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No final do século XVIII, o Arcadismo neoclássico (razão, bom gosto, bucolismo) abre caminho ao Pré-Romantismo, em que o «eu», a paixão e a melancolia começam a impor-se. Bocage (1765–1805), poeta boémio e improvisador, é a grande figura desta transição: a sua obra oscila entre a lírica arcádica e a expressão pré-romântica do sofrimento pessoal, atingindo no soneto — sobretudo no soneto autobiográfico — a sua forma mais intensa.
4 secções~12 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer os traços arcádicos e pré-românticos e a figura de Bocage como poeta de transição.
nível avançado
Analisar o soneto autobiográfico e os recursos (antítese, hipérbole) na expressão do eu pré-romântico.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Do Arcadismo ao Romantismo
Um poema do final do séc. XVIII abandona o pastor idealizado e exprime, em 1.ª pessoa, a angústia e o pressentimento da morte do próprio poeta. Que sensibilidade revela?
Já não há pastor convencional nem natureza serena: o «eu» exprime angústia e sofrimento pessoal.
A afirmação do «eu», a paixão e a melancolia são marcas do Pré-Romantismo.
O poema é pré-romântico, já não árcade.
Resultado: O poema é pré-romântico: abandona o bucolismo árcade e exprime, em 1.ª pessoa, a angústia e o pressentimento da morte — a nova sensibilidade subjetiva que anuncia o Romantismo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica em que consiste o Arcadismo e que sensibilidade nova o Pré-Romantismo introduz, situando Bocage nesta transição.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))
O mito de Bocage
Por que se diz que o mito de Bocage antecipa a figura romântica do poeta?
Bocage é lembrado como poeta boémio, inconformista, em conflito com a sociedade e com a Inquisição, e de fim trágico.
O Romantismo cultivará a figura do poeta incompreendido, marginal e sofredor.
O mito bocagiano prefigura essa imagem romântica do artista.
Resultado: O mito de Bocage — poeta boémio, marginal, em conflito com a sociedade e de destino trágico — antecipa a figura romântica do poeta incompreendido; mas por baixo da lenda está um artista culto, autor de uma obra intensa.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como o mito de Bocage (o poeta boémio e improvisador) antecipa a figura romântica do poeta, distinguindo mito e obra.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))
Arcádico e pré-romântico em Bocage
Um soneto de Bocage descreve a angústia do sujeito perante a iminência da própria morte, numa noite sombria. Que veia predomina e porquê?
O poema centra-se no «eu» e no seu sofrimento perante a morte.
A noite sombria reflete o estado de alma; o tom é intenso e desesperado.
Estes traços são pré-românticos.
Resultado: Predomina a veia pré-romântica: o centro é o «eu» sofredor, a natureza (a noite) reflete a angústia e o tom é intenso — a face de Bocage que anuncia o Romantismo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Perante dois poemas de Bocage — um pastoril e mitológico, outro sobre o sofrimento e a morte do «eu» —, identifica a veia (arcádica ou pré-romântica) de cada um.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))
O soneto autobiográfico de Bocage
No soneto «Já Bocage não sou...», o poeta contempla-se à beira da morte. Que traço da modernidade poética de Bocage se revela aqui?
O poeta faz de si próprio, do seu fim e da sua obra, o objeto do poema.
É a autognose — o autoconhecimento poético, o «eu» que se toma por matéria.
Este subjetivismo intenso anuncia o Romantismo.
Resultado: Revela-se a autognose: Bocage faz de si mesmo objeto do poema, num subjetivismo intenso que, sob a forma clássica do soneto, anuncia já a poesia romântica.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa o soneto «Já Bocage não sou...», mostrando como o poeta faz de si próprio objeto do poema e que recursos sustentam a expressão do «eu».
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)