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O pós-guerra organiza-se em torno de três processos: a reconstrução económica do Ocidente (Plano Marshall, Bretton Woods) e o arranque da construção europeia (CECA 1951, CEE 1957); a Guerra Fria, rivalidade bipolar entre os blocos liderados pelos EUA e pela URSS; e a descolonização da Ásia e de África, com o surgimento do Terceiro Mundo. Portugal, à margem, mantém o império e trava a Guerra Colonial (1961-74). Tema do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender a reconstrução, a Guerra Fria e a descolonização do pós-guerra.
nível avançado
Explicar a lógica bipolar e o problema do subdesenvolvimento, interpretando fontes (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Reconstrução e construção europeia (1944-1957)
Explica os objetivos económicos e políticos do Plano Marshall (1947).
Financiar a reconstrução da Europa ocidental, relançar as economias e o comércio.
Ao tornar os países prósperos e ligados aos EUA, travar o avanço do comunismo na Europa.
O plano inseria-se na estratégia americana de conter a influência soviética (contenção).
Resultado: O Plano Marshall tinha um objetivo económico — reconstruir a Europa ocidental e relançar o comércio — e um objetivo político — conter o comunismo, ligando os países recuperados ao bloco americano; foi, assim, um instrumento central da estratégia dos EUA no início da Guerra Fria.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica os objetivos do Plano Marshall e da construção europeia no contexto do pós-guerra.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os dois blocos da Guerra Fria
Bloco ocidental e bloco de leste
Explica por que a acumulação de armas nucleares por ambas as superpotências, paradoxalmente, ajudou a evitar uma guerra direta entre elas.
EUA e URSS acumularam arsenais nucleares capazes de destruir o adversário — e o mundo.
Qualquer ataque direto provocaria uma retaliação devastadora: não haveria vencedor.
O receio mútuo da destruição total dissuadia o confronto direto, empurrando-o para vias indiretas.
Resultado: A acumulação nuclear gerou o «equilíbrio do terror»: como um ataque direto provocaria a destruição mútua, ambas as superpotências foram dissuadidas de se enfrentarem diretamente — o que explica que a Guerra Fria se travasse por vias indiretas (crises, guerras por procuração) e não numa guerra aberta EUA-URSS.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza o mundo bipolar da Guerra Fria e explica por que o confronto entre as superpotências foi indireto.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
A descolonização (1947-1975)
Explica por que a independência política não resolveu, na maioria dos casos, o subdesenvolvimento dos novos Estados do Terceiro Mundo.
Herdaram economias frágeis, dependentes da exportação de matérias-primas e sem indústria própria.
Continuaram dependentes das antigas metrópoles e das grandes potências (neocolonialismo).
Fronteiras artificiais, instabilidade política e falta de capitais dificultaram o desenvolvimento.
Resultado: A independência política não resolveu o subdesenvolvimento porque os novos Estados herdaram economias frágeis e dependentes (exportadoras de matérias-primas), continuaram subordinados às antigas potências (neocolonialismo) e enfrentaram fronteiras artificiais e instabilidade — o que perpetuou a pobreza e as assimetrias Norte-Sul.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica as causas da descolonização e o problema do subdesenvolvimento do Terceiro Mundo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
A Guerra Colonial e o impasse do regime
Explica por que a Guerra Colonial, iniciada para defender o regime e o império, acabou por contribuir decisivamente para a queda do Estado Novo.
O Estado Novo travou a guerra para manter o império, questão de honra e de identidade do regime.
A guerra prolongada esgotou recursos, isolou o país e cansou profundamente a sociedade e, sobretudo, os militares.
O descontentamento dos militares, sem vitória nem solução à vista, gerou o golpe de 25 de Abril de 1974.
Resultado: A Guerra Colonial, travada para salvar o império e o regime, acabou por o condenar: ao esgotar recursos, isolar o país e cansar os militares que a combatiam sem fim à vista, criou o descontentamento nas Forças Armadas que desencadeou o 25 de Abril de 1974 — a questão colonial foi a causa maior da queda do Estado Novo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica as consequências da Guerra Colonial e a sua relação com a queda do Estado Novo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)