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Resumos/Literatura Portuguesa/Simbolismo: António Nobre e Camilo Pessanha
Resumos · Literatura PortuguesaPT · Secundário

Simbolismo: António Nobre e Camilo Pessanha

No fim do século XIX, o Simbolismo reage ao Realismo com uma poesia da sugestão, da musicalidade e do símbolo, atenta aos «estados de alma» e ao indizível. Em Portugal, António Nobre (1867–1900), em «Só», canta a saudade, a infância e o Portugal rural; Camilo Pessanha (1867–1926), em «Clepsydra», leva ao extremo a musicalidade, a dissolução e a sugestão, tornando-se o mais puro simbolista português e um mestre para o Modernismo.

4 secções·~12 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·121212 / 17
Perfil de exame
Caracterizar o Simbolismo e o DecadentismoAnalisar a saudade e o nacionalismo lírico em «Só»Analisar a musicalidade e a sugestão em «Clepsydra»Reconhecer os recursos da estética simbolista
Operadores:caracterizaanalisainterpretacompararelacionajustifica

nível básico

Reconhecer o Simbolismo e distinguir «Só» (saudade) de «Clepsydra» (musicalidade).

nível avançado

Analisar a sinestesia, a musicalidade e a sugestão, comparando as poéticas de Nobre e de Pessanha.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Simbolismo: António Nobre e Camilo Pessanha
    • 01O Simbolismo e o Decadentismo○
    • 02António Nobre e «Só»◐
    • 03Camilo Pessanha e «Clepsydra»◐
    • 04A estética simbolista e os recursos●
§ 01

O Simbolismo e o Decadentismo#

●○○BaseLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo1-simbolismo

Pontos-chave

O Simbolismo é o movimento poético que, no final do século XIX, reage contra a objetividade do Realismo e do Naturalismo. Se o Realismo queria descrever e explicar o mundo exterior, o Simbolismo quer sugerir o mundo interior — os estados de alma, o mistério, o indizível. A poesia deixa de nomear e descrever para insinuar e evocar: em vez de dizer as coisas, faz senti-las através de símbolos, de sons e de imagens vagas (ver Fig. 1).

Do Realismo ao Simbolismo

Do Realismo ao SimbolismoLinha do tempo de 1880 a 1925, 1890: «Oaristos» (Eugénio de Castro), 1892: «Só» (António Nobre), 1920: «Clepsydra» (Camilo Pessanha), 1890–1915: Simbolismo / Decadentismo18801925anoSimbolismo /Decadentismo1890«Oaristos»(Eugénio de Cas…1892«Só» (AntónioNobre)1920«Clepsydra»(Camilo Pessanh…
Fig. 1Fig. 1 — Do Realismo ao Simbolismo, até ao limiar do Modernismo.
A estética simbolista assenta em alguns princípios essenciais: o símbolo (uma imagem concreta que sugere uma realidade espiritual ou abstrata), a musicalidade (o poema aproxima-se da música, pelo ritmo e pela sonoridade — «a música antes de tudo», dizia Verlaine), a sugestão (evocar em vez de afirmar) e a sinestesia (a fusão de sensações de sentidos diferentes). O poema simbolista é vago, fluido, musical, feito para sugerir estados de alma indefiníveis.
Ao Simbolismo associa-se o Decadentismo, a sensibilidade «fim-de-século» marcada pelo tédio, pela morbidez, pelo gosto do artificial e do requintado, pelo pressentimento da morte e do fim de uma época. Em Portugal, os poetas desta corrente foram apelidados de «nefelibatas» (os que «andam nas nuvens»), e as suas grandes referências são os poetas franceses Baudelaire, Verlaine e Mallarmé. A introdução do Simbolismo em Portugal costuma associar-se a «Oaristos» (1890), de Eugénio de Castro.
O Simbolismo português tem dois nomes maiores: António Nobre e Camilo Pessanha. Ambos, curiosamente, nasceram no mesmo ano (1867), e ambos deixaram um único livro essencial. Nobre representa um simbolismo mais nacional e saudosista; Pessanha, um simbolismo mais puro e musical. Juntos, renovam a poesia portuguesa e preparam o caminho para o Modernismo — que em Pessanha, sobretudo, reconhecerá um mestre.
Exemplo resolvido

Reconhecer o Simbolismo

Um poema não descreve nem explica: através de sons musicais e de imagens vagas, sugere um estado de alma indefinível de melancolia. Que movimento revela?

  1. 01Observar o método

    O poema sugere em vez de descrever, e privilegia a musicalidade e a imagem vaga.

  2. 02Aplicar a definição

    Sugestão, musicalidade e evocação de estados de alma são marcas do Simbolismo.

  3. 03Concluir

    É um poema simbolista, oposto à objetividade realista.

Resultado: É um poema simbolista: sugere um estado de alma através da musicalidade e de imagens vagas, em vez de descrever o mundo objetivamente como fazia o Realismo.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar o Simbolismo (sugestão, símbolo, musicalidade, sinestesia) por oposição ao Realismo.
  • Reconhecer o Decadentismo e o Nefelibatismo.
  • Situar Nobre e Pessanha como os dois grandes simbolistas portugueses.

Erros frequentes

  • Confundir a sugestão simbolista com a descrição realista.
  • Ignorar as influências francesas (Baudelaire, Verlaine, Mallarmé).
  • Não distinguir os dois simbolismos (o nacional de Nobre, o puro de Pessanha).

Revisão ativa

Explica em que consiste o Simbolismo e distingue os seus princípios (símbolo, musicalidade, sugestão, sinestesia) da estética realista.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

António Nobre e «Só»#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo1-simbolismo

Pontos-chave

António Nobre (Porto, 1867 – Foz do Douro, 1900) é o poeta de um só livro essencial, «Só», publicado em Paris em 1892. Doente de tuberculose desde jovem, morreu com apenas trinta e três anos, e a consciência da doença e da morte perpassa toda a sua poesia. «Só» é uma obra profundamente pessoal, em que Nobre cria uma persona lírica — o «menino», «Anto», «António» — que percorre o livro como um alter ego (ver Fig. 2).

Os temas de «Só»

Os temas de «Só»Grafo, «Só» (o «menino»/Anto) → Saudade, «Só» (o «menino»/Anto) → Infância perdida, «Só» (o «menino»/Anto) → Portugal rural (saudosismo), «Só» (o «menino»/Anto) → Doença, solidão, morte«Só» (o«menino»/Ant…SaudadeInfânciaperdidaPortugalrural (saudo…Doença,solidão, mor…
Fig. 2Fig. 2 — Os grandes temas de «Só».
O grande tema de «Só» é a saudade: a saudade da infância perdida, da terra natal, do Portugal rural e provincial do Norte — as aldeias, o Douro, as gentes simples, as tradições. Nobre canta este Portugal com um lirismo nostálgico e nacionalista (o saudosismo), transformando as memórias pessoais e a paisagem pátria em matéria de poesia. A saudade é, ao mesmo tempo, sentimento íntimo e sentimento nacional.
A doença e o pressentimento da morte são o outro grande motivo. O «menino» de «Só» é uma figura frágil, doente, marcada pela solidão (que o próprio título assinala) e pela consciência do fim. Daí a atmosfera de tristeza que envolve o livro — o próprio Nobre, no prefácio da segunda edição, o descreveu como «o livro mais triste que há em Portugal». A solidão, a saudade e a morte tecem o tom elegíaco da obra.
«Só» é, assim, um simbolismo de feição nacional e saudosista: menos preocupado com a pura musicalidade abstrata do que com a evocação sentida de um mundo perdido — a infância, a terra, o Portugal antigo. Nobre dá voz a uma sensibilidade decadente e melancólica, mas enraizada na memória pessoal e no imaginário nacional. É esta fusão do íntimo e do pátrio, do decadente e do saudoso, que faz a singularidade da sua obra.
Exemplo resolvido

A saudade em «Só»

Num poema de «Só», o «menino» evoca com ternura a aldeia natal e a infância, num tom de perda e de tristeza. Que temas e que feição do simbolismo de Nobre se revelam?

  1. 01Identificar os temas

    A evocação da aldeia e da infância perdida é a saudade e o saudosismo; a tristeza remete para a solidão e a morte.

  2. 02Reconhecer a persona

    Quem evoca é o «menino»/Anto, alter ego lírico do poeta.

  3. 03Caracterizar

    É um simbolismo nacional e saudosista, feito de memória pessoal e pátria.

Resultado: Revelam-se a saudade da infância e da terra natal e o tom melancólico da doença e da solidão, na voz do «menino» — o simbolismo nacional e saudosista de «Só».

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer «Só» como o livro essencial de Nobre e a persona do «menino»/«Anto».
  • Analisar a saudade, a infância e o Portugal rural (o saudosismo).
  • Relacionar a doença, a solidão e a morte com o tom elegíaco.

Erros frequentes

  • Ignorar o carácter nacional e saudosista do simbolismo de Nobre.
  • Confundir a persona do «menino»/«Anto» com uma voz alheia ao poeta.
  • Reduzir «Só» a um simbolismo puramente musical, à maneira de Pessanha.

Revisão ativa

Analisa um poema de «Só», mostrando como Nobre funde a saudade da infância e da terra natal com a consciência da doença e da solidão.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Camilo Pessanha e «Clepsydra»#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo1-simbolismo

Pontos-chave

Camilo Pessanha (Coimbra, 1867 – Macau, 1926) é o mais puro e perfeito dos simbolistas portugueses. Jurista e professor, viveu a maior parte da vida em Macau, longe dos meios literários, entregue ao Oriente e ao ópio. Escreveu pouco e dispersamente, e o seu único livro, «Clepsydra», só foi publicado em 1920, reunido por amigos a partir de poemas dispersos e recitados de memória. A raridade e o esoterismo da sua obra reforçaram a sua aura de poeta maior (ver Fig. 3).

Os recursos de «Clepsydra»

Os recursos de «Clepsydra»Tabela com 2 colunas e 6 linhas, Dados: Elemento · Em «Clepsydra»; Símbolo do título · A clepsidra: o tempo que escorre; Tema profundo · A passagem, a dissolução, a perda; Musicalidade · Aliterações, ritmo, repetições (a música); Método · Sugestão, não descrição; Sensações · Sinestesia (som, cor, tato fundidos); Sensibilidade · Decadente: vazio, impossibilidade, célula destacada: Aliterações, ritmo, repetições (a música)ELEMENTOEM «CLEPSYDRA»SÍMBOLO DO TÍTULOA clepsidra: o tempo queescorreTEMA PROFUNDOA passagem, a dissolução, aperdaMUSICALIDADEAliterações, ritmo,repetições (a música)MÉTODOSugestão, não descriçãoSENSAÇÕESSinestesia (som, cor, tatofundidos)SENSIBILIDADEDecadente: vazio,impossibilidadeO simbolismo mais puro: a poesia como música e sugestão.
Fig. 3Fig. 3 — A poética de «Clepsydra».
O próprio título, «Clepsydra» (a clepsidra, o relógio de água da Antiguidade), é um símbolo: o do tempo que escorre, gota a gota, irreversível. O tempo, a passagem, a dissolução de tudo são o tema profundo do livro. A poesia de Pessanha exprime uma sensação de fluidez e de desagregação: as imagens dissolvem-se, os contornos esbatem-se, tudo parece escorrer e desfazer-se, como a água da clepsidra.
Pessanha leva ao extremo os princípios do Simbolismo. A musicalidade é suprema: os seus versos valem tanto pelo som — pelas aliterações, pelos ritmos, pelas repetições — como pelo sentido, aproximando a poesia da música. A sugestão substitui a afirmação: nada se descreve nem se explica; tudo se insinua. E a sinestesia funde as sensações (o som, a cor, o tato), criando um mundo vago e fluido, feito de correspondências.
A poesia de Pessanha é, por isso, difícil e fascinante: recusa a clareza lógica em nome da pura sugestão musical e sensorial. Exprime uma sensibilidade decadente — o vazio, a perda, a impossibilidade, a dissolução do eu —, mas fá-lo com uma perfeição formal e uma musicalidade que fazem dela um cume da lírica portuguesa. Não admira que o Modernismo, e Fernando Pessoa em particular, tenham visto em Pessanha um mestre e um precursor imediato.
Exemplo resolvido

A dissolução em Pessanha

Um poema de Pessanha, feito de sons musicais e imagens que se esbatem, sugere que tudo escorre e se desfaz. Como se relaciona isto com o título «Clepsydra»?

  1. 01Interpretar o efeito

    As imagens que se dissolvem e a musicalidade criam uma impressão de fluidez e de passagem.

  2. 02Ligar ao título

    A clepsidra mede o tempo que escorre gota a gota — símbolo da dissolução de tudo.

  3. 03Concluir

    A forma (música, sugestão, dissolução) encarna o tema do tempo que passa.

Resultado: A musicalidade e as imagens que se dissolvem encarnam o tema anunciado pelo título: como a água da clepsidra, tudo escorre e se desfaz — a forma faz sentir a passagem irreversível do tempo.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer «Clepsydra» como o livro único de Pessanha e o valor simbólico do título (o tempo).
  • Analisar a musicalidade, a sugestão, a sinestesia e a dissolução.
  • Reconhecer Pessanha como o simbolista mais puro e mestre do Modernismo.

Erros frequentes

  • Procurar em Pessanha clareza descritiva, quando a sua poesia é sugestão e música.
  • Ignorar o valor simbólico do título (a clepsidra = o tempo que escorre).
  • Confundir o simbolismo puro de Pessanha com o saudosismo nacional de Nobre.

Revisão ativa

Analisa um poema de «Clepsydra», mostrando como a musicalidade, a sugestão e a sinestesia criam uma impressão de dissolução e de passagem do tempo.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

A estética simbolista e os recursos#

●●●AprofundamentoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo1-simbolismo

Pontos-chave

A estética simbolista realiza-se através de um conjunto característico de recursos, que convém saber identificar e interpretar num poema. O primeiro é a musicalidade: o Simbolismo quer aproximar a poesia da música, e por isso explora a aliteração (repetição de sons consonânticos), a assonância, o ritmo, a repetição de palavras e de estruturas, para que o poema «soe» e sugira antes de significar. O som é, aqui, portador de sentido (ver Fig. 4).

Nobre e Pessanha

Nobre e PessanhaTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Aspeto · António Nobre («Só») · Camilo Pessanha («Clepsydra»); Tipo de simbolismo · Nacional, saudosista · Puro, musical; Temas · Saudade, infância, Portugal rural · Tempo, dissolução, vazio; Recurso dominante · Evocação sentida · Musicalidade e sinestesia; Feição · Concreta, nacional · Abstrata, indefinida; Legado · Lirismo saudosista · Mestre do Modernismo, célula destacada: Puro, musicalASPETOANTÓNIO NOBRE («SÓ»)CAMILO PESSANHA(«CLEPSYDRA»)TIPO DE SIMBOLISMONacional, saudosistaPuro, musicalTEMASSaudade, infância, PortugalruralTempo, dissolução, vazioRECURSO DOMINANTEEvocação sentidaMusicalidade e sinestesiaFEIÇÃOConcreta, nacionalAbstrata, indefinidaLEGADOLirismo saudosistaMestre do ModernismoA mesma estética ao serviço de projetos diferentes.
Fig. 4Fig. 4 — Dois simbolismos: Nobre e Pessanha.
O segundo recurso é a sinestesia: a fusão de sensações de sentidos diferentes (ouvir cores, ver sons, sentir o sabor de uma música). A sinestesia cria correspondências entre os sentidos e entre o mundo físico e o espiritual, e produz aquela impressão de indefinição e de vago tão própria do Simbolismo. O terceiro é o próprio símbolo: uma imagem concreta que remete para uma realidade abstrata ou espiritual — a clepsidra para o tempo, a solidão para o vazio existencial.
A estes junta-se a sugestão como princípio geral: o poeta não afirma nem descreve, insinua; deixa o sentido indefinido, aberto, para que o leitor o sinta mais do que o compreenda. A poesia simbolista é, por isso, vaga, fluida e musical, e recusa a clareza lógica e a descrição objetiva. Estes recursos estão ao serviço de um objetivo comum: dar a sentir os estados de alma e o mistério, o que não se pode dizer diretamente.
Nobre e Pessanha realizam esta estética de modos diferentes, e compará-los é esclarecedor. Nobre põe o Simbolismo ao serviço da evocação nacional e saudosista: a musicalidade e a sugestão servem para cantar a saudade, a infância e o Portugal rural. Pessanha põe-no ao serviço da pura sugestão musical e da dissolução: a musicalidade e a sinestesia servem para exprimir o tempo, o vazio e o indizível. Nobre é mais concreto e nacional; Pessanha, mais abstrato e puro. Juntos, mostram a riqueza do Simbolismo português e preparam a revolução modernista.
Exemplo resolvido

Comparar os dois simbolistas

Perante um poema saudosista sobre a aldeia natal e um poema musical sobre o tempo que escorre, atribui cada um a Nobre ou a Pessanha e justifica.

  1. 01O poema saudosista

    A evocação da aldeia e da saudade é própria de Nobre («Só»), simbolismo nacional.

  2. 02O poema musical

    A musicalidade e o tema do tempo/dissolução são de Pessanha («Clepsydra»), simbolismo puro.

  3. 03Concluir

    Os dois usam recursos simbolistas, mas com objetivos distintos.

Resultado: O poema saudosista é de Nobre (simbolismo nacional, a saudade); o poema musical sobre o tempo é de Pessanha (simbolismo puro, a dissolução) — a mesma estética simbolista ao serviço de projetos diferentes.

Foco no Exame Nacional

  • Identificar e interpretar os recursos simbolistas (musicalidade, sinestesia, símbolo, sugestão).
  • Explicar como os recursos servem a evocação dos estados de alma.
  • Comparar as poéticas de Nobre (saudosista) e de Pessanha (pura).

Erros frequentes

  • Identificar os recursos (aliteração, sinestesia) sem explicar a sua função sugestiva.
  • Confundir símbolo (imagem que sugere) com mera metáfora descritiva.
  • Não distinguir o simbolismo nacional de Nobre do simbolismo puro de Pessanha.

Revisão ativa

Compara um poema de Nobre com um de Pessanha, mostrando como cada um usa a musicalidade e a sugestão, mas ao serviço de objetivos diferentes.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01O Simbolismo e o Decadentismo○
    • 02António Nobre e «Só»◐
    • 03Camilo Pessanha e «Clepsydra»◐
    • 04A estética simbolista e os recursos●

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Dos resumos à prática

Simbolismo: António Nobre e Camilo Pessanha

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Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos

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