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Núcleos atómicos e radioatividade

Estuda-se o núcleo atómico e a radioatividade: a estabilidade nuclear e a energia de ligação (defeito de massa, E = m·c²), as emissões radioativas alfa, beta e gama e as respetivas leis de conservação, a lei do decaimento radioativo e a meia-vida, e ainda a fissão e a fusão nucleares com as suas aplicações, riscos e efeitos biológicos. Disciplina de opção do 12.º ano, sem Exame Nacional: trabalhada sobretudo em projeto, é avaliada internamente.

4 secções·~13 min de leitura·4 competências·Nível Padrão 2 · Aprofundamento 2

T·0777 / 8
Perfil de exame
Interpretar a estabilidade nuclear e a energia de ligação (defeito de massa, E = m·c²)Escrever equações de decaimento alfa, beta e gama com conservação de A e ZAplicar a lei do decaimento radioativo e o conceito de meia-vidaComparar fissão e fusão nucleares e discutir aplicações, riscos e efeitos biológicos
Operadores:interpretaescreveaplicacalculacomparajustificainvestiga

nível básico

Escrever equações de decaimento e aplicar o conceito de meia-vida.

nível avançado

Calcular energias de ligação e aplicar a lei do decaimento N = N₀·e^(−λt) à datação e à medicina.

Profundidade

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Núcleos atómicos e radioatividade
    • 01Núcleo atómico, estabilidade nuclear e energia de ligação●
    • 02Decaimento radioativo: emissões alfa, beta e gama◐
    • 03Lei do decaimento radioativo e meia-vida●
    • 04Fissão e fusão nucleares; aplicações, riscos e efeitos biológicos◐
§ 01

Núcleo atómico, estabilidade nuclear e energia de ligação#

●●●AprofundamentoLPAE-fisica-12-fisica-moderna-nucleos-radioatividade

Pontos-chave

O núcleo é constituído por nucleões — protões (carga positiva) e neutrões (sem carga) —, cujo número total é o número de massa «A»; o número de protões é o número atómico «Z» e o de neutrões «N = A − Z». Apesar da repulsão elétrica entre os protões, o núcleo mantém-se coeso graças à força nuclear forte, uma interação atrativa de curtíssimo alcance, muito mais intensa do que a elétrica às distâncias nucleares.
A estabilidade de um núcleo depende do equilíbrio entre a força nuclear forte e a repulsão elétrica. Os núcleos leves são estáveis com «N ≈ Z»; os mais pesados exigem um excesso de neutrões (que « diluem » a repulsão sem a aumentar) para se manterem estáveis. Acima de «Z = 83» (bismuto) não há núcleos estáveis: todos são radioativos, transformando-se espontaneamente noutros.
Uma descoberta central da física nuclear é o defeito de massa: a massa de um núcleo é sempre menor do que a soma das massas dos nucleões que o compõem, «Δm = [Z·m_p + N·m_n] − m_núcleo». Essa massa em falta « converteu-se » na energia que mantém o núcleo ligado, de acordo com a equivalência massa-energia de Einstein, «E = m·c²». A energia de ligação é «E_ligação = Δm·c²».
Dividindo a energia de ligação pelo número de nucleões obtém-se a energia de ligação por nucleão, uma medida da estabilidade: quanto maior, mais estável o núcleo. O gráfico desta grandeza em função de «A» (ver Fig. 1) cresce até um máximo perto do ferro (A ≈ 56) e depois decresce lentamente. É esta curva que explica por que se liberta energia tanto na fusão de núcleos leves como na fissão de núcleos pesados: ambas caminham no sentido de núcleos mais ligados.

Energia de ligação por nucleão em função do número de massa

Curva de energia de ligaçãoGráfico de linhas: energia de ligação por nucleão (MeV) por número de massa A01234567850100150200energia de ligação por nucleã…número de massa A
Fig. 1Fig. 1 — A energia de ligação por nucleão é máxima perto do ferro (A ≈ 56); daí a energia da fusão (leves) e da fissão (pesados).
Δm=(Z mp+N mn)−mnuˊcleo\Delta m = \left(Z\,m_p + N\,m_n\right) - m_{\text{núcleo}}Δm=(Zmp​+Nmn​)−mnuˊcleo​

Defeito de massa

A massa do núcleo é menor do que a soma das massas dos nucleões; a diferença é o defeito de massa.

Eligac¸a˜o=Δm c2E_{\text{ligação}} = \Delta m\,c^{2}Eligac¸​a˜o​=Δmc2

Energia de ligação (E = m·c²)

A massa em falta converte-se na energia que mantém o núcleo coeso; 1 u ↔ 931,5 MeV.

Exemplo resolvido

Energia de ligação do hélio-4

Calcula a energia de ligação do núcleo de hélio-4 (Z = 2, N = 2) e por nucleão. (m_p = 1,00728 u; m_n = 1,00867 u; m_núcleo = 4,00151 u; 1 u ↔ 931,5 MeV.)

  1. 01Massa dos nucleões separados

    2·m_p + 2·m_n = 2×1,00728 + 2×1,00867 = 2,01456 + 2,01734 = 4,03190 u.

  2. 02Defeito de massa

    Δm = 4,03190 − 4,00151 = 0,03039 u.

    Δm=(Zmp+Nmn)−mnuˊcleo\Delta m = (Z m_p + N m_n) - m_{\text{núcleo}}Δm=(Zmp​+Nmn​)−mnuˊcleo​
  3. 03Energia de ligação

    E = Δm × 931,5 = 0,03039 × 931,5 ≈ 28,3 MeV.

  4. 04Por nucleão

    E/A = 28,3 / 4 ≈ 7,1 MeV por nucleão.

Resultado: Energia de ligação ≈ 28,3 MeV; cerca de 7,1 MeV por nucleão (um núcleo muito estável).

Foco no Exame Nacional

  • Calcular o defeito de massa e a energia de ligação (E = Δm·c²), e a energia de ligação por nucleão.
  • Interpretar a curva da energia de ligação por nucleão e a sua relação com a estabilidade e com a fusão/fissão.

Erros frequentes

  • Pensar que a massa do núcleo é a soma das massas dos nucleões (é menor: há defeito de massa).
  • Confundir energia de ligação total com energia de ligação por nucleão (esta última é que mede a estabilidade).

Revisão ativa

Calcula a energia de ligação do núcleo de hélio-4 e a energia de ligação por nucleão. (m_p = 1,00728 u; m_n = 1,00867 u; m_núcleo = 4,00151 u; 1 u corresponde a 931,5 MeV.)

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Física — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Decaimento radioativo: emissões alfa, beta e gama#

●●○PadrãoLPAE-fisica-12-fisica-moderna-nucleos-radioatividade

Pontos-chave

Um núcleo instável transforma-se espontaneamente, emitindo radiação — é a radioatividade. Há três tipos principais de emissão (ver Fig. 2). A emissão alfa (α) consiste na saída de um núcleo de hélio-4 (2 protões e 2 neutrões): o núcleo perde 4 unidades de massa e 2 de carga («A → A − 4», «Z → Z − 2»). É típica de núcleos muito pesados.

Comparação das emissões alfa, beta e gama

Emissões radioativasTabela com 5 colunas e 3 linhas, Dados: Emissão · Natureza · Carga · Efeito (A, Z) · Penetração; Alfa (α) · núcleo de He-4 · +2 · A − 4 ; Z − 2 · baixa (folha de papel); Beta (β⁻) · eletrão · −1 · A ; Z + 1 · média (alumínio); Gama (γ) · fotão (radiação) · 0 · A ; Z (inalterados) · alta (chumbo/betão)EMISSÃONATUREZACARGAEFEITO (A, Z)PENETRAÇÃOAlfa (α)núcleo de He-4+2A − 4 ; Z − 2baixa (folha de papel)Beta (β⁻)eletrão−1A ; Z + 1média (alumínio)Gama (γ)fotão (radiação)0A ; Z (inalterados)alta (chumbo/betão)
Fig. 2Fig. 2 — As três emissões radioativas: natureza, efeito sobre A e Z e poder de penetração.
A emissão beta (β) resulta da transformação de nucleões. No decaimento «β⁻», um neutrão converte-se num protão, emitindo um eletrão (e um antineutrino): «Z → Z + 1», mantendo-se «A». No decaimento «β⁺», um protão converte-se num neutrão, emitindo um positrão: «Z → Z − 1», com «A» constante. As partículas beta são mais penetrantes do que as alfa.
A emissão gama (γ) é radiação eletromagnética de altíssima energia (fotões), emitida por um núcleo que transita de um estado excitado para um de menor energia — tal como um átomo emite luz, mas com energias milhões de vezes maiores. Não altera «A» nem «Z»: apenas liberta o excesso de energia. É a radiação mais penetrante, exigindo blindagens espessas de chumbo ou betão.
Todas as transformações nucleares respeitam duas leis de conservação fundamentais: a conservação do número de massa «A» e a conservação do número atómico (carga) «Z». Estas leis permitem escrever e completar equações de decaimento: identificado o núcleo-pai e o tipo de emissão, o núcleo-filho fica determinado pela conservação de «A» e de «Z».
ZAX  →  Z−2A−4Y+24α{}^{A}_{Z}\mathrm{X} \;\rightarrow\; {}^{A-4}_{Z-2}\mathrm{Y} + {}^{4}_{2}\alphaZA​X→Z−2A−4​Y+24​α

Decaimento alfa

O núcleo emite uma partícula alfa (núcleo de hélio-4): A diminui 4 e Z diminui 2.

ZAX  →  Z+1AY+−1  0e{}^{A}_{Z}\mathrm{X} \;\rightarrow\; {}^{A}_{Z+1}\mathrm{Y} + {}^{\;0}_{-1}\mathrm{e}ZA​X→Z+1A​Y+−10​e

Decaimento beta-menos

Um neutrão converte-se em protão e emite um eletrão: Z aumenta 1 e A mantém-se.

Exemplo resolvido

Decaimento alfa do urânio-238

O urânio-238 (Z = 92) sofre decaimento alfa. Escreve a equação e identifica o núcleo-filho.

  1. 01Efeito da emissão alfa

    A partícula alfa leva 4 unidades de massa e 2 de carga: A = 238 − 4 = 234; Z = 92 − 2 = 90.

  2. 02Identificar o elemento

    Z = 90 corresponde ao tório (Th).

  3. 03Escrever a equação

    U-238 → Th-234 + α, com conservação de A (238 = 234 + 4) e de Z (92 = 90 + 2).

      92238U→  90234Th+24α{}^{238}_{\;92}\mathrm{U} \rightarrow {}^{234}_{\;90}\mathrm{Th} + {}^{4}_{2}\alpha92238​U→90234​Th+24​α

Resultado: O núcleo-filho é o tório-234 (Z = 90, A = 234).

Foco no Exame Nacional

  • Escrever e completar equações de decaimento α, β⁻, β⁺ e γ, conservando A e Z.
  • Comparar as emissões quanto à natureza, carga e poder de penetração.

Erros frequentes

  • Alterar A ou Z numa emissão gama (a emissão γ não muda A nem Z; só liberta energia).
  • Trocar β⁻ e β⁺: em β⁻ o número atómico aumenta (n → p); em β⁺ diminui (p → n).

Revisão ativa

O urânio-238 (Z = 92) sofre decaimento alfa. Escreve a equação de decaimento e identifica o núcleo-filho (número atómico e número de massa).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Física — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Lei do decaimento radioativo e meia-vida#

●●●AprofundamentoLPAE-fisica-12-fisica-moderna-nucleos-radioatividade

Pontos-chave

O decaimento radioativo é um processo aleatório: não se pode prever quando um núcleo em particular se desintegra, mas o comportamento de um grande número de núcleos é perfeitamente regular. A lei do decaimento radioativo afirma que o número de núcleos por desintegrar diminui exponencialmente com o tempo: «N = N_0·e^(−λ·t)», onde «N_0» é o número inicial e «λ» é a constante de decaimento, característica de cada nuclídeo (ver Fig. 3).

Curva de decaimento radioativo e meia-vida

Decaimento radioativoGráfico de N = N₀e^(−λt), ordenada na origem y = 100, decrescente, no intervalo x de 0 a 51234520406080100½ N₀¼ N₀⅛ N₀N = N₀e(−λt)N (% do inicial)tempo (em meias-vidas)
Fig. 3Fig. 3 — N = N₀·e^(−λt): a cada meia-vida, a quantidade reduz-se a metade (½, ¼, ⅛…).
A atividade de uma amostra — o número de desintegrações por segundo — é proporcional ao número de núcleos presentes: «A = λ·N», e decresce da mesma forma exponencial, «A = A_0·e^(−λ·t)». Mede-se em becquerel (1 Bq = 1 desintegração por segundo). É a atividade que se mede num detetor de radiação e que interessa em aplicações médicas e industriais.
A meia-vida «t_{1/2}» é o tempo ao fim do qual metade dos núcleos iniciais se desintegrou. É constante para cada nuclídeo e relaciona-se com a constante de decaimento por «t_{1/2} = ln2/λ». Ao fim de uma meia-vida resta metade dos núcleos; ao fim de duas, um quarto; de três, um oitavo — e assim sucessivamente (Fig. 3). Cuidado: a meia-vida não é « metade do tempo de vida » da amostra, mas o período em que a quantidade se reduz a metade.
A lei do decaimento tem aplicações notáveis. A datação por carbono-14 (meia-vida ≈ 5730 anos) determina a idade de restos orgânicos; a datação por urânio-chumbo data rochas com milhões de anos; na medicina, usam-se radionuclídeos de meia-vida curta como marcadores em diagnóstico (por exemplo, na cintigrafia) e em terapia. Em todos os casos, mede-se a atividade ou a fração restante e aplica-se a lei exponencial.
N=N0 e−λtN = N_0\,e^{-\lambda t}N=N0​e−λt

Lei do decaimento radioativo

O número de núcleos por desintegrar decresce exponencialmente; λ é a constante de decaimento.

A=λ N=A0 e−λtA = \lambda\,N = A_0\,e^{-\lambda t}A=λN=A0​e−λt

Atividade de uma amostra

Número de desintegrações por segundo (becquerel); proporcional ao número de núcleos.

t1/2=ln⁡2λt_{1/2} = \dfrac{\ln 2}{\lambda}t1/2​=λln2​

Meia-vida

Tempo em que o número de núcleos (e a atividade) se reduz a metade; constante para cada nuclídeo.

Exemplo resolvido

Fração restante de iodo-131

O iodo-131 tem meia-vida de 8,0 dias. Que fração permanece ao fim de 24 dias? Determina a constante de decaimento.

  1. 01Número de meias-vidas

    n = 24 / 8,0 = 3 meias-vidas.

  2. 02Fração restante

    Cada meia-vida reduz a metade: (½)³ = 1/8 = 0,125.

    NN0=(12)t/t1/2\dfrac{N}{N_0} = \left(\tfrac{1}{2}\right)^{t/t_{1/2}}N0​N​=(21​)t/t1/2​
  3. 03Constante de decaimento

    λ = ln2 / t½ = 0,693 / 8,0 ≈ 0,087 dia⁻¹.

Resultado: Ao fim de 24 dias resta 1/8 (12,5 %) da amostra; λ ≈ 0,087 dia⁻¹.

Foco no Exame Nacional

  • Aplicar N = N₀·e^(−λt) e a relação t½ = ln2/λ a frações restantes, atividades e datação.
  • Interpretar a meia-vida corretamente (tempo para reduzir a metade), sem a confundir com «metade da vida».

Erros frequentes

  • Pensar que, após duas meias-vidas, não resta nada (resta um quarto; a redução é sempre a metade do que havia).
  • Confundir constante de decaimento λ com meia-vida t½ (relacionam-se por t½ = ln2/λ, são inversas).

Revisão ativa

O iodo-131 tem meia-vida de 8,0 dias. Que fração de uma amostra permanece por desintegrar ao fim de 24 dias? Determina também a constante de decaimento.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Física — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Fissão e fusão nucleares; aplicações, riscos e efeitos biológicos#

●●○PadrãoLPAE-fisica-12-fisica-moderna-nucleos-radioatividade

Pontos-chave

A fissão nuclear é a divisão de um núcleo pesado (como o urânio-235) em dois núcleos mais leves, com libertação de neutrões e de grande quantidade de energia. Como os fragmentos têm maior energia de ligação por nucleão do que o núcleo original (recorde-se a curva da Fig. 1), há um defeito de massa e liberta-se energia «E = Δm·c²». Os neutrões emitidos podem provocar novas fissões, gerando uma reação em cadeia (ver Fig. 4) — controlada nos reatores nucleares, descontrolada nas armas.

Reação em cadeia de fissão

Reação em cadeiaGrafo, neutrão → U-235, U-235 → fragmentos + neutrões, fragmentos + neutrões → U-235, fragmentos + neutrões → U-235neutrãoU-235fragmentos +neutrõesU-235U-235
Fig. 4Fig. 4 — Na fissão, os neutrões libertados provocam novas fissões: uma reação em cadeia.
A fusão nuclear é o processo inverso: núcleos leves (como isótopos de hidrogénio) unem-se para formar um núcleo mais pesado (hélio), também com libertação de energia, e ainda maior por unidade de massa do que a fissão. É a fonte de energia das estrelas, incluindo o Sol. Na Terra, a fusão controlada é um objetivo de investigação (reatores de fusão), pois exige temperaturas altíssimas para vencer a repulsão elétrica entre os núcleos.
As radiações nucleares têm efeitos biológicos: ao atravessarem a matéria viva, ionizam átomos e podem danificar moléculas, sobretudo o ADN. Os efeitos dependem do tipo de radiação, da dose e do tempo de exposição. Daí a necessidade de blindagens, de limites de dose e de detetores de radiação. Um risco comum e frequentemente ignorado é a acumulação de radão — um gás radioativo natural — em edifícios mal ventilados, cuja inalação prolongada aumenta o risco de cancro do pulmão.
As aplicações são vastas e ambivalentes, o que torna o tema um bom objeto de trabalho de projeto: produção de energia elétrica (com o problema dos resíduos radioativos), medicina (diagnóstico por imagem com marcadores radioativos, radioterapia), datação em arqueologia e geologia, esterilização e conservação de alimentos, e deteção industrial. Avaliar criticamente os benefícios e os riscos — para a saúde, o ambiente e a sociedade — é parte essencial da literacia científica.
E=Δm c2E = \Delta m\,c^{2}E=Δmc2

Energia libertada (equivalência massa-energia)

A massa em falta converte-se em energia; usa-se 1 u ↔ 931,5 MeV.

Exemplo resolvido

Energia libertada numa fissão

Numa fissão, o defeito de massa é 0,20 u. Calcula a energia libertada em MeV (1 u ↔ 931,5 MeV).

  1. 01Aplicar E = Δm·c²

    Em unidades práticas, E = Δm × 931,5 MeV por cada unidade de massa atómica.

    E=Δm×931,5 MeVE = \Delta m \times 931{,}5\ \text{MeV}E=Δm×931,5 MeV
  2. 02Substituir

    E = 0,20 × 931,5 ≈ 186 MeV.

  3. 03Comparar

    Cerca de 190 MeV por fissão — milhões de vezes mais do que numa reação química típica.

Resultado: Libertam-se cerca de 1,9 × 10² MeV (≈ 186 MeV) por fissão.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir fissão de fusão e relacionar ambas com a energia de ligação por nucleão e com E = Δm·c².
  • Discutir aplicações, efeitos biológicos e riscos (resíduos, radão) das radiações nucleares.

Erros frequentes

  • Trocar fissão (divisão de núcleos pesados) com fusão (união de núcleos leves).
  • Pensar que só a fissão liberta energia (a fusão liberta ainda mais por unidade de massa).

Revisão ativa

Numa fissão, o defeito de massa é 0,20 u. Calcula a energia libertada, em MeV (1 u corresponde a 931,5 MeV).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Física — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Núcleo atómico, estabilidade nuclear e energia de ligação●
    • 02Decaimento radioativo: emissões alfa, beta e gama◐
    • 03Lei do decaimento radioativo e meia-vida●
    • 04Fissão e fusão nucleares; aplicações, riscos e efeitos biológicos◐

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Dos resumos à prática

Núcleos atómicos e radioatividade

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Referências e fontes

Fontes

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  • Aprendizagens Essenciais de Física — 12.º ano (DGE)

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