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A par da globalização à escala planetária, a economia mundial contemporânea organiza-se também em blocos económicos regionais — é a regionalização económica. Este tema distingue as formas de integração económica, por graus crescentes (da zona de comércio livre à união aduaneira, ao mercado comum/único, à união económica e à união monetária), com exemplos em diferentes áreas geográficas; caracteriza a União Europeia como o exemplo mais avançado de integração (do mercado único à União Económica e Monetária e ao euro); e problematiza a regulação da economia mundial e o papel das instituições internacionais (do GATT à OMC, a CNUCED, o FMI e o Banco Mundial, o G20, os BRICS e a própria UE).
4 secções~17 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Distinguir e ordenar os graus de integração económica e dar exemplos de blocos em diferentes áreas geográficas.
nível avançado
Caracterizar a União Europeia como integração aprofundada (mercado único, UEM, euro) e problematizar criticamente a regulação da economia mundial e as instituições internacionais.
Profundidade de leitura: Aprofundado
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Blocos económicos regionais no mundo
Explica em que sentido a formação de blocos económicos regionais pode ser, ao mesmo tempo, uma resposta à globalização e um instrumento de aprofundamento da própria globalização.
Ao formarem blocos, países de menor dimensão obtêm mercados maiores, economias de escala e poder negocial para competir e negociar «em bloco» na economia global, em vez de o fazerem isolados.
Quando os blocos reduzem barreiras internas mas se mantêm abertos ao exterior, funcionam como um degrau da liberalização mundial — aproximam-se da globalização em vez de a contrariarem.
Se, pelo contrário, um bloco erguer barreiras protecionistas face ao exterior («fortaleza»), a regionalização fragmenta a economia mundial e contraria a globalização.
Resultado: Os blocos regionais são uma resposta à globalização (dimensão e poder negocial) e, sob «regionalismo aberto», um veículo dela; só se fecharem se lhe opõem.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que razão países geograficamente próximos formam blocos económicos regionais e relaciona esse fenómeno com a globalização, distinguindo «regionalismo aberto» de blocos protecionistas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia C — 12.º ano (Regionalização económica e globalização) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os graus de integração económica
O que cada grau de integração acrescenta
Indica o grau de integração correspondente a cada situação e um exemplo real: (a) países abolem as tarifas entre si mas mantêm pautas externas próprias; (b) acrescentam uma pauta aduaneira comum; (c) permitem a livre circulação de bens, serviços, pessoas e capitais; (d) partilham a moeda e a política monetária.
Barreiras internas abolidas, pautas externas próprias — zona de comércio livre (ex.: EFTA, USMCA).
Acrescenta pauta aduaneira comum face ao exterior — união aduaneira (ex.: Mercosul).
Livre circulação das «quatro liberdades» — mercado comum / único (ex.: mercado único europeu, 1993).
Moeda única e política monetária comum — união monetária / UEM (ex.: área do euro).
Resultado: (a) zona de comércio livre; (b) união aduaneira; (c) mercado comum/único; (d) união monetária (UEM). Cada grau acrescenta ao anterior.
Erros frequentes
Revisão ativa
Ordena os graus de integração económica do menos ao mais profundo e indica, para cada um, o que acrescenta ao anterior e um exemplo real.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia C — 12.º ano (Formas de integração económica) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Marcos da integração europeia
Ordena cronologicamente e explica o significado de cada marco: (a) mercado único europeu; (b) Tratado de Roma; (c) adesão de Portugal; (d) notas e moedas de euro.
Cria a CEE, visando um mercado comum; a integração começa por uma união aduaneira (concluída em 1968).
Portugal (e Espanha) entram na CEE, integrando-se no mercado europeu e no processo de decisão.
Completa-se a livre circulação de bens, serviços, pessoas e capitais; no mesmo período, Maastricht cria a UE.
O euro passa a circular fisicamente (fora escritural desde 1999), no topo da escada da integração (UEM).
Resultado: Ordem: Tratado de Roma (1957) → adesão de Portugal (1986) → mercado único (1993) → notas e moedas de euro (2002).
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que a União Europeia é considerada o exemplo mais avançado de integração económica, indicando os graus que percorreu, e ordena cronologicamente os seus principais marcos.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia C — 12.º ano (A União Europeia e a UEM) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Instituições da regulação da economia mundial
Associa cada instituição ao seu principal domínio de atuação e explica a passagem do GATT à OMC: OMC, FMI, Banco Mundial, CNUCED, G20 e BRICS.
Comércio mundial: regras vinculativas e resolução de litígios. Sucedeu, em 1995, ao GATT (1947), que reduzira as tarifas em sucessivas rondas de negociação.
FMI — estabilidade monetária e financeira e apoio às balanças de pagamentos; Banco Mundial — financiamento do desenvolvimento (ambos nascidos de Bretton Woods, 1944).
Comércio e desenvolvimento: defende a integração dos países em desenvolvimento nas trocas mundiais.
Coordenação política global: o G20 coordena as maiores economias; os BRICS dão voz às grandes economias emergentes.
Resultado: OMC — comércio; FMI — moeda e finanças; Banco Mundial — desenvolvimento; CNUCED — comércio e desenvolvimento; G20/BRICS — coordenação e governação globais. A OMC (1995) sucedeu ao GATT (1947).
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que a economia mundial globalizada precisa de regulação e associa cada instituição à sua principal função: OMC, FMI, Banco Mundial, CNUCED, G20 e BRICS.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia C — 12.º ano (Regulação da economia mundial e instituições internacionais) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)