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Estuda a resiliência — a capacidade de se adaptar bem apesar da adversidade — distinguindo-a da invulnerabilidade, e os fatores de risco e de proteção que a condicionam. Analisa os contextos de desenvolvimento pelo modelo bioecológico de Bronfenbrenner e o papel da vinculação e da comunidade na promoção da resiliência. Matéria de avaliação interna — Psicologia B não tem Exame Final Nacional.
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender o que é resiliência e distinguir fatores de risco de fatores de proteção.
nível avançado
Explicar o modelo de Bronfenbrenner e o papel da vinculação e dos contextos na resiliência.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
A resiliência como equilíbrio
Depois de uma perda dolorosa, uma pessoa vive um período de tristeza, mas, com o apoio de familiares e amigos, reorganiza a sua vida e recupera. Explica por que isto é resiliência.
A pessoa sofre e vive a tristeza: a resiliência não elimina a dor nem a resposta emocional à adversidade.
O apoio de familiares e amigos (fator de proteção externo) e a capacidade de reorganizar a vida (recursos internos) permitem-lhe recuperar.
Adaptar-se bem apesar da adversidade, e não a ausência de sofrimento, é precisamente o que define a resiliência.
Resultado: Trata-se de resiliência: a pessoa sofre, mas recupera e reorganiza-se graças a recursos internos e ao apoio social. Resiliência é adaptar-se positivamente apesar da adversidade — não é não sofrer nem ser invulnerável.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que dizer que «uma pessoa resiliente não sofre com as dificuldades» é incorreto.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Fatores de risco e de proteção
Dois jovens crescem em bairros com muitos riscos; um deles tem um professor e um treinador que o apoiam e acreditam nele, e desenvolve-se bem. Explica com os fatores de risco e de proteção.
Ambos partilham fatores de risco comunitários (bairro com poucos apoios, exposição a adversidade).
Um deles tem relações de apoio significativas (professor, treinador) — fatores de proteção que faltam ao outro.
Essas relações funcionam como amortecedores, reduzindo o impacto do risco e favorecendo a adaptação positiva.
Resultado: A diferença explica-se pelos fatores de proteção: relações de apoio significativas amortecem o efeito do risco e sustentam a resiliência. Basta, por vezes, um adulto que acredite no jovem para alterar a trajetória — o que orienta a intervenção para reforçar a proteção.
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica como fator de risco ou de proteção e indica o nível (individual/familiar/comunitário): (a) ter um adulto de confiança; (b) viver num bairro sem apoios; (c) boas competências de resolução de problemas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
O modelo bioecológico de Bronfenbrenner
Uma criança tem dificuldades na escola. Usa o modelo de Bronfenbrenner para pensar intervenções a diferentes níveis.
Apoiar a relação com a família e o trabalho direto na escola (apoio pedagógico, acompanhamento).
Melhorar a comunicação entre a família e a escola, para que atuem de forma articulada.
Considerar fatores como a situação laboral dos pais (exossistema) e políticas de apoio educativo (macrossistema).
Resultado: O modelo de Bronfenbrenner mostra que se pode intervir em vários sistemas: no contexto imediato (micro), nas suas articulações (meso) e nos contextos mais amplos (exo e macro). Evita reduzir o problema à criança e orienta uma intervenção mais completa.
Erros frequentes
Revisão ativa
Situa nos sistemas de Bronfenbrenner: (a) a relação da criança com os pais; (b) o local de trabalho dos pais; (c) os valores culturais do país.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Padrões de vinculação (Ainsworth)
Numa creche, uma criança com vinculação segura explora os brinquedos, olhando de vez em quando para a educadora, e procura-a quando se assusta. Explica o comportamento com o conceito de base segura.
A criança usa a figura de vinculação (a educadora, na ausência dos pais) como ponto de referência seguro.
Sentindo-se segura, atreve-se a explorar o ambiente, afastando-se e regressando com o olhar.
Perante o susto, regressa à base segura para se reconfortar, retomando depois a exploração.
Resultado: O comportamento ilustra a base segura da vinculação: a criança explora porque se sente segura e regressa à figura de vinculação quando ameaçada. Uma vinculação segura é um fator de proteção que favorece a autonomia e a resiliência.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que uma relação de apoio consistente (na família, na escola ou na comunidade) é um dos fatores de proteção mais importantes para a resiliência.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)