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Poesia pré-romântica: Bocage

No final do século XVIII, o Arcadismo neoclássico (razão, bom gosto, bucolismo) abre caminho ao Pré-Romantismo, em que o «eu», a paixão e a melancolia começam a impor-se. Bocage (1765–1805), poeta boémio e improvisador, é a grande figura desta transição: a sua obra oscila entre a lírica arcádica e a expressão pré-romântica do sofrimento pessoal, atingindo no soneto — sobretudo no soneto autobiográfico — a sua forma mais intensa.

4 secções·~12 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·0777 / 17
Perfil de exame
Situar Bocage na transição do Arcadismo para o Pré-RomantismoReconhecer a vida e o mito de BocageDistinguir a lírica arcádica da pré-romântica na sua poesiaAnalisar o soneto bocagiano e a expressão do eu
Operadores:situadistingueanalisacaracterizainterpretarelaciona

nível básico

Reconhecer os traços arcádicos e pré-românticos e a figura de Bocage como poeta de transição.

nível avançado

Analisar o soneto autobiográfico e os recursos (antítese, hipérbole) na expressão do eu pré-romântico.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Poesia pré-romântica: Bocage
    • 01Do Arcadismo ao Pré-Romantismo○
    • 02Bocage: vida e mito◐
    • 03A poesia entre a Arcádia e o pré-romantismo◐
    • 04O soneto bocagiano e a autognose●
§ 01

Do Arcadismo ao Pré-Romantismo#

●○○BaseLPAE-literatura-portuguesa-10-modulo2-bocage

Pontos-chave

Depois do Barroco, o século XVIII é dominado pelo Arcadismo (ou Neoclassicismo): uma reação contra os excessos e a obscuridade barrocos e um regresso aos modelos clássicos, à razão, ao equilíbrio e ao «bom gosto». Os poetas árcades reúnem-se em academias — em Portugal, a Arcádia Lusitana, fundada em 1756, e mais tarde a Nova Arcádia — e cultivam uma poesia serena, disciplinada e culta, que valoriza a clareza e a medida (ver Fig. 1).

Do Arcadismo ao Romantismo

Do Arcadismo ao RomantismoLinha do tempo de 1750 a 1830, 1756: Arcádia Lusitana, 1765: Nasce Bocage, 1805: Morre Bocage, 1756–1800: Arcadismo (Neoclassicismo), 1790–1825: Pré-Romantismo, 1825–1830: Romantismo17501830anoArcadismo(Neoclassicismo)Pré−RomantismoRomantismo1756Arcádia Lusitana1765Nasce Bocage1805Morre Bocage
Fig. 1Fig. 1 — A transição do Arcadismo para o Romantismo.
A poesia árcade é sobretudo bucólica e pastoril: canta uma natureza idealizada, povoada de pastores e ninfas, num ambiente de simplicidade e de harmonia. É uma poesia convencional, feita de temas e imagens da tradição clássica (a écloga, a ode, o soneto de tema mitológico), em que o poeta adota um nome pastoril e se apresenta como um pastor-poeta. O ideal é a «aurea mediocritas»: a vida simples, moderada, longe das paixões desmesuradas.
No final do século, porém, começa a manifestar-se uma sensibilidade nova, que a razão árcade já não contém: o Pré-Romantismo. O «eu» individual afirma-se; a emoção, a paixão, a melancolia e o sofrimento pessoal irrompem na poesia; a natureza deixa de ser um cenário sereno para se tornar reflexo dos estados de alma (a noite, a tempestade, o túmulo). O Pré-Romantismo é a ponte entre a disciplina neoclássica e a explosão subjetiva do Romantismo, que virá no século seguinte.
Bocage é a grande figura portuguesa desta transição. Formado na tradição árcade — foi membro da Nova Arcádia e adotou o nome pastoril de Elmano Sadino —, cultivou a poesia neoclássica; mas a sua sensibilidade, a sua vida atormentada e o seu temperamento apaixonado fazem dele, ao mesmo tempo, um poeta já pré-romântico. A sua obra vive precisamente desta tensão entre a medida árcade e o desregramento do sentimento — e é isso que a torna representativa do seu tempo.
Exemplo resolvido

Reconhecer a sensibilidade pré-romântica

Um poema do final do séc. XVIII abandona o pastor idealizado e exprime, em 1.ª pessoa, a angústia e o pressentimento da morte do próprio poeta. Que sensibilidade revela?

  1. 01Observar a mudança

    Já não há pastor convencional nem natureza serena: o «eu» exprime angústia e sofrimento pessoal.

  2. 02Aplicar a distinção

    A afirmação do «eu», a paixão e a melancolia são marcas do Pré-Romantismo.

  3. 03Concluir

    O poema é pré-romântico, já não árcade.

Resultado: O poema é pré-romântico: abandona o bucolismo árcade e exprime, em 1.ª pessoa, a angústia e o pressentimento da morte — a nova sensibilidade subjetiva que anuncia o Romantismo.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar o Arcadismo (razão, bom gosto, bucolismo) e a Arcádia Lusitana (1756).
  • Reconhecer o Pré-Romantismo (o «eu», a paixão, a melancolia) como transição.
  • Situar Bocage entre o Arcadismo e o Pré-Romantismo.

Erros frequentes

  • Confundir o Arcadismo (séc. XVIII, neoclássico) com o Romantismo (séc. XIX).
  • Ignorar o carácter de transição do Pré-Romantismo.
  • Ver Bocage apenas como árcade ou apenas como romântico, quando é figura de transição.

Revisão ativa

Explica em que consiste o Arcadismo e que sensibilidade nova o Pré-Romantismo introduz, situando Bocage nesta transição.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Bocage: vida e mito#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-10-modulo2-bocage

Pontos-chave

Manuel Maria Barbosa du Bocage nasceu em Setúbal em 1765 e morreu em Lisboa em 1805, com apenas trinta e nove anos. A sua vida breve e agitada tornou-se, ela própria, um mito literário. Homem de temperamento apaixonado e inconformista, levou uma existência boémia, marcada pela irreverência, pelas dívidas, pelos amores e pelos conflitos — a antítese da vida moderada que o ideal árcade preconizava (ver Fig. 2).

O mito de Bocage

O mito de BocageGrafo, Bocage (Elmano Sadino) → Improvisador (repentista), Bocage (Elmano Sadino) → Boémio, inconformista, Bocage (Elmano Sadino) → Poeta trágico e malditoBocage(Elmano Sadi…Improvisador(repentista)Boémio,inconformistaPoeta trágicoe maldito
Fig. 2Fig. 2 — As facetas do mito de Bocage.
Membro da Nova Arcádia, adotou o nome pastoril de Elmano Sadino — anagrama de «Manuel» combinado com o rio Sado, de Setúbal. Ficou célebre como improvisador: dizia-se capaz de compor versos de repente, em desafios e serões, com uma agudeza e um brilho que encantavam. Esta fama de repentista, meio verdadeira meio lendária, contribuiu decisivamente para o mito de Bocage como génio boémio e espontâneo.
A sua vida teve episódios dramáticos. Viajou pelo Oriente ao serviço da Marinha (passou pela Índia e por Macau), experiência de desenraizamento que marcou a sua poesia. De regresso a Portugal, a ousadia dos seus versos — irreverentes, satíricos e por vezes eróticos ou irreligiosos — valeu-lhe a prisão pela Inquisição em 1797; viria a «reconciliar-se» e a moderar-se nos últimos anos. Morreu jovem, doente e pobre, o que reforçou a aura trágica da sua figura.
O mito de Bocage — o poeta boémio, improvisador, maldito e trágico — projetou-se sobre a leitura da sua obra e antecipa a figura romântica do poeta incompreendido e em conflito com a sociedade. Convém, porém, distinguir o mito do poeta real: por baixo da lenda do repentista está um artista culto e trabalhador, que dominava as formas clássicas e que soube dar voz, com rara intensidade, ao sofrimento do «eu». É essa obra, e não apenas a lenda, que faz de Bocage um grande poeta.
Exemplo resolvido

Mito e obra

Por que se diz que o mito de Bocage antecipa a figura romântica do poeta?

  1. 01Caracterizar o mito

    Bocage é lembrado como poeta boémio, inconformista, em conflito com a sociedade e com a Inquisição, e de fim trágico.

  2. 02Comparar com o romântico

    O Romantismo cultivará a figura do poeta incompreendido, marginal e sofredor.

  3. 03Concluir

    O mito bocagiano prefigura essa imagem romântica do artista.

Resultado: O mito de Bocage — poeta boémio, marginal, em conflito com a sociedade e de destino trágico — antecipa a figura romântica do poeta incompreendido; mas por baixo da lenda está um artista culto, autor de uma obra intensa.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer os dados essenciais da vida de Bocage (Setúbal, 1765–1805; Elmano Sadino).
  • Explicar o mito do poeta boémio e improvisador e a sua relação com a figura romântica.
  • Distinguir o mito do poeta real (artista culto e trabalhador).

Erros frequentes

  • Confundir o mito (o improvisador boémio) com a totalidade da obra (culta e trabalhada).
  • Ignorar os episódios biográficos (viagem ao Oriente, prisão pela Inquisição).
  • Esquecer o nome arcádico Elmano Sadino e a sua origem.

Revisão ativa

Explica como o mito de Bocage (o poeta boémio e improvisador) antecipa a figura romântica do poeta, distinguindo mito e obra.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

A poesia entre a Arcádia e o pré-romantismo#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-10-modulo2-bocage

Pontos-chave

A poesia de Bocage é dupla, e é nessa dualidade que reside o seu interesse. Por um lado, cultiva a lírica arcádica e neoclássica: poemas de tema pastoril e mitológico, odes, sonetos de circunstância, composições em que domina a herança clássica, o «bom gosto» e a forma trabalhada. Nesta vertente, Bocage é um poeta do seu tempo, exímio no domínio das convenções árcades (ver Fig. 3).

Arcádico e pré-romântico em Bocage

Arcádico e pré-romântico em BocageTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Aspeto · Veia arcádica · Veia pré-romântica; Centro · A convenção pastoril · O «eu» e o seu sofrimento; Temas · Pastoril, mitológico · Paixão, melancolia, morte; Natureza · Idealizada, serena · Reflexo dos estados de alma; Tom · Contido, «bom gosto» · Intenso, desesperado; Forma · Ode, soneto clássico · Soneto autobiográfico, célula destacada: O «eu» e o seu sofrimentoASPETOVEIA ARCÁDICAVEIA PRÉ-ROMÂNTICACENTROA convenção pastorilO «eu» e o seu sofrimentoTEMASPastoril, mitológicoPaixão, melancolia, morteNATUREZAIdealizada, serenaReflexo dos estados de almaTOMContido, «bom gosto»Intenso, desesperadoFORMAOde, soneto clássicoSoneto autobiográficoA dualidade arcádico/pré−romântico define a poesia deBocage.
Fig. 3Fig. 3 — As duas veias da poesia bocagiana.
Por outro lado — e é isto que o distingue —, Bocage dá voz a uma lírica pré-romântica, em que o «eu» e o seu sofrimento ocupam o centro. Aqui, a poesia exprime a paixão amorosa desmesurada, a melancolia, o desespero, o pressentimento e o desejo da morte, o sentimento de fatalidade. A natureza acompanha e reflete estes estados de alma: a noite, a solidão, o túmulo. É uma poesia da interioridade dolorosa, que rompe a serenidade árcade.
A par destas duas veias, Bocage foi ainda um notável poeta satírico. A sua sátira, mordaz e por vezes obscena, ataca inimigos pessoais, rivais literários (como o poeta Agostinho de Macedo, seu adversário) e os costumes do tempo, com uma agudeza verbal fulgurante. Esta poesia satírica, próxima do improviso, revela o Bocage combativo e irreverente, e é parte importante da sua obra, embora nem sempre a mais estudada.
O que unifica esta obra diversa é a intensidade. Quer no soneto amoroso, quer na sátira, quer na meditação sobre a própria morte, Bocage escreve sempre com uma força emocional e uma agudeza que ultrapassam a moderação árcade. É por isso um poeta de transição no sentido mais pleno: pelas formas, ainda neoclássico; pela sensibilidade, já romântico. Reconhecer, num poema seu, qual das veias predomina, é a chave da sua análise.
Exemplo resolvido

Identificar a veia de um poema

Um soneto de Bocage descreve a angústia do sujeito perante a iminência da própria morte, numa noite sombria. Que veia predomina e porquê?

  1. 01Observar o centro

    O poema centra-se no «eu» e no seu sofrimento perante a morte.

  2. 02Observar a natureza e o tom

    A noite sombria reflete o estado de alma; o tom é intenso e desesperado.

  3. 03Concluir

    Estes traços são pré-românticos.

Resultado: Predomina a veia pré-romântica: o centro é o «eu» sofredor, a natureza (a noite) reflete a angústia e o tom é intenso — a face de Bocage que anuncia o Romantismo.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir na obra de Bocage a veia arcádica da veia pré-romântica.
  • Reconhecer os temas pré-românticos (paixão, melancolia, morte, fatalidade).
  • Identificar a poesia satírica de Bocage.

Erros frequentes

  • Ver Bocage só como árcade ou só como pré-romântico (é ambos).
  • Ignorar a poesia satírica na caracterização da sua obra.
  • Confundir a natureza árcade idealizada com a natureza pré-romântica (reflexo do eu).

Revisão ativa

Perante dois poemas de Bocage — um pastoril e mitológico, outro sobre o sofrimento e a morte do «eu» —, identifica a veia (arcádica ou pré-romântica) de cada um.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

O soneto bocagiano e a autognose#

●●●AprofundamentoLPAE-literatura-portuguesa-10-modulo2-bocage

Pontos-chave

É no soneto que Bocage atinge o cume da sua arte, e é no soneto autobiográfico que a sua poesia se faz mais intensa e original. Herdeiro da forma clássica (catorze decassílabos, duas quadras e dois tercetos), Bocage usa-a para um fim novo: falar de si próprio, do seu sofrimento, do seu destino — fazer da poesia um exercício de autoconhecimento, de autognose (ver Fig. 4).

O soneto autobiográfico de Bocage

O soneto autobiográfico de BocageTabela com 2 colunas e 6 linhas, Dados: Elemento · No soneto autobiográfico; Sujeito poético · Coincide com o poeta (Bocage); Objeto · O próprio poeta (autognose); Temas · Balanço da vida, sofrimento, morte; Recursos · Antítese, hipérbole, apóstrofe; Forma · Soneto (14 decassílabos); Sentido · Autoconhecimento; anúncio do subjetivismo romântico, célula destacada: O próprio poeta (autognose)ELEMENTONO SONETOAUTOBIOGRÁFICOSUJEITO POÉTICOCoincide com o poeta(Bocage)OBJETOO próprio poeta (autognose)TEMASBalanço da vida, sofrimento,morteRECURSOSAntítese, hipérbole,apóstrofeFORMASoneto (14 decassílabos)SENTIDOAutoconhecimento; anúncio dosubjetivismo românticoO poeta toma-se a si mesmo por objeto do poema.
Fig. 4Fig. 4 — A autognose no soneto bocagiano.
O célebre soneto «Já Bocage não sou...», escrito perto da morte, é o exemplo maior. Nele, o poeta contempla-se a si mesmo à beira do fim, faz o balanço da sua vida e da sua obra, e despede-se com uma lucidez comovida. O sujeito poético coincide, aqui, com o próprio poeta, que se toma a si mesmo por objeto — gesto que anuncia o subjetivismo romântico e que confere ao poema uma autenticidade dramática.
Noutro soneto célebre, o autorretrato «Magro, de olhos azuis, carão moreno...», Bocage descreve-se física e moralmente, com uma mistura de ironia e de melancolia, enumerando os seus traços e o seu temperamento. É a autognose feita retrato: o poeta olha-se de fora, reconhece-se nas suas contradições e faz da própria figura matéria de poesia. Estes sonetos de si mesmo são um contributo original de Bocage.
Formalmente, o soneto bocagiano mobiliza com mestria os recursos herdados do Barroco e do classicismo — a antítese, a hipérbole, a apóstrofe, a interrogação retórica —, mas ao serviço da expressão do «eu». A perfeição da forma clássica contrasta e dialoga com a intensidade do sentimento pessoal: é este contraste que faz do soneto de Bocage uma síntese perfeita da sua condição de poeta de transição, entre a disciplina árcade e a paixão romântica.
Exemplo resolvido

A poesia como autognose

No soneto «Já Bocage não sou...», o poeta contempla-se à beira da morte. Que traço da modernidade poética de Bocage se revela aqui?

  1. 01Identificar o gesto

    O poeta faz de si próprio, do seu fim e da sua obra, o objeto do poema.

  2. 02Nomear o processo

    É a autognose — o autoconhecimento poético, o «eu» que se toma por matéria.

  3. 03Relacionar

    Este subjetivismo intenso anuncia o Romantismo.

Resultado: Revela-se a autognose: Bocage faz de si mesmo objeto do poema, num subjetivismo intenso que, sob a forma clássica do soneto, anuncia já a poesia romântica.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer o soneto autobiográfico e a autognose como contributo de Bocage.
  • Interpretar «Já Bocage não sou...» como balanço à beira da morte.
  • Analisar os recursos (antítese, hipérbole, apóstrofe) ao serviço da expressão do eu.

Erros frequentes

  • Confundir, no soneto autobiográfico, o sujeito poético com uma voz alheia ao poeta.
  • Analisar os recursos como ornamento clássico, sem os ligar à expressão do eu.
  • Ignorar o contraste entre a perfeição formal e a intensidade emocional.

Revisão ativa

Analisa o soneto «Já Bocage não sou...», mostrando como o poeta faz de si próprio objeto do poema e que recursos sustentam a expressão do «eu».

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Do Arcadismo ao Pré-Romantismo○
    • 02Bocage: vida e mito◐
    • 03A poesia entre a Arcádia e o pré-romantismo◐
    • 04O soneto bocagiano e a autognose●

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Dos resumos à prática

Poesia pré-romântica: Bocage

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos

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