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A Primeira Guerra Mundial (1914-18), guerra total nascida das rivalidades imperialistas, arrasa a Europa e redesenha o mapa mundial (Versalhes, SDN). A Revolução Russa (1917) cria o primeiro Estado comunista e uma economia planificada. Após a euforia dos anos 20, o Crash de 1929 desencadeia a Grande Depressão, que só o intervencionismo do Estado (New Deal) começa a debelar. Tema central do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender a I Guerra Mundial, a Revolução Russa e a crise de 1929.
nível avançado
Explicar a economia planificada soviética e o mecanismo da crise de 1929 e do New Deal, interpretando fontes económicas (competência da Prova 723).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As causas da I Guerra Mundial
Da Grande Guerra à crise (1914-1939)
Explica a diferença entre as causas profundas da I Guerra Mundial e o seu rastilho.
O assassínio do herdeiro austro-húngaro em Sarajevo (1914) desencadeou imediatamente o conflito.
Rivalidades imperialistas, nacionalismos, corrida aos armamentos e alianças opostas preparavam a guerra há anos.
Sem as causas profundas, Sarajevo teria sido um incidente; foram elas que transformaram o atentado em guerra mundial.
Resultado: Sarajevo foi o rastilho (o acontecimento que desencadeou a guerra), mas as causas profundas — imperialismo, nacionalismos, armamentos e alianças — é que a tornaram possível e mundial: sem elas, o atentado não teria incendiado a Europa.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica as causas da I Guerra Mundial e caracteriza a nova ordem internacional saída de Versalhes.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Capitalismo liberal e economia planificada
Explica em que consistiam os planos quinquenais soviéticos e como se distinguiam do funcionamento de uma economia de mercado.
Planos em que o Estado fixava, para cinco anos, as metas de produção de cada setor da economia.
O Estado dirigia centralmente a produção, os investimentos e os preços, sem propriedade privada.
Numa economia de mercado, são a procura, a oferta e a iniciativa privada — não o plano estatal — a orientar a produção.
Resultado: Os planos quinquenais eram programas em que o Estado soviético fixava e dirigia centralmente as metas de produção da economia — o oposto da economia de mercado, onde a produção é orientada pela iniciativa privada e pelo mercado, e não por um plano estatal.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza a economia planificada soviética e distingue-a do capitalismo liberal.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
O desemprego nos EUA (1929-1937)
Uma fonte de 1929 descreve: «Toda a gente comprava ações a crédito, certa de que subiriam sempre; quando o pânico chegou, todos quiseram vender ao mesmo tempo, e os preços desabaram.» Analisa a fonte e relaciona-a com o Crash.
A fonte descreve a compra maciça de ações a crédito, na expectativa de valorização contínua — a bolha especulativa.
Quando a confiança se inverteu, todos quiseram vender ao mesmo tempo, e os preços desabaram — o Crash.
O colapso arruinou investidores e bancos, desencadeando a reação em cadeia da Grande Depressão.
Resultado: A fonte capta a lógica do Crash: a especulação a crédito criou uma bolha desligada da economia real; quando a confiança ruiu e todos venderam ao mesmo tempo, os preços desabaram, arruinando investidores e bancos e desencadeando a Grande Depressão.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como a prosperidade dos anos 20 continha as fragilidades que conduziram ao Crash de 1929.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Da crise ao intervencionismo do Estado
Explica por que o lançamento de grandes obras públicas pelo Estado, no New Deal, ajudava a combater a Grande Depressão.
Na depressão, havia desemprego em massa e o consumo estava paralisado, o que agravava a crise.
O Estado financiava grandes obras públicas, que empregavam diretamente muitos trabalhadores.
Com emprego e salários, esses trabalhadores voltavam a consumir, reanimando a procura, a produção e o emprego.
Resultado: As obras públicas do New Deal combatiam a depressão porque o Estado, ao empregar diretamente trabalhadores, devolvia-lhes rendimento; ao voltarem a consumir, reanimava-se a procura e a produção — a lógica keynesiana de o Estado estimular a economia quando o mercado, sozinho, não se recompõe.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica de que forma a crise de 1929 conduziu ao abandono do liberalismo económico e à intervenção do Estado (New Deal).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)