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O 12.º ano estuda um conjunto de poemas de poetas portugueses contemporâneos, representativos das grandes correntes e vozes da poesia do século XX: Miguel Torga e Sophia de Mello Breyner Andresen, Eugénio de Andrade e Jorge de Sena, Alexandre O'Neill e Ruy Belo, entre outros. Conhecer as correntes (presença, neorrealismo, surrealismo, poesia do quotidiano) e a poética de cada autor é matéria do Grupo I do Exame Nacional 639.
4 secções~12 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 1 · Aprofundamento 2
nível básico
Formação geral: reconhecer a corrente e os temas de poemas representativos dos principais poetas.
nível avançado
Aprofundamento: analisar a poética de cada autor e a diversidade de vozes da poesia contemporânea.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Correntes da poesia do século XX
Um poema de denúncia da miséria dos trabalhadores, com apelo à solidariedade e à transformação social, pertence a que corrente?
A denúncia da injustiça social e o apelo à transformação são temas de intervenção social.
A poesia é posta ao serviço de uma consciência social e coletiva.
Estes traços são próprios do neorrealismo.
Resultado: O poema pertence ao neorrealismo: a denúncia da injustiça social e o apelo à solidariedade e à transformação exprimem a conceção da poesia como intervenção social própria desta corrente.
Erros frequentes
Revisão ativa
Situa dois poemas de poetas contemporâneos diferentes nas respetivas correntes ou poéticas, justificando com traços de tema e forma.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))
Torga e Sophia
Num poema, Sophia nomeia o mar, a luz e as coisas com exatidão e transparência, associando essa nomeação à verdade e à justiça. Que traços da sua poética reconheces?
A nomeação exata e transparente das coisas (mar, luz) é a «poesia do real» de Sophia.
Associar a palavra à verdade e à justiça revela a dimensão ética: nomear com verdade é um ato moral.
A poesia de Sophia une a claridade estética (a presença das coisas) e a exigência ética (a palavra justa).
Resultado: O poema mostra a poética de Sophia: a nomeação clara e exata do real (o mar, a luz) e a sua ligação à verdade e à justiça — a «palavra justa» que é, ao mesmo tempo, exatidão poética e retidão ética.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa um poema de Torga e um de Sophia, distinguindo o telurismo ético de um e a poesia da claridade e da justiça do outro.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))
Eugénio de Andrade e Jorge de Sena
Um poema denso, culto, que transforma a experiência da história e do exílio em reflexão e indignação, pertence a qual dos dois poetas e porquê?
A densidade, a erudição, a história e o exílio, com indignação, afastam-se do lirismo solar dos sentidos.
Transformar a experiência e a história em reflexão e testemunho é o programa poético de Sena.
O poema é de Jorge de Sena — poesia do testemunho e da metamorfose, não o lirismo sensorial de Eugénio de Andrade.
Resultado: O poema é de Jorge de Sena: a densidade culta, a história, o exílio e a indignação identificam a poesia do testemunho e da metamorfose, oposta ao lirismo dos sentidos de Eugénio de Andrade.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa um poema de Eugénio de Andrade e um de Jorge de Sena, distinguindo o lirismo dos sentidos da poesia do testemunho.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))
O'Neill e Ruy Belo
Num poema, O'Neill satiriza, com humor amargo, os lugares-comuns e o sentimentalismo do «ser português». Que função tem a ironia?
O poema satiriza os clichés, o provincianismo e o sentimentalismo da «portugalidade».
O humor amargo e a linguagem coloquial expõem o vazio e a mediocridade sob o riso.
A ironia é crítica e conhecimento, mas encobre também ternura e melancolia perante o país.
Resultado: A ironia de O'Neill é um instrumento de crítica lúcida: ao satirizar os lugares-comuns da «portugalidade», expõe a mediocridade nacional, num humor amargo que esconde ternura e desencanto.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa um poema de O'Neill e um de Ruy Belo, distinguindo a ironia crítica de um da meditação transcendente do quotidiano do outro.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)