- Sem Exame Final Nacional — disciplina de opção avaliada internamente
- A Física do 12.º ano é uma disciplina de opção da componente de formação específica de Ciências e Tecnologias e NÃO tem Exame Final Nacional próprio. É avaliada exclusivamente por avaliação interna, ao longo do ano, segundo os critérios de cada escola definidos a partir das Aprendizagens Essenciais: testes escritos, resolução de problemas, relatórios das atividades laboratoriais e trabalhos de projeto. A classificação da disciplina é a classificação interna final (CIF), na escala de 0 a 20 valores. Neste dossiê, o campo « Foco no Exame Nacional » deve ler-se, honestamente, como « aquilo que a avaliação interna e as atividades laboratoriais genuinamente valorizam ».
- Relação com o Exame Nacional de Física e Química A (715)
- Não há prova nacional de Física do 12.º ano. Para o acesso ao ensino superior (DGES), a prova de ingresso da área da Física é o Exame Final Nacional de Física e Química A (prova 715), da disciplina bienal do 10.º/11.º anos. A Física do 12.º ano aprofunda e alarga esses conteúdos (cinemática e dinâmica a duas dimensões, campos, física quântica e nuclear), pelo que consolida a preparação para a prova 715, ainda que não seja ela própria objeto de exame.
- Três domínios organizadores e o papel do trabalho prático
- O currículo organiza-se em três domínios: Mecânica (Cinemática e dinâmica da partícula a duas dimensões; Centro de massa e momento linear de sistemas de partículas; Fluidos), Campos de forças (Campo gravítico e campo elétrico; Ação de campos magnéticos sobre cargas em movimento e correntes elétricas) e Física moderna (Introdução à física quântica; Núcleos atómicos e radioatividade). Em todos, os conhecimentos, capacidades e atitudes desenvolvem-se por metodologias de trabalho prático, com destaque para as atividades laboratoriais (AL), que são objeto de relatório e de avaliação.
- O que a avaliação interna valoriza
- Para além do resultado final de um cálculo, valoriza-se o método: a interpretação vetorial das grandezas, a justificação física das opções (referenciais, decomposição de forças, leis de conservação), o rigor de unidades e de algarismos significativos, e o tratamento de dados experimentais (construção e linearização de gráficos, cálculo de incertezas). Nos trabalhos de projeto — em especial no domínio dos núcleos e da radioatividade — valoriza-se a pesquisa fundamentada, a comunicação científica e a análise das implicações sociais e ambientais da ciência e da tecnologia.