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Estuda-se a corrosão dos metais como oxidação eletroquímica espontânea, o funcionamento das células galvânicas (pilhas) com identificação de ânodo e cátodo, os potenciais-padrão de elétrodo e o cálculo da força eletromotriz, e os métodos de proteção — em especial a proteção catódica. Matéria da Unidade 1 da Química do 12.º ano (Ciências e Tecnologias), disciplina de opção sem Exame Final Nacional — avaliada por avaliação interna.
4 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Reconhecer a corrosão como oxidação e identificar ânodo (oxidação) e cátodo (redução) numa pilha.
nível avançado
Calcular a fem com E°(pilha) = E°(cátodo) − E°(ânodo), relacioná-la com ΔG° = −nFE° e fundamentar a proteção catódica.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Corrosão eletroquímica do ferro
Escreve as semirreações anódica e catódica da corrosão do ferro em ambiente húmido e arejado e indica o produto final da corrosão.
O ferro perde eletrões: Fe → Fe²⁺ + 2 e⁻.
O oxigénio dissolvido reduz-se: O₂ + 2 H₂O + 4 e⁻ → 4 OH⁻.
O Fe²⁺ é oxidado pelo O₂ a Fe³⁺, que precipita como óxido de ferro(III) hidratado, Fe₂O₃·x H₂O.
Resultado: Anódica: Fe → Fe²⁺ + 2e⁻; catódica: O₂ + 2H₂O + 4e⁻ → 4OH⁻; produto: ferrugem, Fe₂O₃·x H₂O.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que um prego de ferro enferruja rapidamente à chuva mas se mantém intacto dentro de um frasco com sílica-gel (desidratante) e por que a corrosão é mais rápida na água do mar do que na água destilada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Química — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Pilha de Daniell (Zn/Cu)
Numa pilha formada por elétrodos de magnésio (em Mg²⁺) e de cobre (em Cu²⁺), sabendo que o magnésio é mais redutor do que o cobre, identifica ânodo e cátodo, escreve as semirreações e a notação de célula.
O magnésio, mais redutor, oxida-se: é o ânodo (polo negativo). Mg → Mg²⁺ + 2 e⁻.
O ião cobre reduz-se no cobre metálico: o cobre é o cátodo (polo positivo). Cu²⁺ + 2 e⁻ → Cu.
Somando: Mg + Cu²⁺ → Mg²⁺ + Cu.
Ânodo à esquerda, cátodo à direita: Mg(s) | Mg²⁺(aq) ‖ Cu²⁺(aq) | Cu(s).
Resultado: Ânodo: Mg (−), oxida-se; cátodo: Cu (+), reduz-se. Notação: Mg(s) | Mg²⁺(aq) ‖ Cu²⁺(aq) | Cu(s).
Erros frequentes
Revisão ativa
Constrói-se uma pilha com um elétrodo de magnésio em Mg²⁺(aq) e um elétrodo de cobre em Cu²⁺(aq), sabendo que o magnésio é mais redutor. Indica o ânodo e o cátodo, escreve as semirreações e a notação de célula.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Química — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Série eletroquímica (potenciais-padrão de redução)
Força eletromotriz da pilha
Diferença entre o potencial de redução do cátodo e o do ânodo, ambos tabelados face ao EPH. Numa pilha espontânea, E°(pilha) > 0.
Relação entre energia de Gibbs e fem
n = número de eletrões trocados; F = constante de Faraday = 96 500 C/mol. Como E°(pilha) > 0 numa pilha, ΔG° < 0 (reação espontânea).
Equação de Nernst (abordagem qualitativa)
O potencial afasta-se de E° conforme as concentrações (via Q). Ao descarregar, Q aumenta e E diminui até E = 0 no equilíbrio.
Determina a força eletromotriz da pilha de Daniell Zn(s) | Zn²⁺ ‖ Cu²⁺ | Cu(s), sabendo que E°(Cu²⁺/Cu) = +0,34 V e E°(Zn²⁺/Zn) = −0,76 V, e calcula ΔG° (n = 2, F = 96 500 C/mol).
O par de maior E° reduz-se (cátodo): Cu²⁺/Cu (+0,34 V). O de menor E° oxida-se (ânodo): Zn²⁺/Zn (−0,76 V).
E°(pilha) = E°(cátodo) − E°(ânodo) = 0,34 − (−0,76) = +1,10 V.
ΔG° = −nFE° = −(2)(96 500)(1,10) = −2,12 × 10⁵ J.
E°(pilha) > 0 e ΔG° < 0 ⇒ a reação é espontânea, como se espera de uma pilha.
Resultado: E°(pilha) = +1,10 V e ΔG° ≈ −212 kJ (por mol de reação); a reação é espontânea.
Erros frequentes
Revisão ativa
Com E°(Ag⁺/Ag) = +0,80 V e E°(Zn²⁺/Zn) = −0,76 V, determina a fem da pilha Zn(s) | Zn²⁺ ‖ Ag⁺ | Ag(s) e o valor de ΔG° (n = 2, F = 96 500 C/mol).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Química — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Proteção catódica com ânodo de sacrifício
Métodos de proteção contra a corrosão
Dispõe-se de blocos de cobre, de estanho e de magnésio para proteger uma tubagem de ferro enterrada. Qual deves usar como ânodo de sacrifício? Justifica com a série eletroquímica.
O ânodo de sacrifício tem de ser mais redutor do que o ferro (E° menor), para se oxidar preferencialmente.
E°: Mg²⁺/Mg = −2,37 V; Fe²⁺/Fe = −0,44 V; Sn²⁺/Sn ≈ −0,14 V; Cu²⁺/Cu = +0,34 V. Só o magnésio é mais redutor do que o ferro.
Usa-se o magnésio: forma-se uma pilha em que o Mg é o ânodo (oxida-se) e o ferro o cátodo (protegido). O cobre e o estanho, mais nobres, agravariam a corrosão do ferro.
Resultado: O magnésio: por ser mais redutor do que o ferro, oxida-se preferencialmente (ânodo de sacrifício) e protege a tubagem, consumindo-se com o tempo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Para proteger o casco de aço de um navio recorre-se a blocos metálicos ligados ao casco. Justifica, com a série eletroquímica, por que se usam blocos de zinco ou de magnésio e não de cobre, e explica o que acontece a esses blocos ao longo do tempo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Química — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)