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Resumos/Literatura Portuguesa/Poesia de Antero de Quental e Cesário Verde
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Poesia de Antero de Quental e Cesário Verde

A poesia da Geração de 70 renova a lírica portuguesa por dois caminhos. Antero de Quental (1842–1891) leva o soneto à meditação metafísica: a angústia, a busca do absoluto e o pessimismo perante o Nada. Cesário Verde (1855–1886) inventa uma poesia da modernidade e do quotidiano, feita de observação, visualidade e antilirismo, cujo cume é «O Sentimento dum Ocidental».

4 secções·~12 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·111111 / 17
Perfil de exame
Caracterizar a renovação poética pós-romântica da Geração de 70Analisar o pessimismo metafísico e o soneto de AnteroAnalisar a modernidade, o quotidiano e o antilirismo de Cesário VerdeAnalisar «O Sentimento dum Ocidental»
Operadores:caracterizaanalisainterpretacompararelacionajustifica

nível básico

Distinguir a poesia metafísica de Antero da poesia da cidade de Cesário.

nível avançado

Analisar o pessimismo metafísico de Antero e a visualidade e a estrutura de «O Sentimento dum Ocidental».

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Poesia de Antero de Quental e Cesário Verde
    • 01A renovação poética pós-romântica○
    • 02Antero de Quental e o soneto metafísico◐
    • 03Cesário Verde e a poesia da modernidade◐
    • 04«O Sentimento dum Ocidental»●
§ 01

A renovação poética pós-romântica#

●○○BaseLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo1-poesia-xix

Pontos-chave

A par do romance realista, a Geração de 70 renovou também a poesia, contra o sentimentalismo gasto do Ultrarromantismo. A esta poesia da segunda metade do século XIX chama-se pós-romântica: já não canta a paixão idealizada nem o «eu» melodramático, mas abre-se à reflexão filosófica e social, à observação do mundo real e a novas formas de sentir e de dizer. É uma poesia de ideias e de olhar, mais do que de puro sentimento (ver Fig. 1).

A poesia pós-romântica

A poesia pós-românticaLinha do tempo de 1860 a 1895, 1865: Questão Coimbrã / Odes Modernas, 1886: Sonetos de Antero, 1887: O Livro de Cesário Verde, 1865–1891: Poesia pós-romântica (Geração de 70)18601895anoPoesiapós-romântica (Ge…1865Questão Coimbrã/ Odes Modernas1886Sonetos deAntero1887O Livro deCesário Verde
Fig. 1Fig. 1 — A poesia pós-romântica: Antero e Cesário.
Dois grandes poetas encarnam, de modos opostos e complementares, esta renovação. Antero de Quental leva a poesia para o domínio da metafísica: interroga o sentido da existência, o absoluto, Deus, o Nada — faz do soneto um instrumento de meditação filosófica. Cesário Verde leva a poesia para o domínio do real e do quotidiano: observa a cidade, o trabalho, a rua, e faz da poesia um registo atento e visual do mundo moderno.
Antero é ainda o grande protagonista da rutura geracional: foi o líder da Questão Coimbrã (1865), a polémica em que a nova geração, em nome do «bom senso» e das ideias modernas, rompeu com o Romantismo estabelecido de Castilho. Nas «Odes Modernas» exprimiu um ideário revolucionário e social; nos Sonetos, a inquietação metafísica que o tornaria o mais alto poeta filosófico português.
Cesário Verde, por seu lado, foi um poeta incompreendido no seu tempo, que publicou apenas dispersamente e cuja obra só foi reunida após a morte. A sua modernidade — a atenção ao quotidiano urbano, a visualidade, o antilirismo — só viria a ser plenamente reconhecida mais tarde, quando os modernistas (Pessoa, Álvaro de Campos) o saudaram como um precursor. Antero e Cesário são, assim, as duas faces da grande poesia portuguesa do fim do século: a metafísica e a da cidade.
Exemplo resolvido

Dois caminhos da poesia

Um poema interroga o sentido da existência e o Nada; outro descreve, com minúcia visual, uma rua da cidade ao anoitecer. A que poetas da Geração de 70 poderiam pertencer?

  1. 01O primeiro poema

    A interrogação metafísica sobre a existência e o Nada aponta para Antero de Quental.

  2. 02O segundo poema

    A descrição visual e atenta da cidade aponta para Cesário Verde.

  3. 03Concluir

    Representam os dois caminhos da renovação: a metafísica e o quotidiano urbano.

Resultado: O primeiro poema é do tipo de Antero (poesia metafísica, o Nada); o segundo, do tipo de Cesário (poesia da cidade e do quotidiano) — os dois caminhos da poesia da Geração de 70.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar a poesia pós-romântica (reflexão, observação) por oposição ao Ultrarromantismo.
  • Distinguir os dois caminhos: a metafísica (Antero) e o quotidiano urbano (Cesário).
  • Situar a Questão Coimbrã e o papel de Antero.

Erros frequentes

  • Confundir a poesia pós-romântica com a ultrarromântica.
  • Trocar os domínios de Antero (metafísica) e de Cesário (cidade/quotidiano).
  • Ignorar o reconhecimento tardio de Cesário (precursor do Modernismo).

Revisão ativa

Distingue os dois caminhos da renovação poética da Geração de 70, associando cada um ao seu poeta.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Antero de Quental e o soneto metafísico#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo1-poesia-xix

Pontos-chave

Antero de Quental (Ponta Delgada, 1842 – Ponta Delgada, 1891) é o maior poeta filosófico da literatura portuguesa e uma das consciências centrais da Geração de 70. Espírito inquieto e atormentado, dividido entre a ação e a contemplação, a fé perdida e a busca de um sentido, Antero fez da poesia — e sobretudo do soneto — o lugar de uma interrogação metafísica que percorre toda a sua obra (ver Fig. 2).

A poesia de Antero de Quental

A poesia de Antero de QuentalTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Aspeto · Odes Modernas · Sonetos; Momento · Juventude, combate · Maturidade, contemplação; Tom · Revolução, fé no progresso · Dúvida, angústia; Temas · Justiça social, utopia · Deus, o ser, a morte, o Nada; Influências · Ideário democrático · Hegel, Hartmann, budismo; Aspiração · Transformar o mundo · O repouso absoluto (Nirvana), célula destacada: O repouso absoluto (Nirvana)ASPETOODES MODERNASSONETOSMOMENTOJuventude, combateMaturidade, contemplaçãoTOMRevolução, fé no progressoDúvida, angústiaTEMASJustiça social, utopiaDeus, o ser, a morte, o NadaINFLUÊNCIASIdeário democráticoHegel, Hartmann, budismoASPIRAÇÃOTransformar o mundoO repouso absoluto (Nirvana)A desilusão conduz do combate social ao pessimismometafísico.
Fig. 2Fig. 2 — Da revolução à metafísica: a poesia de Antero.
A sua trajetória poética evolui do combate à contemplação. Nas «Odes Modernas» (1865), Antero é o poeta da revolução e da utopia social, cheio de fé no progresso e na justiça. Mas a desilusão, a doença e o aprofundamento filosófico levam-no, nos Sonetos, a uma poesia da dúvida e da angústia: o entusiasmo revolucionário dá lugar à interrogação sobre o sentido último das coisas.
Os Sonetos de Antero são meditações sobre os grandes temas metafísicos: a existência de Deus, a origem e o destino do ser, o sofrimento, a morte, a busca do absoluto. Influenciado pela filosofia alemã (Hegel, e sobretudo o pessimismo de Hartmann) e pelo budismo, Antero exprime um pessimismo metafísico: a vida é dor e ilusão, e a única paz possível seria a dissolução no Nada, no repouso absoluto — o «Nirvana». O soneto «Na Mão de Deus» e outros dizem esta aspiração ao repouso e ao absoluto.
O soneto é a forma perfeita para esta poesia: a sua estrutura fechada e a sua lógica argumentativa (a exposição nas quadras, a síntese ou a viragem nos tercetos) adaptam-se ao movimento do pensamento, que expõe um problema e busca uma resolução. Antero faz do soneto um pequeno drama do espírito, em que se debatem a angústia e a esperança, a dúvida e o desejo de paz. É esta densidade filosófica, servida por uma forma impecável, que faz dos seus Sonetos um dos cumes da poesia portuguesa.
Exemplo resolvido

O pessimismo metafísico

Um soneto de Antero exprime o desejo de dissolução no Nada como única paz possível. Que conceção de vida revela e de que influências decorre?

  1. 01Interpretar o desejo

    Aspirar ao Nada como paz supõe que a existência é dor e ilusão.

  2. 02Nomear a conceção

    É o pessimismo metafísico: a vida como sofrimento, cuja resolução seria o repouso absoluto (o Nirvana).

  3. 03Reconhecer as fontes

    Decorre da filosofia pessimista alemã (Hartmann) e do budismo.

  4. 04Concluir

    O soneto exprime a angústia metafísica de Antero e a sua aspiração ao absoluto.

Resultado: O soneto revela o pessimismo metafísico de Antero — a vida como dor e ilusão, e o Nada como única paz —, de raiz na filosofia pessimista alemã e no budismo.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer a evolução de Antero (das Odes Modernas revolucionárias aos Sonetos metafísicos).
  • Explicar o pessimismo metafísico e a aspiração ao Nada/Nirvana.
  • Relacionar a forma do soneto com o movimento do pensamento filosófico.

Erros frequentes

  • Reduzir Antero ao poeta revolucionário das Odes, ignorando o pessimismo dos Sonetos.
  • Confundir o pessimismo metafísico com mera tristeza sentimental.
  • Não relacionar a estrutura do soneto com a argumentação do pensamento.

Revisão ativa

Analisa um soneto de Antero, mostrando como a estrutura do soneto serve o movimento do pensamento metafísico (da angústia à aspiração ao absoluto).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Cesário Verde e a poesia da modernidade#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo1-poesia-xix

Pontos-chave

Cesário Verde (Lisboa, 1855 – Lumiar, 1886) é o poeta mais moderno e original do seu tempo, embora tenha morrido jovem, de tuberculose, e quase desconhecido. Publicou apenas poemas dispersos em jornais; a sua obra só foi reunida em «O Livro de Cesário Verde» (1887), organizado pelo amigo Silva Pinto, no ano seguinte à sua morte. O reconhecimento veio tarde: seria o Modernismo, sobretudo Álvaro de Campos, a saudá-lo como precursor (ver Fig. 3).

Os traços de Cesário Verde

Os traços de Cesário VerdeGrafo, Cesário Verde → Cidade e quotidiano, Cesário Verde → Visualidade (pictórico), Cesário Verde → Antilirismo (contenção), Cesário Verde → Sensibilidade socialCesário VerdeCidade equotidianoVisualidade(pictórico)Antilirismo(contenção)Sensibilidadesocial
Fig. 3Fig. 3 — Os traços da poesia de Cesário Verde.
A grande novidade de Cesário é fazer poesia do quotidiano e da cidade moderna. Enquanto os românticos cantavam o sentimento e Antero interrogava o absoluto, Cesário olha para a rua: para Lisboa, os seus vendedores, as costureiras, os operários, as lojas, o gás, os cheiros e as cores da vida urbana. É o poeta-observador, o flâneur que percorre a cidade e regista, com um olhar atentíssimo, o espetáculo do real.
A sua poesia é profundamente visual, quase pictórica: Cesário «pinta» com palavras, compondo quadros nítidos, cheios de cor, de luz e de pormenor concreto. A esta visualidade junta-se o antilirismo: Cesário evita a efusão sentimental, contém a emoção, prefere mostrar a confessar-se. Mas por baixo da observação há sensibilidade social (a atenção aos humildes, aos doentes, aos que trabalham) e, por vezes, a transfiguração do real pela imaginação e pelo devaneio.
Cesário funde, assim, o realismo da observação com uma arte de composição muito sua: a cidade real transforma-se, no poema, em visão. A modernidade do tema (a urbe, o quotidiano, o trabalho), a técnica visual, o antilirismo e a associação de sensações fazem dele um verdadeiro precursor da poesia moderna. Não admira que Fernando Pessoa e os modernistas o tenham reconhecido como um mestre — o poeta que ensinou a poesia portuguesa a ver a cidade.
Exemplo resolvido

A modernidade de Cesário

Numa estrofe, Cesário descreve com pormenor visual as costureiras e os operários que cruzam uma rua de Lisboa ao entardecer, sem se deter em confissões sentimentais. Que traços da sua poesia se revelam?

  1. 01O tema

    A rua, os trabalhadores e o quotidiano urbano são o assunto — poesia da cidade moderna.

  2. 02A técnica

    O pormenor visual compõe um quadro nítido — a visualidade/pictorialismo.

  3. 03A atitude

    A ausência de efusão sentimental é o antilirismo; a atenção aos humildes, a sensibilidade social.

Resultado: Revelam-se a modernidade do tema (a cidade e o trabalho), a visualidade (o quadro urbano nítido) e o antilirismo com sensibilidade social — as marcas que fazem de Cesário um precursor da poesia moderna.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer Cesário como poeta do quotidiano e da cidade moderna.
  • Caracterizar a visualidade/pictorialismo e o antilirismo.
  • Reconhecer a sensibilidade social e o estatuto de precursor do Modernismo.

Erros frequentes

  • Ler Cesário como poeta sentimental, ignorando o antilirismo.
  • Reduzir a poesia da cidade a mera descrição, sem a transfiguração e a sensibilidade social.
  • Ignorar o reconhecimento tardio e a influência sobre o Modernismo.

Revisão ativa

Analisa uma passagem de Cesário, mostrando a sua visualidade (o «quadro» urbano) e o antilirismo (a contenção da emoção).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

«O Sentimento dum Ocidental»#

●●●AprofundamentoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo1-poesia-xix

Pontos-chave

«O Sentimento dum Ocidental» (1880) é o poema mais importante de Cesário Verde e uma obra-prima da poesia portuguesa. É um longo poema que acompanha um passeio do poeta por Lisboa, do entardecer à noite profunda, e que faz da cidade o seu grande protagonista. A estrutura organiza-se em quatro partes, correspondentes a quatro momentos do dia e a quatro estados da cidade e da alma (ver Fig. 4).

A estrutura de «O Sentimento dum Ocidental»

A estrutura de «O Sentimento dum Ocidental»Tabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Parte · Momento · Cidade e motivo; Ave-Marias · Entardecer · As luzes; o porto; memória dos Descobrimentos; Noite Fechada · Noite · A cidade sombria; a Lisboa medieval, as prisões; Ao Gás · Noite iluminada · Lojas e montras; o contraste social (os humildes); Horas Mortas · Madrugada · A solidão, a insónia, o devaneio do poeta, célula destacada: A solidão, a insónia, o devaneio do poetaPARTEMOMENTOCIDADE E MOTIVOAVE-MARIASEntardecerAs luzes; o porto; memóriados DescobrimentosNOITE FECHADANoiteA cidade sombria; a Lisboamedieval, as prisõesAO GÁSNoite iluminadaLojas e montras; o contrastesocial (os humildes)HORAS MORTASMadrugadaA solidão, a insónia, odevaneio do poetaDo entardecer à madrugada, do público ao íntimo.
Fig. 4Fig. 4 — As quatro partes de «O Sentimento dum Ocidental».
As quatro partes desenham uma descida progressiva na noite e na melancolia. «Ave-Marias» capta o entardecer, a hora em que a cidade acende as luzes e desperta para a noite, e em que a visão do porto e do rio evoca as memórias da epopeia marítima e dos Descobrimentos. «Noite Fechada» mostra a cidade já noturna, sombria e por vezes sinistra, com evocações da Lisboa medieval e das suas prisões — uma cidade opressiva.
«Ao Gás» é iluminada pela luz artificial: mostra as lojas, as montras, o comércio, e o contraste social entre a burguesia e os humildes — as costureiras, os doentes, os pobres —, revelando a sensibilidade social do poeta. «Horas Mortas» encerra o poema na madrugada, na solidão e na insónia do poeta, entregue ao devaneio e à imaginação, que transfigura a cidade adormecida. O percurso vai, assim, do público ao íntimo, da multidão à solidão.
O poema cruza vários motivos: a cidade moderna como organismo vivo; a tensão entre o passado glorioso (os Descobrimentos, o Ocidente) e o presente decaído; a compaixão social; e a figura do poeta-observador que, ao percorrer a cidade, a transforma em visão. O «sentimento dum ocidental» é, precisamente, esta consciência melancólica de pertencer a um Ocidente — a uma Lisboa, a um Portugal — que teve grandeza e que agora vive uma vida menor. Cesário faz da caminhada urbana uma meditação sobre a modernidade, a memória e a condição do homem na cidade.
Exemplo resolvido

O percurso do poema

Como é que a estrutura em quatro partes de «O Sentimento dum Ocidental» acompanha uma evolução do olhar do poeta?

  1. 01Do entardecer à noite

    «Ave-Marias» e «Noite Fechada» mostram a cidade a mergulhar na noite, entre a memória gloriosa e a opressão.

  2. 02A luz artificial e o social

    «Ao Gás» ilumina o comércio e revela o contraste entre a burguesia e os humildes.

  3. 03O recolhimento

    «Horas Mortas» fecha na solidão e no devaneio: o olhar volta-se do exterior para o íntimo.

Resultado: As quatro partes acompanham a descida na noite e um movimento do público (a cidade, a multidão, o social) para o íntimo (a solidão e o devaneio do poeta) — o «sentimento dum ocidental» melancólico.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer a estrutura em quatro partes e o percurso do entardecer à madrugada.
  • Analisar os motivos (a cidade, a memória dos Descobrimentos, a compaixão social, o devaneio).
  • Interpretar o «sentimento dum ocidental» (a consciência melancólica da decadência).

Erros frequentes

  • Trocar a ordem ou o sentido das quatro partes.
  • Reduzir o poema a uma descrição de Lisboa, ignorando a memória histórica e o devaneio.
  • Não relacionar o percurso urbano com a evolução do estado de alma (do público ao íntimo).

Revisão ativa

Analisa uma das quatro partes de «O Sentimento dum Ocidental», mostrando como o momento do dia, a visão da cidade e o estado de alma se articulam.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01A renovação poética pós-romântica○
    • 02Antero de Quental e o soneto metafísico◐
    • 03Cesário Verde e a poesia da modernidade◐
    • 04«O Sentimento dum Ocidental»●

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Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos

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