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José Saramago — Memorial do Convento

José Saramago, único Prémio Nobel da Literatura de língua portuguesa, é o grande romancista português contemporâneo. Memorial do Convento (1982) entrelaça, no Portugal barroco de D. João V, três planos: o amor de Baltasar e Blimunda, o voo da passarola do Padre Bartolomeu de Gusmão e a construção do Convento de Mafra. Romance histórico e crítico, de estilo inconfundível, é corpus obrigatório do 12.º ano e matéria do Grupo I do Exame Nacional 639.

4 secções·~13 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 1 · Aprofundamento 2

T·202020 / 20
Perfil de exame
Contextualizar Saramago e Memorial do ConventoAnalisar a estrutura e os três planos da narrativaInterpretar a crítica social e históricaReconhecer o estilo e o narrador saramaguianos
Operadores:contextualizaanalisainterpretacaracterizarelacionacomenta

nível básico

Formação geral: reconhecer os três planos da narrativa, as personagens e a crítica ao poder.

nível avançado

Aprofundamento: analisar o realismo mágico e o estilo saramaguiano (pontuação, narrador) com rigor.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

Texto

Tamanho do texto: Padrão

Conteúdo · 4 secções▾
  1. José Saramago — Memorial do Convento
    • 01Saramago e Memorial do Convento○
    • 02Os três planos: o amor, o voo, o convento◐
    • 03A crítica social e histórica●
    • 04O estilo saramaguiano e o narrador●
§ 01

Saramago e Memorial do Convento#

●○○BaseLPAE-portugues-el-12-saramago

Pontos-chave

José Saramago (1922-2010) é o maior romancista português contemporâneo e o único autor de língua portuguesa galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, que recebeu em 1998. De origem humilde e de convicções comunistas, foi um escritor de intervenção, crítico do poder, das injustiças e dos dogmas. A sua vasta obra — Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, Ensaio sobre a Cegueira, entre muitas — deu-lhe reconhecimento mundial.
Memorial do Convento (1982) é o romance que o consagrou. É um romance histórico, cuja ação decorre no Portugal do início do século XVIII, no reinado de D. João V — o Portugal barroco do ouro do Brasil, da ostentação da corte e da Igreja, do poder absoluto e da Inquisição. Mas Saramago não escreve a história oficial dos reis: reescreve-a a partir de baixo, dando protagonismo ao povo, aos que trabalham e sofrem e que a história costuma esquecer.
O romance entrelaça três planos ou fios narrativos que se cruzam ao longo da obra: a história de amor de Baltasar e Blimunda; o sonho do voo, encarnado na passarola do Padre Bartolomeu de Gusmão; e a construção do imponente Convento de Mafra, mandado erguer por D. João V. Estes três fios — o amor, o voo e o convento — organizam toda a narrativa e permitem a Saramago cruzar o íntimo e o coletivo, o sonho e o poder.
Memorial do Convento combina o rigor da recriação histórica com o realismo mágico: elementos fantásticos — a máquina que voa, o dom de Blimunda de ver as vontades das pessoas — integram-se naturalmente no quadro histórico realista, sem quebrar a sua verosimilhança. Esta fusão do histórico e do maravilhoso, ao serviço de uma visão crítica e humanista, é uma das marcas da arte de Saramago (ver Fig. 1).

Saramago e o romance

Saramago e o romanceLinha do tempo de 1922 a 2010, 1922: Nascimento, 1982: Memorial do Convento, 1998: Prémio Nobel, 2010: Morte19222010ano1922Nascimento1982Memorial doConvento1998Prémio Nobel2010Morte
Fig. 1Fig. 1 — Saramago, do Memorial (1982) ao Nobel (1998).
Exemplo resolvido

A história a partir de baixo

Como reescreve Saramago a história de Portugal em Memorial do Convento?

  1. 01Observar o cenário

    A ação decorre no reinado de D. João V, época de ostentação do poder, do ouro e da Igreja.

  2. 02Observar o protagonismo

    Saramago não centra o romance no rei, mas em Baltasar, Blimunda e nos trabalhadores anónimos de Mafra.

  3. 03Reconhecer a inversão

    A história é reescrita a partir de baixo, dando voz aos que a história oficial esquece.

Resultado: Saramago reescreve a história a partir de baixo: em vez da história oficial de D. João V, dá protagonismo ao povo — Baltasar, Blimunda e os trabalhadores de Mafra —, restituindo dignidade e voz aos esquecidos da história.

Foco no Exame Nacional

  • Situar Saramago como Nobel e romancista de intervenção.
  • Contextualizar Memorial do Convento no reinado de D. João V (Portugal barroco).
  • Reconhecer os três planos (amor, voo, convento).
  • Identificar o realismo mágico e a reescrita da história a partir do povo.

Erros frequentes

  • Ler o romance como história oficial dos reis, ignorando o protagonismo do povo.
  • Não reconhecer o realismo mágico (a passarola, o dom de Blimunda).
  • Confundir ou omitir um dos três planos narrativos.

Revisão ativa

Explica o contexto histórico de Memorial do Convento e a forma como Saramago reescreve a história a partir do povo, referindo o realismo mágico.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Os três planos: o amor, o voo, o convento#

●●○PadrãoLPAE-portugues-el-12-saramago

Pontos-chave

O primeiro plano é o do amor de Baltasar e Blimunda, o coração humano do romance. Baltasar Mateus, o Sete-Sóis, é um soldado que perdeu a mão esquerda na guerra e usa um gancho; Blimunda, a Sete-Luas, tem o dom sobrenatural de ver o interior das pessoas e as suas «vontades» quando está em jejum. O seu amor é intenso, telúrico e puro, ao mesmo tempo carnal e espiritual — um dos mais belos da literatura portuguesa —, e atravessa toda a obra como o seu eixo emocional.
O segundo plano é o do voo, o sonho e a utopia. O Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (figura histórica, apelidado «o Voador») concebe uma máquina de voar, a passarola. Baltasar e Blimunda ajudam-no a construí-la, e a máquina eleva-se graças às vontades que Blimunda recolhe. O voo simboliza o sonho humano de ultrapassar limites, a aspiração à liberdade e ao conhecimento, e a aliança entre a ciência, a imaginação e o trabalho — em tensão com o poder e a Igreja, que a tudo isto se opõem.
O terceiro plano é o da construção do Convento de Mafra, o monumento do poder. D. João V promete erguer um convento se a rainha lhe der descendência; nascida a filha, a promessa cumpre-se numa obra faraónica que mobiliza milhares de trabalhadores. Saramago detém-se no reverso da grandeza: o suor, o sofrimento, os acidentes e a morte dos homens levados à força para a obra. O convento, símbolo da glória do rei e da Igreja, ergue-se sobre o sacrifício anónimo do povo.
Os três planos não são independentes: entrelaçam-se e iluminam-se mutuamente. O amor de Baltasar e Blimunda cruza-se com a aventura do voo (participam na construção da passarola) e com o mundo do trabalho (Baltasar trabalha em Mafra). A oposição entre o sonho (o voo) e o poder (o convento), entre a utopia libertadora e a opressão, estrutura o sentido do romance, e o amor humano é o valor que resiste no meio de tudo (ver Fig. 2).

Os três planos do romance

Os três planos do romanceGrafo, Baltasar e Blimunda (amor) → Padre Bartolomeu (voo), Padre Bartolomeu (voo) → A passarola, D. João V (poder) → Convento de Mafra, Baltasar e Blimunda (amor) → Convento de MafraBaltasar eBlimunda (am…PadreBartolomeu (…A passarolaD. João V(poder)Convento deMafraajudamconstróimanda erguertrabalho
Fig. 2Fig. 2 — Amor, voo e convento entrelaçam-se em torno de Baltasar e Blimunda.
Exemplo resolvido

Voo contra convento

Que oposição simbólica estrutura os planos do voo e do convento?

  1. 01Caracterizar o voo

    A passarola representa o sonho, a liberdade, a ciência e a imaginação do povo (o padre, Baltasar, Blimunda).

  2. 02Caracterizar o convento

    Mafra representa o poder absoluto do rei e da Igreja, erguido sobre o sacrifício do povo.

  3. 03Reconhecer a oposição

    Sonho libertador contra poder opressor: o voo eleva, o convento esmaga; ambos feitos pelo trabalho do povo.

Resultado: O voo (a passarola) simboliza o sonho, a liberdade e a ciência; o convento (Mafra) simboliza o poder absoluto e a opressão. A oposição entre o sonho libertador e o poder que esmaga o povo estrutura o sentido do romance.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar o amor de Baltasar e Blimunda (telúrico, puro, carnal e espiritual).
  • Interpretar o plano do voo (a passarola, o sonho, a utopia, a ciência).
  • Explicar o plano do convento (o poder, o sacrifício do povo).
  • Reconhecer o entrelaçamento e a oposição sonho/poder.

Erros frequentes

  • Tratar os três planos como histórias separadas, sem o seu entrelaçamento.
  • Confundir os dons e as figuras (Blimunda vê as vontades; o padre concebe a passarola).
  • Não reconhecer a oposição simbólica entre o voo (sonho) e o convento (poder).

Revisão ativa

Explica como se entrelaçam os três planos de Memorial do Convento e a oposição simbólica entre o voo e o convento.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

A crítica social e histórica#

●●●AprofundamentoLPAE-portugues-el-12-saramago

Pontos-chave

Memorial do Convento é, sob a superfície do romance histórico, uma poderosa crítica social e histórica. Saramago contrapõe sistematicamente dois mundos: o do poder — a corte de D. João V, o luxo, o ouro do Brasil, a ostentação da Igreja e da monarquia absoluta — e o do povo — a miséria, o trabalho, o sofrimento dos que sustentam com o seu esforço a grandeza dos poderosos. É este contraste que organiza a visão crítica da obra.
A construção do Convento de Mafra é o grande símbolo desta crítica. A obra, monumento à glória do rei e à fé, ergue-se à custa do suor e da vida de milhares de homens, muitos deles levados à força, que trabalham em condições brutais e morrem esmagados, doentes ou exaustos. Saramago dá nome e rosto a estes trabalhadores anónimos, mostrando que por detrás de cada monumento da história oficial há uma multidão de sofrimentos silenciados.
A crítica dirige-se também ao poder religioso e ao fanatismo. A Inquisição, com os seus autos de fé, a perseguição, o medo e a fogueira, surge como instrumento de opressão e de terror; o clero e a religião institucional aparecem associados ao poder e à intolerância. A esta religião opressiva Saramago opõe uma espiritualidade humana e livre, encarnada no amor de Baltasar e Blimunda e no sonho do padre voador — ele próprio perseguido pela Inquisição.
No fundo, a obra propõe uma inversão de valores em relação à história oficial. Os verdadeiros heróis não são o rei nem os poderosos, mas o povo que trabalha, ama e sonha: Baltasar, Blimunda, os operários de Mafra. O desfecho confirma-o — Baltasar acaba por ser queimado num auto de fé da Inquisição, e Blimunda, ao encontrá-lo, recolhe a sua vontade, afirmando que essa vontade pertence à terra e aos homens, e não ao céu do poder. É a dignidade do povo que a obra celebra (ver Fig. 3).

Os alvos da crítica

Os alvos da críticaTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Alvo · Manifestação · Contraponto (o povo); Poder absoluto · D. João V, luxo, ouro · Miséria dos trabalhadores; Igreja / convento · Mafra, ostentação da fé · Suor e morte de quem o ergue; Inquisição · Autos de fé, perseguição · Espiritualidade humana e livre; História oficial · Reis e monumentos · Baltasar, Blimunda, o povo, célula destacada: Suor e morte de quem o ergueALVOMANIFESTAÇÃOCONTRAPONTO (O POVO)PODER ABSOLUTOD. João V, luxo, ouroMiséria dos trabalhadoresIGREJA / CONVENTOMafra, ostentação da féSuor e morte de quem o ergueINQUISIÇÃOAutos de fé, perseguiçãoEspiritualidade humana elivreHISTÓRIA OFICIALReis e monumentosBaltasar, Blimunda, o povoOs verdadeiros heróis são o povo que trabalha, ama e sonha.
Fig. 3Fig. 3 — O poder e o seu reverso: a crítica de Saramago.
Exemplo resolvido

O reverso de um monumento

Como transforma Saramago a construção do Convento de Mafra numa crítica social?

  1. 01Observar o símbolo oficial

    Mafra é apresentado, na história oficial, como monumento à glória do rei e à fé.

  2. 02Revelar o reverso

    Saramago mostra o custo humano: milhares de trabalhadores, muitos forçados, sofrem e morrem na obra.

  3. 03Interpretar a crítica

    O monumento do poder ergue-se sobre o sacrifício anónimo do povo — crítica à ostentação e à injustiça.

Resultado: Saramago transforma Mafra em crítica social ao revelar o reverso do monumento: por detrás da glória do rei e da Igreja está o sofrimento e a morte de milhares de trabalhadores anónimos, sacrificados à ostentação do poder.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar o contraste entre o mundo do poder e o mundo do povo.
  • Interpretar a construção de Mafra como crítica (o sacrifício dos trabalhadores).
  • Reconhecer a crítica à Inquisição e ao fanatismo religioso.
  • Identificar a inversão de valores (o povo como verdadeiro herói).

Erros frequentes

  • Ler o convento apenas como monumento glorioso, sem o reverso do sofrimento do povo.
  • Ignorar a crítica ao poder religioso e à Inquisição.
  • Não reconhecer a inversão de valores face à história oficial.

Revisão ativa

Analisa a crítica social e histórica de Memorial do Convento, tomando como exemplo a construção do Convento de Mafra.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

O estilo saramaguiano e o narrador#

●●●AprofundamentoLPAE-portugues-el-12-saramago

Pontos-chave

O estilo de Saramago é inconfundível e faz parte do sentido da obra. A característica mais visível é a pontuação própria: os períodos são longos e fluidos, e o discurso das personagens integra-se no texto do narrador, sem travessões nem aspas, marcado apenas por vírgulas e pela maiúscula que inicia cada fala. Esta escrita, próxima da oralidade e do fluxo do pensamento, obriga a uma leitura atenta e cria um ritmo contínuo, envolvente, quase de contador de histórias.
O narrador saramaguiano é fortemente presente e interventivo. Não se limita a contar: comenta os acontecimentos, dirige-se ao leitor, faz digressões, ironiza, moraliza, expõe o seu ponto de vista crítico sobre o poder, a Igreja e a história. É um narrador omnisciente mas cúmplice, que assume abertamente a sua subjetividade e a sua posição, guiando a leitura e o juízo. A sua voz funde-se, por vezes, com a das personagens, esbatendo as fronteiras entre quem narra e quem é narrado.
A ironia é um recurso constante deste narrador, dirigida sobretudo ao poder e à religião oficiais. Através dela, Saramago desmonta a solenidade da história dos reis, expõe a hipocrisia e o absurdo, e afirma, por contraste, a dignidade do povo. A esta ironia junta-se um profundo lirismo, sobretudo nas cenas do amor de Baltasar e Blimunda, e uma linguagem que mistura o erudito e o popular, os provérbios e a reflexão filosófica.
Este estilo não é um mero ornamento: é indissociável da visão do mundo de Saramago. A oralidade e o narrador-contador restituem a voz ao povo e à tradição popular; a ironia serve a crítica; o lirismo afirma o valor do humano. Analisar Memorial do Convento exige, por isso, atender não só ao que é contado, mas ao modo como o narrador conta — pois é nesse modo que reside grande parte da força crítica e poética da obra (ver Fig. 4).

O estilo saramaguiano

O estilo saramaguianoTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Traço · Manifestação · Função; Pontuação própria · Diálogo integrado, sem travessões · Oralidade, fluxo, voz do povo; Narrador interventivo · Comenta, digride, dirige-se ao leitor · Orienta o juízo crítico; Ironia · Contra o poder e a religião · Desmonta a história oficial; Lirismo · Cenas do amor de Baltasar e Blimunda · Afirma o valor do humano, célula destacada: Desmonta a história oficialTRAÇOMANIFESTAÇÃOFUNÇÃOPONTUAÇÃO PRÓPRIADiálogo integrado, semtravessõesOralidade, fluxo, voz dopovoNARRADORINTERVENTIVOComenta, digride, dirige-seao leitorOrienta o juízo críticoIRONIAContra o poder e a religiãoDesmonta a história oficialLIRISMOCenas do amor de Baltasar eBlimundaAfirma o valor do humanoO modo de contar é parte do sentido crítico da obra.
Fig. 4Fig. 4 — Um estilo indissociável da visão crítica e humanista.
Exemplo resolvido

A função da pontuação

Que efeito produz a pontuação característica de Saramago, em que as falas das personagens se integram no texto sem travessões nem aspas?

  1. 01Descrever o processo

    As falas surgem no meio do texto do narrador, separadas apenas por vírgulas e maiúsculas, sem marcas gráficas de diálogo.

  2. 02Observar o efeito rítmico

    Cria-se um fluxo contínuo, próximo da oralidade e do pensamento, que envolve o leitor num ritmo de contador de histórias.

  3. 03Relacionar com o sentido

    A voz do narrador e a das personagens fundem-se, restituindo a voz coletiva e popular — coerente com a reescrita da história a partir do povo.

Resultado: A pontuação integra o diálogo no fluxo narrativo, criando uma oralidade envolvente e fundindo a voz do narrador com a das personagens — um estilo que restitui a voz ao povo, em coerência com a visão crítica e humanista da obra.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer a pontuação característica (discurso integrado, sem travessões nem aspas).
  • Caracterizar o narrador presente, interventivo e irónico.
  • Identificar a ironia (crítica ao poder e à religião) e o lirismo.
  • Relacionar o estilo com a visão do mundo (a voz do povo, a crítica).

Erros frequentes

  • Ver a pontuação de Saramago como erro ou dificuldade gratuita, e não como estilo com sentido.
  • Considerar o narrador neutro, ignorando a sua intervenção e ironia.
  • Separar o estilo da visão do mundo da obra.

Revisão ativa

Analisa um excerto de Memorial do Convento, identificando dois traços do estilo saramaguiano (pontuação, narrador interventivo, ironia ou lirismo) e a sua função.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Saramago e Memorial do Convento○
    • 02Os três planos: o amor, o voo, o convento◐
    • 03A crítica social e histórica●
    • 04O estilo saramaguiano e o narrador●

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Dos resumos à prática

José Saramago — Memorial do Convento

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário

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