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A Revolução Industrial, iniciada em Inglaterra em meados do século XVIII, substitui a produção artesanal pela produção mecanizada e fabril, movida por novas fontes de energia. Da máquina a vapor à eletricidade e ao aço da 2.ª Revolução Industrial, forma-se o mundo industrializado e o capitalismo industrial e financeiro, marcado pela concentração e por crises cíclicas de sobreprodução. Tema central do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Compreender as causas da Revolução Industrial, as suas fases e o funcionamento do capitalismo industrial.
nível avançado
Explicar a passagem ao capitalismo financeiro e as crises cíclicas de sobreprodução, interpretando fontes económicas (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As causas da Revolução Industrial
Explica por que a revolução agrícola foi uma condição prévia da Revolução Industrial.
As novas técnicas e as enclosures aumentaram a produção e a produtividade agrícolas.
Mais alimentos permitiram sustentar uma população crescente, que dava mercado e trabalhadores.
A concentração da propriedade expulsou camponeses do campo, disponibilizando-os para as fábricas das cidades.
Resultado: A revolução agrícola foi condição da Revolução Industrial porque aumentou a produção de alimentos (sustentando mais gente), libertou mão de obra do campo para a indústria e forneceu mercado e capitais — sem ela, a industrialização não teria trabalhadores nem consumidores.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, mobilizando várias causas, por que a Revolução Industrial começou em Inglaterra em meados do século XVIII.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
As duas Revoluções Industriais
O crescimento da produção industrial
Explica de que forma o caminho-de-ferro contribuiu para o desenvolvimento da economia industrial.
Transportava pessoas e mercadorias com rapidez e baixo custo, encurtando distâncias.
Ligou regiões produtoras e consumidoras, criando mercados nacionais mais amplos.
A sua construção consumia ferro, aço e carvão, dinamizando a siderurgia e a mineração.
Resultado: O caminho-de-ferro dinamizou a economia industrial ao reduzir distâncias e custos de transporte, integrar mercados regionais em mercados nacionais e alimentar a procura de ferro, aço e carvão — sendo, ao mesmo tempo, resultado e motor da industrialização.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue a 1.ª da 2.ª Revolução Industrial quanto às energias, aos materiais e às potências dominantes.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Do capitalismo industrial ao financeiro
Explica por que a livre concorrência acabou por gerar monopólios, aparentemente o seu oposto.
Na concorrência, as empresas competem por preços e mercados; as mais eficientes crescem, as mais fracas desaparecem.
As grandes empresas absorvem ou eliminam as pequenas e associam-se para controlar a produção e os preços.
Reduz-se o número de empresas até poucas dominarem o mercado — o monopólio ou o oligopólio, que limita a concorrência inicial.
Resultado: A livre concorrência gera monopólios porque a competição elimina as empresas mais fracas e leva as maiores a concentrarem-se e a associarem-se (cartéis, trusts) para dominar o mercado — de modo que a concorrência acaba por reduzir-se à hegemonia de poucos grandes grupos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica a evolução do capitalismo industrial para o capitalismo financeiro, referindo a concentração e o papel dos bancos.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
O mecanismo da crise de sobreprodução
Uma crise do século XVII resultava da falta de pão após uma má colheita; uma crise do século XIX resultava de os produtos industriais não encontrarem comprador. Explica a diferença de natureza entre as duas.
No Antigo Regime, faltavam bens (fome por má colheita): a crise era de escassez de produção.
No capitalismo industrial, produzia-se em excesso e a oferta ultrapassava a procura solvável: os bens sobravam e não se vendiam.
Uma é falta de bens; a outra, excesso de bens face ao poder de compra — natureza oposta.
Resultado: As duas crises são de natureza oposta: a do Antigo Regime é de subprodução (falta de bens, por más colheitas), enquanto a do capitalismo industrial é de sobreprodução (excesso de bens face à procura solvável) — o que revela a lógica nova, e instável, da economia industrial.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o mecanismo de uma crise de sobreprodução e distingue-a das crises de subprodução do Antigo Regime.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)