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O Estado Novo tardio, imobilista e preso à Guerra Colonial, gera emigração maciça e descontentamento. O marcelismo (1968-74) promete reformas que não cumpre. A 25 de Abril de 1974, o golpe do MFA derruba o regime e abre a Revolução: seguem-se a descolonização, o conturbado processo revolucionário e a democratização (Constituição de 1976). A consolidação da democracia culmina na adesão à CEE (1986). Tema decisivo do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Situar o 25 de Abril, a descolonização, a democratização e a adesão à CEE.
nível avançado
Explicar as causas do 25 de Abril e os efeitos da integração europeia, interpretando fontes (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Portugal: da Guerra Colonial à integração europeia (1961-1986)
A emigração portuguesa dos anos 60
Explica por que a emigração maciça dos anos 60 pode ser vista como um sintoma do fracasso do Estado Novo.
Os portugueses emigravam por causa da pobreza, do atraso económico e da Guerra Colonial.
Revela que o regime não conseguia dar trabalho, futuro nem paz ao seu próprio povo.
Milhões preferiam partir a permanecer — um julgamento eloquente sobre o fracasso do regime.
Resultado: A emigração maciça dos anos 60 é um sintoma do fracasso do Estado Novo porque revela que o regime não conseguia oferecer trabalho, desenvolvimento nem paz: perante a pobreza, o atraso e a Guerra Colonial, mais de um milhão de portugueses preferiram emigrar a permanecer no país.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza o marcelismo e explica por que as suas promessas de reforma acabaram por fracassar.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
As causas do 25 de Abril
Justifica a afirmação: «A Guerra Colonial foi a causa principal do 25 de Abril de 1974.»
A guerra, com treze anos e sem fim à vista, esgotava o país e, sobretudo, os militares que a combatiam.
O 25 de Abril foi feito pelo MFA, um movimento de oficiais precisamente cansados dessa guerra sem solução.
Descolonizar (acabar a guerra) foi um dos três objetivos centrais do Programa do MFA.
Resultado: A Guerra Colonial foi a causa principal do 25 de Abril porque foi o esgotamento causado por uma guerra de treze anos, sem vitória possível, que levou os militares do MFA a derrubar o regime — a descolonização estava, aliás, no centro dos objetivos da revolução.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica as causas do 25 de Abril de 1974 e enuncia os objetivos do Programa do MFA.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Do 25 de Abril à Constituição de 1976
Explica como, apesar da turbulência do PREC, Portugal chegou a uma democracia consolidada em 1976.
O PREC foi um período conturbado, com governos provisórios, nacionalizações e disputa entre projetos opostos para o país.
Em 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres (Constituinte), com enorme participação popular.
A Constituição de 1976 instituiu um regime democrático (sufrágio universal, pluralismo, direitos), e os militares regressaram aos quartéis.
Resultado: Apesar da turbulência do PREC, Portugal chegou à democracia porque o processo revolucionário desembocou em eleições livres (1975) e na Constituição de 1976, que instituiu um regime democrático pluralista — cumprindo o objetivo de «democratizar» do Programa do MFA.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como se processaram a descolonização e a democratização de Portugal entre 1974 e 1976.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os efeitos da adesão à CEE (1986)
Explica por que a integração na CEE foi um objetivo estratégico da democracia portuguesa após 1976.
Ancorar a jovem democracia num espaço de países democráticos, consolidando-a.
Modernizar e desenvolver uma economia atrasada, com o apoio dos fundos e do mercado europeus.
Pôr fim ao isolamento secular do país e integrá-lo plenamente na Europa.
Resultado: A integração na CEE foi um objetivo estratégico porque respondia a três necessidades da democracia portuguesa: consolidar politicamente o regime democrático, modernizar e desenvolver a economia com o apoio europeu, e acabar com o isolamento do país — objetivos concretizados com a adesão de 1986.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica as razões e os efeitos da adesão de Portugal à CEE em 1986.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)