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Estuda como o comportamento se modifica com a experiência — a aprendizagem — e a capacidade de resolver problemas e adaptar-se — a inteligência. Percorre o condicionamento clássico (Pavlov), o operante (Skinner) e a aprendizagem cognitiva e social (Bandura), e as grandes teorias da inteligência (Spearman, Gardner, Sternberg), incluindo o QI. Matéria de avaliação interna — Psicologia B não tem Exame Final Nacional.
5 secções~17 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Distinguir condicionamento clássico de operante, reconhecer a aprendizagem por observação e conhecer teorias da inteligência.
nível avançado
Analisar casos à luz dos condicionamentos, distinguir reforço de punição com rigor e comparar criticamente as teorias da inteligência.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Tipos de aprendizagem
Classifica e justifica: (a) uma criança de 12 meses começar a andar; (b) essa criança aprender a dizer «obrigado» quando recebe algo.
Andar surge sobretudo com o amadurecimento do sistema nervoso e muscular, num calendário semelhante em todas as crianças: é maturação.
Dizer «obrigado» depende da experiência social e do reforço dos adultos, varia com a cultura e a educação: é aprendizagem.
O critério é a origem da mudança: maturação (biológica) ou experiência (aprendizagem).
Resultado: Andar é maturação (mudança devida ao amadurecimento biológico); dizer «obrigado» é aprendizagem (mudança devida à experiência e ao reforço social). A definição de aprendizagem exige que a mudança resulte da experiência, não do simples crescimento.
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica cada caso quanto ao tipo de aprendizagem: (a) deixar de reparar no tiquetaque de um relógio; (b) aprender a resolver equações.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (À Descoberta do Ser) (Direção-Geral da Educação (DGE))
As fases do condicionamento clássico
Alguém comeu um marisco, ficou muito enjoado (por outra causa) e passou a sentir náuseas só de ver esse marisco. Analisa o caso com os conceitos do condicionamento clássico.
O agente que causou o enjoo é o EI, e o enjoo é a RI (resposta natural); ver o marisco era, à partida, um estímulo neutro.
Ao coincidirem no tempo o marisco e o enjoo, formou-se uma associação entre ver o marisco e a náusea.
O marisco tornou-se EC, e ver o marisco passa a provocar náusea (RC), mesmo sem estar estragado.
Resultado: Formou-se uma aversão condicionada: o marisco (antes neutro) tornou-se estímulo condicionado que provoca náusea (resposta condicionada) por ter sido associado ao enjoo. É condicionamento clássico — associação entre estímulos, resposta involuntária.
Erros frequentes
Revisão ativa
Numa pessoa que passou a sentir enjoo ao ver um alimento que uma vez a intoxicou, identifica o EI, a RI, o EC e a RC.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (À Descoberta do Ser) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Condicionamento clássico e operante
Reforço e punição
Um automóvel emite um som irritante enquanto o cinto não está apertado; o som para quando se aperta o cinto, e o condutor passa a apertá-lo logo. Classifica a consequência e justifica.
O comportamento «apertar o cinto» AUMENTA (passa a fazer-se logo): logo, trata-se de reforço, não de punição.
O que acontece é a RETIRADA de um estímulo desagradável (o som): logo, é negativo.
Aumento do comportamento + retirada de algo desagradável = reforço negativo.
Resultado: É reforço negativo: apertar o cinto é reforçado pela remoção do som irritante, pelo que o comportamento aumenta. Não é punição — a punição diminuiria o comportamento; aqui ele aumenta. É o exemplo típico que distingue reforço negativo de punição.
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica cada consequência (reforço/punição, positivo/negativo): (a) dar um doce quando a criança arruma; (b) retirar o telemóvel por mau comportamento; (c) desligar um alarme irritante quando se aperta o cinto.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (À Descoberta do Ser) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Teorias da inteligência
Quociente de inteligência (fórmula de razão, clássica)
Na versão histórica (Stern, Terman), o QI comparava a «idade mental» revelada no teste com a idade cronológica: um QI de 100 indicava desempenho na média da idade. Hoje o QI calcula-se sobretudo por comparação estatística com a média da população da mesma idade.
Um jovem tem resultados escolares medianos, mas é excecional a resolver problemas práticos do dia a dia e a lidar com pessoas. Interpreta o caso à luz das teorias da inteligência.
Os testes de QI medem sobretudo capacidades analíticas e escolares, onde o jovem é mediano — não captam bem os seus pontos fortes.
Na teoria triárquica, ele destaca-se na inteligência prática (resolver problemas reais), distinta da analítica.
Nas inteligências múltiplas, sobressai a inteligência interpessoal (lidar com os outros).
Resultado: O caso mostra os limites do QI clássico: o jovem tem inteligência prática (Sternberg) e interpessoal (Gardner) elevadas, que os testes escolares não medem. As teorias plurais da inteligência valorizam talentos reais que uma medida única deixaria escapar.
Erros frequentes
Revisão ativa
Compara a teoria do fator g de Spearman com as inteligências múltiplas de Gardner, indicando o que cada uma acerta e uma limitação de cada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (À Descoberta do Ser) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)