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A industrialização gera uma explosão demográfica e urbana e uma nova sociedade de classes, dividida entre a burguesia e o proletariado. Da miséria operária e da «questão social» nascem as grandes doutrinas em confronto — liberalismo económico, socialismos (utópico e científico) e anarquismo — e o movimento operário (sindicatos, greves, Internacionais), que arranca conquistas sociais decisivas. Tema central do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender a sociedade de classes, a questão social e o movimento operário.
nível avançado
Distinguir as doutrinas sociais e explicar o movimento operário, interpretando fontes económicas e sociais (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
O crescimento de uma cidade industrial
Um relatório do século XIX descreve: «Nos bairros operários, famílias inteiras amontoam-se em casas sem ar nem água, junto às fábricas fumegantes; a poucos passos, os bairros dos patrões exibem o seu conforto.» Analisa a fonte e relaciona-a com a urbanização industrial.
A fonte descreve a insalubridade e a sobrelotação dos bairros operários, em contraste com o conforto burguês.
Traduz o crescimento desordenado da cidade industrial, sem infraestruturas para a multidão vinda do campo.
Ilustra a nova clivagem social — riqueza burguesa e miséria operária lado a lado — a base da questão social.
Resultado: A fonte documenta o contraste da cidade industrial, entre bairros operários insalubres e bairros burgueses confortáveis, ilustrando as consequências sociais da urbanização acelerada e a desigualdade que estava na origem da questão social.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza o mundo do trabalho na fábrica industrial e explica as consequências sociais da urbanização acelerada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
As respostas à questão social
Socialismo utópico, marxismo e anarquismo
Uma fonte afirma: «A história de todas as sociedades é a história da luta de classes; os proletários só têm a perder as suas cadeias.» Identifica a doutrina e explica os seus princípios essenciais.
A «luta de classes» e o apelo ao proletariado identificam o marxismo (socialismo científico), do «Manifesto Comunista» (1848).
A história move-se pela luta de classes; o proletariado é explorado (mais-valia) e deve derrubar a burguesia pela revolução.
Abolir a propriedade privada dos meios de produção e construir uma sociedade sem classes.
Resultado: A fonte é marxista: exprime a conceção da história como luta de classes e o apelo à revolução do proletariado; os seus princípios são a exploração pela mais-valia, a revolução e a construção de uma sociedade sem classes através da abolição da propriedade privada dos meios de produção.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue o socialismo utópico, o socialismo científico e o anarquismo quanto ao método e ao papel do Estado.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
O movimento operário (1848-1914)
Explica por que o sindicato e a greve eram armas eficazes dos operários, quando isolados nada conseguiam dos patrões.
Sozinho, o operário podia ser facilmente substituído e não tinha poder para negociar.
Unidos num sindicato, os operários negociavam em conjunto e podiam paralisar a produção.
Parando o trabalho, causavam prejuízo ao patrão, obrigando-o a ceder em salários e condições.
Resultado: O sindicato e a greve eram eficazes porque transformavam a fraqueza do operário isolado na força do coletivo: unidos, os operários podiam paralisar a produção e causar prejuízo ao patrão, obtendo pela pressão organizada as melhorias que individualmente nunca alcançariam.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como o movimento operário se organizou e que conquistas sociais obteve no final do século XIX e início do XX.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)