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O Antigo Regime é a ordem social e política da Europa antes das revoluções liberais. Assenta numa sociedade de ordens, hierárquica e desigual por nascimento, dominada pelos privilégios do clero e da nobreza. No plano político, afirma-se o absolutismo régio, em que o rei concentra todos os poderes, tendo em Versalhes o seu modelo — contrastando com o parlamentarismo inglês. Tema do 10.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~14 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender a sociedade de ordens e o absolutismo régio como traços do Antigo Regime.
nível avançado
Distinguir absolutismo e parlamentarismo e caracterizar a sociedade e a economia do Antigo Regime, interpretando fontes (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
A pirâmide da sociedade de ordens
Um panfleto do século XVIII pergunta: «Que é o Terceiro Estado? Tudo. Que tem sido até agora na ordem política? Nada.» Interpreta a fonte e explica a contradição que ela denuncia.
A fonte afirma que o Terceiro Estado é «tudo» (a maioria que trabalha e produz), mas politicamente «nada» (sem poder nem privilégios).
Denuncia o desfasamento entre o peso económico e demográfico do Terceiro Estado e a sua exclusão jurídica e política.
É a tensão que oporá a burguesia às ordens privilegiadas e alimentará as revoluções liberais.
Resultado: A fonte exprime a contradição central da sociedade de ordens: o Terceiro Estado sustentava a sociedade (produção, impostos), mas estava excluído do poder e dos privilégios — desigualdade que motivaria a revolta da burguesia e o fim do Antigo Regime.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza a sociedade de ordens do Antigo Regime, explicando os privilégios das ordens privilegiadas e a heterogeneidade do Terceiro Estado.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 10.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os fundamentos do absolutismo régio
Bossuet escreve que «o trono régio não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus», e que o rei só a Deus deve contas. Analisa a fonte e explica de que forma legitima o absolutismo.
A fonte apresenta o poder do rei como emanado de Deus — a teoria da origem divina do poder.
Se o poder vem de Deus, o rei não responde perante os súbditos nem perante instituições humanas, mas só perante Deus.
Esta doutrina justifica a concentração de todos os poderes no rei e a ausência de qualquer controlo humano.
Resultado: A fonte de Bossuet legitima o absolutismo pela teoria do direito divino: ao fazer derivar o poder régio diretamente de Deus, torna o rei irresponsável perante os homens e justifica que concentre em si, sem limites, todos os poderes do Estado.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica em que consistia o absolutismo régio e como Versalhes servia para reforçar o poder do rei sobre a nobreza.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 10.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Absolutismo francês e parlamentarismo inglês
O Bill of Rights (1689) declara ilegal suspender leis ou cobrar impostos sem consentimento do Parlamento. Explica de que modo este documento distingue a monarquia inglesa do absolutismo.
O rei não pode legislar, suspender leis nem cobrar impostos sem o consentimento do Parlamento.
No absolutismo, o rei concentra estes poderes e não presta contas; aqui, partilha-os com o Parlamento e está sujeito à lei.
Fica consagrada a supremacia parlamentar e a monarquia limitada — o oposto do modelo de Versalhes.
Resultado: O Bill of Rights limita o rei ao consentimento do Parlamento em matéria de leis e impostos, consagrando a monarquia parlamentar inglesa — modelo oposto ao absolutismo francês, em que o rei concentrava todos os poderes sem controlo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue o absolutismo régio francês do parlamentarismo inglês, explicando o significado da Revolução Gloriosa e do Bill of Rights.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 10.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
O Antigo Regime tardio e o pombalismo (séc. XVIII)
Justifica a afirmação: «O pombalismo é um exemplo de despotismo esclarecido.»
É o exercício do poder absoluto conjugado com reformas modernizadoras inspiradas no Iluminismo — reformas «vindas de cima».
Reforma do ensino e da economia, apoio à manufatura, criação de companhias, reconstrução de Lisboa após 1755, expulsão dos Jesuítas.
Todas foram impostas por um Estado forte e autoritário, sem qualquer limitação do poder absoluto do rei.
Resultado: O pombalismo é despotismo esclarecido porque combinou reformas modernizadoras de inspiração iluminista (economia, ensino, urbanismo) com a manutenção — e o reforço — do poder absoluto, impondo a modernização de cima sem abrir o regime à participação.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica em que consistiu o despotismo esclarecido e ilustra-o com a ação do Marquês de Pombal em Portugal.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 10.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)