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O Iluminismo, com a sua confiança na razão e nos direitos naturais, mina as bases do Antigo Regime. As revoluções liberais atlânticas — a Independência dos EUA (1776) e a Revolução Francesa (1789) — derrubam o absolutismo e a sociedade de ordens, instituindo o Estado liberal e constitucional e a sociedade de classes burguesa, assente na igualdade civil, na propriedade e no mérito. Tema-charneira do 10.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~14 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender os princípios do Iluminismo e o significado das revoluções liberais.
nível avançado
Explicar a passagem da sociedade de ordens à sociedade de classes e a construção do Estado liberal, interpretando fontes (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Os princípios do Iluminismo
Um filósofo do século XVIII escreve: «Não há liberdade se o poder de fazer as leis, o de as executar e o de julgar estiverem na mesma mão.» Identifica o princípio e o autor prováveis e explica a sua importância.
A distinção entre legislar, executar e julgar identifica a separação de poderes.
É o princípio formulado por Montesquieu em «O Espírito das Leis» (1748).
Ao repartir os poderes por órgãos distintos, impede a sua concentração e o despotismo — garantia essencial do Estado liberal.
Resultado: A fonte exprime a separação de poderes de Montesquieu: distribuir o legislativo, o executivo e o judicial por mãos diferentes é a garantia contra o despotismo, princípio central do liberalismo político que oporá o Estado constitucional ao absolutismo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza o Iluminismo e distingue o liberalismo político do liberalismo económico, identificando os pensadores de cada um.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 10.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
A separação de poderes no Estado liberal
A idade das revoluções liberais (1776-1848)
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) afirma que «os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos» e que «o princípio de toda a soberania reside essencialmente na nação». Explica por que estas afirmações destroem os fundamentos do Antigo Regime.
«Iguais em direitos» abole a desigualdade jurídica das ordens e os privilégios de nascimento.
«A soberania reside na nação» retira ao rei a origem divina do poder e transfere-a para o conjunto dos cidadãos.
Sem privilégios nem poder de origem divina, ruem os dois pilares do Antigo Regime — a sociedade de ordens e o absolutismo.
Resultado: As afirmações da Declaração destroem o Antigo Regime porque a igualdade de direitos elimina os privilégios da sociedade de ordens e a soberania da nação substitui o direito divino, fundando em seu lugar a sociedade de cidadãos iguais e o Estado liberal.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o significado histórico da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) para o fim do Antigo Regime.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 10.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Sociedade de ordens e sociedade de classes
Explica por que a proclamação da igualdade perante a lei conviveu, nos primeiros regimes liberais, com o voto reservado aos cidadãos mais ricos (sufrágio censitário).
A igualdade liberal era jurídica (todos iguais perante a lei), não económica nem política plena.
O direito de voto dependia de um censo (rendimento ou propriedade mínima), reservando o poder político aos possidentes.
A burguesia, classe dominante, protegia assim o poder, receando a participação das massas sem propriedade.
Resultado: A igualdade liberal era apenas jurídica: embora todos fossem iguais perante a lei, o sufrágio censitário reservava o voto aos mais ricos, revelando que a sociedade de classes mantinha profundas desigualdades económicas e políticas sob a igualdade civil proclamada.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue a sociedade de ordens da sociedade de classes e explica por que a igualdade liberal era jurídica e não económica.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 10.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os princípios do Estado liberal
Explica a diferença fundamental entre o poder no absolutismo e no Estado liberal quanto à submissão à lei.
No absolutismo, a vontade do rei é a lei suprema; o rei está acima da lei e não presta contas.
No Estado liberal, uma constituição escrita é a lei fundamental, a que todos — incluindo os governantes — estão submetidos.
Passa-se do governo de um homem acima da lei para o governo das leis (Estado de direito).
Resultado: A diferença fundamental é que, no absolutismo, o rei está acima da lei (a sua vontade é a lei suprema), enquanto no Estado liberal a constituição submete todos, incluindo os governantes, à lei — a passagem do governo dos homens ao governo das leis, ou Estado de direito.
Erros frequentes
Revisão ativa
Enuncia e explica os princípios fundamentais do Estado liberal e constitucional saído das revoluções liberais.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 10.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)