EuraStudy
O fim da Guerra Fria — a queda do Muro de Berlim (1989) e a dissolução da URSS (1991) — encerra a ordem bipolar e abre o mundo atual: globalizado, dominado pela economia-mundo integrada, pelas multinacionais e pela sociedade da informação. A construção europeia aprofunda-se (Tratado de Maastricht, 1992; euro, 2002), com Portugal integrado na União Europeia desde 1986. O mundo globalizado enfrenta, porém, novas tensões e desafios — conflitos, assimetrias Norte-Sul, migrações e ambiente. Tema final do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~15 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender o fim da Guerra Fria, a globalização, a União Europeia e os desafios do mundo atual.
nível avançado
Explicar a globalização e as suas assimetrias e caracterizar os desafios do mundo atual, interpretando fontes (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
O fim da Guerra Fria (1985-1991)
Do colapso soviético ao mundo unipolar
Explica por que as reformas de Gorbatchev (perestroika e glasnost), pensadas para salvar o sistema soviético, acabaram por acelerar o seu colapso.
Gorbatchev queria modernizar a economia (perestroika) e abrir o regime (glasnost) para regenerar o sistema soviético em crise.
A abertura libertou aspirações de liberdade e de independência nacional há muito reprimidas, que o regime enfraquecido já não conseguiu controlar.
Os regimes do leste caíram em 1989 e a própria URSS dissolveu-se em 1991 — o contrário do que as reformas pretendiam.
Resultado: As reformas de Gorbatchev aceleraram o colapso porque, ao abrir um regime rígido e em crise, libertaram forças (aspirações de liberdade e de independência) que já não puderam ser contidas: em vez de regenerar o sistema, a perestroika e a glasnost precipitaram a queda dos regimes do leste (1989) e a dissolução da URSS (1991).
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como a crise do bloco soviético e as reformas de Gorbatchev conduziram ao fim da Guerra Fria (1989-1991).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os motores da globalização
Do mundo bipolar ao mundo globalizado
Explica de que modo a revolução das tecnologias da informação e comunicação (TIC) tornou possível a globalização da economia.
A internet e as comunicações instantâneas permitem transmitir informação em tempo real por todo o mundo, a baixo custo.
As empresas passam a poder coordenar produção, mercados e finanças à escala mundial, e os capitais circulam globalmente em segundos.
Sem a comunicação instantânea e barata, a economia-mundo integrada (multinacionais, mercados financeiros globais, deslocalização) não seria possível.
Resultado: As TIC tornaram possível a globalização económica porque a comunicação instantânea e barata permite às empresas coordenar a produção e os mercados à escala mundial e aos capitais circular globalmente em tempo real: a economia-mundo integrada — com multinacionais, mercados financeiros globais e deslocalização — assenta, precisamente, nessa revolução tecnológica.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza a globalização nas suas dimensões económica, tecnológica e sociocultural, referindo as suas assimetrias.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
A construção europeia (1957-2004)
Explica o percurso que, da adesão de Portugal à CEE (1986) ao euro (2002), aprofundou a integração europeia.
Portugal aderiu à CEE, integrando-se no mercado comum e recebendo fundos comunitários para modernizar a economia.
O Tratado de Maastricht criou a União Europeia e lançou a União Económica e Monetária, base da moeda única.
O euro entrou em circulação em notas e moedas, substituindo o escudo e as outras moedas nacionais.
Resultado: De 1986 a 2002, Portugal percorreu o aprofundamento da integração europeia: aderiu ao mercado comum (1986), participou na criação da União Europeia e da União Económica e Monetária em Maastricht (1992) e adotou a moeda única, o euro (2002) — passos que ligaram cada vez mais estreitamente a economia portuguesa à economia europeia.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o significado do Tratado de Maastricht (1992) e os efeitos da integração europeia para Portugal.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os desafios do mundo atual
Explica por que as assimetrias entre o Norte e o Sul estão na origem dos grandes movimentos migratórios do mundo atual.
A globalização repartiu a riqueza de forma muito desigual: subsiste um fosso profundo entre países desenvolvidos (Norte) e em desenvolvimento (Sul).
Perante a pobreza, a falta de oportunidades ou a guerra, milhões de pessoas do Sul procuram nos países ricos trabalho, segurança e melhores condições de vida.
Estes fluxos tornaram as sociedades de acolhimento multiculturais — fonte de enriquecimento, mas também de tensões sobre a integração.
Resultado: As assimetrias Norte-Sul estão na origem das migrações porque o fosso entre países ricos e pobres empurra milhões de pessoas a deixar o Sul (pobreza, falta de oportunidades, conflitos) rumo ao Norte, em busca de melhores condições de vida — fluxos que transformaram as sociedades de acolhimento em sociedades multiculturais.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza os principais desafios do mundo atual: tensões geopolíticas, assimetrias Norte-Sul, migrações e ambiente.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)