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A imagem é quase sempre a primeira coisa que o espetador vê, e decidir como a representar, com que resolução, em que modelo de cor e em que formato é uma escolha plástica antes de ser técnica. Percorrem-se aqui a distinção entre raster e vetorial, a tríade resolução-dimensão-densidade, os modelos RGB, CMYK e HSB, a profundidade de cor, o peso do ficheiro e a compressão, e o fluxo de edição não destrutiva que leva a imagem até ao produto multimédia. Oficina de Multimédia B é uma disciplina de opção do 12.º ano sem Exame Final Nacional, avaliada internamente a partir das produções e do projeto.
5 secções~35 min de leitura5 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 3
nível básico
Distinguir raster de vetorial, ler resolução, densidade e formatos, e reconhecer para que serve cada modelo de cor.
nível avançado
Dimensionar a imagem para cada destino com cálculo, montar uma edição não destrutiva por camadas e máscaras e fundamentar o formato de exportação.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Grelha de pixels e curva com pontos de controlo
A marca do ciclo só existe num ficheiro raster de 512 × 512 px e vai ser impressa com 3 m de largura numa lona. Que tamanho terá cada pixel na lona, e o que muda se a marca existir em vetorial?
Os 300 cm de lona têm de ser cobertos pelos 512 pixels disponíveis: 300 ÷ 512 = 0,586 cm por pixel.
Cada pixel passa a ser um quadrado com cerca de 5,9 mm de lado. Qualquer aresta oblíqua da marca fica com degraus dessa ordem, visíveis mesmo a alguma distância.
Em densidade: 300 ÷ 2,54 = 118,1 polegadas, e 512 ÷ 118,1 ≈ 4,3 ppi — muito abaixo de qualquer valor utilizável.
O mesmo desenho em vetorial não tem pixels: é rasterizado na máquina à resolução de saída, e a aresta sai contínua a qualquer dimensão.
Resultado: Em raster, cada pixel mede ≈ 5,9 mm na lona (≈ 4,3 ppi) e a marca lê-se aos quadrados; em vetorial, a mesma marca sai nítida. Um ficheiro de 512 px serve para um ícone de ecrã, nunca para grande formato.
Erros frequentes
Revisão ativa
Estás a preparar a identidade de um ciclo de cinema com cartaz A2, programa impresso, genérico de vídeo e sítio. Faz a lista dos elementos gráficos de que o conjunto precisa (marca, tipografia de título, fotografias, pictogramas das salas, fundo de textura) e, para cada um, indica a representação — raster ou vetorial —, a aplicação em que o farias e o momento do fluxo em que aceitas rasterizá-lo. Justifica cada decisão em duas linhas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Oficina de Multimédia B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE)) · Oficina de Multimédia B — documento curricular da disciplina (Direção-Geral da Educação (DGE))
Densidade de trabalho por destino
Pixels, dimensão física e densidade
O número de pixels de uma dimensão é o seu tamanho físico em polegadas multiplicado pela densidade. Lida ao contrário, dá o maior tamanho impresso possível com os pixels disponíveis.
Conversão métrica
Uma polegada vale exatamente 2,54 cm. É a conversão que falta para aplicar a fórmula da densidade a formatos métricos como o A3 ou o A5.
O cartaz do ciclo é um A3 (29,7 × 42 cm) impresso a 300 ppi. (a) Que resolução em pixels tem de ter o ficheiro? (b) A fotografia disponível tem 3000 × 2000 px: chega para o cartaz?
42 ÷ 2,54 = 16,54 pol de altura; 29,7 ÷ 2,54 = 11,69 pol de largura.
16,54 × 300 = 4961 px; 11,69 × 300 = 3508 px. O ficheiro é, portanto, de 3508 × 4961 px.
4961 × 3508 = 17 403 188 pixels, ou seja, cerca de 17,4 MP.
A fotografia tem 3000 × 2000 = 6 000 000 px, 6 MP. A 300 ppi imprime 3000 ÷ 300 = 10 pol = 25,4 cm por 2000 ÷ 300 = 6,67 pol = 16,9 cm.
Cabe num A4, não num A3. Restam três caminhos: baixar a densidade — os mesmos 3000 px repartidos pelas 16,54 pol do A3 dão 181 ppi, defensável para leitura a dois metros —, compor a fotografia mais pequena dentro do cartaz, ou voltar a fotografar. O que não é caminho é reamostrar para cima: os pixels em falta não seriam captados, seriam inventados.
Resultado: O ficheiro do cartaz A3 a 300 ppi mede 3508 × 4961 px (≈ 17,4 MP). A fotografia de 6 MP só chega a ≈ 25,4 × 16,9 cm nessa densidade; esticada ao A3 ficaria a 181 ppi — aceitável a dois metros de distância, insuficiente para uma peça de mão.
Erros frequentes
Revisão ativa
O mesmo ciclo vai ter uma lona de 4 × 3 m à entrada da sala, lida a cerca de 8 metros. (a) Escolhe uma densidade de trabalho e justifica-a pela distância de leitura. (b) Calcula a resolução em pixels que o ficheiro deve ter, sabendo que 1 polegada = 2,54 cm. (c) Compara-a com a resolução do cartaz A3 a 300 ppi e explica o resultado a quem esperava que a lona precisasse de muitos mais pixels.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Oficina de Multimédia B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Síntese aditiva RGB
Síntese subtrativa CMY e a chapa K
Leitura de um par hexadecimal
d₁ e d₀ são os dois dígitos do par, com A a F a valerem 10 a 15. Assim « CC » = 16 × 12 + 12 = 204 e « FF » = 16 × 15 + 15 = 255.
Para o cartaz do ciclo escolheste no ecrã um verde-limão de R = 204, G = 255, B = 0. (a) Escreve-o em hexadecimal. (b) Descreve-o em HSB. (c) O que esperas que aconteça na impressão em CMYK?
R = 204 = 16 × 12 + 12, e 12 escreve-se C, logo « CC ». G = 255 = 16 × 15 + 15, logo « FF ». B = 0, logo « 00 ». A cor é #CCFF00.
Normalizando, R = 0,8, G = 1 e B = 0. O brilho é o canal máximo, 1, ou seja 100 %; a saturação é (máximo − mínimo) ÷ máximo = (1 − 0) ÷ 1 = 1, ou seja 100 %.
Com o verde como canal máximo, o matiz é 60 × (2 + (B − R) ÷ (máximo − mínimo)) = 60 × (2 + (0 − 0,8) ÷ 1) = 60 × 1,2 = 72°. Fica entre o amarelo, a 60°, e o verde, a 120°.
Um matiz entre o amarelo e o verde com saturação e brilho ambos a 100 % está fora do gamut típico da quadricromia: a conversão empurra-o para a cor reproduzível mais próxima e o cartaz sai mais fechado e menos vibrante. O valor exato depende do perfil da gráfica, pelo que se faz a prova no ecrã com esse perfil antes de fechar a paleta.
Resultado: #CCFF00 corresponde a H = 72°, S = 100 %, B = 100 %: um verde-limão de saturação máxima que o ecrã emite mas que a tinta não alcança. Ou se reserva essa cor para a versão de ecrã, ou se conta desde já com um tom mais fechado no cartaz impresso.
Erros frequentes
Revisão ativa
Escreve em notação hexadecimal a cor R = 0, G = 128, B = 255 e identifica o seu matiz aproximado em graus. Depois, explica em cinco linhas por que razão essa mesma cor não é a mesma no cartaz impresso e no sítio do ciclo, e que passo do fluxo de trabalho terias de acrescentar para não seres apanhado de surpresa.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Oficina de Multimédia B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE)) · Oficina de Multimédia B — documento curricular da disciplina (Direção-Geral da Educação (DGE))
O peso cresce com o quadrado da largura
Formatos de imagem e regra de escolha
Cores em função da profundidade
p é a profundidade em bits por pixel. 1 bit dá 2 cores, 8 bits dão 256 e 24 bits dão 2²⁴ = 16 777 216 — a cor verdadeira, com 8 bits por cada canal RGB.
Tamanho de um raster não comprimido
L é a largura e A a altura, ambas em pixels, e p a profundidade em bits por pixel. Divide-se por 8 para obter bytes.
Taxa de compressão
Um quociente de 13 escreve-se 13:1 e significa que o ficheiro ficou treze vezes menor do que o original não comprimido.
O mestre do cartaz A3 tem 4961 × 3508 px. Depois de achatado em RGB a 8 bits por canal, ou seja 24 bits por pixel: (a) quanto ocupa sem compressão, em bytes, em MB e em MiB? (b) Se o JPEG de divulgação ficar com 4 MB, qual é a taxa de compressão?
4961 × 3508 = 17 403 188 pixels, cerca de 17,4 MP.
17 403 188 × 24 = 417 676 512 bits.
417 676 512 ÷ 8 = 52 209 564 bytes.
52 209 564 ÷ 1 000 000 = 52,21 MB; 52 209 564 ÷ 1 048 576 = 49,79 MiB. É o mesmo ficheiro, contado em escalas diferentes.
52,21 ÷ 4 ≈ 13, ou seja, cerca de 13:1.
Resultado: O cartaz achatado ocupa 52 209 564 bytes, isto é, 52,21 MB ou 49,79 MiB; o JPEG de 4 MB corresponde a uma taxa de cerca de 13:1. O mestre em camadas e a 16 bits por canal ocupa várias vezes este valor — razão para o arquivar e distribuir apenas a versão comprimida.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma ilustração para o sítio do ciclo tem 3000 × 2000 px e é exportada em RGB com canal alfa, ou seja 32 bits por pixel. (a) Calcula o tamanho não comprimido em bytes, em MB e em MiB. (b) Se o PNG final ficar com 6 MB, qual é a taxa de compressão? (c) Justifica em duas linhas por que razão foi PNG e não JPEG.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Oficina de Multimédia B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Pilha de camadas com máscara
O mestre do cartaz tem 4961 × 3508 px em 16 bits por canal. Prepara a imagem para o cabeçalho do sítio do ciclo, que a apresenta com 1200 px de largura em ecrãs comuns e 2400 px em ecrãs de dupla densidade.
O mestre não se toca. Duplica-se, achata-se a cópia, converte-se de 16 para 8 bits por canal e atribui-se o perfil sRGB, que é o padrão prudente da Web.
A proporção do A3 é 1 para √2, logo a altura é a largura dividida por 1,4142: 2400 ÷ 1,4142 = 1697 px e 1200 ÷ 1,4142 = 849 px. Passar de 4961 para 2400 px é reduzir a 48 % da largura — descarte de amostras, não invenção —, pelo que basta reafinar a nitidez no fim.
A versão maior tem 2400 × 1697 = 4 072 800 pixels; a 24 bits por pixel são 4 072 800 × 3 = 12 218 400 bytes, ou seja 12,22 MB (11,65 MiB) sem compressão — impensável numa página.
Exporta-se em JPEG de qualidade alta ou em WebP, com o alvo de ficar abaixo de 300 kB. Se a exportação fechar em 250 kB, a taxa é 12 218 400 ÷ 250 000 ≈ 49, isto é, cerca de 49:1.
Declaram-se as duas larguras, 1200 e 2400, para o navegador escolher a que serve o ecrã; declaram-se as dimensões para a página não saltar no carregamento; escreve-se o texto alternativo que descreve o cartaz; e verifica-se o contraste do texto sobreposto.
Resultado: Duas exportações — 1200 × 849 e 2400 × 1697 —, ambas em sRGB e abaixo de 300 kB (cerca de 49:1 face aos 12,22 MB não comprimidos da maior), com dimensões declaradas e texto alternativo escrito. O mestre em 16 bits, com as camadas e as máscaras, fica intacto no arquivo do projeto.
Erros frequentes
Revisão ativa
Recebes uma fotografia de palco com as sombras muito fechadas e um logótipo de patrocinador que tem de assentar sobre ela. Descreve, por ordem, as camadas e as máscaras que montarias para (a) abrir as sombras sem queimar as altas luzes, (b) recortar o logótipo sem o apagar do ficheiro e (c) exportar para o programa impresso e para o sítio. Indica em cada passo por que razão a operação é não destrutiva e o que farias se o cliente pedisse, no fim, um fundo mais escuro.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Oficina de Multimédia B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE)) · Oficina de Multimédia B — documento curricular da disciplina (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes