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Resumos/Literatura Portuguesa/Prosa contemporânea
Resumos · Literatura PortuguesaPT · Secundário

Prosa contemporânea

O romance português do século XX vai do Neorrealismo social à interrogação existencial e à alegoria. Aquilino Ribeiro (1885–1963) e Vitorino Nemésio (1901–1978) renovam o romance regional (a Beira, os Açores); Vergílio Ferreira (1916–1996) e Agustina Bessa-Luís (1922–2019) exploram a interioridade e a saga familiar; e José Saramago (1922–2010), Prémio Nobel de 1998, faz da alegoria, do estilo inconfundível e da crítica uma das maiores obras da literatura portuguesa.

4 secções·~12 min de leitura·3 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·151515 / 17
Perfil de exame
Situar as correntes da prosa contemporâneaAnalisar temas e técnicas narrativas em romancistas contemporâneosReconhecer a alegoria, o estilo e a crítica em Saramago
Operadores:situacaracterizaanalisainterpretacompararelaciona

nível básico

Reconhecer as correntes da prosa do séc. XX e alguns grandes romancistas.

nível avançado

Analisar as técnicas narrativas e comparar as obras, com destaque para a alegoria e o estilo de Saramago.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Prosa contemporânea
    • 01O romance português no século XX○
    • 02Aquilino Ribeiro e Vitorino Nemésio◐
    • 03Vergílio Ferreira e Agustina Bessa-Luís◐
    • 04José Saramago: o romance e a alegoria●
§ 01

O romance português no século XX#

●○○BaseLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo2-prosa-contemporanea

Pontos-chave

O romance português do século XX é um território rico e diverso, que evolui de uma literatura de intervenção social para uma exploração da interioridade e para a alegoria. A grande corrente da primeira metade do século é o Neorrealismo, que, a partir do final dos anos 30, faz do romance um instrumento de denúncia social: retrata a vida dura dos camponeses, dos operários e dos oprimidos, com intenção crítica e solidária (ver Fig. 1).

A prosa portuguesa do século XX

A prosa portuguesa do século XXLinha do tempo de 1930 a 2010, 1939: «Gaibéus» (Redol), 1959: «Aparição» (Vergílio Ferreira), 1982: «Memorial do Convento», 1998: Nobel a Saramago, 1939–1960: Neorrealismo, 1954–2010: Romance moderno e contemporâneo19302010anoNeorrealismoRomance moderno econtemporâneo1939«Gaibéus»(Redol)1959«Aparição»(Vergílio Ferre…1982«Memorial doConvento»1998Nobel a Saramago
Fig. 1Fig. 1 — A prosa portuguesa do século XX.
O romance fundador do Neorrealismo é «Gaibéus» (1939), de Alves Redol, sobre os trabalhadores rurais do Ribatejo; a ele juntam-se Soeiro Pereira Gomes, Manuel da Fonseca e Fernando Namora, entre outros. O precursor Ferreira de Castro, com «A Selva» e «Emigrantes», já dera voz aos explorados. O Neorrealismo quer que a literatura sirva a transformação da sociedade e a denúncia da injustiça, num tempo de ditadura e de censura.
A partir dos anos 50 e 60, o romance abre-se a novas direções, para além ou contra o Neorrealismo. Surge um romance de interrogação existencial e metafísica (Vergílio Ferreira), um romance de grande complexidade psicológica e formal (Agustina Bessa-Luís), e prolonga-se um poderoso romance regional (Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio). A prosa portuguesa diversifica-se: já não basta retratar a sociedade, procura-se também sondar a consciência, o ser e a linguagem.
Na segunda metade do século, a prosa portuguesa atinge um novo apogeu e projeção internacional, sobretudo com José Saramago, que em 1998 recebe o Prémio Nobel da Literatura — o único de língua portuguesa. A sua obra, feita de alegoria, de fábula e de crítica, e escrita num estilo inconfundível, corona esta evolução. Do Neorrealismo à alegoria saramaguiana, o romance português do século XX é, assim, um dos grandes capítulos da nossa literatura.
Exemplo resolvido

Reconhecer o Neorrealismo na prosa

Um romance de 1939 retrata a vida dura dos trabalhadores rurais e denuncia a sua exploração. Que corrente inaugura?

  1. 01Identificar o tema

    A vida dos trabalhadores rurais e a denúncia da exploração são de intenção social.

  2. 02Situar

    Um romance de 1939 com este programa é «Gaibéus», de Alves Redol.

  3. 03Concluir

    Inaugura o Neorrealismo no romance português.

Resultado: É «Gaibéus» (1939), de Alves Redol, o romance que inaugura o Neorrealismo: a denúncia da exploração dos trabalhadores rurais define esta corrente social.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar o Neorrealismo (denúncia social) e situar «Gaibéus» (1939).
  • Reconhecer a diversificação do romance (existencial, psicológico, regional).
  • Situar Saramago e o Prémio Nobel (1998) no apogeu da prosa contemporânea.

Erros frequentes

  • Reduzir todo o romance do século XX ao Neorrealismo.
  • Ignorar o precursor Ferreira de Castro e o romance fundador «Gaibéus».
  • Confundir as várias direções (social, existencial, regional) do romance.

Revisão ativa

Caracteriza o Neorrealismo e explica como o romance português do séc. XX se diversificou a partir dos anos 50.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Aquilino Ribeiro e Vitorino Nemésio#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo2-prosa-contemporanea

Pontos-chave

Aquilino Ribeiro (Sernancelhe, 1885 – Lisboa, 1963) é um dos grandes mestres do romance regional e da língua portuguesa. A sua obra enraíza-se na Beira Alta, terra da sua infância, cujas gentes, paisagens, costumes e falares retrata com um vigor e uma riqueza vocabular extraordinários. O seu português é fecundo, terroso, cheio de termos populares e de expressividade — Aquilino é, antes de mais, um prodigioso artesão da linguagem (ver Fig. 2).

Aquilino e Nemésio

Aquilino e NemésioTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Aspeto · Aquilino Ribeiro · Vitorino Nemésio; Região · A Beira Alta · Os Açores; Marca · Riqueza da língua, o mundo rural · A «açorianidade», o mar e as ilhas; Obra · Terras do Demo; O Malhadinhas · Mau Tempo no Canal; Tom · Vigor, humor, humanidade · Melancolia insular, amor contrariado, célula destacada: Riqueza da língua, o mundo ruralASPETOAQUILINO RIBEIROVITORINO NEMÉSIOREGIÃOA Beira AltaOs AçoresMARCARiqueza da língua, o mundoruralA «açorianidade», o mar e asilhasOBRATerras do Demo; OMalhadinhasMau Tempo no CanalTOMVigor, humor, humanidadeMelancolia insular, amorcontrariadoO romance enraizado numa terra, numa língua, num povo.
Fig. 2Fig. 2 — Dois romancistas de um território: Aquilino e Nemésio.
Em romances como «Terras do Demo» ou «O Malhadinhas», Aquilino dá vida ao mundo rural beirão — os camponeses, os caçadores, os contrabandistas, os padres —, num realismo cheio de sabor, humor e humanidade. Em «Quando os Lobos Uivam», a sua crítica ao poder e à injustiça valeu-lhe um processo do regime salazarista, o que revela a dimensão de intervenção que atravessa também a sua obra. Aquilino é o grande romancista da terra e da liberdade.
Vitorino Nemésio (Terceira, Açores, 1901 – Lisboa, 1978) foi poeta, ensaísta e romancista, e o grande escritor da «açorianidade» — termo que ele próprio cunhou para designar a específica maneira de ser e de sentir das gentes das ilhas. A sua obra maior, o romance «Mau Tempo no Canal» (1944), é o grande romance açoriano da literatura portuguesa.
«Mau Tempo no Canal» conta a história de amor contrariado entre Margarida Clark Dulmo e João Garcia, no cenário das ilhas do Faial e do Pico, separadas pelo «canal» que dá título à obra. Em torno desse amor, Nemésio pinta a sociedade açoriana, a natureza insular, o mar e a caça à baleia, e a atmosfera fechada e melancólica das ilhas. Aquilino e Nemésio mostram, cada um a seu modo, a força do romance enraizado num território — a Beira e os Açores — e na sua língua e no seu povo.
Exemplo resolvido

O romance de um território

Um romance situa um amor contrariado entre duas ilhas atlânticas, pintando a sociedade e o mar dos Açores. De quem é e que conceito ilustra?

  1. 01Identificar o cenário

    As ilhas atlânticas, o «canal» entre elas e o mar remetem para os Açores.

  2. 02Reconhecer a obra

    É «Mau Tempo no Canal», de Vitorino Nemésio.

  3. 03Nomear o conceito

    Ilustra a «açorianidade», o modo de ser das gentes das ilhas.

Resultado: É «Mau Tempo no Canal», de Vitorino Nemésio, o grande romance açoriano: ilustra a «açorianidade», ao situar um amor contrariado no cenário do mar e das ilhas do Faial e do Pico.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar Aquilino Ribeiro (romance regional beirão, riqueza da língua).
  • Reconhecer Vitorino Nemésio, a «açorianidade» e «Mau Tempo no Canal».
  • Relacionar os dois autores com o romance de enraizamento territorial.

Erros frequentes

  • Reduzir Aquilino ao pitoresco, esquecendo o vigor da língua e a intervenção.
  • Ignorar o conceito de «açorianidade» e o cenário insular de Nemésio.
  • Confundir as regiões (a Beira de Aquilino, os Açores de Nemésio).

Revisão ativa

Explica o que aproxima e o que distingue Aquilino Ribeiro e Vitorino Nemésio como romancistas de um território.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Vergílio Ferreira e Agustina Bessa-Luís#

●●○PadrãoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo2-prosa-contemporanea

Pontos-chave

Vergílio Ferreira (Melo, 1916 – Lisboa, 1996) percorreu um significativo trajeto: começou próximo do Neorrealismo, mas cedo o abandonou por um romance de interrogação existencial e metafísica, influenciado pelo existencialismo europeu. A sua obra passa a interrogar o sentido da existência, a morte, a solidão, a consciência do «eu» — as grandes questões do homem perante um mundo sem respostas dadas (ver Fig. 3).

Vergílio Ferreira e Agustina Bessa-Luís

Vergílio Ferreira e Agustina Bessa-LuísTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Aspeto · Vergílio Ferreira · Agustina Bessa-Luís; Orientação · Do Neorrealismo ao existencialismo · Romance psicológico e complexo; Temas · A existência, o «eu», a morte · A família, o Norte, o tempo; Escrita · Interrogativa, meditativa · Densa, intuitiva, aforística; Obra · Aparição · A Sibila, célula destacada: A existência, o «eu», a morteASPETOVERGÍLIO FERREIRAAGUSTINA BESSA-LUÍSORIENTAÇÃODo Neorrealismo aoexistencialismoRomance psicológico ecomplexoTEMASA existência, o «eu», amorteA família, o Norte, o tempoESCRITAInterrogativa, meditativaDensa, intuitiva, aforísticaOBRAApariçãoA SibilaA viragem do romance para a interioridade e a complexidade.
Fig. 3Fig. 3 — A interioridade e a saga: Vergílio e Agustina.
«Aparição» (1959) é o seu romance mais célebre e um marco do romance existencial português. Nele, o jovem professor Alberto, em Évora, vive a súbita revelação — a «aparição» — da sua própria existência e consciência, a descoberta deslumbrada e angustiada de ser e de ter de morrer. O romance é uma meditação sobre o «eu», a morte e o sentido, mais interessado na interioridade e no pensamento do que na intriga.
Agustina Bessa-Luís (Vila Meã, 1922 – Porto, 2019) é uma das mais originais e vastas romancistas portuguesas. A sua obra, densa, complexa e labiríntica, retrata sobretudo o Norte, o Douro, as famílias e as suas sagas, com um olhar penetrante e uma escrita de grande riqueza, feita de intuição, de aforismo e de análise psicológica profunda. As suas personagens — muitas vezes figuras femininas fortes — são de uma complexidade rara.
A sua obra-prima, «A Sibila» (1954), conta a saga de uma família rural do Norte ao longo de gerações, em torno da figura de Quina, mulher dotada de uma sabedoria intuitiva quase profética (a «sibila»). O romance é uma reflexão sobre o tempo, a família, a terra e o poder da intuição feminina. Vergílio e Agustina representam, assim, a viragem do romance português para a interioridade e a complexidade: um pela via da interrogação existencial, a outra pela via da densidade psicológica e da saga.
Exemplo resolvido

O romance existencial

Um romance de 1959 conta a súbita revelação, num jovem professor, da sua própria existência e da certeza da morte, mais atento ao pensamento do que à intriga. De quem é e que tipo de romance representa?

  1. 01Identificar o tema

    A revelação do «eu» e da morte, e o primado do pensamento, são de índole existencial.

  2. 02Reconhecer a obra

    É «Aparição» (1959), de Vergílio Ferreira.

  3. 03Classificar

    Representa o romance de interrogação existencial.

Resultado: É «Aparição», de Vergílio Ferreira: um romance existencial que faz da revelação do «eu» e da morte, e da interrogação do sentido, o seu verdadeiro assunto, acima da intriga.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar Vergílio Ferreira (do Neorrealismo ao romance existencial; «Aparição»).
  • Caracterizar Agustina Bessa-Luís (a complexidade, o Norte, a saga familiar; «A Sibila»).
  • Relacionar os dois com a viragem para a interioridade e a complexidade.

Erros frequentes

  • Manter Vergílio Ferreira no Neorrealismo, ignorando a sua viragem existencial.
  • Reduzir Agustina a uma romancista regional, esquecendo a densidade psicológica.
  • Confundir «Aparição» (Vergílio) com «A Sibila» (Agustina).

Revisão ativa

Compara «Aparição» e «A Sibila» quanto ao que cada romance procura explorar (a existência/o «eu»; a família/a intuição).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

José Saramago: o romance e a alegoria#

●●●AprofundamentoLPAE-literatura-portuguesa-11-modulo2-prosa-contemporanea

Pontos-chave

José Saramago (Azinhaga, 1922 – Lanzarote, 2010) é o mais universal dos escritores portugueses e o único autor de língua portuguesa distinguido com o Prémio Nobel da Literatura (1998). A sua obra, tardia mas imensa, fez do romance um instrumento de reflexão sobre o poder, a história, a condição humana e a responsabilidade — sempre numa perspetiva humanista, crítica e, muitas vezes, alegórica (ver Fig. 4).

A obra de Saramago

A obra de SaramagoGrafo, José Saramago → Estilo (pontuação, narrador), José Saramago → Alegoria e fábula, José Saramago → Crítica do poder, José Saramago → HumanismoJosé SaramagoEstilo(pontuação, …Alegoria efábulaCrítica dopoderHumanismo
Fig. 4Fig. 4 — Os traços da obra de José Saramago.
Saramago é imediatamente reconhecível pelo seu estilo inconfundível. A pontuação é própria: não usa aspas nem travessões no diálogo, que se funde na narração; as frases são longas e fluidas, de ritmo quase oral; e o narrador é uma presença forte, sábia, irónica e reflexiva, que comenta, digride e dialoga com o leitor. Este estilo, que recupera o fluxo da oralidade e da fábula, é parte essencial do sentido da sua obra.
«Memorial do Convento» (1982) é um dos seus romances maiores. A partir da construção do convento de Mafra, no reinado de D. João V, Saramago entrelaça a História oficial (o poder absoluto, a Inquisição, a Igreja, o luxo) com a história dos que a sustentam com o seu trabalho e sofrimento — o povo, os operários da obra. No centro, o amor de Baltasar e Blimunda e o sonho de voar da «passarola» do padre Bartolomeu de Gusmão introduzem o maravilhoso e a utopia. É a crítica do poder e a exaltação do humano.
A obra de Saramago combina, assim, a alegoria e a fábula (em «Ensaio sobre a Cegueira», uma cegueira coletiva revela a barbárie latente na sociedade), a crítica social e política (do poder, da religião, da injustiça), a ironia e o humanismo (a compaixão pelos humildes, a defesa da razão e da responsabilidade). Recuperando a tradição do conto e da fábula e transfigurando-a com o seu estilo, Saramago fez do romance português uma voz de alcance universal — o coroamento da prosa contemporânea.
Exemplo resolvido

A alegoria em Saramago

Num romance, uma cegueira branca que atinge toda a população faz emergir o egoísmo e a barbárie da sociedade. Que processo usa Saramago e com que intenção?

  1. 01Identificar o processo

    A cegueira coletiva é uma alegoria — uma situação inventada que representa uma verdade sobre a sociedade.

  2. 02Interpretar o sentido

    A cegueira revela a barbárie latente e a fragilidade da civilização.

  3. 03Reconhecer a intenção

    É crítica social e reflexão humanista sobre a responsabilidade dos homens.

Resultado: Saramago usa a alegoria (a cegueira coletiva de «Ensaio sobre a Cegueira») para revelar a barbárie latente na sociedade — um processo ao serviço da crítica social e do humanismo que percorrem a sua obra.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer Saramago e o Prémio Nobel (1998), único de língua portuguesa.
  • Caracterizar o estilo inconfundível (pontuação, frase longa, narrador reflexivo).
  • Analisar a alegoria, a crítica do poder e o humanismo (Memorial do Convento; Ensaio sobre a Cegueira).

Erros frequentes

  • Ver a pontuação de Saramago como erro, e não como estilo com sentido.
  • Reduzir «Memorial do Convento» à reconstituição histórica, ignorando a crítica e o maravilhoso.
  • Esquecer a dimensão alegórica e humanista da sua obra.

Revisão ativa

Analisa uma passagem de Saramago, mostrando como o estilo (pontuação, narrador) e a alegoria servem a crítica do poder e o humanismo.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01O romance português no século XX○
    • 02Aquilino Ribeiro e Vitorino Nemésio◐
    • 03Vergílio Ferreira e Agustina Bessa-Luís◐
    • 04José Saramago: o romance e a alegoria●

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Fontes

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  • Aprendizagens Essenciais de Literatura Portuguesa — 10.º e 11.º anos

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