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Resumos/Literatura Portuguesa/Oratória barroca: Padre António Vieira (Sermão da Sexagésima)
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Oratória barroca: Padre António Vieira (Sermão da Sexagésima)

No século XVII, o Barroco cultiva o contraste, o desengano e a agudeza. Padre António Vieira (1608–1697), jesuíta, missionário, diplomata e o maior orador sacro em língua portuguesa, é o mestre do sermão conceptista. No Sermão da Sexagésima (1655), faz uma «pregação sobre a pregação»: a partir da parábola do semeador, investiga por que a palavra de Deus não frutifica e responsabiliza o estilo cultista dos pregadores, defendendo uma oratória clara e substancial.

4 secções·~12 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·0666 / 17
Perfil de exame
Contextualizar o Barroco e a oratória sacraReconhecer o percurso de Padre António VieiraAnalisar a estrutura argumentativa do Sermão da SexagésimaReconhecer o conceptismo e a arte retórica de Vieira
Operadores:contextualizaexplicaanalisainterpretarelacionajustifica

nível básico

Reconhecer o Barroco e a crítica de Vieira ao estilo cultista no Sermão da Sexagésima.

nível avançado

Analisar a estrutura argumentativa e o conceptismo do sermão, distinguindo cultismo e conceptismo.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Oratória barroca: Padre António Vieira (Sermão da Sexagésima)
    • 01O Barroco e a oratória sacra○
    • 02Padre António Vieira: vida e obra◐
    • 03O Sermão da Sexagésima◐
    • 04A arte de pregar e o estilo conceptista●
§ 01

O Barroco e a oratória sacra#

●○○BaseLPAE-literatura-portuguesa-10-modulo2-vieira

Pontos-chave

O Barroco é o movimento cultural e estético que domina o século XVII, entre o Renascimento e o racionalismo do século XVIII. Nascido no contexto da Contrarreforma católica, exprime uma visão do mundo marcada pelo contraste, pelo movimento, pela tensão entre o terreno e o espiritual, e pelo desengano — a consciência aguda da fugacidade da vida, da vaidade das coisas, da proximidade da morte. À exaltação renascentista do Homem sucede a inquietação e a dúvida (ver Fig. 1).

O Barroco e Vieira

O Barroco e VieiraLinha do tempo de 1580 a 1710, 1640: Restauração da independência, 1655: Sermão da Sexagésima, 1580–1706: Barroco em Portugal, 1608–1697: Vida de Vieira15801710anoBarroco emPortugalVida de Vieira1640Restauração daindependência1655Sermão daSexagésima
Fig. 1Fig. 1 — O Barroco e a oratória de Vieira no século XVII.
Esteticamente, o Barroco cultiva a complexidade, a ornamentação, o jogo de contrários (vida/morte, luz/sombra, aparência/essência) e, sobretudo, a agudeza — o engenho na descoberta de relações inesperadas entre as coisas. Distinguem-se duas grandes tendências de estilo: o cultismo (ou gongorismo), que privilegia a forma, as metáforas rebuscadas, os latinismos e a complexidade da linguagem; e o conceptismo, que privilegia a ideia, o conceito engenhoso, a subtileza do raciocínio.
Em Portugal, o século XVII coincide com um período difícil — a união com Espanha (1580–1640) e, depois, a guerra da Restauração — e com o predomínio da literatura de temática religiosa e moral. O género literário que atinge maior grandeza é a oratória sacra: o sermão, texto proferido do púlpito, que alia a doutrina religiosa à arte da persuasão. O sermão é, ao mesmo tempo, ato de fé e obra de arte retórica.
O sermão barroco herda a tradição da retórica clássica e organiza-se segundo regras precisas de argumentação e de estilo. É neste género que Padre António Vieira se afirma como o maior orador sacro em língua portuguesa, dando ao sermão uma densidade de pensamento e uma força persuasiva que fazem dele, mais do que uma peça religiosa, um monumento literário. Estudar Vieira é estudar, ao mesmo tempo, o Barroco, a oratória e a arte de convencer.
Exemplo resolvido

Reconhecer o estilo barroco

Um texto do séc. XVII assenta num raciocínio engenhoso, que descobre relações subtis entre ideias, mais do que em metáforas ornamentais. Que tendência barroca revela?

  1. 01Observar o que é privilegiado

    O texto valoriza a ideia e a subtileza do raciocínio, não a ornamentação da forma.

  2. 02Aplicar a distinção

    O culto da ideia e do conceito engenhoso é o conceptismo (oposto ao cultismo, que valoriza a forma).

  3. 03Concluir

    Trata-se de estilo conceptista, o de Vieira.

Resultado: O texto é conceptista: privilegia a ideia e a agudeza do raciocínio (o «conceito»), ao contrário do cultismo, que privilegia a ornamentação da forma.

Foco no Exame Nacional

  • Definir o Barroco (contraste, desengano, agudeza) e situá-lo no séc. XVII.
  • Distinguir cultismo (forma) de conceptismo (ideia).
  • Reconhecer a oratória sacra (o sermão) como género maior do Barroco português.

Erros frequentes

  • Confundir cultismo (culto da forma) com conceptismo (culto da ideia).
  • Ignorar o desengano barroco e a consciência da fugacidade.
  • Ver o sermão apenas como texto religioso, sem dimensão retórica e literária.

Revisão ativa

Explica o que caracteriza o Barroco e distingue as duas tendências de estilo (cultismo e conceptismo).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Padre António Vieira: vida e obra#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-10-modulo2-vieira

Pontos-chave

Padre António Vieira (Lisboa, 1608 – Baía, Brasil, 1697) foi uma das mais extraordinárias figuras do seu tempo: jesuíta, missionário, pregador, diplomata e escritor. Ainda criança, partiu com a família para o Brasil, onde entrou na Companhia de Jesus e revelou desde cedo um talento oratório excecional. A sua vida, longa e agitada, cruza-se com os grandes acontecimentos e conflitos de Portugal no século XVII (ver Fig. 2).

A vida de Padre António Vieira

A vida de Padre António VieiraLinha do tempo de 1600 a 1700, 1608: Nasce em Lisboa, 1655: Sermão da Sexagésima, 1665: Processo da Inquisição, 1697: Morre na Baía, 1608–1697: Vida de Vieira16001700anoVida de Vieira1608Nasce em Lisboa1655Sermão daSexagésima1665Processo daInquisição1697Morre na Baía
Fig. 2Fig. 2 — Marcos da vida de Padre António Vieira.
Como missionário no Brasil e no Maranhão, Vieira dedicou-se à evangelização e à defesa dos povos indígenas, opondo-se à sua escravização e denunciando os abusos dos colonos — uma posição corajosa que lhe granjeou inimigos poderosos. A sua ação missionária alia a fé à defesa dos oprimidos, e é indissociável da sua pregação, que muitas vezes tem por alvo a injustiça e a hipocrisia.
Como diplomata ao serviço de D. João IV, após a Restauração de 1640, Vieira desempenhou missões na Europa e defendeu os interesses de Portugal, incluindo a proteção dos cristãos-novos, cuja perseguição pela Inquisição criticou por razões humanas e económicas. Esta posição, e as suas ideias proféticas e messiânicas (o «Quinto Império», a esperança num futuro glorioso de Portugal, expressa na inacabada História do Futuro), valeram-lhe um processo e a condenação pela Inquisição (entre 1665 e 1667).
A obra escrita de Vieira é vastíssima: os Sermões (reunidos em vários volumes), as Cartas (documento precioso da sua época) e obras de índole profética. É nos Sermões que atinge o cume da sua arte, aliando a doutrina religiosa a uma prodigiosa capacidade de argumentação e a um estilo conceptista de rara densidade. Voltou ao Brasil, onde morreu em 1697, na Baía, deixando uma das mais altas obras da prosa portuguesa.
Exemplo resolvido

Vieira e a Inquisição

Por que motivo Vieira, sacerdote e pregador ao serviço da Igreja e da Coroa, acabou por ser processado pela Inquisição?

  1. 01As suas posições

    Defendeu os cristãos-novos e criticou a sua perseguição, e sustentou ideias proféticas (o Quinto Império).

  2. 02O conflito

    Estas posições chocavam com o poder inquisitorial, que o processou entre 1665 e 1667.

  3. 03Concluir

    O seu inconformismo e as suas ideias levaram-no ao confronto com a Inquisição.

Resultado: Vieira foi processado pela Inquisição por defender os cristãos-novos e por sustentar ideias proféticas (o Quinto Império), que colidiam com o poder inquisitorial — sinal do seu inconformismo.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer as várias facetas de Vieira (missionário, diplomata, pregador, escritor).
  • Situar a defesa dos indígenas e dos cristãos-novos e o conflito com a Inquisição.
  • Identificar os Sermões como o cume da sua obra.

Erros frequentes

  • Reduzir Vieira a pregador, ignorando a ação missionária e diplomática.
  • Ignorar o conflito com a Inquisição e as ideias proféticas (Quinto Império).
  • Confundir os Sermões com as Cartas ou com a História do Futuro.

Revisão ativa

Sintetiza o percurso de Vieira, relacionando a sua ação (missionário, diplomata) com os conflitos que enfrentou (colonos, Inquisição).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

O Sermão da Sexagésima#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-10-modulo2-vieira

Pontos-chave

O Sermão da Sexagésima foi pregado por Vieira em 1655, na Capela Real de Lisboa, no domingo em que a liturgia lê a parábola do semeador (o semeador que espalha a semente, e esta cai à beira do caminho, entre pedras, entre espinhos e em boa terra). Vieira parte desta parábola para formular a grande pergunta do sermão: por que motivo a palavra de Deus, semeada com tanta abundância pelos pregadores, dá tão pouco fruto? (ver Fig. 3).

A argumentação do Sermão da Sexagésima

A argumentação do Sermão da SexagésimaGrafo, Por que não frutifica a palavra de Deus? → A semente? (perfeita — não), Por que não frutifica a palavra de Deus? → Deus/semeador? (não), Por que não frutifica a palavra de Deus? → Os ouvintes? (há boa terra — não só), Por que não frutifica a palavra de Deus? → O estilo do pregador (a culpa)Por que nãofrutifica a …A semente?(perfeita — …Deus/semeador?(não)Os ouvintes?(há boa terr…O estilo dopregador (a …conclusão
Fig. 3Fig. 3 — Onde está a culpa? A argumentação por eliminação.
O que torna o Sermão da Sexagésima singular é ser uma «pregação sobre a pregação»: um sermão que tem por assunto a própria arte de pregar. Vieira faz do púlpito objeto de reflexão crítica, investigando as causas da ineficácia da oratória sacra do seu tempo. É, por isso, ao mesmo tempo, um sermão e um tratado sobre como pregar — uma verdadeira arte da eloquência sagrada.
A argumentação avança por eliminação de hipóteses. Onde está a culpa de a palavra de Deus não frutificar? Não pode estar na semente (a palavra de Deus é perfeita), nem em Deus (o semeador divino), nem inteiramente nos ouvintes (a boa terra existe). A culpa está, conclui Vieira, no pregador — e, mais precisamente, no seu estilo. É o modo como se prega, e não a matéria, que torna a pregação estéril. A responsabilidade recai sobre a moda oratória do tempo.
Vieira acusa o estilo cultista então em voga: uma pregação ornamentada, obscura, cheia de metáforas rebuscadas e de citações eruditas, feita para deslumbrar e para exibir o engenho do pregador, mas incapaz de tocar e de converter os ouvintes. A esse estilo vão, opõe uma oratória clara, ordenada e substancial, que serve a palavra de Deus e não a vaidade de quem prega. A crítica é, assim, também uma proposta: um modelo de bem pregar.
Exemplo resolvido

A conclusão do sermão

No Sermão da Sexagésima, Vieira pergunta por que a palavra de Deus não frutifica. Reconstrói o seu raciocínio até à conclusão.

  1. 01Excluir a semente e Deus

    A palavra de Deus (a semente) é perfeita, e Deus (o semeador) não falha — a culpa não está aí.

  2. 02Ponderar os ouvintes

    Há ouvintes que são boa terra; logo, a esterilidade não se explica só por eles.

  3. 03Responsabilizar o pregador

    A culpa está no pregador e no seu estilo cultista, que deslumbra mas não converte.

Resultado: Por eliminação (não a semente, não Deus, não apenas os ouvintes), Vieira conclui que a palavra não frutifica por culpa do pregador — do seu estilo cultista —, defendendo em alternativa uma pregação clara e substancial.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer a parábola do semeador como ponto de partida do sermão.
  • Explicar o carácter de «pregação sobre a pregação» (metassermão).
  • Seguir a argumentação por eliminação até responsabilizar o estilo do pregador.

Erros frequentes

  • Julgar que Vieira responsabiliza a semente (a palavra de Deus) ou os ouvintes.
  • Não reconhecer o sermão como reflexão sobre a própria arte de pregar.
  • Confundir a crítica ao estilo (cultista) com uma crítica à doutrina.

Revisão ativa

Explica a que conclusão chega Vieira sobre a causa da ineficácia da pregação e como lá chega por eliminação de hipóteses.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

A arte de pregar e o estilo conceptista#

●●●AprofundamentoLPAE-literatura-portuguesa-10-modulo2-vieira

Pontos-chave

O Sermão da Sexagésima é, na prática, uma arte de pregar: ao criticar o mau estilo, Vieira enuncia os princípios do bom. Defende que a pregação deve ter clareza (ser compreensível), ordem (ter uma estrutura lógica), substância (dizer coisas, e não só palavras) e eficácia (mover à conversão). O pregador não deve procurar o aplauso e a admiração do seu engenho, mas o fruto espiritual dos ouvintes. Esta é a lição central, e paradoxal: o sermão que critica os sermões vaidosos é ele próprio um modelo de arte.
Vieira ilustra a sua tese com imagens memoráveis, típicas do conceptismo. Compara o estilo ostentatório aos fogos de artifício, que deslumbram no ar mas se apagam sem deixar fruto, e o bom estilo à sementeira, que se enterra na terra e dá espigas, ou às estrelas, que, sendo claras e distintas, guiam quem caminha. Estas comparações não são ornamento: são argumentos figurados, que provam pela imagem. É esta a força do conceptismo — pensar por conceitos e imagens engenhosas.
O estilo de Vieira é conceptista, e não cultista: privilegia a ideia sobre a forma, o raciocínio sobre a ornamentação. A sua agudeza está em descobrir relações inesperadas entre as coisas (a semente e a palavra, a estrela e o pregador) e em conduzir o ouvinte, passo a passo, por uma argumentação cerrada e clara. A sua linguagem, embora rica, procura a nitidez: cada imagem serve a demonstração, cada período conduz à conclusão.
A estrutura do sermão segue os moldes da retórica clássica e sacra: um exórdio que capta a atenção e enuncia o tema; a exposição e a divisão do assunto; a argumentação, que desenvolve e prova a tese por autoridades (a Escritura), razões e imagens; e a peroração ou epílogo, que conclui e comove. É este domínio da arquitetura retórica, ao serviço de uma ideia clara e de uma crítica corajosa, que faz do Sermão da Sexagésima uma obra-prima da prosa portuguesa e o modelo da oratória conceptista (ver Fig. 4).

Cultismo e conceptismo

Cultismo e conceptismoTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Aspeto · Cultismo (criticado) · Conceptismo (de Vieira); Privilegia · A forma, a ornamentação · A ideia, o conceito; Meios · Metáforas rebuscadas, latinismos · Agudeza, imagens argumentativas; Objetivo · Deslumbrar, exibir o engenho · Convencer, dar fruto; Clareza · Obscuridade · Clareza e ordem; Imagem-símbolo · Fogos de artifício (sem fruto) · A sementeira; as estrelas que guiam, célula destacada: Convencer, dar frutoASPETOCULTISMO (CRITICADO)CONCEPTISMO (DEVIEIRA)PRIVILEGIAA forma, a ornamentaçãoA ideia, o conceitoMEIOSMetáforas rebuscadas,latinismosAgudeza, imagensargumentativasOBJETIVODeslumbrar, exibir o engenhoConvencer, dar frutoCLAREZAObscuridadeClareza e ordemIMAGEM-SÍMBOLOFogos de artifício (semfruto)A sementeira; as estrelasque guiamVieira opõe ao brilho vão do cultismo a eficácia doconceptismo.
Fig. 4Fig. 4 — Cultismo e conceptismo: o estilo que Vieira critica e o que defende.
Exemplo resolvido

Uma imagem como argumento

Vieira compara a boa pregação à sementeira e o estilo vão aos fogos de artifício. Explica como estas imagens sustentam a sua tese.

  1. 01Interpretar a sementeira

    A semente enterra-se e dá fruto — como a boa pregação, humilde e substancial, que converte.

  2. 02Interpretar os fogos

    Os fogos brilham e apagam-se sem deixar nada — como o estilo cultista, que deslumbra mas não dá fruto.

  3. 03Relacionar

    A oposição das duas imagens prova, por analogia, a superioridade do estilo claro e substancial.

Resultado: As imagens funcionam como argumentos conceptistas: a sementeira (fruto) e os fogos de artifício (brilho vão) provam, por analogia, que a boa pregação é a substancial, não a ostentatória — a agudeza de Vieira pensa por imagens.

Foco no Exame Nacional

  • Enunciar os princípios do bom pregar segundo Vieira (clareza, ordem, substância, eficácia).
  • Interpretar as imagens conceptistas (a semente, a estrela, os fogos de artifício) como argumentos.
  • Reconhecer a estrutura retórica do sermão (exórdio, argumentação, peroração).

Erros frequentes

  • Classificar o estilo de Vieira como cultista, quando é conceptista.
  • Ver as imagens como enfeites, e não como argumentos figurados.
  • Ignorar a organização retórica do sermão.

Revisão ativa

Analisa uma imagem do Sermão da Sexagésima (por exemplo, a comparação entre a pregação e a sementeira ou as estrelas), mostrando como funciona como argumento conceptista.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01O Barroco e a oratória sacra○
    • 02Padre António Vieira: vida e obra◐
    • 03O Sermão da Sexagésima◐
    • 04A arte de pregar e o estilo conceptista●

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Dos resumos à prática

Oratória barroca: Padre António Vieira (Sermão da Sexagésima)

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Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos

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