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Resumos/Economia C/O desenvolvimento e a utilização dos recursos
Resumos · Economia CPT · Secundário

O desenvolvimento e a utilização dos recursos

O desenvolvimento assenta na utilização de recursos naturais, mas a melhoria do nível de vida — associada ao progresso tecnológico — e o crescimento demográfico exercem uma pressão crescente sobre uma base de recursos finita. Este tema classifica os recursos naturais em renováveis e não renováveis, explica a diminuição da base de recursos disponíveis e mede a pressão humana com a pegada ecológica e a biocapacidade, distinguindo défice de reserva ecológica. Fundamenta, por fim, a necessidade de uma utilização sustentável dos recursos, introduzindo a economia circular.

4 secções·~14 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·0555 / 8
Perfil de exame
Classificar os recursos naturais e relacionar recursos com desenvolvimentoExplicar a diminuição da base de recursos face ao crescimento moderno e à pressão demográficaInterpretar a pegada ecológica e a biocapacidade, distinguindo défice de reserva ecológicaFundamentar a utilização sustentável dos recursos e introduzir a economia circular
Operadores:classificarelacionaexplicainterpretafundamentadistingue

nível básico

Classificar os recursos em renováveis e não renováveis e reconhecer a diminuição da base de recursos disponíveis.

nível avançado

Interpretar e calcular a pegada ecológica, a biocapacidade e o saldo ecológico (défice/reserva) e fundamentar a utilização sustentável e a economia circular.

Profundidade

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. O desenvolvimento e a utilização dos recursos
    • 01Recursos naturais e desenvolvimento○
    • 02A diminuição da base de recursos disponíveis◐
    • 03Pegada ecológica e biocapacidade●
    • 04Para uma utilização sustentável dos recursos◐
§ 01

Recursos naturais e desenvolvimento#

●○○BaseLPAE-economia-c-recursos

Pontos-chave

Os recursos naturais são os elementos e as forças da natureza que o ser humano utiliza para satisfazer necessidades e produzir bens e serviços: as matérias-primas, as fontes de energia, o solo, a água e o ar. São a base material de toda a atividade económica — sem recursos não há produção — e, por isso, o desenvolvimento das sociedades assentou historicamente numa utilização cada vez maior de recursos.
Classificam-se em renováveis e não renováveis (ver Fig. 1). Os recursos renováveis regeneram-se ou estão disponíveis à escala de tempo humana — a água (no ciclo hidrológico), as florestas, o peixe, o sol e o vento —, mas só permanecem «renováveis» enquanto a exploração não exceder a sua capacidade de regeneração. Os recursos não renováveis existem em stock fixo, formado à escala geológica de milhões de anos — o petróleo, o gás natural, o carvão, os minerais e os metais —, pelo que cada unidade utilizada é uma unidade que deixa de estar disponível.

Classificação dos recursos naturais

Classificação dos recursos naturaisDiagrama em árvore, 8 caminhos, Dados: Renováveis → Água; Renováveis → Florestas; Renováveis → Sol e vento; Renováveis → Peixe e fauna; Não renováveis → Petróleo; Não renováveis → Gás natural; Não renováveis → Carvão; Não renováveis → Minerais e metaisRenováveisNão renováveisRecursos natu…ÁguaFlorestasSol e ventoPeixe e faunaPetróleoGás naturalCarvãoMinerais e me…
Fig. 1Fig. 1 — Os recursos naturais classificam-se em renováveis (regeneram-se à escala humana) e não renováveis (stock fixo, formado à escala geológica).
Recursos e desenvolvimento relacionam-se estreitamente: a melhoria do nível de vida, impulsionada pelo progresso tecnológico do crescimento económico moderno, e o crescimento demográfico traduzem-se em mais produção e mais consumo e, logo, numa crescente pressão sobre os recursos (ver Fig. 2). Tanto o aumento do número de pessoas como o aumento do consumo por pessoa multiplicam a procura de recursos.

Da pressão à diminuição dos recursos

Pressão sobre os recursosGrafo, Progresso técnico e melhoria do nível de vida → Maior pressão sobre os recursos, Crescimento demográfico → Maior pressão sobre os recursos, Maior pressão sobre os recursos → Diminuição da base de recursosProgressotécnico emelhoria do nív…CrescimentodemográficoMaior pressãosobre osrecursosDiminuição dabase de recursos
Fig. 2Fig. 2 — O crescimento económico moderno (progresso técnico, melhoria do nível de vida) e o crescimento demográfico aumentam a pressão sobre os recursos e conduzem à diminuição da base de recursos.
Daqui resulta a tensão central do tema: o crescimento económico moderno apoia-se numa utilização sempre maior de recursos, mas o planeta é finito. Conciliar o desenvolvimento com uma base de recursos limitada é o problema que conduz aos instrumentos de medição da pressão humana — a pegada ecológica e a biocapacidade — e à exigência de uma utilização sustentável, tratadas nas secções seguintes.
Exemplo resolvido

Classificar recursos naturais

Classifica em renováveis e não renováveis: (1) energia solar, (2) petróleo, (3) floresta, (4) cobre, (5) água doce e (6) gás natural.

  1. 01Renováveis

    Energia solar, floresta e água doce — regeneram-se ou estão disponíveis à escala de tempo humana (o Sol brilha todos os dias, a floresta rebrota, a água circula no ciclo hidrológico).

  2. 02Não renováveis

    Petróleo, cobre e gás natural — existem em stock fixo, formado à escala geológica; cada unidade extraída não se repõe no horizonte humano.

  3. 03Ressalva

    Um recurso renovável só se mantém renovável se a exploração não exceder a regeneração: uma floresta cortada mais depressa do que rebrota diminui, tal como um recurso não renovável.

Resultado: Renováveis: energia solar, floresta e água doce. Não renováveis: petróleo, cobre e gás natural. Renovável não significa inesgotável.

Foco no Exame Nacional

  • Classificar os recursos naturais em renováveis e não renováveis, justificando o critério com exemplos.
  • Relacionar a melhoria do nível de vida (progresso tecnológico) e o crescimento demográfico com a crescente pressão sobre os recursos.

Erros frequentes

  • Considerar que os recursos renováveis são inesgotáveis — só o são enquanto a exploração não exceder a sua capacidade de regeneração.
  • Confundir «recurso natural» com um bem já produzido (o petróleo no subsolo é um recurso; a gasolina já é um produto resultante da sua transformação).

Revisão ativa

Classifica em renováveis e não renováveis: floresta, petróleo, energia eólica, cobre, água doce e gás natural. Justifica o critério e explica por que um recurso renovável pode, ainda assim, esgotar-se.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia C — 12.º ano (Recursos naturais e desenvolvimento) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A diminuição da base de recursos disponíveis#

●●○PadrãoLPAE-economia-c-recursos

Pontos-chave

A base de recursos disponíveis é o conjunto de recursos que a natureza coloca ao dispor da atividade económica. A sua diminuição significa que esse conjunto se reduz ao longo do tempo, à medida que os recursos não renováveis se esgotam e os recursos renováveis são explorados acima da sua capacidade de regeneração. A utilização indiscriminada — sem gestão nem reposição — acelera esta diminuição e compromete a produção futura.
As Aprendizagens Essenciais identificam vários elementos desta base em recuo (ver Fig. 3): a água potável (escassez de água doce), as zonas verdes e florestas (desflorestação), as zonas ribeirinhas (ocupação e degradação), as espécies vegetais e animais (perda de biodiversidade), os solos produtivos (erosão, artificialização e desertificação) e os recursos minerais (esgotamento das jazidas). São bens que, uma vez degradados, dificilmente se recuperam à escala humana.

Recursos em diminuição, pressões e consequências

Diminuição da base de recursosTabela com 3 colunas e 6 linhas, Dados: Recurso · Pressão principal · Consequência; Água potável · Consumo excessivo e poluição · Escassez de água doce; Zonas verdes e florestas · Desflorestação e urbanização · Perda de habitat e de sumidouros de carbono; Zonas ribeirinhas · Ocupação e construção · Degradação de ecossistemas e maior risco de cheias; Espécies vegetais e animais · Sobre-exploração e perda de habitat · Redução da biodiversidade; Solos produtivos · Erosão e artificialização · Perda de solo arável e desertificação; Recursos minerais · Extração intensiva · Esgotamento das jazidasRECURSOPRESSÃO PRINCIPALCONSEQUÊNCIAÁgua potávelConsumo excessivo e poluiçãoEscassez de água doceZonas verdes e florestasDesflorestação e urbanizaçãoPerda de habitat e desumidouros de carbonoZonas ribeirinhasOcupação e construçãoDegradação de ecossistemas emaior risco de cheiasEspécies vegetais e animaisSobre-exploração e perda dehabitatRedução da biodiversidadeSolos produtivosErosão e artificializaçãoPerda de solo arável edesertificaçãoRecursos mineraisExtração intensivaEsgotamento das jazidasBase de recursos em recuo
Fig. 3Fig. 3 — Elementos da base de recursos em diminuição, a pressão que os ameaça e a consequência principal.
Nos recursos não renováveis, como o stock é fixo, a extração contínua reduz progressivamente o que resta, aproximando-o do esgotamento (ver Fig. 4). À medida que se esgotam as reservas mais acessíveis, a exploração das restantes torna-se mais cara e mais agressiva para o ambiente, o que confirma o caráter limitado deste tipo de recursos.

Esgotamento de um recurso não renovável

Esgotamento de um recursoGráfico de Stock do recurso, ordenada na origem y = 100, decrescente, no intervalo x de 0 a 50102030405020406080100resta cerca de 37%do stock inicialStock do recurso% do stock inicialtempo (ilustrativo)
Fig. 4Fig. 4 — Stock de um recurso não renovável ao longo do tempo: a extração contínua reduz o que resta, aproximando-o do esgotamento (curva ilustrativa).
Nos recursos renováveis — pescado, florestas, aquíferos, solos férteis —, a sobre-exploração pode empurrá-los para abaixo do seu limiar de regeneração e levá-los ao colapso: a sobrepesca, a desflorestação, o esgotamento de aquíferos e a erosão dos solos mostram que também os renováveis entram na base de recursos em diminuição quando mal geridos. As consequências ambientais desta pressão — a poluição, o efeito de estufa e as alterações climáticas — são aprofundadas no tópico « Custos ecológicos e desenvolvimento sustentável »; aqui interessa a diminuição dos recursos em si.
Exemplo resolvido

Sobre-exploração de um recurso renovável

Uma zona de pesca regenera 1000 toneladas de pescado por ano, mas todos os anos se capturam 1400 toneladas. Analisa a evolução do stock.

  1. 01Saldo anual

    Regeneram-se 1000 t e retiram-se 1400 t: o stock perde 1400 − 1000 = 400 toneladas por ano.

  2. 02Ao longo do tempo

    Se a sobrepesca continuar, o stock reduz-se ano após ano e a população de peixes pode entrar em colapso.

  3. 03Conclusão

    Mesmo sendo renovável, o recurso passa a integrar a diminuição da base de recursos quando é explorado acima da sua capacidade de regeneração.

Resultado: O stock diminui 400 t por ano; um recurso renovável pode esgotar-se quando a exploração excede a regeneração.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar a diminuição da base de recursos disponíveis, identificando os recursos afetados (água potável, zonas verdes, zonas ribeirinhas, espécies, solos e minerais).
  • Distinguir o esgotamento de recursos não renováveis da degradação de recursos renováveis explorados acima da sua capacidade de regeneração.

Erros frequentes

  • Pensar que a diminuição da base de recursos afeta apenas os não renováveis — também os renováveis se degradam e podem colapsar quando sobre-explorados.
  • Confundir a diminuição da base de recursos (este tópico) com a poluição e o efeito de estufa (tratados no tópico dos custos ecológicos).

Revisão ativa

Uma zona de pesca regenera 1000 toneladas de pescado por ano, mas capturam-se 1400 toneladas anuais. Explica o que acontece ao stock e por que um recurso renovável pode deixar de o ser.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia C — 12.º ano (Diminuição da base de recursos) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Pegada ecológica e biocapacidade#

●●●AprofundamentoLPAE-economia-c-recursos

Pontos-chave

A pegada ecológica mede a pressão humana sobre a natureza: é a área de território biologicamente produtivo (terra e mar) necessária para produzir os recursos que uma população consome e para absorver os resíduos que gera. Exprime-se em hectares globais (gha) per capita e traduz o consumo e a pressão de uma população numa área comparável — quanto maior a pegada, maior a exigência sobre os ecossistemas.
A biocapacidade mede a oferta da natureza: é a capacidade dos ecossistemas de um território para regenerar recursos e absorver resíduos, ou seja, a área biologicamente produtiva efetivamente disponível. Também se exprime em hectares globais (gha) per capita. Enquanto a pegada representa a procura, a biocapacidade representa a capacidade de reposição — o que a natureza consegue oferecer de forma sustentada.
Confrontando as duas grandezas obtém-se o saldo ecológico = biocapacidade − pegada ecológica (ver fórmula e Fig. 5). Se a pegada supera a biocapacidade, o saldo é negativo e há défice ecológico: a população consome mais do que o território regenera, vivendo «por conta» de outros territórios e das gerações futuras. Se a biocapacidade supera a pegada, o saldo é positivo e há reserva ecológica. À escala mundial, um défice global chama-se sobrecarga (overshoot) e está associado ao Dia da Sobrecarga da Terra — o dia do ano em que a humanidade esgota aquilo que o planeta consegue regenerar nesse ano.

Pegada ecológica e biocapacidade (valores ilustrativos)

Pegada ecológica vs biocapacidadeGráfico de colunas: gha per capita, Dados: Pegada ecológica · País A: 6; Pegada ecológica · País B: 2; Biocapacidade · País A: 2; Biocapacidade · País B: 50123456País APaís B6225gha per capitaPegada ecológicaBiocapacidade
Fig. 5Fig. 5 — Pegada ecológica e biocapacidade (gha per capita, valores ilustrativos). No País A a pegada excede a biocapacidade (défice); no País B a biocapacidade excede a pegada (reserva).
Estes indicadores tornam a sustentabilidade mensurável e comparável entre países e ao longo do tempo. Um défice ecológico persistente é insustentável, porque corrói a base de recursos estudada na secção anterior: só se pode consumir acima da biocapacidade enquanto houver reservas para esgotar. Por isso a pegada e a biocapacidade fundamentam a necessidade de uma utilização sustentável dos recursos, tratada a seguir.
Saldo ecoloˊgico=Biocapacidade−Pegada ecoloˊgica\text{Saldo ecológico} = \text{Biocapacidade} - \text{Pegada ecológica}Saldo ecoloˊgico=Biocapacidade−Pegada ecoloˊgica

Saldo ecológico (défice / reserva)

Se o saldo for negativo (pegada superior à biocapacidade), há DÉFICE ecológico; se for positivo (biocapacidade superior à pegada), há RESERVA ecológica. Ambas as grandezas se medem em hectares globais (gha) per capita.

Exemplo resolvido

Défice e reserva ecológicos

País A: pegada ecológica de 6 gha per capita e biocapacidade de 2 gha per capita. País B: pegada de 2 e biocapacidade de 5. Calcula o saldo ecológico de cada um e classifica-o.

  1. 01País A

    Saldo = biocapacidade − pegada = 2 − 6 = −4 gha per capita. Saldo negativo → DÉFICE ecológico de 4 gha per capita: consome muito mais do que o território regenera.

  2. 02País B

    Saldo = 5 − 2 = +3 gha per capita. Saldo positivo → RESERVA ecológica de 3 gha per capita: a natureza regenera mais do que a população consome.

  3. 03Interpretação

    O País A está em sobrecarga (overshoot) e depende de recursos de outros territórios e das gerações futuras; o País B dispõe de margem ecológica.

Resultado: País A: défice ecológico de 4 gha per capita; País B: reserva ecológica de 3 gha per capita. Há défice quando a pegada supera a biocapacidade.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar a pegada ecológica e a biocapacidade (ambas em hectares globais per capita) e distinguir défice ecológico de reserva ecológica.
  • Calcular e interpretar o saldo ecológico (biocapacidade − pegada ecológica) e relacioná-lo com a (in)sustentabilidade da utilização dos recursos.

Erros frequentes

  • Trocar os conceitos: a pegada ecológica é a PROCURA humana sobre a natureza; a biocapacidade é a OFERTA, a capacidade de regeneração do território.
  • Errar o sinal do saldo: há défice ecológico quando a pegada SUPERA a biocapacidade (saldo negativo), e não o contrário.

Revisão ativa

Um território tem uma pegada ecológica de 5 gha per capita e uma biocapacidade de 3 gha per capita. Calcula o saldo ecológico, classifica-o e explica o que significaria o valor simétrico.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia C — 12.º ano (Pegada ecológica e biocapacidade) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Para uma utilização sustentável dos recursos#

●●○PadrãoLPAE-economia-c-recursos

Pontos-chave

Uma base de recursos finita, uma pressão crescente e um défice ecológico persistente tornam insustentável o modelo atual de utilização intensiva dos recursos. Fundamentar a utilização sustentável é reconhecer estes limites: a diminuição da base de recursos e o saldo ecológico negativo mostram que continuar a consumir acima da capacidade de regeneração compromete a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas necessidades.
O modelo dominante é o da economia linear: extrair – produzir – usar – deitar fora. Trata os recursos como ilimitados e os resíduos como um ponto final, maximizando a quantidade que atravessa o sistema. É precisamente este modelo de «tudo o que se produz acaba em resíduo» que alimenta a diminuição da base de recursos (ver Fig. 6).

Economia linear vs economia circular

Linear vs circularTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Aspeto · Economia linear · Economia circular; Modelo · Extrair – produzir – usar – deitar fora · Reduzir – reutilizar – reciclar; Recursos · Uso intensivo de matérias-primas virgens · Materiais mantidos em ciclo, com o seu valor; Resíduos · Fim de linha (aterro ou incineração) · O resíduo torna-se um novo recurso; Energia · Sobretudo fontes fósseis · Preferência por fontes renováveis; Objetivo · Maximizar a produção e a venda · Menor pressão sobre os recursos e sustentabilidadeASPETOECONOMIA LINEARECONOMIA CIRCULARModeloExtrair – produzir – usar –deitar foraReduzir – reutilizar –reciclarRecursosUso intensivo de matérias-primas virgensMateriais mantidos em ciclo,com o seu valorResíduosFim de linha (aterro ouincineração)O resíduo torna-se um novorecursoEnergiaSobretudo fontes fósseisPreferência por fontesrenováveisObjetivoMaximizar a produção e avendaMenor pressão sobre osrecursos e sustentabilidadeDois modelos de utilização dos recursos
Fig. 6Fig. 6 — A economia linear extrai, produz, usa e deita fora; a economia circular reduz, reutiliza e recicla, mantendo o valor dos materiais em ciclo.
A alternativa é a economia circular (aqui introduzida): reduzir – reutilizar – reciclar, a que se juntam a reparação e a recuperação. Procura manter os materiais e o seu valor em utilização o máximo de tempo possível, de modo que o resíduo de um processo se torne recurso de outro; favorece o ecodesign e as energias renováveis. Ao fechar o ciclo dos materiais, reduz a extração de matérias-primas virgens e alivia a pressão sobre os recursos.
Utilizar os recursos de forma sustentável é, então, preservar a base de recursos para o futuro: nos renováveis, não exceder a capacidade de regeneração; nos não renováveis, usar com eficiência e substituir por renováveis sempre que possível; e, transversalmente, reduzir os resíduos através da economia circular. O aprofundamento — o desenvolvimento sustentável, as suas três dimensões e as políticas e a cooperação internacional — faz-se no tópico « Custos ecológicos e desenvolvimento sustentável ».
Exemplo resolvido

Economia linear ou circular?

Classifica cada prática e justifica: (a) deitar fora um telemóvel avariado; (b) repará-lo e continuar a usá-lo; (c) reciclar o vidro das embalagens; (d) extrair minério, produzir, vender e descartar.

  1. 01(a) e (d)

    Economia LINEAR — o material segue para o fim de linha como resíduo, no modelo extrair–produzir–usar–deitar fora.

  2. 02(b) e (c)

    Economia CIRCULAR — a reutilização (b) e a reciclagem (c) mantêm o valor do produto ou do material em uso, evitando extrair matéria nova.

  3. 03Hierarquia

    Reparar e reutilizar (b) é preferível a reciclar (c), porque conserva mais valor e energia; reciclar, por sua vez, é melhor do que descartar.

Resultado: Circular: (b) e (c); linear: (a) e (d). A hierarquia da economia circular é reduzir → reutilizar → reciclar.

Foco no Exame Nacional

  • Fundamentar a necessidade de uma utilização sustentável dos recursos a partir da diminuição da base de recursos e do défice ecológico.
  • Distinguir a economia linear (extrair–produzir–usar–deitar fora) da economia circular (reduzir–reutilizar–reciclar).

Erros frequentes

  • Reduzir a economia circular à reciclagem — reduzir e reutilizar vêm antes de reciclar e conservam mais valor e energia.
  • Confundir utilização sustentável com «não usar recursos» — trata-se de usar sem exceder a capacidade de regeneração ou de substituição, e não de deixar de produzir.

Revisão ativa

Classifica cada prática como economia linear ou circular e justifica: (a) deitar no lixo comum um eletrodoméstico avariado; (b) repará-lo e continuar a usá-lo; (c) recolher e reciclar embalagens; (d) conceber produtos duráveis e fáceis de desmontar.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia C — 12.º ano (Utilização sustentável e economia circular) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Recursos naturais e desenvolvimento○
    • 02A diminuição da base de recursos disponíveis◐
    • 03Pegada ecológica e biocapacidade●
    • 04Para uma utilização sustentável dos recursos◐

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Dos resumos à prática

O desenvolvimento e a utilização dos recursos

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Economia C — 12.º ano (Recursos naturais e desenvolvimento)

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