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Abre o tema «Nós e os Outros» estudando como pensamos o mundo social: como percecionamos as pessoas e formamos impressões, como explicamos o comportamento (atribuição causal), como se formam estereótipos, preconceito e discriminação, e como os grupos a que pertencemos moldam a nossa identidade social. Matéria de avaliação interna — Psicologia B não tem Exame Final Nacional.
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender como formamos impressões dos outros e distinguir estereótipo, preconceito e discriminação.
nível avançado
Analisar enviesamentos de atribuição e explicar a identidade social e o favoritismo endogrupal.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Atribuição interna e externa
Um condutor é ultrapassado bruscamente e pensa de imediato «que pessoa agressiva e sem educação!». Analisa o juízo em termos de atribuição.
O condutor atribui o comportamento do outro a uma disposição interna (é «agressivo», «mal-educado»).
Não pondera causas situacionais possíveis (uma emergência, alguém doente a caminho do hospital).
Sobrestimar o interno e ignorar o situacional ao julgar outro é o erro fundamental de atribuição.
Resultado: O condutor comete o erro fundamental de atribuição: explica o comportamento alheio pelo caráter e ignora as circunstâncias possíveis. Corrigir este enviesamento — perguntar «que situação explicaria isto?» — torna os juízos sociais mais justos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Identifica o tipo de atribuição e o possível enviesamento: «Tirei boa nota porque me esforcei; tirei má nota porque o teste foi injusto.»
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Estereótipo, preconceito e discriminação
Numa loja: um empregado acredita que «os jovens roubam mais» (a), sente desconfiança quando entra um jovem (b) e segue-o pela loja sem o fazer aos outros clientes (c). Classifica cada momento.
«Os jovens roubam mais» é uma crença generalizada sobre um grupo: estereótipo (cognitivo).
A desconfiança/sentimento negativo perante o jovem é preconceito (afetivo).
Seguir o jovem e não os outros é tratamento desigual: discriminação (comportamental).
Resultado: Temos as três componentes: estereótipo (a crença), preconceito (o sentimento) e discriminação (a ação de tratar de forma desigual). Distingui-las é essencial para compreender e combater cada uma com meios adequados.
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica cada situação como estereótipo, preconceito ou discriminação: (a) achar que «os idosos não percebem de tecnologia»; (b) não contratar alguém por ser idoso.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Nós e os Outros) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)