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A Segunda Guerra Mundial (1939-45) arrasa o mundo, revela o horror do Holocausto e abre uma nova ordem: bipolaridade EUA-URSS, ONU, descolonização e integração europeia. No Ocidente, seguem-se três décadas de forte crescimento e de sociedade de consumo (os «trinta gloriosos»), até ao choque petrolífero de 1973. Portugal, sob o Estado Novo imobilista, industrializa-se tardiamente e vive uma emigração maciça. Tema de enquadramento do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 4
nível básico
Compreender a II Guerra Mundial e as grandes tendências do pós-guerra.
nível avançado
Enquadrar as tendências económicas e sociais do pós-guerra e a posição de Portugal, interpretando fontes (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Portugal e o mundo (1939-1980)
As consequências da II Guerra Mundial
Explica em que sentido a neutralidade de Portugal na II Guerra Mundial pode ser considerada «colaborante».
Salazar manteve Portugal formalmente fora do conflito, poupando o país à guerra.
Portugal vendeu volfrâmio (minério estratégico) a ambos os beligerantes, lucrando com a guerra.
Em 1943, concedeu bases nos Açores aos Aliados, inclinando-se a seu favor na fase final.
Resultado: A neutralidade portuguesa foi «colaborante» porque, mantendo-se formalmente fora da guerra, Portugal colaborou economicamente (venda de volfrâmio aos dois lados) e, em 1943, cedeu bases nos Açores aos Aliados — uma neutralidade pragmática que serviu os interesses do país e do regime.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica as consequências da II Guerra Mundial para a nova ordem internacional e a posição de Portugal no conflito.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
As linhas de força do pós-guerra
Explica por que se pode dizer que Portugal esteve «contracorrente» face à Europa ocidental no período do pós-guerra.
Enquanto a Europa ocidental era democrática, Portugal manteve o regime autoritário do Estado Novo até 1974.
Enquanto os outros descolonizavam, Portugal conservou o império e travou a Guerra Colonial (1961-74).
Participou tardia e incompletamente no crescimento europeu, mantendo-se mais pobre e atrasado.
Resultado: Portugal esteve «contracorrente» porque, num período em que a Europa ocidental era democrática, descolonizada e próspera, permaneceu autoritário (Estado Novo), colonial (Guerra Colonial 1961-74) e economicamente mais atrasado — desfasamento que só o 25 de Abril e a integração europeia viriam a resolver.
Erros frequentes
Revisão ativa
Enquadra a posição particular de Portugal no contexto internacional do pós-guerra (1945-1974).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
O crescimento dos «trinta gloriosos»
Explica a relação entre o crescimento económico dos «trinta gloriosos» e a formação da sociedade de consumo.
O forte crescimento fez subir os rendimentos e criou quase pleno emprego.
A produção em massa baratou bens antes caros (automóvel, eletrodomésticos, televisão).
Com mais rendimento e bens acessíveis, as massas passaram a consumi-los — nasceu a sociedade de consumo.
Resultado: O crescimento dos «trinta gloriosos» gerou a sociedade de consumo porque o aumento dos rendimentos e a produção em massa tornaram acessíveis às massas bens antes reservados a poucos (automóvel, eletrodomésticos, televisão), fazendo do consumo um traço central do modo de vida ocidental.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza os «trinta gloriosos» e a sociedade de consumo e explica o significado do choque petrolífero de 1973.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Portugal e a Europa no pós-guerra
Explica a tensão que se gerou, no Portugal dos anos 60, entre uma economia em modernização e um regime político imobilista.
Os Planos de Fomento e a abertura à EFTA industrializavam o país e faziam crescer as cidades e a sociedade.
O Estado Novo mantinha-se autoritário, corporativo e fechado, resistindo à mudança política.
Uma sociedade em transformação chocava com um Estado imóvel, gerando descontentamento — agravado pela emigração e pela guerra.
Resultado: A tensão resultava de uma economia e uma sociedade em modernização (industrialização, êxodo rural, abertura à EFTA) presas a um regime político imobilista (o Estado Novo autoritário): esse desajuste, agravado pela emigração e pela Guerra Colonial, minava o regime e preparava a rutura de 1974.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza a evolução económica de Portugal no pós-guerra e explica a tensão entre a modernização económica e o imobilismo político.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)