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O conto contemporâneo português é estudado no 12.º ano através de autores maiores: Manuel da Fonseca, do neorrealismo e do mundo rural alentejano; Maria Judite de Carvalho, da solidão e do quotidiano, sobretudo feminino; e Mário de Carvalho, da ironia e da reinvenção lúdica do real. Dominar a poética do género e o mundo de cada autor é matéria do Grupo I do Exame Nacional 639.
4 secções~12 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 1 · Aprofundamento 2
nível básico
Formação geral: reconhecer os traços do conto e o mundo de cada autor em contos representativos.
nível avançado
Aprofundamento: analisar o estilo e a visão do mundo (neorrealismo, solidão, ironia) e os processos narrativos.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Conto e romance
Como se manifesta a unidade de efeito num conto centrado num único momento revelador?
O conto restringe-se a uma ação, poucas personagens e um tempo e espaço limitados.
Todos os elementos (tom, pormenores, personagens) preparam e apontam para o momento revelador.
No desfecho, uma verdade ou emoção revela-se subitamente, unificando toda a leitura numa impressão forte.
Resultado: A unidade de efeito manifesta-se na convergência de todos os elementos do conto para um único momento revelador (a epifania), que deixa no leitor uma impressão unificada e intensa — a marca da poética do género.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica os traços que distinguem o conto do romance e ilustra a unidade de efeito com um conto que conheças.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))
O mundo de Manuel da Fonseca
Como concilia um conto de Manuel da Fonseca a denúncia da injustiça social com a evocação da paisagem?
As personagens são trabalhadores pobres e explorados; o conto mostra a sua condição de miséria e injustiça.
A paisagem alentejana é descrita com força quase lírica — a luz, a planície, o calor.
A beleza da terra contrasta com a dureza das vidas, tornando a denúncia mais comovente e humana.
Resultado: O conto concilia a denúncia social (a miséria dos trabalhadores) com a evocação lírica da paisagem alentejana; o contraste entre a beleza da terra e a dureza das vidas intensifica a comoção e a crítica neorrealistas.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa um conto de Manuel da Fonseca, mostrando como a denúncia social se articula com a evocação do mundo rural alentejano.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))
O universo de Maria Judite de Carvalho
Como constrói Maria Judite de Carvalho a solidão de uma personagem sem recorrer ao drama exterior?
A personagem vive uma rotina banal, feita de gestos comuns e de uma existência aparentemente sem acontecimentos.
A solidão não é declarada em cenas dramáticas: é sugerida por pormenores, silêncios e não-ditos.
Num momento banal, a personagem toma consciência do seu vazio — a revelação que ilumina o conto.
Resultado: A autora constrói a solidão pela contenção: em vez de drama exterior, sugere-a no quotidiano banal, nos silêncios e no não-dito, culminando na epifania em que a personagem toma consciência da sua condição.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa um conto de Maria Judite de Carvalho, mostrando como constrói a solidão de uma personagem e o momento de epifania.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))
Três mundos do conto contemporâneo
Num conto em que Mário de Carvalho introduz um elemento fantástico no quotidiano de uma cidade, com humor, que efeito produz?
O fantástico irrompe no quotidiano banal, quebrando a normalidade com humor e estranheza.
O tratamento irónico do episódio expõe, sob o riso, os tiques e as convenções da sociedade.
O jogo lúdico não é gratuito: revela criticamente o absurdo ou a mesquinhez do real.
Resultado: Ao introduzir o fantástico no quotidiano com humor e ironia, Mário de Carvalho diverte o leitor e, ao mesmo tempo, expõe criticamente o absurdo e as convenções da sociedade — a reinvenção lúdica do real ao serviço da crítica.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa um conto de Mário de Carvalho, mostrando como a ironia e a reinvenção lúdica do real veiculam uma crítica.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)