- Avaliação interna — sem Exame Final Nacional
- Economia C não tem Exame Final Nacional nem prova de ingresso do IAVE — esse é o caso de Economia A (Prova 712), com que não deve ser confundida. Economia C é uma disciplina anual de opção da componente de formação específica dos Cursos Científico-Humanísticos (12.º ano), do curso de Ciências Socioeconómicas, e é avaliada exclusivamente por avaliação interna, contínua e formativa, segundo os critérios definidos por cada escola a partir das Aprendizagens Essenciais (DGE, Decreto-Lei 55/2018) e do Perfil dos Alunos. Neste dossiê, o «Foco de avaliação» de cada secção assinala honestamente aquilo que as avaliações internas genuinamente valorizam — a interpretação de dados, o rigor conceptual e a reflexão crítica sobre a economia mundial — e nunca um exame que não existe.
- Organização das aprendizagens — os temas organizadores
- As Aprendizagens Essenciais organizam a disciplina em temas, aqui traduzidos nos oito tópicos deste dossiê: (1) crescimento e desenvolvimento; (2) a globalização económica, financeira e cultural; (3) os impactos da globalização nos países em desenvolvimento; (4) a regionalização económica e as formas de integração, com a União Europeia; (5) o desenvolvimento e a utilização dos recursos; (6) as estruturas demográficas e os fluxos migratórios; (7) os custos ecológicos do crescimento e o desenvolvimento sustentável; e (8) o desenvolvimento e os Direitos Humanos. Transversalmente, as AE preveem um trabalho prático de grupo que aprofunda uma temática do programa, terminando com a sua problematização à luz dos Direitos Humanos.
- Competências avaliadas
- A avaliação, articulada com as áreas de competência do Perfil dos Alunos (sobretudo A — Linguagens e textos, B — Informação e comunicação, C — Raciocínio e resolução de problemas, D — Pensamento crítico e criativo, F — Desenvolvimento pessoal e autonomia, G — Bem-estar, saúde e ambiente, e I — Saber científico, técnico e tecnológico), valoriza a capacidade de mobilizar instrumentos económicos para compreender a complexidade das sociedades contemporâneas e a economia mundial atual, de interpretar dados estatísticos apresentados em diferentes suportes (textos, gráficos, tabelas e mapas) e retirar conclusões pertinentes, de usar com rigor a terminologia económica, de revelar espírito crítico e abertura a diferentes perspetivas, de recolher e selecionar informação de fontes fidedignas, de problematizar e argumentar de forma fundamentada, e de comunicar oralmente e por escrito. Os instrumentos habituais são testes escritos, análises de documentos e de dados, debates e o trabalho de projeto.
- Rigor factual e honestidade
- Sendo uma ciência social aplicada à economia mundial, Economia C exige exatidão: cada conceito, indicador, autor e data é apresentado com o seu conteúdo real — a distinção entre crescimento económico (variação do PIB real) e desenvolvimento (processo multidimensional); o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), média geométrica das dimensões saúde (esperança de vida à nascença), educação (anos médios e esperados de escolaridade) e rendimento (RNB per capita, em paridade de poder de compra), e as suas variantes (IDHAD, IPM, IDG); o Relatório Brundtland (1987) e o desenvolvimento sustentável nas suas três dimensões; a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável; o Acordo de Paris (2015); a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e as gerações de direitos; e o desenvolvimento como liberdade de Amartya Sen. Não se inventam estatísticas nem enunciados de exame datados: os dados são apresentados como tendências qualitativas bem atestadas ou de forma ilustrativa, remetendo para fontes reais (PNUD — Relatório do Desenvolvimento Humano, Banco Mundial, ONU, Eurostat, INE/PORDATA).