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Resumos/História B/Portugal e o mundo da II Guerra Mundial ao início dos anos 80: opções internas e contexto internacional
Resumos · História BPT · Secundário

Portugal e o mundo da II Guerra Mundial ao início dos anos 80: opções internas e contexto internacional

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) arrasa o mundo, revela o horror do Holocausto e abre uma nova ordem: bipolaridade EUA-URSS, ONU, descolonização e integração europeia. No Ocidente, seguem-se três décadas de forte crescimento e de sociedade de consumo (os «trinta gloriosos»), até ao choque petrolífero de 1973. Portugal, sob o Estado Novo imobilista, industrializa-se tardiamente e vive uma emigração maciça. Tema de enquadramento do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).

4 secções·~13 min de leitura·3 competências·Nível Padrão 4

T·121212 / 15
Perfil de exame
Explicar a II Guerra Mundial e as suas consequênciasEnquadrar a evolução de Portugal e do mundo de 1945 aos anos 80Caracterizar as tendências económicas e sociais do pós-guerra
Operadores:explicaenquadracaracterizarelacionainterpretaanalisajustifica

nível básico

Compreender a II Guerra Mundial e as grandes tendências do pós-guerra.

nível avançado

Enquadrar as tendências económicas e sociais do pós-guerra e a posição de Portugal, interpretando fontes (competência da Prova 723).

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Portugal e o mundo da II Guerra Mundial ao início dos anos 80: opções internas e contexto internacional
    • 01A II Guerra Mundial e Portugal◐
    • 02A nova ordem do pós-guerra: um panorama◐
    • 03Crescimento económico e sociedade de consumo◐
    • 04Portugal no pós-guerra: economia e imobilismo◐
§ 01

A II Guerra Mundial e Portugal#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-portugal-mundo-1945-1980

Pontos-chave

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o conflito mais destruidor da história (ver Fig. 1). As suas causas ligavam-se à falência da ordem de Versalhes: o ressentimento e o expansionismo dos regimes fascista e nazi (e do Japão militarista), a incapacidade da Sociedade das Nações e a política de cedências (o «apaziguamento») das democracias perante Hitler. A agressão alemã à Polónia, em 1939, desencadeou a guerra, que rapidamente se tornou mundial.

Portugal e o mundo (1939-1980)

1939-1980Linha do tempo de 1939 a 1982, 1945: Fim da II Guerra; ONU, 1961: Início da Guerra Colonial, 1973: Choque petrolífero, 1974: 25 de Abril, 1939–1945: II Guerra Mundial, 1945–1973: «Trinta gloriosos» (crescimento)19391982anoII Guerra Mundial«Trinta gloriosos»(crescimento)1945Fim da IIGuerra; ONU1961Início da GuerraColonial1973Choquepetrolífero197425 de Abril
Fig. 1Fig. 1 — Os grandes marcos do período, no mundo e em Portugal.
Foi uma guerra total e global, travada em vários continentes e mares, e marcada por um horror sem precedentes. A técnica pôs ao serviço da destruição a aviação, os bombardeamentos de cidades e, no seu termo, a bomba atómica (Hiroxima e Nagasáqui, 1945). Sobretudo, o regime nazi levou a cabo o Holocausto — o extermínio sistemático e industrial de cerca de seis milhões de judeus, além de outros grupos perseguidos —, o maior crime da história contemporânea, que a memória e a História têm o dever de não esquecer.
As consequências da guerra foram imensas e reconfiguraram o mundo (ver Fig. 2). Morreram cerca de cinquenta a sessenta milhões de pessoas; a Europa saiu arrasada e perdeu definitivamente a hegemonia mundial. Emergiram duas superpotências — os Estados Unidos e a União Soviética —, cuja rivalidade daria origem à Guerra Fria. Criou-se a Organização das Nações Unidas (ONU, 1945) para garantir a paz, e iniciou-se o processo de descolonização da Ásia e de África.

As consequências da II Guerra Mundial

Consequências da II GuerraGrafo, II Guerra Mundial (1939-45) → Fim da hegemonia europeia, II Guerra Mundial (1939-45) → Duas superpotências: EUA e URSS, II Guerra Mundial (1939-45) → ONU (1945), Duas superpotências: EUA e URSS → Guerra Fria (bipolaridade), Fim da hegemonia europeia → DescolonizaçãoII GuerraMundial (1939-45)Fim da hegemoniaeuropeiaDuassuperpotências:EUA e URSSONU (1945)Guerra Fria(bipolaridade)Descolonização
Fig. 2Fig. 2 — A guerra reconfigura o mundo: superpotências, ONU, Guerra Fria e descolonização.
Portugal, sob o Estado Novo, manteve-se neutro durante a guerra — uma neutralidade, porém, «colaborante» e pragmática. Salazar conseguiu manter o país fora do conflito, o que poupou Portugal à destruição; mas o país beneficiou economicamente da guerra (vendendo volfrâmio, minério estratégico, a ambos os lados) e, em 1943, cedeu bases nos Açores aos Aliados. A posição geoestratégica e a habilidade diplomática permitiram ao regime atravessar a guerra e reforçar-se, ao contrário de outros regimes autoritários, derrotados militarmente.
Exemplo resolvido

Analisar a neutralidade portuguesa

Explica em que sentido a neutralidade de Portugal na II Guerra Mundial pode ser considerada «colaborante».

  1. 01A neutralidade

    Salazar manteve Portugal formalmente fora do conflito, poupando o país à guerra.

  2. 02A colaboração económica

    Portugal vendeu volfrâmio (minério estratégico) a ambos os beligerantes, lucrando com a guerra.

  3. 03A cedência aos Aliados

    Em 1943, concedeu bases nos Açores aos Aliados, inclinando-se a seu favor na fase final.

Resultado: A neutralidade portuguesa foi «colaborante» porque, mantendo-se formalmente fora da guerra, Portugal colaborou economicamente (venda de volfrâmio aos dois lados) e, em 1943, cedeu bases nos Açores aos Aliados — uma neutralidade pragmática que serviu os interesses do país e do regime.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar as causas da II Guerra Mundial (falência de Versalhes, expansionismo, apaziguamento).
  • Caracterizar a II Guerra como guerra total e referir o Holocausto e as suas consequências.
  • Explicar a neutralidade «colaborante» de Portugal na guerra.

Erros frequentes

  • Confundir as causas da I e da II Guerra Mundial.
  • Omitir ou minimizar o Holocausto e a sua gravidade histórica.
  • Apresentar a neutralidade portuguesa como total, esquecendo a colaboração económica e a cedência das bases dos Açores.

Revisão ativa

Explica as consequências da II Guerra Mundial para a nova ordem internacional e a posição de Portugal no conflito.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A nova ordem do pós-guerra: um panorama#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-portugal-mundo-1945-1980

Pontos-chave

O mundo saído da guerra organizou-se segundo quatro grandes linhas de força, que estruturam todo o período de 1945 aos anos 80 (ver Fig. 3) e que as unidades seguintes desenvolvem em detalhe. A primeira foi a bipolaridade: o mundo dividiu-se em dois blocos rivais, liderados pelas duas superpotências — o bloco ocidental e capitalista (EUA) e o bloco de leste e comunista (URSS) —, numa longa rivalidade sem confronto direto, a Guerra Fria.

As linhas de força do pós-guerra

Linhas de força do pós-guerraGrafo, Mundo do pós-guerra (1945-80) → Bipolaridade e Guerra Fria, Mundo do pós-guerra (1945-80) → Descolonização (Terceiro Mundo), Mundo do pós-guerra (1945-80) → Reconstrução e crescimento, Mundo do pós-guerra (1945-80) → Integração europeiaMundo do pós-guerra (1945-80)Bipolaridade eGuerra FriaDescolonização(Terceiro Mundo)Reconstrução ecrescimentoIntegraçãoeuropeia
Fig. 3Fig. 3 — As quatro grandes linhas de força do mundo de 1945 aos anos 80.
A segunda linha de força foi a descolonização: os impérios coloniais europeus, minados pela guerra e pela afirmação dos movimentos de libertação, desmoronaram-se; dezenas de novos Estados independentes surgiram na Ásia e em África, dando origem ao chamado Terceiro Mundo, confrontado com o problema do subdesenvolvimento.
A terceira foi a reconstrução e o crescimento económico. Com a ajuda americana (Plano Marshall) e uma nova ordem económica (Bretton Woods), a Europa ocidental reconstruiu-se e entrou num ciclo de forte crescimento; deu-se, também, o arranque da construção europeia (a futura União Europeia). A quarta, ligada à terceira, foi a profunda transformação social e económica do Ocidente — a sociedade de consumo e o Estado-providência.
Portugal atravessou este período numa posição particular e, em muitos aspetos, contracorrente. Manteve-se, até 1974, sob o regime autoritário do Estado Novo, quando a maioria da Europa ocidental era democrática. Conservou o seu império colonial e travou uma longa Guerra Colonial (1961-74), enquanto os outros descolonizavam. E só tardiamente, e de forma incompleta, participou no crescimento e na modernização europeus. Este desfasamento — um país autoritário, colonial e mais pobre, no meio de uma Europa democrática, descolonizada e próspera — é a chave para compreender a evolução portuguesa até ao 25 de Abril e à integração europeia.
Exemplo resolvido

Explicar o desfasamento de Portugal

Explica por que se pode dizer que Portugal esteve «contracorrente» face à Europa ocidental no período do pós-guerra.

  1. 01Regime político

    Enquanto a Europa ocidental era democrática, Portugal manteve o regime autoritário do Estado Novo até 1974.

  2. 02Questão colonial

    Enquanto os outros descolonizavam, Portugal conservou o império e travou a Guerra Colonial (1961-74).

  3. 03Economia

    Participou tardia e incompletamente no crescimento europeu, mantendo-se mais pobre e atrasado.

Resultado: Portugal esteve «contracorrente» porque, num período em que a Europa ocidental era democrática, descolonizada e próspera, permaneceu autoritário (Estado Novo), colonial (Guerra Colonial 1961-74) e economicamente mais atrasado — desfasamento que só o 25 de Abril e a integração europeia viriam a resolver.

Foco no Exame Nacional

  • Identificar as grandes linhas da nova ordem do pós-guerra (bipolaridade, descolonização, reconstrução, sociedade de consumo).
  • Enquadrar a posição particular de Portugal (autoritário, colonial, mais pobre) face à Europa ocidental.
  • Relacionar as linhas de força internacionais com a evolução portuguesa.

Erros frequentes

  • Tratar as várias linhas de força de forma isolada, sem as articular num panorama.
  • Esquecer o desfasamento de Portugal (autoritário e colonial) face à Europa democrática e descolonizada.
  • Confundir os blocos da Guerra Fria (ocidental/capitalista vs leste/comunista).

Revisão ativa

Enquadra a posição particular de Portugal no contexto internacional do pós-guerra (1945-1974).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Crescimento económico e sociedade de consumo#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-portugal-mundo-1945-1980

Pontos-chave

As décadas que se seguiram à guerra, sobretudo de 1945 a 1973, foram, no mundo ocidental, um período de crescimento económico excecional, a que os franceses chamaram «os trinta gloriosos» (ver Fig. 4). O produto, a produção industrial e o nível de vida cresceram a ritmos nunca vistos; havia quase pleno emprego. Este crescimento assentou na reconstrução, na intervenção do Estado (aprendida com a crise de 1929), no progresso técnico, no comércio internacional em expansão e no baixo preço da energia (o petróleo barato).

O crescimento dos «trinta gloriosos»

«Trinta gloriosos» (ilustrativo)Gráfico de colunas: Índice (aprox.) por Ano, Dados: Índice do produto (Europa ocidental, base 100 em 1950, aprox.) · 1950: 100; Índice do produto (Europa ocidental, base 100 em 1950, aprox.) · 1960: 180; Índice do produto (Europa ocidental, base 100 em 1950, aprox.) · 1973: 320050100150200250300195019601973100180320Índice (aprox.)Ano
Fig. 4Fig. 4 — O forte crescimento da economia ocidental até 1973 (índice ilustrativo, base 100 em 1950, para mostrar a tendência).
Do crescimento nasceu a sociedade de consumo. O aumento dos rendimentos e a produção em massa democratizaram o acesso a bens antes reservados a poucos: o automóvel, os eletrodomésticos, a televisão, as férias. A publicidade, o crédito e os novos espaços comerciais estimulavam um consumo crescente, que se tornou traço central do modo de vida ocidental. Formou-se uma vasta classe média e consolidou-se uma cultura de massas assente no consumo e no lazer.
Este modelo apoiava-se no Estado-providência (ou Estado social): o Estado, com as receitas do crescimento, garantia proteção social alargada — saúde, educação, pensões, subsídios de desemprego —, procurando assegurar bem-estar e reduzir as desigualdades. Nascia, assim, uma nova forma de capitalismo, regulado e social, muito diferente do capitalismo liberal do século XIX e capaz de conciliar crescimento com proteção.
Este ciclo dourado terminou abruptamente com o choque petrolífero de 1973. Uma súbita e forte subida do preço do petróleo (decidida pelos países produtores) desorganizou as economias ocidentais, que dependiam da energia barata. Seguiu-se uma crise prolongada, com inflação e desemprego ao mesmo tempo (a «estagflação»), que pôs fim aos «trinta gloriosos» e abriu um período de dificuldades económicas — no qual, aliás, se inseriria a transição democrática portuguesa após 1974.
Exemplo resolvido

Relacionar crescimento e sociedade de consumo

Explica a relação entre o crescimento económico dos «trinta gloriosos» e a formação da sociedade de consumo.

  1. 01O crescimento

    O forte crescimento fez subir os rendimentos e criou quase pleno emprego.

  2. 02A produção em massa

    A produção em massa baratou bens antes caros (automóvel, eletrodomésticos, televisão).

  3. 03O consumo de massas

    Com mais rendimento e bens acessíveis, as massas passaram a consumi-los — nasceu a sociedade de consumo.

Resultado: O crescimento dos «trinta gloriosos» gerou a sociedade de consumo porque o aumento dos rendimentos e a produção em massa tornaram acessíveis às massas bens antes reservados a poucos (automóvel, eletrodomésticos, televisão), fazendo do consumo um traço central do modo de vida ocidental.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar os «trinta gloriosos» (crescimento, pleno emprego) e as suas causas.
  • Caracterizar a sociedade de consumo e o Estado-providência.
  • Explicar o choque petrolífero de 1973 e o fim do ciclo de crescimento (estagflação).

Erros frequentes

  • Apresentar o crescimento do pós-guerra como permanente, esquecendo o seu fim em 1973.
  • Confundir sociedade de consumo (bens ao alcance das massas) com simples aumento da produção.
  • Ignorar o papel do Estado-providência no modelo económico e social do pós-guerra.

Revisão ativa

Caracteriza os «trinta gloriosos» e a sociedade de consumo e explica o significado do choque petrolífero de 1973.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Portugal no pós-guerra: economia e imobilismo#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-portugal-mundo-1945-1980

Pontos-chave

Enquanto a Europa ocidental crescia e se modernizava, Portugal, sob o Estado Novo, evoluía a um ritmo próprio e mais lento (ver Fig. 5). O regime, essencialmente imobilista, manteve o seu carácter autoritário, corporativo e ruralista, resistindo à modernização política e desconfiando das transformações sociais que a industrialização traria. A prioridade continuava a ser a estabilidade financeira e a ordem, não o desenvolvimento acelerado.

Portugal e a Europa no pós-guerra

Portugal vs EuropaTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Aspeto · Europa ocidental · Portugal (Estado Novo); Regime político · Democracia · Autoritário (Estado Novo); Economia · «Trinta gloriosos», consumo · Industrialização tardia, atraso relativo; Sociedade · Estado-providência, classe média · Rural, pobre, emigração maciça; Colónias · Descolonização · Guerra Colonial (a partir de 1961), célula destacada: Guerra Colonial (a partir de 1961)ASPETOEUROPA OCIDENTALPORTUGAL (ESTADO NOVO)REGIME POLÍTICODemocraciaAutoritário (Estado Novo)ECONOMIA«Trinta gloriosos», consumoIndustrialização tardia,atraso relativoSOCIEDADEEstado-providência, classemédiaRural, pobre, emigraçãomaciçaCOLÓNIASDescolonizaçãoGuerra Colonial (a partir de1961)
Fig. 5Fig. 5 — O desfasamento de Portugal face à Europa ocidental (1945-1974).
Ainda assim, a partir dos anos 50, o país conheceu alguma industrialização, impulsionada pelos Planos de Fomento (a partir de 1953): investimentos do Estado em indústria, energia (barragens) e infraestruturas. A indústria e os serviços cresceram, as cidades expandiram-se e uma parte da população deixou o campo (êxodo rural). Portugal deu passos no sentido de uma economia mais industrial, embora partindo de muito atrás e mantendo fortes desequilíbrios.
Este desenvolvimento foi, porém, limitado e desigual, e o atraso relativo face à Europa manteve-se. O país continuava mais pobre, mais rural e mais analfabeto do que a média europeia; a agricultura permanecia atrasada; e a abertura ao exterior era cautelosa (Portugal aderiu à EFTA, zona de comércio livre, em 1960, o que ajudou a indústria exportadora). A modernização económica avançava, mas o regime político mantinha-se fechado, gerando uma tensão crescente entre uma sociedade em mudança e um Estado imóvel.
Dois grandes fenómenos marcaram a sociedade portuguesa deste período: a emigração maciça e a Guerra Colonial. Milhões de portugueses emigraram, sobretudo nos anos 60, agora não já para o Brasil, mas para a Europa industrializada (França, Alemanha), fugindo à pobreza, ao atraso e à guerra. E, a partir de 1961, o regime empenhou-se numa longa e desgastante Guerra Colonial em África, para manter o império — tema que, com o 25 de Abril, se desenvolve na unidade seguinte. Emigração e guerra revelavam os impasses de um regime imobilista num mundo em transformação.
Exemplo resolvido

Explicar a tensão entre economia e política

Explica a tensão que se gerou, no Portugal dos anos 60, entre uma economia em modernização e um regime político imobilista.

  1. 01A economia em mudança

    Os Planos de Fomento e a abertura à EFTA industrializavam o país e faziam crescer as cidades e a sociedade.

  2. 02O regime imóvel

    O Estado Novo mantinha-se autoritário, corporativo e fechado, resistindo à mudança política.

  3. 03A tensão

    Uma sociedade em transformação chocava com um Estado imóvel, gerando descontentamento — agravado pela emigração e pela guerra.

Resultado: A tensão resultava de uma economia e uma sociedade em modernização (industrialização, êxodo rural, abertura à EFTA) presas a um regime político imobilista (o Estado Novo autoritário): esse desajuste, agravado pela emigração e pela Guerra Colonial, minava o regime e preparava a rutura de 1974.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar o imobilismo do Estado Novo e a industrialização tardia (Planos de Fomento, a partir de 1953).
  • Explicar o atraso relativo de Portugal e a adesão à EFTA (1960).
  • Relacionar a emigração e a Guerra Colonial com os impasses do regime.

Erros frequentes

  • Julgar que Portugal acompanhou o crescimento europeu (manteve atraso relativo e imobilismo político).
  • Ignorar a industrialização dos Planos de Fomento ou situá-la mal no tempo.
  • Não relacionar a emigração e a Guerra Colonial com as tensões do regime.

Revisão ativa

Caracteriza a evolução económica de Portugal no pós-guerra e explica a tensão entre a modernização económica e o imobilismo político.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01A II Guerra Mundial e Portugal◐
    • 02A nova ordem do pós-guerra: um panorama◐
    • 03Crescimento económico e sociedade de consumo◐
    • 04Portugal no pós-guerra: economia e imobilismo◐

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano

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