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Estuda-se a ligação metálica pelo modelo do mar de eletrões, a forma como este modelo explica as propriedades características dos metais (condutividade, maleabilidade, ductilidade, brilho), as estruturas cristalinas metálicas (CCC, CFC e HC) e as ligas metálicas. Matéria da Unidade 1 da Química do 12.º ano (Ciências e Tecnologias), disciplina de opção sem Exame Final Nacional — avaliada por avaliação interna.
4 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer o modelo do mar de eletrões e associá-lo às propriedades gerais dos metais.
nível avançado
Caracterizar as redes cristalinas, calcular a massa volúmica a partir da célula unitária e interpretar as ligas como soluções sólidas.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Modelo do mar de eletrões
Usando o modelo do mar de eletrões, explica por que um fio de cobre conduz a corrente elétrica.
No cobre sólido, os eletrões de valência estão deslocalizados e podem mover-se livremente por todo o metal — não estão presos a nenhum átomo.
Ao ligar o fio a uma diferença de potencial, o campo elétrico impõe um movimento orientado a esses eletrões livres.
Esse movimento orientado de cargas negativas constitui uma corrente elétrica; os catiões da rede permanecem fixos (apenas vibram).
Resultado: O cobre conduz porque possui eletrões deslocalizados livres que, sob um campo elétrico, se deslocam de forma orientada, transportando carga.
Erros frequentes
Revisão ativa
Com base no modelo do mar de eletrões, explica por que razão o magnésio (2 eletrões de valência, catião Mg²⁺) tem um ponto de fusão muito superior ao do sódio (1 eletrão de valência, catião Na⁺).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Química — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Do mar de eletrões às propriedades dos metais
Justifica, em termos de ligação, por que uma barra de cobre se pode martelar em chapa mas um cristal de cloreto de sódio se parte ao ser golpeado.
Ao deslizarem os planos de catiões, o mar de eletrões deslocalizados reajusta-se e continua a « colar » a estrutura: a ligação metálica não-dirigida mantém-se.
O deslizamento de um plano coloca iões de igual carga (por exemplo Na⁺ sobre Na⁺) frente a frente.
A forte repulsão entre esses iões de igual carga rompe a estrutura: o cristal iónico é frágil e cliva.
Resultado: O cobre deforma-se porque a ligação metálica se mantém durante o deslizamento; o NaCl parte porque o deslizamento gera repulsões entre iões de igual carga.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com base no modelo do mar de eletrões, por que o cloreto de sódio (sólido iónico) é frágil enquanto o cobre (metal) é maleável, embora ambos sejam sólidos cristalinos.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Química — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Célula unitária cúbica de faces centradas (CFC)
Comparação das redes cristalinas metálicas
Massa volúmica a partir da célula unitária
Z = número de átomos por célula; M = massa molar; N_A = constante de Avogadro (6,02 × 10²³ mol⁻¹); a = aresta da célula. O numerador é a massa dos átomos da célula e o denominador o seu volume.
Aresta e raio atómico na rede CFC
Na rede cúbica de faces centradas os átomos tocam-se ao longo da diagonal da face, de comprimento a√2 = 4r; logo a = 2√2·r.
O cobre cristaliza numa rede CFC de aresta a = 3,61 × 10⁻⁸ cm. Sabendo que M(Cu) = 63,5 g/mol e N_A = 6,02 × 10²³ mol⁻¹, calcula a massa volúmica do cobre.
Rede CFC: Z = 8 × 1/8 (vértices) + 6 × 1/2 (faces) = 1 + 3 = 4 átomos por célula.
a³ = (3,61 × 10⁻⁸ cm)³ = 4,70 × 10⁻²³ cm³.
ρ = Z·M/(N_A·a³) = (4 × 63,5) / (6,02 × 10²³ × 4,70 × 10⁻²³).
ρ = 254 / 28,3 ≈ 8,97 g/cm³.
Resultado: ρ ≈ 8,97 g/cm³, em excelente acordo com o valor tabelado do cobre (8,96 g/cm³).
Erros frequentes
Revisão ativa
O alumínio cristaliza numa rede CFC de aresta a = 405 pm. Determina o número de átomos por célula e calcula a massa volúmica do alumínio (M = 27,0 g/mol).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Química — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Soluções sólidas de substituição e de inserção
Ligas metálicas comuns
O aço-carbono contém pequenas quantidades de carbono dissolvidas no ferro. Classifica o tipo de solução sólida e explica por que o aço é mais duro do que o ferro puro.
O átomo de carbono é muito mais pequeno do que o de ferro, pelo que não substitui o ferro na rede: aloja-se nos interstícios.
Trata-se, portanto, de uma solução sólida de inserção.
Os átomos de carbono distorcem a rede de ferro e dificultam o deslizamento dos planos de átomos.
Como o deslizamento fica dificultado, o material deforma-se menos: o aço é mais duro e resistente do que o ferro puro.
Resultado: O aço é uma solução sólida de inserção; a distorção da rede pelo carbono dificulta o deslizamento dos planos, aumentando a dureza.
Erros frequentes
Revisão ativa
O latão é uma liga de cobre e zinco, cujos átomos têm raios semelhantes. Classifica o tipo de solução sólida e justifica por que o latão é mais duro do que o cobre puro.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Química — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)