- Avaliação interna — não há Exame Final Nacional
- Oficina de Multimédia B não consta da lista de Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário do IAVE e não é prova de ingresso. Sendo uma disciplina de opção da formação específica do 12.º ano do curso de Artes Visuais, é avaliada exclusivamente por avaliação interna, contínua e formativa, definida por cada escola a partir das Aprendizagens Essenciais e do Perfil dos Alunos. Neste dossiê, o « Foco de avaliação » de cada secção assinala honestamente aquilo que a avaliação interna genuinamente valoriza — o domínio técnico dos meios, a qualidade do projeto e do produto, o processo documentado e a fundamentação das escolhas — e nunca um exame nacional que não existe.
- Os oito domínios das Aprendizagens Essenciais
- As Aprendizagens Essenciais (DGE, agosto de 2018) organizam a disciplina em oito domínios: « Introdução ao multimédia digital », « Narrativa para multimédia », « Texto », « Imagem digital », « Som digital », « Vídeo », « Animação » e « Projeto Multimédia ». A lógica prevalecente recomendada pelo documento é a do desenvolvimento de desafios, problemas ou projetos, com trabalho integrado dos diferentes domínios e articulação com outras áreas disciplinares — pelo que os domínios não se estudam isolados, mas convergem no projeto multimédia.
- O que a avaliação interna valoriza
- A avaliação incide sobre: a compreensão dos conceitos nucleares (dimensões, tipos e suportes de multimédia; digitalização, amostragem e quantização; modelos de cor; resolução; compressão); o domínio técnico das ferramentas de edição de imagem vetorial e bitmap, de áudio, de vídeo e de animação; a capacidade de captar imagem e som com os equipamentos adequados; a construção de narrativa e de guião; a qualidade compositiva e tipográfica dos produtos gráficos; e, sobretudo, o desenvolvimento de um projeto multimédia pelas suas fases, documentado em memória descritiva. Valoriza-se o processo tanto quanto o produto, bem como a autonomia, a criatividade, o trabalho em equipa e o respeito pelos direitos de autor.
- Prova de equivalência à frequência (alunos autopropostos)
- Para os alunos autopropostos que necessitem de equivalência existe uma prova de equivalência à frequência da disciplina (código 318), elaborada pela escola ao abrigo do despacho normativo anual sobre avaliação externa — não é um exame nacional do IAVE, e a sua informação-prova é publicada por cada escola ou região. Nas versões publicadas, a prova é de natureza prática e consiste na realização de um projeto multimédia, com uma duração da ordem de 120 minutos e cotação de 200 pontos, distribuída entre a planificação do projeto e a sua concretização (criatividade, desenvolvimento, solução final e relatório/memória descritiva). A estrutura concreta deve sempre ser confirmada na informação-prova publicada pela escola no ano em causa.
- Rigor técnico e honestidade
- Sendo uma disciplina prática apoiada em conceitos nucleares, exige-se exatidão técnica: os cálculos de resolução, profundidade de cor (2^n), tamanho de ficheiro, taxa de amostragem, teorema de Nyquist, débito binário e número de fotogramas são feitos e verificados; os modelos de cor aditivo (RGB) e subtrativo (CMYK) não se trocam; os formatos classificam-se corretamente quanto a compressão com e sem perdas; e a linguagem audiovisual (planos, ângulos, montagem) e os princípios da animação são atribuídos com rigor. Não se inventam estatísticas, exames, datas nem autores.