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Poesia contemporânea

Depois do Modernismo, a poesia portuguesa desdobra-se em correntes — a presença (2.º modernismo), o Neorrealismo social e o Surrealismo — e em grandes vozes singulares: Sophia de Mello Breyner Andresen (a claridade, o mar, a justiça), Eugénio de Andrade (o corpo, os elementos, a palavra), Jorge de Sena (o testemunho e o exílio) e Alexandre O'Neill (a ironia e o quotidiano). É um vastíssimo território de leitura opcional na prova.

4 secções·~12 min de leitura·3 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·141414 / 17
Perfil de exame
Situar as correntes da poesia contemporânea (presença, Neorrealismo, Surrealismo)Analisar temas e recursos de poetas contemporâneosComparar poéticas contemporâneas
Operadores:situacaracterizaanalisacomparainterpretarelaciona

nível básico

Reconhecer as correntes poéticas do séc. XX e alguns grandes poetas contemporâneos.

nível avançado

Analisar e comparar as poéticas de Sophia, Eugénio de Andrade, Jorge de Sena e O'Neill.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Poesia contemporânea
    • 01As correntes poéticas após o Modernismo○
    • 02Sophia de Mello Breyner Andresen◐
    • 03Eugénio de Andrade e Jorge de Sena◐
    • 04Alexandre O'Neill e a poesia do quotidiano●
§ 01

As correntes poéticas após o Modernismo#

●○○BaseLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo2-poesia-contemporanea

Pontos-chave

Depois da revolução de Orpheu, a poesia portuguesa do século XX organizou-se em várias correntes e gerações, que dialogam e reagem entre si. A primeira grande corrente do após-Orpheu é a da revista presença (Coimbra, 1927), o chamado segundo modernismo, que prolonga e aprofunda a herança de Pessoa (a quem consagra) e defende uma «literatura viva», centrada na sinceridade, na individualidade do artista e no valor supremo da arte (ver Fig. 1).

As correntes da poesia do séc. XX

As correntes da poesia do séc. XXLinha do tempo de 1920 a 1980, 1927: Revista presença, 1947: Grupo Surrealista de Lisboa, 1927–1940: presença (2.º modernismo), 1938–1955: Neorrealismo, 1947–1970: Surrealismo19201980anopresença (2.ºmodernismo)NeorrealismoSurrealismo1927Revista presença1947GrupoSurrealista de …
Fig. 1Fig. 1 — As correntes da poesia portuguesa do século XX.
A presença, animada por José Régio, João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, valoriza a interioridade, o drama psicológico e a liberdade criadora, contra o academismo e a literatura «de encomenda». José Régio, no célebre «Cântico Negro» («Vem por aqui — dizem-me... Mas eu vou pelo meu caminho!»), exprime esse individualismo radical, a recusa dos caminhos traçados e a afirmação da singularidade do artista.
Nos anos 30 e 40 surge, em reação, o Neorrealismo: uma corrente de intenção social e política, atenta à realidade dos mais pobres — os camponeses, os operários, os oprimidos — e empenhada na denúncia da injustiça e na transformação da sociedade. A poesia neorrealista quer ser interventiva e solidária; a par de romancistas, teve poetas empenhados na causa social. Ao aesteticismo da presença opõe o Neorrealismo o compromisso com a realidade e com a luta.
No pós-guerra, por volta de 1947, chega o Surrealismo, que introduz em Portugal o sonho, o automatismo, o humor, a revolta e o maravilhoso, contra o realismo e a lógica. Mário Cesariny e Alexandre O'Neill estão entre os seus nomes. Destas correntes — e para além delas — destacam-se grandes vozes singulares que não se deixam reduzir a nenhuma escola: Sophia, Eugénio de Andrade, Jorge de Sena, O'Neill. É este vasto território, de grande liberdade, que constitui a poesia contemporânea.
Exemplo resolvido

Identificar uma corrente

Um poema dos anos 40 denuncia as condições de vida dos camponeses e apela à justiça social. A que corrente pertence e a que outra se opõe?

  1. 01Identificar a intenção

    A denúncia social e o apelo à justiça são marcas de intenção interventiva.

  2. 02Nomear a corrente

    Essa poesia social e empenhada é o Neorrealismo.

  3. 03Reconhecer a oposição

    Opõe-se ao individualismo estético da presença.

Resultado: O poema é neorrealista: a denúncia social e o apelo à justiça definem esta corrente empenhada, que se opõe ao individualismo estético da presença.

Foco no Exame Nacional

  • Situar a presença (2.º modernismo, 1927) e o seu individualismo estético.
  • Caracterizar o Neorrealismo (intenção social) e o Surrealismo (sonho, revolta, humor).
  • Reconhecer as grandes vozes singulares para além das correntes.

Erros frequentes

  • Confundir a presença (esteticista, individualista) com o Neorrealismo (social).
  • Ignorar o Surrealismo e a sua novidade (sonho, automatismo, humor).
  • Querer reduzir todos os poetas a uma corrente, esquecendo as vozes singulares.

Revisão ativa

Distingue as três correntes da poesia após o Modernismo (presença, Neorrealismo, Surrealismo) quanto aos seus valores dominantes.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Sophia de Mello Breyner Andresen#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo2-poesia-contemporanea

Pontos-chave

Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 1919 – Lisboa, 2004) é uma das maiores poetisas portuguesas e a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões (1999). A sua poesia distingue-se por uma extraordinária claridade e rigor: cada palavra é exata, cada verso limpo e nítido, sem excesso nem confusão. Para Sophia, escrever é procurar a justa relação entre a palavra e a coisa, a exatidão e a verdade (ver Fig. 2).

A poesia de Sophia

A poesia de SophiaGrafo, Sophia de Mello Breyner → O mar, Sophia de Mello Breyner → A Grécia, o clássico, Sophia de Mello Breyner → A justiça, a liberdade, Sophia de Mello Breyner → Claridade e rigorSophia deMello BreynerO marA Grécia, oclássicoA justiça, aliberdadeClaridade erigor
Fig. 2Fig. 2 — Os temas da poesia de Sophia.
O mar é o seu grande símbolo e presença: o mar da infância, o mar como espaço de pureza, de liberdade e de absoluto. A par do mar, a Grécia e o mundo clássico — a luz, a harmonia, a medida, os deuses — dão à sua poesia uma dimensão mítica e serena. A natureza, os elementos, as coisas na sua evidência luminosa são celebrados com um sentido quase sagrado da realidade.
A poesia de Sophia tem também uma forte dimensão ética e cívica. Poetisa da justiça, denunciou a opressão e cantou a liberdade — sobretudo em torno do 25 de Abril de 1974 —, ligando indissoluvelmente a beleza e a verdade à justiça. Para ela, a exigência de exatidão poética é inseparável de uma exigência moral: a poesia é uma forma de fidelidade ao real e de recusa da mentira e da injustiça.
Formalmente, a sua poesia é de uma nitidez clássica: imagens claras, ritmo depurado, ausência de retórica e de sentimentalismo. Sophia procura a «poesia» como revelação — o instante em que a palavra coincide com a coisa e revela a sua verdade. Esta união de rigor formal, sentido do sagrado, celebração do real e exigência ética faz da sua obra um dos cumes da poesia portuguesa contemporânea.
Exemplo resolvido

Claridade e verdade

Um poema de Sophia nomeia, com exatidão e sem ornamento, o mar, a pedra e a luz, procurando dizer as coisas na sua evidência. Que traços da sua poética se revelam?

  1. 01A forma

    A exatidão, a nitidez e a ausência de ornamento revelam a claridade e o rigor.

  2. 02Os temas

    O mar, a pedra e a luz são a celebração do real e dos elementos.

  3. 03O sentido

    Dizer as coisas na sua evidência é a busca da verdade — a exigência ética inseparável da estética.

Resultado: Revelam-se a claridade e o rigor formais e a celebração do real (o mar, a luz), ao serviço de uma busca da verdade — a união de exatidão estética e exigência ética própria de Sophia.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer a claridade e o rigor como marcas da poesia de Sophia.
  • Identificar os temas (o mar, a Grécia, a natureza, a justiça).
  • Relacionar a exigência estética com a exigência ética.

Erros frequentes

  • Confundir a claridade de Sophia com simplicidade ou pobreza.
  • Ignorar a dimensão ética e cívica da sua poesia.
  • Reduzir os seus temas ao mar, esquecendo a Grécia e a justiça.

Revisão ativa

Analisa um poema de Sophia, mostrando como a claridade formal serve a celebração do real (o mar, a luz) e uma exigência de verdade.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Eugénio de Andrade e Jorge de Sena#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo2-poesia-contemporanea

Pontos-chave

Eugénio de Andrade (1923–2005) é o poeta da palavra depurada, do corpo e dos elementos. A sua poesia, de grande beleza e economia, canta a água, a luz, a terra, os frutos, o corpo e o desejo, numa celebração sensual e luminosa da matéria e da natureza. É uma poesia de poucas palavras, exatas e musicais, que procura a pureza e a essencialidade — cada poema tende ao despojamento e à nitidez de uma imagem (ver Fig. 3).

Eugénio de Andrade e Jorge de Sena

Eugénio de Andrade e Jorge de SenaTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Aspeto · Eugénio de Andrade · Jorge de Sena; Centro · O corpo, os elementos · A consciência, a cultura, a história; Temas · Água, luz, terra, desejo · Exílio, testemunho, indignação; Tom · Sensual, depurado, luminoso · Culto, crítico, combativo; Forma · Poucas palavras, música, pureza · Ampla, densa, referencial; Obra · As Palavras Interditas · Metamorfoses, célula destacada: O corpo, os elementosASPETOEUGÉNIO DE ANDRADEJORGE DE SENACENTROO corpo, os elementosA consciência, a cultura, ahistóriaTEMASÁgua, luz, terra, desejoExílio, testemunho,indignaçãoTOMSensual, depurado, luminosoCulto, crítico, combativoFORMAPoucas palavras, música,purezaAmpla, densa, referencialOBRAAs Palavras InterditasMetamorfosesA essencialidade sensível e a amplitude testemunhal.
Fig. 3Fig. 3 — Dois polos: Eugénio de Andrade e Jorge de Sena.
Em obras como «As Mãos e os Frutos», «Os Amantes sem Dinheiro» ou «As Palavras Interditas», Eugénio funde a sensualidade e a contenção: fala do amor e do corpo com pudor e delicadeza, e faz da própria palavra um corpo sensível. A sua é uma poesia da matéria transfigurada pela linguagem, em que os elementos naturais e o desejo se dizem com uma simplicidade trabalhadíssima.
Jorge de Sena (1919–1978) é um poeta muito diferente: vasto, culto, inquieto e combativo. Opositor do regime salazarista, viveu no exílio (no Brasil e nos Estados Unidos), e a sua obra é marcada pela experiência do desenraizamento, pela indignação e pelo testemunho. A sua poesia é uma poesia da inteligência e da consciência crítica, que dialoga com a história, a cultura e a arte, e que assume o dever de testemunhar o seu tempo.
Na sua obra maior, «Metamorfoses», Sena parte de obras de arte e de figuras culturais para meditar sobre o homem, o tempo e a criação. Poeta do exílio e da lucidez, exprime a condição do intelectual desterrado e a fidelidade a si mesmo — «quero-me tal como sou», poderia ser a sua divisa. Eugénio e Sena representam, assim, dois polos da poesia contemporânea: a depuração sensível e essencial de um, a amplitude culta e testemunhal do outro.
Exemplo resolvido

Duas poéticas

Um poema, em poucas palavras, celebra a água e a luz sobre um corpo; outro, denso e culto, medita sobre o exílio a partir de uma obra de arte. A que poetas correspondem?

  1. 01O primeiro poema

    A economia, a celebração do corpo e dos elementos são de Eugénio de Andrade.

  2. 02O segundo poema

    A densidade culta, a meditação a partir da arte e o exílio são de Jorge de Sena.

  3. 03Concluir

    Representam os dois polos: a depuração sensível e a amplitude testemunhal.

Resultado: O primeiro é de Eugénio de Andrade (a palavra depurada, o corpo, os elementos); o segundo, de Jorge de Sena (a cultura, o testemunho, o exílio) — dois polos da poesia contemporânea.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar Eugénio de Andrade (palavra depurada, corpo, elementos, pureza).
  • Caracterizar Jorge de Sena (testemunho, exílio, cultura, indignação).
  • Contrastar as duas poéticas (a essencialidade e a amplitude).

Erros frequentes

  • Confundir a economia de Eugénio com pobreza, ou a amplitude de Sena com dispersão.
  • Trocar os traços (atribuir a Eugénio o testemunho, a Sena o despojamento sensual).
  • Ignorar a experiência do exílio na obra de Jorge de Sena.

Revisão ativa

Compara um poema de Eugénio de Andrade com um de Jorge de Sena, mostrando a diferença entre a depuração sensível e a poesia do testemunho.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Alexandre O'Neill e a poesia do quotidiano#

●●●AprofundamentoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo2-poesia-contemporanea

Pontos-chave

Alexandre O'Neill (Lisboa, 1924–1986) foi um dos fundadores do Grupo Surrealista de Lisboa, mas cedo seguiu um caminho próprio, feito de ironia, humor e crítica social. A sua poesia baixa da abstração à rua: fala do quotidiano, dos lugares-comuns, das pequenas misérias e hipocrisias da vida portuguesa, numa linguagem coloquial e desabusada, cheia de trocadilhos, de expressões feitas e de humor corrosivo (ver Fig. 4).

A poesia contemporânea: quatro vozes

A poesia contemporânea: quatro vozesTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Poeta · Marca dominante · Palavra-chave; Sophia · Claridade, mar, justiça · Verdade; Eugénio de Andrade · Corpo, elementos, depuração · Pureza; Jorge de Sena · Testemunho, cultura, exílio · Consciência; Alexandre O'Neill · Ironia, quotidiano, crítica · Humor, célula destacada: Ironia, quotidiano, críticaPOETAMARCA DOMINANTEPALAVRA-CHAVESOPHIAClaridade, mar, justiçaVerdadeEUGÉNIO DE ANDRADECorpo, elementos, depuraçãoPurezaJORGE DE SENATestemunho, cultura, exílioConsciênciaALEXANDRE O'NEILLIronia, quotidiano, críticaHumorA diversidade de vozes da poesia contemporânea.
Fig. 4Fig. 4 — Quatro vozes da poesia contemporânea e a sua marca.
O'Neill é um crítico impiedoso da «portugalidade» — dos vícios, das cobardias e das mediocridades nacionais. No célebre poema «Portugal», desmonta com ironia os clichés e o pequeno mundo do país; e a sua crítica atinge tanto o poder como os conformismos do dia-a-dia. O humor não é evasão, mas arma: rir dos defeitos nacionais é uma forma de os denunciar e de resistir.
A par da veia satírica, O'Neill escreveu também uma poesia amorosa e melancólica, em que a ironia esconde ternura e desencanto. Ficou célebre a letra do fado «Gaivota» («Se um dia eu fosse gaivota...»), prova da sua capacidade de aliar a leveza da canção à densidade do sentimento. A sua ironia é, muitas vezes, a máscara de uma sensibilidade ferida.
A poesia de O'Neill representa uma das direções mais vivas da poesia contemporânea: a que aproxima a linguagem poética da fala comum, que faz do humor e da ironia instrumentos de conhecimento e de crítica, e que olha o país e o quotidiano sem ilusões. Ao lado da claridade de Sophia, da depuração de Eugénio e do testemunho de Sena, O'Neill traz a voz irónica e coloquial — a poesia que ri e critica. Juntos, dão a medida da riqueza e da diversidade da poesia portuguesa contemporânea.
Exemplo resolvido

A ironia como crítica

Num poema, O'Neill enumera com humor os clichés e as pequenas cobardias do país, em linguagem coloquial. Que função tem aqui o humor?

  1. 01Observar o tom

    O humor e a ironia, em linguagem coloquial, tornam ridículos os clichés e os vícios nacionais.

  2. 02Reconhecer a intenção

    Rir dos defeitos é uma forma de os denunciar e de resistir ao conformismo.

  3. 03Concluir

    O humor é, em O'Neill, arma de crítica, não evasão.

Resultado: O humor e a ironia coloquial de O'Neill funcionam como crítica: ao rir dos clichés e das cobardias nacionais, denuncia-os — o humor é instrumento de conhecimento e de resistência, não mera brincadeira.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar a poesia de O'Neill (ironia, humor, quotidiano, linguagem coloquial).
  • Reconhecer a crítica da «portugalidade» e o humor como arma.
  • Situar O'Neill na diversidade da poesia contemporânea.

Erros frequentes

  • Ler o humor de O'Neill como mera brincadeira, sem função crítica.
  • Ignorar a veia amorosa e melancólica por trás da ironia.
  • Reduzir a poesia contemporânea a um só tom, esquecendo a sua diversidade.

Revisão ativa

Analisa um poema de O'Neill, mostrando como a ironia e a linguagem coloquial servem a crítica dos vícios nacionais e do quotidiano.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01As correntes poéticas após o Modernismo○
    • 02Sophia de Mello Breyner Andresen◐
    • 03Eugénio de Andrade e Jorge de Sena◐
    • 04Alexandre O'Neill e a poesia do quotidiano●

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Poesia contemporânea

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos

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