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Resumos · Psicologia BPT · Secundário

Cognição social e identidade social

Abre o tema «Nós e os Outros» estudando como pensamos o mundo social: como percecionamos as pessoas e formamos impressões, como explicamos o comportamento (atribuição causal), como se formam estereótipos, preconceito e discriminação, e como os grupos a que pertencemos moldam a nossa identidade social. Matéria de avaliação interna — Psicologia B não tem Exame Final Nacional.

4 secções·~13 min de leitura·3 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·111111 / 16
Perfil de exame
Explicar a cognição e a perceção socialDistinguir atribuição interna de externa e reconhecer os seus enviesamentosDistinguir estereótipo, preconceito e discriminação, e compreender a identidade social
Operadores:explicadistingueidentificarelacionaanalisa

nível básico

Compreender como formamos impressões dos outros e distinguir estereótipo, preconceito e discriminação.

nível avançado

Analisar enviesamentos de atribuição e explicar a identidade social e o favoritismo endogrupal.

Profundidade

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Cognição social e identidade social
    • 01Cognição e perceção social○
    • 02A atribuição causal◐
    • 03Estereótipos, preconceito e discriminação◐
    • 04A identidade social●
§ 01

Cognição e perceção social#

●○○BaseLPAE-psicologia-b-cognicao-social

Pontos-chave

A cognição social é o estudo de como as pessoas percebem, interpretam, recordam e usam a informação sobre o mundo social — sobre si próprias, sobre os outros e sobre as situações. Aplica ao domínio social os processos cognitivos já estudados: percecionamos e categorizamos pessoas como percecionamos e categorizamos objetos, mas com uma diferença — as pessoas têm intenções e reagem-nos. A perceção social é, por isso, uma construção ativa, sujeita às mesmas regras e aos mesmos atalhos (e enviesamentos) do pensamento em geral.
Um aspeto central é a formação de impressões: como, a partir de poucos dados, construímos uma imagem global de alguém. Fazemo-lo depressa e com economia, recorrendo a esquemas (estruturas de conhecimento prévio sobre tipos de pessoas e situações) que preenchem o que não observámos, como sugere a Fig. 1. Isto é eficiente, mas enviesa: tendemos a ver o que esperamos ver e a interpretar o comportamento à luz da impressão já formada.

Como formamos impressões

Formação de impressõesGrafo, Poucos dados observados → Impressão global, Esquemas e expectativas → Impressão global, Impressão global → Comportamento face à pessoaPoucos dadosobservadosEsquemas eexpectativasImpressão globalComportamentoface à pessoa
Fig. 1Fig. 1 — A partir de poucos dados e de esquemas prévios, construímos rapidamente uma impressão global.
Vários efeitos ilustram estes atalhos. O efeito de halo leva a que uma característica positiva (ou negativa) contamine a avaliação global: alguém que achamos simpático é também julgado, sem prova, mais competente ou honesto. O efeito de primazia dá peso desproporcionado à primeira informação recebida (a «primeira impressão»), que enquadra a interpretação do resto. Há ainda a profecia que se autorrealiza: as expectativas que temos sobre alguém podem levar-nos a agir de modo a provocar nele o comportamento esperado, confirmando a expectativa.
Compreender a cognição social é compreender por que as relações começam já «filtradas» por expectativas e categorias. Estes processos são normais e, em geral, úteis — permitem orientarmo-nos rapidamente no mundo social. Mas, quando aplicados a grupos, os mesmos atalhos produzem estereótipos e preconceitos, como se verá adiante. Ganhar consciência de como formamos impressões é o primeiro passo para julgar as pessoas com mais justiça, dando-lhes a hipótese de contrariar a primeira impressão.
Exemplo resolvido

A primeira impressão que se confirma

Um professor é informado de que um novo aluno é «muito bom»; passa a interpretar as suas respostas de forma favorável e a incentivá-lo mais, e o aluno melhora. Analisa o episódio.

  1. 01Identificar a expectativa

    A informação inicial cria uma expectativa positiva (esquema) sobre o aluno.

  2. 02Efeito na interpretação

    Pelo efeito de halo e primazia, o professor interpreta favoravelmente o desempenho e trata o aluno de modo mais estimulante.

  3. 03Profecia que se autorrealiza

    Esse tratamento diferente favorece a melhoria do aluno, confirmando a expectativa inicial.

Resultado: A expectativa positiva enviesou a perceção (halo, primazia) e o comportamento do professor, o que acabou por provocar a melhoria do aluno — uma profecia que se autorrealiza. As impressões não só filtram o que vemos, como podem moldar a própria realidade.

Foco no Exame Nacional

  • Definir cognição e perceção social e explicar a formação de impressões com base em esquemas.
  • Identificar o efeito de halo, o efeito de primazia e a profecia que se autorrealiza.

Erros frequentes

  • Julgar que percecionamos as pessoas «objetivamente», sem o filtro de esquemas e expectativas.
  • Confundir efeito de halo (uma característica contamina o todo) com efeito de primazia (peso da primeira informação).

Revisão ativa

Explica como o efeito de primazia e o efeito de halo podem influenciar a avaliação de um candidato numa entrevista de emprego.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A atribuição causal#

●●○PadrãoLPAE-psicologia-b-cognicao-social

Pontos-chave

Somos «psicólogos ingénuos»: procuramos constantemente explicar o comportamento — o nosso e o dos outros. A atribuição causal, estudada a partir de Fritz Heider, é o processo pelo qual atribuímos causas aos comportamentos. A distinção fundamental, na Fig. 2, é entre a atribuição interna ou disposicional (a causa está na pessoa: a sua personalidade, capacidade, esforço, intenção) e a atribuição externa ou situacional (a causa está na situação: as circunstâncias, a sorte, a pressão, a dificuldade da tarefa). A explicação que damos condiciona a forma como julgamos e reagimos.

Atribuição interna e externa

Atribuição causalTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Tipo · A causa está... · Exemplo; Interna (disposicional) · Na pessoa (personalidade, esforço) · «Chumbou porque é preguiçoso»; Externa (situacional) · Na situação (circunstâncias, sorte) · «Chumbou porque o exame foi injusto»; Erro fundamental · Sobrestima o interno nos outros · Julgar o caráter, ignorar as circunstâncias; Autocomplacência · Sucesso = eu; fracasso = fora · «Ganhei por mérito; perdi por azar»TIPOA CAUSA ESTÁ...EXEMPLOINTERNA(DISPOSICIONAL)Na pessoa (personalidade,esforço)«Chumbou porque épreguiçoso»EXTERNA(SITUACIONAL)Na situação (circunstâncias,sorte)«Chumbou porque o exame foiinjusto»ERRO FUNDAMENTALSobrestima o interno nosoutrosJulgar o caráter, ignorar ascircunstânciasAUTOCOMPLACÊNCIASucesso = eu; fracasso =fora«Ganhei por mérito; perdipor azar»
Fig. 2Fig. 2 — Explicamos o comportamento por causas internas ou externas — e fazemo-lo de forma enviesada.
A investigação revelou que as nossas atribuições são sistematicamente enviesadas. O erro fundamental de atribuição é a tendência para, ao explicar o comportamento dos outros, sobrestimar as causas internas (a pessoa «é assim») e subestimar as situacionais. Se alguém tropeça, pensamos «é desajeitado», sem considerar que o chão estava escorregadio. Este enviesamento tem grande importância social: leva a julgar as pessoas pelo caráter e a ignorar o peso das circunstâncias, o que pode alimentar injustiças (por exemplo, atribuir a pobreza apenas à «falta de esforço»).
Outros enviesamentos completam o quadro. O viés ator-observador leva-nos a explicar o nosso próprio comportamento sobretudo pela situação, mas o dos outros pela disposição: se eu chego atrasado é «por causa do trânsito», se o outro chega atrasado é «porque é desorganizado». O viés de autocomplacência (self-serving) leva a atribuir os nossos sucessos a causas internas (o meu mérito) e os fracassos a causas externas (o azar, a prova injusta), protegendo a autoestima. Estes enviesamentos mostram que a atribuição não é um cálculo neutro: serve também a imagem que temos de nós e dos outros.
Reconhecer os enviesamentos de atribuição tem grande valor prático. Ajuda a ser mais justo — a perguntar «que circunstâncias podem explicar este comportamento?» antes de condenar o caráter de alguém — e mais lúcido sobre si próprio — a reconhecer o próprio mérito sem negar as circunstâncias favoráveis, e a assumir responsabilidades sem culpar sempre o exterior. Em contextos como a escola, o trabalho ou a justiça, a forma como atribuímos causas tem consequências reais, pelo que compreender a atribuição é uma competência social e cívica, não apenas académica.
Exemplo resolvido

O erro fundamental de atribuição

Um condutor é ultrapassado bruscamente e pensa de imediato «que pessoa agressiva e sem educação!». Analisa o juízo em termos de atribuição.

  1. 01Identificar a atribuição feita

    O condutor atribui o comportamento do outro a uma disposição interna (é «agressivo», «mal-educado»).

  2. 02Considerar a situação

    Não pondera causas situacionais possíveis (uma emergência, alguém doente a caminho do hospital).

  3. 03Nomear o enviesamento

    Sobrestimar o interno e ignorar o situacional ao julgar outro é o erro fundamental de atribuição.

Resultado: O condutor comete o erro fundamental de atribuição: explica o comportamento alheio pelo caráter e ignora as circunstâncias possíveis. Corrigir este enviesamento — perguntar «que situação explicaria isto?» — torna os juízos sociais mais justos.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir atribuição interna (disposicional) de externa (situacional).
  • Explicar o erro fundamental de atribuição, o viés ator-observador e o viés de autocomplacência.

Erros frequentes

  • Confundir o erro fundamental de atribuição (sobre os OUTROS, sobrestima o interno) com o viés ator-observador (distingue eu/outros).
  • Achar que atribuímos causas de forma neutra, ignorando que os enviesamentos protegem a autoestima e a imagem alheia.

Revisão ativa

Identifica o tipo de atribuição e o possível enviesamento: «Tirei boa nota porque me esforcei; tirei má nota porque o teste foi injusto.»

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Estereótipos, preconceito e discriminação#

●●○PadrãoLPAE-psicologia-b-cognicao-social

Pontos-chave

Quando a categorização social se aplica a grupos, produz três fenómenos que importa distinguir com rigor, articulados na Fig. 3, correspondentes às três componentes de uma atitude. O estereótipo é a componente cognitiva: uma crença generalizada e simplificada sobre os membros de um grupo («os X são todos assim»). O preconceito é a componente afetiva: uma atitude ou sentimento (geralmente negativo) em relação a um grupo e aos seus membros. A discriminação é a componente comportamental: o tratamento desigual e injusto das pessoas por pertencerem a um grupo. São coisas diferentes — pensar, sentir e agir — que muitas vezes se ligam, mas nem sempre.

Estereótipo, preconceito e discriminação

Estereótipo → preconceito → discriminaçãoGrafo, Estereótipo (crença — cognitiva) → Preconceito (afeto — afetiva), Preconceito (afeto — afetiva) → Discriminação (ação — comportamental)Estereótipo(crença —cognitiva)Preconceito(afeto —afetiva)Discriminação(ação —comportamental)pode gerarpode gerar
Fig. 3Fig. 3 — Três fenómenos distintos e frequentemente ligados: pensar, sentir e agir sobre grupos.
Os estereótipos nascem de processos cognitivos normais levados ao extremo. Categorizar é económico e inevitável, mas ao categorizar pessoas tendemos a exagerar as semelhanças dentro do grupo e as diferenças entre grupos, e a tratar os «outros» como mais homogéneos do que o nosso («eles são todos iguais»). Alimentados por informação enviesada, pela educação e pelos media, os estereótipos resistem à mudança, em parte porque orientam a perceção (vemos o que confirma o estereótipo) e a memória. Reconhecê-los como simplificações, e não verdades, é essencial.
É importante notar que estereótipo, preconceito e discriminação, embora frequentemente associados, podem dissociar-se. Pode haver preconceito sem discriminação aberta (quando normas ou leis a inibem) e discriminação sem preconceito pessoal forte (por conformidade a um contexto discriminatório). Além disso, os estereótipos podem ser em parte inconscientes, influenciando comportamentos sem que a pessoa se assuma como preconceituosa. Esta distinção é decisiva para compreender e combater a discriminação: agir sobre as crenças, sobre os afetos e sobre os comportamentos exige estratégias diferentes.
Compreender estes fenómenos tem forte alcance cívico, em linha com o Perfil dos Alunos e a educação para a cidadania. Mostra que o preconceito não é sinal de «pessoas más», mas resulta em parte de mecanismos cognitivos comuns — o que não o desculpa, mas ajuda a combatê-lo sem moralismo simplista. E aponta caminhos para o reduzir: individualizar (ver a pessoa, não o rótulo), contactar em condições de igualdade e cooperação (como se verá no tema dos grupos), e tomar consciência dos próprios automatismos. Passar do juízo automático ao juízo refletido é uma competência que a Psicologia ajuda a desenvolver.
Exemplo resolvido

Distinguir os três

Numa loja: um empregado acredita que «os jovens roubam mais» (a), sente desconfiança quando entra um jovem (b) e segue-o pela loja sem o fazer aos outros clientes (c). Classifica cada momento.

  1. 01Momento (a)

    «Os jovens roubam mais» é uma crença generalizada sobre um grupo: estereótipo (cognitivo).

  2. 02Momento (b)

    A desconfiança/sentimento negativo perante o jovem é preconceito (afetivo).

  3. 03Momento (c)

    Seguir o jovem e não os outros é tratamento desigual: discriminação (comportamental).

Resultado: Temos as três componentes: estereótipo (a crença), preconceito (o sentimento) e discriminação (a ação de tratar de forma desigual). Distingui-las é essencial para compreender e combater cada uma com meios adequados.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir estereótipo (crença), preconceito (afeto) e discriminação (comportamento).
  • Explicar a origem cognitiva dos estereótipos e a possibilidade de dissociação entre os três.

Erros frequentes

  • Usar «estereótipo», «preconceito» e «discriminação» como sinónimos (são as componentes cognitiva, afetiva e comportamental).
  • Julgar que só «pessoas más» têm preconceitos, ignorando a sua base em processos cognitivos comuns.

Revisão ativa

Classifica cada situação como estereótipo, preconceito ou discriminação: (a) achar que «os idosos não percebem de tecnologia»; (b) não contratar alguém por ser idoso.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

A identidade social#

●●●AprofundamentoLPAE-psicologia-b-cognicao-social

Pontos-chave

Parte de quem somos vem dos grupos a que pertencemos. Henri Tajfel e John Turner desenvolveram a teoria da identidade social: além de uma identidade pessoal (as características que nos individualizam), temos uma identidade social, feita das pertenças a grupos que valorizamos — a nacionalidade, o clube, a profissão, o grupo de amigos. A Fig. 4 distingue as duas. Quando uma pertença é saliente, passamos a pensar e a agir mais como «membros do grupo» do que como indivíduos, e o valor do grupo repercute-se na nossa autoestima.

Identidade pessoal e identidade social

Identidade pessoal × socialTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Aspeto · Identidade pessoal · Identidade social; O que a constitui · Características que me individualizam · Pertença a grupos que valorizo; Como me penso · Como indivíduo único · Como membro de um «nós»; Exemplo · «Sou paciente e curioso» · «Sou português, adepto deste clube»; Efeito social · Distingue-me dos outros · Favoritismo pelo endogrupo, célula destacada: Favoritismo pelo endogrupoASPETOIDENTIDADE PESSOALIDENTIDADE SOCIALO QUE A CONSTITUICaracterísticas que meindividualizamPertença a grupos quevalorizoCOMO ME PENSOComo indivíduo únicoComo membro de um «nós»EXEMPLO«Sou paciente e curioso»«Sou português, adepto desteclube»EFEITO SOCIALDistingue-me dos outrosFavoritismo pelo endogrupo
Fig. 4Fig. 4 — Somos indivíduos e membros de grupos: as duas faces da identidade (Tajfel e Turner).
Tajfel mostrou, com o paradigma dos grupos mínimos, algo notável: basta dividir pessoas em dois grupos por um critério trivial e arbitrário (até por sorteio) para que passem a favorecer o seu próprio grupo na distribuição de recursos. Deste facto retiram-se três processos-chave: a categorização social (dividir o mundo em «nós» e «eles»), a identificação social (assumir a pertença a um grupo como parte de si) e a comparação social (comparar o próprio grupo com outros, procurando uma distinção favorável). É este mecanismo que gera o favoritismo endogrupal.
Da identidade social decorre a distinção entre endogrupo (o grupo a que pertencemos, «nós») e exogrupo (os grupos a que não pertencemos, «eles»). Tendemos a favorecer o endogrupo, a vê-lo de forma mais positiva e diferenciada, e a percecionar o exogrupo de forma mais homogénea e, por vezes, negativa. Como parte da autoestima depende do valor dos grupos com que nos identificamos, há motivação para elevar o próprio grupo — o que pode alimentar rivalidades e preconceitos intergrupais, ligando este tema ao anterior.
A teoria da identidade social explica muitos fenómenos coletivos — do entusiasmo desportivo ao patriotismo, da solidariedade dentro de um grupo aos conflitos entre grupos. É importante o equilíbrio na leitura: a identidade social não é «má» — dá pertença, apoio e sentido —, mas o favoritismo endogrupal e a comparação podem descambar em discriminação e conflito. Compreender estes processos ajuda a valorizar as pertenças sem cair na hostilidade para com os outros grupos, e prepara o estudo, no tópico seguinte, dos processos de influência social.
Exemplo resolvido

Grupos mínimos e favoritismo

Numa turma, o professor divide os alunos ao acaso em «equipa azul» e «equipa vermelha» para um jogo; rapidamente cada equipa começa a «torcer» contra a outra. Explica com a teoria da identidade social.

  1. 01Categorização social

    A simples divisão cria duas categorias, «nós» (a minha equipa) e «eles» (a outra), mesmo sendo arbitrária.

  2. 02Identificação e comparação

    Cada aluno identifica-se com a sua equipa e compara-a com a outra, querendo que a sua saia por cima.

  3. 03Favoritismo endogrupal

    Daí resulta o favorecimento do endogrupo e a rivalidade com o exogrupo, tal como no paradigma dos grupos mínimos de Tajfel.

Resultado: Basta uma divisão arbitrária para desencadear categorização, identificação e comparação social, gerando favoritismo endogrupal e rivalidade. É o mecanismo da identidade social, que explica desde o desporto até tensões intergrupais mais sérias.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir identidade pessoal de identidade social (Tajfel e Turner).
  • Explicar a categorização, identificação e comparação social e o favoritismo endogrupal (endogrupo/exogrupo).

Erros frequentes

  • Reduzir a identidade só à dimensão pessoal, ignorando o peso das pertenças a grupos.
  • Julgar que o favoritismo endogrupal exige grandes diferenças reais entre grupos (o paradigma dos grupos mínimos mostra que basta uma divisão trivial).

Revisão ativa

Explica, com os conceitos de endogrupo e exogrupo e de comparação social, o comportamento dos adeptos rivais de dois clubes.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Cognição e perceção social○
    • 02A atribuição causal◐
    • 03Estereótipos, preconceito e discriminação◐
    • 04A identidade social●

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Cognição social e identidade social

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros)

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