- Sem Exame Final Nacional — disciplina de opção avaliada internamente
- A Química do 12.º ano é uma disciplina de opção da componente de formação específica de Ciências e Tecnologias e NÃO tem Exame Final Nacional próprio. É avaliada exclusivamente por avaliação interna, ao longo do ano, segundo os critérios de cada escola definidos a partir das Aprendizagens Essenciais: testes escritos, resolução de problemas, relatórios das atividades laboratoriais (AL) e trabalhos de projeto. A classificação da disciplina é a classificação interna final (CIF), na escala de 0 a 20 valores. Neste dossiê, o campo « Foco no Exame Nacional » deve ler-se, honestamente, como « aquilo que a avaliação interna e as atividades laboratoriais genuinamente valorizam ».
- Relação com o Exame Nacional de Física e Química A (715)
- Não há prova nacional de Química do 12.º ano. Para o acesso ao ensino superior (DGES), a prova de ingresso da área da Química é o Exame Final Nacional de Física e Química A (prova 715), da disciplina bienal do 10.º/11.º anos. A Química do 12.º ano aprofunda e alarga esses conteúdos (oxidação-redução e eletroquímica, energia das reações, química orgânica), pelo que consolida a preparação para a prova 715, ainda que não seja ela própria objeto de exame.
- Três unidades organizadoras e o fio condutor « materiais e sociedade »
- O currículo organiza-se em três unidades: Unidade 1 — Metais e ligas metálicas (Estrutura e propriedades dos metais; Degradação dos metais; Metais, ambiente e vida); Unidade 2 — Combustíveis, energia e ambiente (Os combustíveis fósseis; A termodinâmica dos combustíveis); Unidade 3 — Plásticos, vidros e novos materiais (Os plásticos e materiais poliméricos; Biomateriais). O tema unificador é a Química dos materiais: a sua estrutura, o modo como se degradam, a energia que libertam e o modo como se concebem novos materiais úteis à sociedade, sempre com atenção ao ambiente e à sustentabilidade.
- O que a avaliação interna valoriza
- Para além do resultado final de um cálculo, valoriza-se o método: a relação estrutura–propriedades dos materiais, a interpretação eletroquímica e termodinâmica dos fenómenos (sinal de ΔG, ânodo/cátodo, lei de Hess), a nomenclatura e o reconhecimento de grupos funcionais na química orgânica, o rigor de unidades e de algarismos significativos, e o tratamento crítico de dados. Nos trabalhos de projeto valoriza-se a pesquisa fundamentada, a comunicação científica e a análise das implicações ambientais e sociais dos materiais (reciclagem, toxicidade dos metais, ciclo de vida dos plásticos).