EuraStudy
Introduz-se o cálculo infinitesimal: limites de funções (laterais, infinitos e no infinito), continuidade e o teorema de Bolzano, assíntotas ao gráfico, e a derivada num ponto definida como limite da taxa de variação, com a sua interpretação geométrica de declive da tangente. Matéria do 11.º ano avaliada no Exame Nacional.
4 secções~11 min de leitura4 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Calcular limites simples, reconhecer assíntotas e a noção de derivada.
nível avançado
Levantar indeterminações, aplicar Bolzano e calcular derivadas pela definição.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Assíntotas de f(x) = (2x + 1)/(x − 1)
Limite notável trigonométrico
Apesar da indeterminação 0/0, o quociente tende para 1; base da derivada do seno.
Calcula lim (x² − 4)/(x − 2) quando x → 2.
Em x = 2: (4 − 4)/(2 − 2) = 0/0, indeterminação.
x² − 4 = (x − 2)(x + 2), logo (x² − 4)/(x − 2) = x + 2 (para x ≠ 2).
lim (x + 2) quando x → 2 é 2 + 2 = 4.
Resultado: lim (x² − 4)/(x − 2) = 4 (a indeterminação levanta-se por fatorização).
Erros frequentes
Revisão ativa
Calcula lim (x² − 4)/(x − 2) quando x → 2 e lim (2x + 1)/(x − 1) quando x → +∞.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 11.º ano (Despacho 702/2023) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Teorema de Bolzano
Mostra que x³ − x − 1 = 0 tem pelo menos uma solução em ]1, 2[.
f(x) = x³ − x − 1 é uma função polinomial, logo contínua em ℝ e, em particular, em [1, 2].
f(1) = 1 − 1 − 1 = −1 < 0; f(2) = 8 − 2 − 1 = 5 > 0.
f é contínua em [1, 2] e f(1)·f(2) < 0, logo, pelo teorema de Bolzano, existe c ∈ ]1, 2[ tal que f(c) = 0.
Resultado: A equação tem (pelo menos) uma solução em ]1, 2[, garantida pelo teorema de Bolzano.
Erros frequentes
Revisão ativa
Mostra, usando o teorema de Bolzano, que a equação x³ − x − 1 = 0 tem pelo menos uma solução em ]1, 2[.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 11.º ano (Despacho 702/2023) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Assíntota oblíqua de f(x) = x + 1/x
Determina as assíntotas do gráfico de f(x) = (x² + 1)/x.
O domínio é ℝ \ {0}. Em x = 0: quando x → 0⁺, f → +∞; quando x → 0⁻, f → −∞. Logo x = 0 é assíntota vertical.
Como o grau do numerador (2) supera o do denominador (1) em uma unidade, há assíntota oblíqua e não horizontal.
m = lim f(x)/x = lim (x² + 1)/x² = 1 (quando x → ±∞).
b = lim [f(x) − x] = lim [(x² + 1)/x − x] = lim 1/x = 0. Assíntota oblíqua: y = x.
Resultado: Assíntota vertical x = 0 e assíntota oblíqua y = x.
Erros frequentes
Revisão ativa
Determina as assíntotas do gráfico de f(x) = (x² + 1)/x.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 11.º ano (Despacho 702/2023) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Derivada como declive da tangente
Derivada num ponto
Limite da taxa média de variação; é o declive da tangente ao gráfico em (a, f(a)).
Reta tangente
Reta que passa por (a, f(a)) com declive f′(a).
Calcula f′(1) pela definição, sendo f(x) = x², e escreve a equação da reta tangente em x = 1.
[f(1 + h) − f(1)]/h = [(1 + h)² − 1]/h = [1 + 2h + h² − 1]/h = (2h + h²)/h.
= 2 + h (para h ≠ 0).
f′(1) = lim (2 + h) quando h → 0 = 2.
y = f(1) + f′(1)(x − 1) = 1 + 2(x − 1) = 2x − 1.
Resultado: f′(1) = 2; a reta tangente em (1, 1) é y = 2x − 1.
Erros frequentes
Revisão ativa
Calcula, pela definição, a derivada de f(x) = x² no ponto x = 1 e escreve a equação da reta tangente nesse ponto.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 11.º ano (Despacho 702/2023) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)