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O final do século XIX é o dos nacionalismos (unificações da Itália e da Alemanha) e de um novo imperialismo: a corrida das potências à conquista de África e da Ásia, com causas económicas, políticas e ideológicas, consagrada na Conferência de Berlim (1884-85). Portugal, país de industrialização tardia e atraso relativo, é apanhado nesta corrida e sofre a humilhação do Ultimatum inglês (1890), que impulsiona o republicanismo até à queda da monarquia (1910). Tema do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender as causas do imperialismo e o significado do Ultimatum de 1890 para Portugal.
nível avançado
Explicar a multicausalidade do imperialismo e o atraso relativo português, analisando criticamente fontes (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Nacionalismos e imperialismo (1861-1914)
As causas do imperialismo
Explica por que a industrialização foi uma das principais causas do imperialismo do final do século XIX.
A indústria precisava de matérias-primas (algodão, borracha, minérios) que as colónias podiam fornecer em abundância e a baixo custo.
A produção em massa exigia novos mercados para escoar os produtos, que as colónias ofereciam.
Os capitais excedentes procuravam onde investir com lucro, e as colónias eram um destino atraente.
Resultado: A industrialização foi causa central do imperialismo porque a indústria europeia procurava nas colónias matérias-primas baratas, mercados para os seus produtos e zonas de investimento para os capitais excedentes — interesses económicos que o discurso da «missão civilizadora» procurava disfarçar.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, mobilizando várias causas, por que as potências europeias se lançaram à conquista imperialista no final do século XIX.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Discurso e realidade do imperialismo
Um discurso do final do século XIX afirma que «cabe às nações civilizadas levar o progresso aos povos atrasados, ocupando e governando os seus territórios». Analisa criticamente a fonte, distinguindo a justificação das causas reais.
A fonte invoca a «missão civilizadora» e a superioridade das nações «civilizadas» — uma justificação ideológica ligada ao darwinismo social.
Por detrás estavam causas económicas (matérias-primas, mercados, capitais) e políticas (prestígio, rivalidade entre potências).
O discurso disfarça de «civilização» o que era dominação e exploração; a análise histórica deve desmontar essa retórica.
Resultado: A fonte usa a ideologia da «missão civilizadora» (darwinismo social) para justificar o imperialismo, mas as suas causas reais eram económicas e políticas: analisá-la criticamente é distinguir a justificação ideológica da dominação efetiva e da exploração dos povos colonizados.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica a partilha de África e distingue a justificação ideológica das verdadeiras causas do imperialismo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Portugal e as potências industriais
Explica por que o projeto do Mapa Cor-de-Rosa era, para Portugal, difícil de concretizar face ao contexto internacional.
Ligar Angola a Moçambique por terra, ocupando os territórios do interior africano entre ambas.
A Inglaterra queria unir o Cairo ao Cabo, atravessando exatamente essa faixa — interesses inconciliáveis.
Portugal, pobre e sem meios para a «ocupação efetiva» de Berlim, não tinha força para impor o projeto a uma potência como a Inglaterra.
Resultado: O Mapa Cor-de-Rosa era insustentável porque chocava com o projeto britânico Cairo-Cabo e porque Portugal, país fraco e sem meios para ocupar efetivamente tão vastos territórios, não podia impor-se à maior potência da época — o que conduziria à cedência de 1890.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o projeto do Mapa Cor-de-Rosa e por que ele conduziu ao choque com a Inglaterra.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Portugal, do Ultimatum à República (1876-1910)
Do Ultimatum à queda da monarquia
Um jornal republicano de 1890 escreve: «Cedeu a monarquia à imposição estrangeira, sacrificando a honra da Pátria. Só uma República saberá defender a nação.» Analisa a fonte e explica as consequências políticas do Ultimatum.
A fonte reage ao Ultimatum inglês de 1890, em que Portugal cedeu os territórios do Mapa Cor-de-Rosa.
Acusa a monarquia de fraqueza e de sacrificar a «honra da Pátria», apresentando a República como alternativa.
O Ultimatum, explorado pelos republicanos, minou o prestígio da monarquia e impulsionou o republicanismo, contribuindo para a queda do regime em 1910.
Resultado: A fonte mostra como o Ultimatum de 1890 foi usado pelo republicanismo: ao apresentar a monarquia como incapaz de defender a honra nacional, os republicanos ganharam apoio — pelo que o Ultimatum foi fator decisivo da crise da monarquia e da implantação da República em 1910.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica de que forma o Ultimatum de 1890 contribuiu para a crise da monarquia e a ascensão do republicanismo em Portugal.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)