo ciclo das rochas, pelo que quase nenhuma se preserva desde a formação do planeta.
Os meteoritos formaram-se com o Sistema Solar e não sofreram reciclagem, conservando a idade original (~4560-4570 Ma).
Datando meteoritos obtém-se a idade de formação do Sistema Solar, e logo da Terra: ~4600 Ma; as rochas terrestres, mais jovens, apenas dão um limite mínimo.
Resultado: A diferença deve-se à reciclagem das rochas terrestres; a idade real (~4600 Ma) obtém-se de meteoritos não reciclados, que preservam a idade de formação do Sistema Solar.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que a datação de meteoritos foi essencial para determinar a idade da Terra em cerca de 4600 Ma.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Escala do tempo geológico (éones e eras)
Um fóssil de trilobite (artrópode marinho do Paleozoico) foi encontrado numa rocha. Situa-o na hierarquia da escala do tempo geológico.
As trilobites pertencem ao Fanerozoico (vida com partes duras, abundante no registo).
Dentro do Fanerozoico, as trilobites são características do Paleozoico (surgem no Câmbrico e extinguem-se no fim do Pérmico).
A rocha é do Fanerozoico, era Paleozoico — logo, tem entre ~541 e ~252 Ma.
Resultado: A trilobite situa a rocha no Fanerozoico, era Paleozoico (541-252 Ma) — um fóssil de idade útil para datar o estrato.
Erros frequentes
Revisão ativa
Ordena, do mais antigo ao mais recente, os quatro éones e as três eras do Fanerozoico.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
As eras do Fanerozoico
Justifica a afirmação: « A explosão câmbrica não marca o aparecimento da vida, mas sim o de um registo fóssil abundante. »
A vida existe desde o Pré-Câmbrico (~3500 Ma), mas era dominada por seres microscópicos e de corpo mole, que raramente fossilizam.
No Câmbrico surgem e diversificam-se animais com partes duras (conchas, esqueletos), que fossilizam facilmente.
Logo, o que « explode » no Câmbrico é a abundância de fósseis (graças às partes duras), não a vida em si, muito mais antiga.
Resultado: A explosão câmbrica traduz o aparecimento de formas com partes duras (fossilizáveis) e maior diversidade — um salto no registo fóssil, não o início da vida.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que o registo fóssil se torna abundante a partir do Câmbrico, apesar de a vida existir há muito mais tempo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Critérios de definição dos limites
Em duas regiões muito afastadas, uma fina camada de argila rica em irídio separa rochas com fósseis de dinossauros (por baixo) de rochas sem eles (por cima). Que limite marca e como se correlaciona?
O desaparecimento dos dinossauros (não avianos) acima da camada indica a extinção do fim do Cretácico — o limite K-Pg (~66 Ma).
O irídio é raro na crosta mas abundante em asteroides; a sua concentração global aponta para o impacto de um asteroide, associado a esta extinção.
Como a camada de irídio é global e simultânea, permite reconhecer e correlacionar o mesmo limite (K-Pg) nas duas regiões.
Resultado: A camada de irídio marca o limite Cretácico/Paleogénico (K-Pg, ~66 Ma) e, sendo global e simultânea, correlaciona esse limite entre regiões afastadas.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que muitos limites da escala do tempo geológico coincidem com extinções em massa e como o irídio ajuda a marcar o limite K-Pg.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)