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O romance português do século XX vai do Neorrealismo social à interrogação existencial e à alegoria. Aquilino Ribeiro (1885–1963) e Vitorino Nemésio (1901–1978) renovam o romance regional (a Beira, os Açores); Vergílio Ferreira (1916–1996) e Agustina Bessa-Luís (1922–2019) exploram a interioridade e a saga familiar; e José Saramago (1922–2010), Prémio Nobel de 1998, faz da alegoria, do estilo inconfundível e da crítica uma das maiores obras da literatura portuguesa.
4 secções~12 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer as correntes da prosa do séc. XX e alguns grandes romancistas.
nível avançado
Analisar as técnicas narrativas e comparar as obras, com destaque para a alegoria e o estilo de Saramago.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
A prosa portuguesa do século XX
Um romance de 1939 retrata a vida dura dos trabalhadores rurais e denuncia a sua exploração. Que corrente inaugura?
A vida dos trabalhadores rurais e a denúncia da exploração são de intenção social.
Um romance de 1939 com este programa é «Gaibéus», de Alves Redol.
Inaugura o Neorrealismo no romance português.
Resultado: É «Gaibéus» (1939), de Alves Redol, o romance que inaugura o Neorrealismo: a denúncia da exploração dos trabalhadores rurais define esta corrente social.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza o Neorrealismo e explica como o romance português do séc. XX se diversificou a partir dos anos 50.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))
Aquilino e Nemésio
Um romance situa um amor contrariado entre duas ilhas atlânticas, pintando a sociedade e o mar dos Açores. De quem é e que conceito ilustra?
As ilhas atlânticas, o «canal» entre elas e o mar remetem para os Açores.
É «Mau Tempo no Canal», de Vitorino Nemésio.
Ilustra a «açorianidade», o modo de ser das gentes das ilhas.
Resultado: É «Mau Tempo no Canal», de Vitorino Nemésio, o grande romance açoriano: ilustra a «açorianidade», ao situar um amor contrariado no cenário do mar e das ilhas do Faial e do Pico.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o que aproxima e o que distingue Aquilino Ribeiro e Vitorino Nemésio como romancistas de um território.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))
Vergílio Ferreira e Agustina Bessa-Luís
Um romance de 1959 conta a súbita revelação, num jovem professor, da sua própria existência e da certeza da morte, mais atento ao pensamento do que à intriga. De quem é e que tipo de romance representa?
A revelação do «eu» e da morte, e o primado do pensamento, são de índole existencial.
É «Aparição» (1959), de Vergílio Ferreira.
Representa o romance de interrogação existencial.
Resultado: É «Aparição», de Vergílio Ferreira: um romance existencial que faz da revelação do «eu» e da morte, e da interrogação do sentido, o seu verdadeiro assunto, acima da intriga.
Erros frequentes
Revisão ativa
Compara «Aparição» e «A Sibila» quanto ao que cada romance procura explorar (a existência/o «eu»; a família/a intuição).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))
A obra de Saramago
Num romance, uma cegueira branca que atinge toda a população faz emergir o egoísmo e a barbárie da sociedade. Que processo usa Saramago e com que intenção?
A cegueira coletiva é uma alegoria — uma situação inventada que representa uma verdade sobre a sociedade.
A cegueira revela a barbárie latente e a fragilidade da civilização.
É crítica social e reflexão humanista sobre a responsabilidade dos homens.
Resultado: Saramago usa a alegoria (a cegueira coletiva de «Ensaio sobre a Cegueira») para revelar a barbárie latente na sociedade — um processo ao serviço da crítica social e do humanismo que percorrem a sua obra.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa uma passagem de Saramago, mostrando como o estilo (pontuação, narrador) e a alegoria servem a crítica do poder e o humanismo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)