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Estende-se a mecânica a sistemas de várias partículas: define-se o centro de massa e caracteriza-se o seu movimento, introduz-se o momento linear e o impulso, e demonstra-se a Lei da Conservação do Momento Linear a partir da terceira lei de Newton, aplicando-a a colisões elásticas e inelásticas a uma dimensão. Disciplina de opção do 12.º ano, sem Exame Nacional: inclui a atividade laboratorial de colisões e é avaliada internamente.
4 secções~13 min de leitura4 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Calcular o centro de massa e aplicar a conservação do momento linear a colisões simples.
nível avançado
Relacionar impulso e força numa colisão, e analisar energeticamente colisões elásticas e inelásticas.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Centro de massa de três partículas
Posição do centro de massa
Média das posições ponderada pelas massas; M = Σ mᵢ é a massa total.
Velocidade e aceleração do CM
Obtêm-se por derivação sucessiva da posição do centro de massa.
Três partículas: 1,0 kg em (0; 0), 1,0 kg em (4; 0) e 2,0 kg em (2; 4) (SI). Determina o centro de massa.
M = 1,0 + 1,0 + 2,0 = 4,0 kg.
x_cm = (1,0×0 + 1,0×4 + 2,0×2)/4,0 = (0 + 4 + 4)/4,0 = 2,0 m.
y_cm = (1,0×0 + 1,0×0 + 2,0×4)/4,0 = (0 + 0 + 8)/4,0 = 2,0 m.
Resultado: O centro de massa situa-se em (2,0; 2,0) m — deslocado para junto da partícula de 2,0 kg.
Erros frequentes
Revisão ativa
Três partículas estão em: 1,0 kg em (0; 0), 1,0 kg em (4; 0) e 2,0 kg em (2; 4) (SI). Determina a posição do centro de massa do sistema.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Física — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Impulso como área do gráfico força-tempo
Momento linear
Vetor com a direção e o sentido da velocidade; unidade kg·m/s = N·s.
Segunda lei com momento linear
Forma geral da segunda lei; para um sistema, só contam as forças exteriores.
Teorema do impulso
O impulso da resultante é igual à variação do momento linear; para força variável, é a área sob o gráfico F–t.
Uma bola de 0,50 kg embate numa parede a 8,0 m/s e ressalta a 6,0 m/s no sentido oposto, com contacto de 0,020 s. Determina o impulso e a força média.
Positivo o da velocidade inicial: v_inicial = +8,0 m/s; v_final = −6,0 m/s (ressalta).
Δp = m·v_final − m·v_inicial = 0,50×(−6,0) − 0,50×(8,0) = −3,0 − 4,0 = −7,0 kg·m/s.
I = Δp = −7,0 N·s (o sinal indica o sentido: para longe da parede).
F = |Δp|/Δt = 7,0 / 0,020 = 350 N.
Resultado: Impulso de módulo 7,0 N·s e força média de 350 N sobre a bola.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma bola de 0,50 kg embate numa parede a 8,0 m/s e ressalta a 6,0 m/s no sentido oposto. O contacto dura 0,020 s. Determina o impulso e a intensidade da força média sobre a bola.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Física — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Recuo: momentos iguais e opostos
Conservação do momento linear
Num sistema isolado, o momento linear total mantém-se constante (soma vetorial).
Aplicação a um sistema de corpos
A soma dos momentos antes é igual à soma dos momentos depois da interação.
Uma espingarda de 4,0 kg dispara uma bala de 0,020 kg a 400 m/s. Determina a velocidade de recuo da espingarda (sistema isolado).
O sistema parte do repouso: p_inicial = 0.
0 = m_bala·v_bala + M·V ⇒ 0 = 0,020×400 + 4,0×V.
4,0×V = −8,0 ⇒ V = −2,0 m/s.
Resultado: A espingarda recua a 2,0 m/s, no sentido oposto ao da bala.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma espingarda de 4,0 kg dispara uma bala de 0,020 kg a 400 m/s. Determina a velocidade de recuo da espingarda, supondo o sistema isolado.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Física — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Comparação de colisões a uma dimensão
Conservação do momento linear (1D)
Vale em qualquer colisão; os sinais das velocidades indicam o sentido.
Colisão perfeitamente inelástica
Os corpos seguem unidos com a velocidade do centro de massa; perda de energia cinética máxima.
Um carrinho de 2,0 kg a 3,0 m/s embate e fica unido a um de 1,0 kg em repouso. Determina a velocidade comum e a energia cinética dissipada.
2,0×3,0 + 1,0×0 = (2,0 + 1,0)×v ⇒ 6,0 = 3,0×v.
v = 6,0 / 3,0 = 2,0 m/s.
E_c,i = ½×2,0×3,0² = ½×2,0×9,0 = 9,0 J.
E_c,f = ½×3,0×2,0² = ½×3,0×4,0 = 6,0 J; ΔE_c = 6,0 − 9,0 = −3,0 J.
Resultado: Velocidade comum de 2,0 m/s; dissipam-se 3,0 J de energia cinética na colisão.
Erros frequentes
Revisão ativa
Um carrinho de 2,0 kg a 3,0 m/s embate e fica unido a um carrinho de 1,0 kg em repouso. Determina a velocidade comum após a colisão e a energia cinética dissipada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Física — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)