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Estuda como os outros nos influenciam: o que são atitudes e como mudam (persuasão, dissonância cognitiva), como cedemos à pressão do grupo (conformismo — Asch) e à autoridade (obediência — Milgram). Os estudos clássicos são apresentados com o seu desenho real, os seus resultados bem atestados e os seus limites éticos. Matéria de avaliação interna — Psicologia B não tem Exame Final Nacional.
4 secções~14 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender o que são atitudes, o conformismo e a obediência, com os estudos de Asch e Milgram.
nível avançado
Interpretar os resultados reais de Asch e de Milgram, os fatores que os modulam e as questões éticas que levantam.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As componentes de uma atitude
Alguém que se considera ambientalista mas usa muito o automóvel sente desconforto. Descreve as formas de reduzir a dissonância cognitiva.
Há duas cognições em conflito: «defendo o ambiente» e «uso muito o carro», o que gera dissonância.
Pode mudar o comportamento (usar transportes públicos), mudar a atitude/crença (desvalorizar o problema) ou acrescentar justificações («o meu carro polui pouco»).
Muitas vezes é mais fácil arranjar justificações do que mudar o comportamento, o que preserva a coerência sentida sem grande custo.
Resultado: A dissonância entre valores e ação leva a mudar o comportamento, a atitude ou a arranjar justificações. Como mudar o comportamento é mais custoso, é frequente a pessoa rever crenças ou justificar-se — o que mostra a força do impulso para a coerência interna.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com a dissonância cognitiva, por que uma pessoa que fez sacrifícios para pertencer a um grupo tende depois a valorizá-lo ainda mais.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
As duas vias da persuasão
Um anúncio de um automóvel mostra apenas uma celebridade feliz ao volante, com música apelativa, sem dados técnicos. Outro compara consumos e segurança com os concorrentes. Analisa a via de persuasão de cada um.
Apela a indícios superficiais (celebridade, felicidade, música), sem argumentos sobre o produto: via periférica.
Apresenta argumentos e dados que exigem análise: via central.
A mudança de atitude pela via central tende a ser mais sólida; pela periférica, mais frágil e dependente de manter os indícios.
Resultado: O primeiro anúncio usa a via periférica (indícios superficiais), o segundo a via central (argumentos). Reconhecê-lo ajuda o consumidor a decidir com pensamento crítico e a não ser convencido apenas por elementos superficiais.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa um anúncio publicitário à tua escolha, identificando se apela sobretudo à via central ou à via periférica e porquê.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Resultados do estudo de Asch
Numa reunião, alguém concorda em voz alta com uma proposta do grupo por recear ficar mal visto, embora tenha dúvidas. Noutra situação, alguém segue a opinião do grupo por achar que os outros sabem mais do assunto. Classifica cada caso.
Conforma-se para ser aceite e não destoar, apesar de discordar em privado: influência normativa.
Aceita a opinião do grupo por a julgar mais bem informada: influência informativa.
O critério é o motivo: pertença/aceitação (normativa) ou informação/correção (informativa).
Resultado: O primeiro é conformismo por influência normativa (para ser aceite), o segundo por influência informativa (por confiar no saber do grupo). Distinguir os motivos é essencial: o estudo de Asch envolve sobretudo a pressão normativa, dado que a resposta correta era óbvia.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que a presença de um único «aliado» que discorda do grupo reduz tão fortemente o conformismo no estudo de Asch.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Obediência nas variações de Milgram
Um estudante conclui de Milgram que «as pessoas que obedeceram eram cruéis». Avalia esta interpretação com base nos resultados.
Cerca de 65% obedeceram na condição base, mas a obediência caía muito noutras condições (proximidade da vítima, autoridade à distância).
Se a causa fosse a crueldade (disposição), a obediência não variaria tanto conforme a situação — mas varia imenso.
A grande variação entre condições mostra que o determinante principal é a situação, não o caráter cruel dos participantes, que aliás mostravam sofrimento.
Resultado: A interpretação está errada: a forte variação da obediência com a situação prova que o fator decisivo é situacional, não a crueldade dos participantes. Milgram revela o poder da autoridade e da situação — o que deve ser lido sem sobreinterpretação e com atenção às questões éticas.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com os resultados das variações de Milgram, por que a obediência não depende só da personalidade, mas fortemente da situação.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)