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Resumos/História B/Do Estado Novo e marcelismo ao 25 de Abril e à integração europeia
Resumos · História BPT · Secundário

Do Estado Novo e marcelismo ao 25 de Abril e à integração europeia

O Estado Novo tardio, imobilista e preso à Guerra Colonial, gera emigração maciça e descontentamento. O marcelismo (1968-74) promete reformas que não cumpre. A 25 de Abril de 1974, o golpe do MFA derruba o regime e abre a Revolução: seguem-se a descolonização, o conturbado processo revolucionário e a democratização (Constituição de 1976). A consolidação da democracia culmina na adesão à CEE (1986). Tema decisivo do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).

4 secções·~13 min de leitura·3 competências·Nível Padrão 3 · Aprofundamento 1

T·141414 / 15
Perfil de exame
Caracterizar o Estado Novo tardio e o marcelismoExplicar o 25 de Abril, a descolonização e a democratizaçãoExplicar a integração europeia de Portugal e os seus efeitos
Operadores:caracterizaexplicarelacionainterpretaanalisadistinguejustifica

nível básico

Situar o 25 de Abril, a descolonização, a democratização e a adesão à CEE.

nível avançado

Explicar as causas do 25 de Abril e os efeitos da integração europeia, interpretando fontes (competência da Prova 723).

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Do Estado Novo e marcelismo ao 25 de Abril e à integração europeia
    • 01O Estado Novo tardio e o marcelismo◐
    • 02O 25 de Abril de 1974 e a Revolução◐
    • 03Descolonização e democratização (1974-1976)●
    • 04A democracia e a integração europeia (1986)◐
§ 01

O Estado Novo tardio e o marcelismo#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-estado-novo-25-abril

Pontos-chave

Nos anos 60, o Estado Novo, ainda dirigido por Salazar, era um regime cada vez mais desfasado do seu tempo (ver Fig. 1): autoritário numa Europa democrática, colonial num mundo descolonizado, e economicamente atrasado apesar de alguma industrialização. Estava preso a uma Guerra Colonial sem fim à vista, que consumia recursos e vidas, e enfrentava uma oposição interna reprimida mas persistente e um crescente isolamento internacional. A sociedade mudava; o regime não.

Portugal: da Guerra Colonial à integração europeia (1961-1986)

Portugal 1961-1986Linha do tempo de 1961 a 1987, 1961: Início da Guerra Colonial, 1968: Marcelismo (Caetano), 1974: 25 de Abril, 1976: Constituição democrática, 1986: Adesão à CEE19611987ano1961Início da GuerraColonial1968Marcelismo(Caetano)197425 de Abril1976Constituiçãodemocrática1986Adesão à CEE
Fig. 1Fig. 1 — Os grandes marcos de Portugal, do fim do Estado Novo à democracia europeia.
Um dos traços mais marcantes desta época foi a emigração maciça (ver Fig. 2). Ao longo dos anos 60 e início dos 70, mais de um milhão de portugueses deixaram o país, agora sobretudo para a Europa industrializada (França, Alemanha, Luxemburgo), fugindo à pobreza, ao atraso e à Guerra Colonial. Muitos partiam clandestinamente («a salto»). A emigração aliviava o desemprego e trazia remessas importantes para a economia, mas era, ela própria, um sintoma eloquente do fracasso do regime em dar futuro ao seu povo.

A emigração portuguesa dos anos 60

Emigração portuguesa (ilustrativo)Gráfico de colunas: Milhares (aprox.) por Ano, Dados: Emigrantes por ano (milhares, aprox.) · 1960: 40; Emigrantes por ano (milhares, aprox.) · 1966: 120; Emigrantes por ano (milhares, aprox.) · 1970: 15002040608010012014019601966197040120150Milhares (aprox.)Ano
Fig. 2Fig. 2 — A emigração maciça dos anos 60 (saídas anuais aproximadas, em milhares, para ilustrar a tendência).
Em 1968, Salazar foi afastado do poder por incapacidade (na sequência de um acidente) e substituído por Marcelo Caetano, que dirigiria o regime até 1974 — o período do marcelismo. Caetano procurou uma «evolução na continuidade»: modernizar a economia e introduzir alguma abertura (a «Primavera marcelista»), gerando esperanças de reforma. Houve algum crescimento económico e uma tímida liberalização inicial.
Mas o marcelismo não cumpriu as esperanças que suscitara. Caetano não pôs fim à Guerra Colonial (pelo contrário, manteve-a), não democratizou o regime e, perante a pressão dos setores mais conservadores, acabou por recuar na abertura e por endurecer a repressão. A oposição, frustrada, radicalizou-se; e o mal-estar crescia, sobretudo entre os militares, obrigados a uma guerra interminável. O regime, incapaz de se reformar, caminhava para a rutura — que chegaria a 25 de abril de 1974.
Exemplo resolvido

Interpretar a emigração como sintoma

Explica por que a emigração maciça dos anos 60 pode ser vista como um sintoma do fracasso do Estado Novo.

  1. 01As causas da emigração

    Os portugueses emigravam por causa da pobreza, do atraso económico e da Guerra Colonial.

  2. 02O que revela

    Revela que o regime não conseguia dar trabalho, futuro nem paz ao seu próprio povo.

  3. 03A conclusão

    Milhões preferiam partir a permanecer — um julgamento eloquente sobre o fracasso do regime.

Resultado: A emigração maciça dos anos 60 é um sintoma do fracasso do Estado Novo porque revela que o regime não conseguia oferecer trabalho, desenvolvimento nem paz: perante a pobreza, o atraso e a Guerra Colonial, mais de um milhão de portugueses preferiram emigrar a permanecer no país.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar o Estado Novo tardio (imobilismo, Guerra Colonial, isolamento).
  • Explicar a emigração maciça dos anos 60 e o seu significado.
  • Caracterizar o marcelismo (Primavera marcelista) e explicar o seu fracasso.

Erros frequentes

  • Confundir Salazar e Marcelo Caetano ou situar mal a transição (1968).
  • Apresentar o marcelismo como uma verdadeira democratização (foi «evolução na continuidade» que fracassou).
  • Ignorar a emigração dos anos 60 ou o seu significado como sintoma do fracasso do regime.

Revisão ativa

Caracteriza o marcelismo e explica por que as suas promessas de reforma acabaram por fracassar.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

O 25 de Abril de 1974 e a Revolução#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-estado-novo-25-abril

Pontos-chave

A 25 de abril de 1974, um golpe militar derrubou o Estado Novo, pondo fim a quase meio século de ditadura. Foi obra do Movimento das Forças Armadas (MFA), uma organização de oficiais — sobretudo capitães — esgotados pela Guerra Colonial e desejosos de lhe pôr termo. A operação militar, cuidadosamente preparada, foi rápida e quase sem derramamento de sangue; o regime de Marcelo Caetano caiu praticamente sem resistência. O povo saiu à rua em apoio, e os cravos vermelhos com que se enfeitaram as espingardas deram à revolução o nome de «Revolução dos Cravos».
As causas do 25 de Abril foram várias e articuladas (ver Fig. 3), mas a principal foi, sem dúvida, a Guerra Colonial. A guerra, sem fim nem vitória à vista, tinha esgotado os militares (que a viam como um beco sem saída) e o país (recursos, vidas, isolamento). A esta juntavam-se o carácter ditatorial e a falta de liberdades do regime, o atraso económico e social, o isolamento internacional e a aspiração, largamente sentida, à democracia e à paz.

As causas do 25 de Abril

Causas do 25 de AbrilGrafo, Guerra Colonial (desgaste dos militares) → 25 de Abril de 1974 (MFA), Ditadura e falta de liberdades → 25 de Abril de 1974 (MFA), Atraso económico e social → 25 de Abril de 1974 (MFA), Isolamento internacional → 25 de Abril de 1974 (MFA)Guerra Colonial(desgaste dosmilitares)Ditadura e faltade liberdadesAtraso económicoe socialIsolamentointernacional25 de Abril de1974 (MFA)
Fig. 3Fig. 3 — A Guerra Colonial no centro de uma convergência de causas.
O Programa do MFA resumia os objetivos da revolução nos famosos «três D»: Democratizar (instaurar a democracia e as liberdades), Descolonizar (pôr fim à guerra e conceder a independência às colónias) e Desenvolver (modernizar a economia e melhorar as condições de vida). Estes três objetivos definiriam a agenda dos anos seguintes e estruturam a compreensão de todo o processo.
O 25 de Abril abriu, de imediato, um período de enorme efervescência e de profundas transformações. Restauraram-se as liberdades (de expressão, de imprensa, de reunião, de associação, sindical); libertaram-se os presos políticos; extinguiram-se a PIDE, a censura e o partido único; regressaram os exilados. Depois de décadas de silêncio, o país mergulhou numa intensa participação política. Começava a construção da democracia — mas de forma conturbada, no chamado Processo Revolucionário em Curso, tema da secção seguinte.
Exemplo resolvido

Explicar o papel da Guerra Colonial

Justifica a afirmação: «A Guerra Colonial foi a causa principal do 25 de Abril de 1974.»

  1. 01O peso da guerra

    A guerra, com treze anos e sem fim à vista, esgotava o país e, sobretudo, os militares que a combatiam.

  2. 02A origem do golpe

    O 25 de Abril foi feito pelo MFA, um movimento de oficiais precisamente cansados dessa guerra sem solução.

  3. 03O objetivo central

    Descolonizar (acabar a guerra) foi um dos três objetivos centrais do Programa do MFA.

Resultado: A Guerra Colonial foi a causa principal do 25 de Abril porque foi o esgotamento causado por uma guerra de treze anos, sem vitória possível, que levou os militares do MFA a derrubar o regime — a descolonização estava, aliás, no centro dos objetivos da revolução.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar as causas do 25 de Abril de 1974 (sobretudo a Guerra Colonial) e o papel do MFA.
  • Explicar os objetivos da revolução (os «três D»: democratizar, descolonizar, desenvolver).
  • Caracterizar as transformações imediatas (restauração das liberdades, fim da PIDE e da censura).

Erros frequentes

  • Não identificar a Guerra Colonial como causa principal do 25 de Abril.
  • Esquecer o papel do MFA (movimento militar) na origem do golpe.
  • Confundir os objetivos dos «três D» (democratizar, descolonizar, desenvolver).

Revisão ativa

Explica as causas do 25 de Abril de 1974 e enuncia os objetivos do Programa do MFA.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Descolonização e democratização (1974-1976)#

●●●AprofundamentoLPAE-hist-b-estado-novo-25-abril

Pontos-chave

Os dois anos seguintes ao 25 de Abril (1974-1976) foram intensos e conturbados — o chamado Processo Revolucionário em Curso (PREC) (ver Fig. 4). Sucederam-se governos provisórios, num clima de grande efervescência política e social e de disputa entre várias forças e projetos para o país — desde os que queriam uma democracia de tipo ocidental até aos que aspiravam a uma via socialista revolucionária. Houve nacionalizações de bancos e grandes empresas, uma reforma agrária no sul, e momentos de forte tensão (como o 11 de março e o 25 de novembro de 1975).

Do 25 de Abril à Constituição de 1976

1974-1976Linha do tempo de 1974 a 1977, 1974: 25 de Abril; governos provisórios, 1975: Descolonização; 1.ªs eleições livres, 1976: Constituição democrática, 1974–1976: Processo Revolucionário em Curso (PREC)19741977anoProcessoRevolucionário em…197425 de Abril;governos provis…1975Descolonização;1.ªs eleições l…1976Constituiçãodemocrática
Fig. 4Fig. 4 — O processo revolucionário e a construção da democracia.
Ao mesmo tempo, cumpriu-se rapidamente a descolonização. Reconhecido o direito à independência, esta foi concedida, em 1974-75, às antigas colónias africanas: Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Angola (e, no caso de Timor, o processo foi interrompido pela invasão indonésia). A descolonização foi, em geral, apressada e, em alguns casos (sobretudo Angola, mergulhada em guerra civil), difícil e dramática. Provocou o regresso a Portugal de cerca de meio milhão de portugueses das ex-colónias — os «retornados» —, que o país teve de acolher e integrar.
Apesar da turbulência, o processo democrático consolidou-se. A 25 de abril de 1975, um ano exato após a revolução, realizaram-se as primeiras eleições livres — para a Assembleia Constituinte —, com enorme participação. Dessa assembleia saiu a Constituição de 1976, que instituiu um regime democrático: sufrágio universal, pluralismo partidário, separação de poderes, direitos e liberdades fundamentais. Seguiram-se eleições legislativas e presidenciais, e os militares regressaram gradualmente aos quartéis, entregando o poder aos órgãos civis eleitos.
Consolidava-se, assim, o essencial da revolução: dos «três D», democratizar e descolonizar estavam cumpridos. Portugal transformara-se, em poucos anos, de ditadura colonial em democracia europeia. Faltava desenvolver — modernizar e aproximar o país da Europa —, e foi nesse sentido que se orientou o passo seguinte: a candidatura e a adesão à Comunidade Económica Europeia, tema da última secção. O 25 de Abril e a transição democrática são, por tudo isto, um dos momentos fundadores do Portugal contemporâneo.
Exemplo resolvido

Relacionar revolução e democracia

Explica como, apesar da turbulência do PREC, Portugal chegou a uma democracia consolidada em 1976.

  1. 01A turbulência

    O PREC foi um período conturbado, com governos provisórios, nacionalizações e disputa entre projetos opostos para o país.

  2. 02As eleições livres

    Em 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres (Constituinte), com enorme participação popular.

  3. 03A Constituição

    A Constituição de 1976 instituiu um regime democrático (sufrágio universal, pluralismo, direitos), e os militares regressaram aos quartéis.

Resultado: Apesar da turbulência do PREC, Portugal chegou à democracia porque o processo revolucionário desembocou em eleições livres (1975) e na Constituição de 1976, que instituiu um regime democrático pluralista — cumprindo o objetivo de «democratizar» do Programa do MFA.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar o Processo Revolucionário em Curso (PREC) e as suas transformações (nacionalizações, reforma agrária).
  • Explicar a descolonização (1974-75) e o fenómeno dos «retornados».
  • Explicar a democratização (eleições de 1975, Constituição de 1976).

Erros frequentes

  • Confundir o 25 de Abril (golpe/revolução) com o processo posterior de democratização (1975-76).
  • Ignorar as dificuldades da descolonização (Angola, «retornados»).
  • Situar mal a Constituição democrática (1976).

Revisão ativa

Explica como se processaram a descolonização e a democratização de Portugal entre 1974 e 1976.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

A democracia e a integração europeia (1986)#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-estado-novo-25-abril

Pontos-chave

Consolidada a democracia, o grande objetivo estratégico de Portugal passou a ser a integração na Europa comunitária. Havia razões fortes para isso: ancorar definitivamente a jovem democracia num espaço de países democráticos; modernizar e desenvolver uma economia atrasada, com o apoio europeu; e pôr fim ao secular isolamento do país. Portugal apresentou a sua candidatura à CEE em 1977 e, após anos de negociações, aderiu, juntamente com a Espanha, em 1 de janeiro de 1986.
A adesão à CEE (1986) teve profundos efeitos económicos e sociais (ver Fig. 5). Portugal passou a integrar um grande mercado comum e a receber avultados fundos comunitários (fundos estruturais e de coesão), destinados a reduzir o seu atraso face aos parceiros mais desenvolvidos. Estes fundos financiaram a modernização de infraestruturas (estradas, saneamento, escolas), da agricultura e da economia, contribuindo para um processo de convergência com os níveis de vida europeus.

Os efeitos da adesão à CEE (1986)

Efeitos da adesão à CEEGrafo, Adesão à CEE (1986) → Mercado comum e abertura, Adesão à CEE (1986) → Fundos comunitários, Fundos comunitários → Modernização de infraestruturas e economia, Modernização de infraestruturas e economia → Convergência com a EuropaAdesão à CEE(1986)Mercado comum eaberturaFundoscomunitáriosModernização deinfraestruturase economiaConvergência coma Europa
Fig. 5Fig. 5 — A adesão de 1986 impulsiona a modernização e a convergência de Portugal.
A integração trouxe uma modernização acelerada e uma abertura sem precedentes. A economia liberalizou-se e expôs-se à concorrência europeia (o que obrigou setores a modernizar-se, mas também prejudicou os menos competitivos); a sociedade abriu-se à Europa; e Portugal participou no aprofundamento da integração, que da CEE conduziria à União Europeia (Tratado de Maastricht, 1992) e, mais tarde, à moeda única, o euro. A pertença à Europa tornou-se um pilar da identidade e da política portuguesas.
O balanço da integração é largamente positivo, embora não isento de custos e de debates. Portugal modernizou-se, aproximou-se da Europa e ancorou a sua democracia; mas a abertura também expôs fragilidades da economia nacional e criou novas dependências. Em todo o caso, a adesão de 1986 marca o cumprimento do terceiro «D» — desenvolver — e o encerramento do longo ciclo aberto pelo 25 de Abril: de ditadura colonial e isolada, Portugal tornara-se uma democracia europeia, integrada e aberta ao mundo. É com esta transformação que se fecha o programa de História B, ligando o passado ao presente.
Exemplo resolvido

Explicar as razões da adesão à CEE

Explica por que a integração na CEE foi um objetivo estratégico da democracia portuguesa após 1976.

  1. 01Razão política

    Ancorar a jovem democracia num espaço de países democráticos, consolidando-a.

  2. 02Razão económica

    Modernizar e desenvolver uma economia atrasada, com o apoio dos fundos e do mercado europeus.

  3. 03Razão geoestratégica

    Pôr fim ao isolamento secular do país e integrá-lo plenamente na Europa.

Resultado: A integração na CEE foi um objetivo estratégico porque respondia a três necessidades da democracia portuguesa: consolidar politicamente o regime democrático, modernizar e desenvolver a economia com o apoio europeu, e acabar com o isolamento do país — objetivos concretizados com a adesão de 1986.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar as razões da adesão de Portugal à CEE (1986) e o processo de candidatura.
  • Explicar os efeitos económicos e sociais da integração (fundos, modernização, convergência).
  • Relacionar a integração europeia com o cumprimento do objetivo «desenvolver» e a consolidação da democracia.

Erros frequentes

  • Situar mal a adesão à CEE (1986) ou confundi-la com Maastricht (1992) ou com o euro.
  • Ignorar o papel dos fundos comunitários na modernização do país.
  • Apresentar a integração de forma apenas positiva ou apenas negativa, sem balanço equilibrado.

Revisão ativa

Explica as razões e os efeitos da adesão de Portugal à CEE em 1986.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01O Estado Novo tardio e o marcelismo◐
    • 02O 25 de Abril de 1974 e a Revolução◐
    • 03Descolonização e democratização (1974-1976)●
    • 04A democracia e a integração europeia (1986)◐

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Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano

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