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Resumos/História B/A I Guerra Mundial, a Revolução Russa e a crise económica de 1929
Resumos · História BPT · Secundário

A I Guerra Mundial, a Revolução Russa e a crise económica de 1929

A Primeira Guerra Mundial (1914-18), guerra total nascida das rivalidades imperialistas, arrasa a Europa e redesenha o mapa mundial (Versalhes, SDN). A Revolução Russa (1917) cria o primeiro Estado comunista e uma economia planificada. Após a euforia dos anos 20, o Crash de 1929 desencadeia a Grande Depressão, que só o intervencionismo do Estado (New Deal) começa a debelar. Tema central do 11.º ano e do Exame Nacional de História B (Prova 723).

4 secções·~13 min de leitura·3 competências·Nível Padrão 3 · Aprofundamento 1

T·101010 / 15
Perfil de exame
Explicar a I Guerra Mundial e a nova ordem internacionalCaracterizar a Revolução Russa e a economia soviéticaExplicar a crise de 1929, a Grande Depressão e as respostas (New Deal)
Operadores:explicacaracterizarelacionainterpretaanalisadistinguejustifica

nível básico

Compreender a I Guerra Mundial, a Revolução Russa e a crise de 1929.

nível avançado

Explicar a economia planificada soviética e o mecanismo da crise de 1929 e do New Deal, interpretando fontes económicas (competência da Prova 723).

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. A I Guerra Mundial, a Revolução Russa e a crise económica de 1929
    • 01A I Guerra Mundial e a nova ordem◐
    • 02A Revolução Russa e a economia soviética●
    • 03Prosperidade e crise: dos anos 20 ao Crash de 1929◐
    • 04A Grande Depressão e o intervencionismo (New Deal)◐
§ 01

A I Guerra Mundial e a nova ordem#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-grande-guerra-1917-1929

Pontos-chave

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi o primeiro grande cataclismo do século XX. As suas causas foram múltiplas e vinham de trás (ver Fig. 2): as rivalidades imperialistas e económicas entre as potências, os nacionalismos exacerbados, a corrida aos armamentos e o sistema de alianças que dividia a Europa em dois blocos (a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente) — a chamada «paz armada». O assassínio do herdeiro do trono austro-húngaro em Sarajevo (1914) foi apenas o rastilho que fez deflagrar um conflito há muito preparado.

As causas da I Guerra Mundial

Causas da I GuerraGrafo, Rivalidades imperialistas e económicas → I Guerra Mundial, Nacionalismos → I Guerra Mundial, Corrida aos armamentos (paz armada) → I Guerra Mundial, Sistema de alianças (dois blocos) → I Guerra Mundial, Atentado de Sarajevo (rastilho) → I Guerra MundialRivalidadesimperialistas eeconómicasNacionalismosCorrida aosarmamentos (pazarmada)Sistema dealianças (doisblocos)Atentado deSarajevo(rastilho)I Guerra Mundial
Fig. 2Fig. 2 — As causas profundas da guerra e o rastilho de Sarajevo.
Foi uma guerra total e industrial, que mobilizou não apenas os exércitos mas as economias e as sociedades inteiras (ver Fig. 1). A técnica industrial (metralhadoras, artilharia pesada, gases, aviões, submarinos) tornou-a extraordinariamente mortífera; a guerra de trincheiras prolongou-a em desgaste; as economias converteram-se em economias de guerra, e as populações civis foram mobilizadas para a produção. Morreram cerca de dez milhões de combatentes — uma carnificina sem precedentes.

Da Grande Guerra à crise (1914-1939)

1914-1939Linha do tempo de 1914 a 1939, 1917: Revolução Russa, 1919: Tratado de Versalhes; SDN, 1929: Crash de Wall Street, 1933: New Deal (Roosevelt), 1914–1918: I Guerra Mundial (guerra total), 1929–1939: Grande Depressão19141939anoI Guerra Mundial(guerra total)Grande Depressão1917Revolução Russa1919Tratado deVersalhes; SDN1929Crash de WallStreet1933New Deal(Roosevelt)
Fig. 1Fig. 1 — Da Grande Guerra à crise de 1929 e às respostas do entreguerras.
A guerra terminou em 1918 com a derrota dos Impérios Centrais e teve consequências profundas. Caíram quatro impérios (russo, alemão, austro-húngaro e otomano); o mapa da Europa foi redesenhado, com novos Estados. Economicamente, a Europa saiu arruinada e endividada, enquanto os Estados Unidos emergiram como a grande potência credora e industrial do mundo. A supremacia mundial começava a deslocar-se da Europa para os EUA.
A paz foi organizada pelos vencedores no Tratado de Versalhes (1919) e nos tratados que se lhe seguiram. Versalhes puniu duramente a Alemanha (perdas territoriais, desarmamento, pesadas reparações de guerra, «cláusula de culpa»), gerando nela um forte ressentimento — que seria terreno fértil para o nazismo. Criou-se a Sociedade das Nações (SDN) para garantir a paz futura, mas nasceu enfraquecida (os EUA não aderiram). A «nova ordem» de Versalhes revelar-se-ia frágil e não impediria uma segunda guerra.
Exemplo resolvido

Distinguir causas e rastilho

Explica a diferença entre as causas profundas da I Guerra Mundial e o seu rastilho.

  1. 01O rastilho

    O assassínio do herdeiro austro-húngaro em Sarajevo (1914) desencadeou imediatamente o conflito.

  2. 02As causas profundas

    Rivalidades imperialistas, nacionalismos, corrida aos armamentos e alianças opostas preparavam a guerra há anos.

  3. 03A relação

    Sem as causas profundas, Sarajevo teria sido um incidente; foram elas que transformaram o atentado em guerra mundial.

Resultado: Sarajevo foi o rastilho (o acontecimento que desencadeou a guerra), mas as causas profundas — imperialismo, nacionalismos, armamentos e alianças — é que a tornaram possível e mundial: sem elas, o atentado não teria incendiado a Europa.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar, de forma multicausal, as causas da I Guerra Mundial (imperialismo, nacionalismos, alianças).
  • Caracterizar a I Guerra como guerra total e industrial.
  • Explicar a nova ordem do pós-guerra (Versalhes, SDN, ascensão dos EUA) e as suas fragilidades.

Erros frequentes

  • Confundir o rastilho (Sarajevo) com as causas profundas da guerra.
  • Esquecer o carácter «total» da guerra (mobilização das economias e das sociedades).
  • Não relacionar a dureza de Versalhes com o ressentimento alemão e a ascensão do nazismo.

Revisão ativa

Explica as causas da I Guerra Mundial e caracteriza a nova ordem internacional saída de Versalhes.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A Revolução Russa e a economia soviética#

●●●AprofundamentoLPAE-hist-b-grande-guerra-1917-1929

Pontos-chave

Em 1917, no meio da guerra, a Rússia — império atrasado, autocrático (o czar) e esgotado pelo conflito — foi sacudida pela Revolução Russa. Numa primeira fase (Revolução de Fevereiro), caiu o czar e instaurou-se um governo provisório; mas este manteve a Rússia na guerra e não resolveu os problemas do povo. Numa segunda fase (Revolução de Outubro), os bolcheviques, liderados por Lenine, tomaram o poder, sob a palavra de ordem «paz, pão e terra». Nascia o primeiro Estado que se reclamava do marxismo.
Os bolcheviques retiraram a Rússia da guerra e, após uma dura guerra civil, consolidaram o poder e fundaram a União Soviética (URSS, 1922). Começaram a construir uma sociedade e uma economia de tipo novo, baseadas nos princípios comunistas: aboliram a propriedade privada dos meios de produção, nacionalizaram a indústria e a banca, e colocaram a economia sob controlo do Estado. Após uma fase de alguma abertura (a Nova Política Económica, que readmitiu temporariamente algum mercado para recuperar da guerra), avançou-se para o modelo planificado.
Com a morte de Lenine (1924), Estaline impôs-se e lançou, a partir de 1928, a construção de uma economia inteiramente planificada, através dos planos quinquenais. O Estado fixava, para períodos de cinco anos, as metas de produção de cada setor, dirigindo centralmente toda a economia. Impôs-se uma industrialização forçada (privilegiando a indústria pesada) e a coletivização da agricultura (as terras e o trabalho reunidos em explorações coletivas). A economia planificada opunha-se ponto por ponto ao capitalismo liberal (ver Fig. 3).

Capitalismo liberal e economia planificada

Mercado vs planoTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Aspeto · Capitalismo liberal · Economia planificada (URSS); Propriedade · Privada · Coletiva / do Estado; Quem decide · Mercado e iniciativa privada · Estado (planos quinquenais); Preços · Fixados pelo mercado · Fixados pelo plano; Objetivo · Lucro · Metas de produção; industrialização, célula destacada: Estado (planos quinquenais)ASPETOCAPITALISMO LIBERALECONOMIA PLANIFICADA(URSS)PROPRIEDADEPrivadaColetiva / do EstadoQUEM DECIDEMercado e iniciativa privadaEstado (planos quinquenais)PREÇOSFixados pelo mercadoFixados pelo planoOBJETIVOLucroMetas de produção;industrialização
Fig. 3Fig. 3 — Dois modelos económicos opostos: o mercado e o plano.
Os resultados foram ambivalentes e o custo humano, terrível. Por um lado, a URSS industrializou-se rapidamente, tornando-se, em poucas décadas, uma grande potência industrial — e o seu modelo planificado pareceu, na década de 1930, uma alternativa ao capitalismo em crise. Por outro lado, tudo isto se fez sob uma ditadura totalitária, com repressão feroz, ausência de liberdades, e a coletivização forçada provocou fomes que mataram milhões. A História deve reconhecer, sem apologia, tanto o crescimento económico como a tragédia humana do estalinismo.
Exemplo resolvido

Explicar os planos quinquenais

Explica em que consistiam os planos quinquenais soviéticos e como se distinguiam do funcionamento de uma economia de mercado.

  1. 01O que eram

    Planos em que o Estado fixava, para cinco anos, as metas de produção de cada setor da economia.

  2. 02O papel do Estado

    O Estado dirigia centralmente a produção, os investimentos e os preços, sem propriedade privada.

  3. 03O contraste

    Numa economia de mercado, são a procura, a oferta e a iniciativa privada — não o plano estatal — a orientar a produção.

Resultado: Os planos quinquenais eram programas em que o Estado soviético fixava e dirigia centralmente as metas de produção da economia — o oposto da economia de mercado, onde a produção é orientada pela iniciativa privada e pelo mercado, e não por um plano estatal.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar a Revolução Russa de 1917 (fases, bolcheviques, Lenine) e a fundação da URSS.
  • Caracterizar a economia planificada soviética (planos quinquenais, coletivização, industrialização).
  • Distinguir a economia planificada do capitalismo liberal e avaliar criticamente o modelo estalinista.

Erros frequentes

  • Confundir a Revolução de Fevereiro (queda do czar) com a de Outubro (bolcheviques).
  • Apresentar a economia soviética como bem-sucedida sem referir o seu custo humano (repressão, fomes).
  • Confundir economia planificada (Estado decide) com economia de mercado (mercado decide).

Revisão ativa

Caracteriza a economia planificada soviética e distingue-a do capitalismo liberal.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Prosperidade e crise: dos anos 20 ao Crash de 1929#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-grande-guerra-1917-1929

O desemprego nos EUA (1929-1937)

Desemprego nos EUA (ilustrativo)Gráfico de colunas: Desemprego (%, aprox.) por Ano, Dados: Taxa de desemprego nos EUA (%, aprox.) · 1929: 3; Taxa de desemprego nos EUA (%, aprox.) · 1931: 16; Taxa de desemprego nos EUA (%, aprox.) · 1933: 25; Taxa de desemprego nos EUA (%, aprox.) · 1937: 14051015202519291931193319373162514Desemprego (%, aprox.)Ano
Fig. 4Fig. 4 — O desemprego nos EUA disparou com a Grande Depressão (valores aproximados, em percentagem, para ilustrar a tendência).

Pontos-chave

Nos anos 20, os Estados Unidos viveram uma década de grande prosperidade — os «loucos anos 20». Saídos da guerra como potência credora e industrial, os EUA conheceram um forte crescimento, assente na produção em massa (fordismo), no consumo de novos bens (automóveis, eletrodomésticos), no crédito fácil e na publicidade. Impôs-se o «American way of life», e a euforia contagiou a Bolsa de Nova Iorque, onde milhões especulavam, comprando ações na expectativa de as revender mais caras.
Esta prosperidade, porém, assentava em bases frágeis. Havia sobreprodução: a indústria e a agricultura produziam mais do que o mercado podia absorver, e os stocks acumulavam-se. A prosperidade era desigual (muitos, sobretudo os agricultores, ficavam de fora). E, sobretudo, havia uma enorme especulação bolsista, alimentada por crédito: compravam-se ações a crédito, na convicção de que subiriam sempre. Formava-se uma «bolha» especulativa, desligada da economia real.
A bolha rebentou em outubro de 1929. Na Bolsa de Nova Iorque, o pânico levou toda a gente a querer vender ações ao mesmo tempo; os preços desabaram (o Crash de Wall Street, a «Quinta-feira Negra» e a «Terça-feira Negra»). Milhões de investidores arruinaram-se de um dia para o outro. O colapso da Bolsa foi o rastilho de uma crise económica generalizada e profundíssima.
Do colapso bolsista a crise alastrou a toda a economia numa reação em cadeia (ver Fig. 5): os bancos, com créditos por cobrar e depósitos em fuga, faliram; a contração do crédito e a quebra da confiança levaram empresas à falência; o desemprego disparou (nos EUA, atingiu cerca de um quarto da população ativa); e o desemprego reduziu ainda mais o consumo, aprofundando a depressão. De crise financeira, tornou-se crise industrial, social e mundial — a Grande Depressão.
Exemplo resolvido

Analisar uma fonte sobre a especulação

Uma fonte de 1929 descreve: «Toda a gente comprava ações a crédito, certa de que subiriam sempre; quando o pânico chegou, todos quiseram vender ao mesmo tempo, e os preços desabaram.» Analisa a fonte e relaciona-a com o Crash.

  1. 01Identificar a especulação

    A fonte descreve a compra maciça de ações a crédito, na expectativa de valorização contínua — a bolha especulativa.

  2. 02Explicar o desabar

    Quando a confiança se inverteu, todos quiseram vender ao mesmo tempo, e os preços desabaram — o Crash.

  3. 03Relacionar com a crise

    O colapso arruinou investidores e bancos, desencadeando a reação em cadeia da Grande Depressão.

Resultado: A fonte capta a lógica do Crash: a especulação a crédito criou uma bolha desligada da economia real; quando a confiança ruiu e todos venderam ao mesmo tempo, os preços desabaram, arruinando investidores e bancos e desencadeando a Grande Depressão.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar a prosperidade dos anos 20 nos EUA e as suas fragilidades (sobreprodução, especulação, crédito).
  • Explicar o Crash de 1929 e a passagem de crise financeira a crise económica global.
  • Relacionar a especulação bolsista com o desencadear da crise.

Erros frequentes

  • Apresentar a prosperidade dos anos 20 sem referir as suas fragilidades (sobreprodução, especulação).
  • Confundir a crise de 1929 (sobreprodução, capitalismo) com uma crise de escassez.
  • Reduzir a crise ao Crash da Bolsa, esquecendo a reação em cadeia que a alastrou à economia real.

Revisão ativa

Explica como a prosperidade dos anos 20 continha as fragilidades que conduziram ao Crash de 1929.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

A Grande Depressão e o intervencionismo (New Deal)#

●●○PadrãoLPAE-hist-b-grande-guerra-1917-1929

Pontos-chave

A crise, iniciada nos EUA, alastrou rapidamente ao mundo inteiro, tornando-se a Grande Depressão dos anos 30. Pela sua ligação à economia americana (empréstimos, comércio), a Europa e outras regiões foram arrastadas: o comércio mundial contraiu-se, os preços caíram, as fábricas fecharam e o desemprego atingiu dezenas de milhões de pessoas. A miséria, a fome e o desespero espalharam-se, gerando uma profunda crise social e política — que, em vários países, favoreceria a ascensão dos regimes autoritários e totalitários.
A crise pôs definitivamente em causa o dogma liberal do laissez-faire. Se o mercado, entregue a si próprio, gerava uma catástrofe daquela dimensão e não se recompunha, então tornava-se necessário que o Estado interviesse na economia para a relançar. Foi esta a grande viragem: o abandono do liberalismo económico puro e a adoção do intervencionismo do Estado (ver Fig. 5), que marcaria o resto do século XX.

Da crise ao intervencionismo do Estado

Do laissez-faire ao intervencionismoGrafo, Crise de 1929 (Grande Depressão) → Desemprego em massa; crise social, Desemprego em massa; crise social → Descrédito do laissez-faire, Descrédito do laissez-faire → Intervenção do Estado (New Deal; Keynes)Crise de 1929(GrandeDepressão)Desemprego emmassa; crisesocialDescrédito dolaissez-faireIntervenção doEstado (NewDeal; Keynes)
Fig. 5Fig. 5 — A crise de 1929 põe fim ao laissez-faire e inaugura o intervencionismo do Estado.
Nos Estados Unidos, o presidente Roosevelt respondeu à crise com o New Deal (a partir de 1933): um vasto programa de intervenção do Estado. Lançaram-se grandes obras públicas (para criar emprego), regulou-se o sistema bancário e bolsista (para evitar novos colapsos), apoiou-se a agricultura e a indústria, e criaram-se medidas sociais (subsídios, legislação laboral). O Estado assumia a responsabilidade de relançar a economia e de proteger os cidadãos.
Estas políticas encontrariam, mais tarde, fundamentação teórica no economista John Maynard Keynes, que defendeu que, em crise, o Estado deve intervir e gastar para estimular a procura e o emprego, mesmo com défice. O keynesianismo tornou-se a nova ortodoxia económica, pondo fim ao liberalismo do laissez-faire. A crise de 1929 foi, assim, uma viragem histórica: mostrou os perigos do capitalismo desregulado e inaugurou a era do Estado interventor e, no pós-guerra, do Estado social.
Exemplo resolvido

Explicar a lógica do New Deal

Explica por que o lançamento de grandes obras públicas pelo Estado, no New Deal, ajudava a combater a Grande Depressão.

  1. 01O problema

    Na depressão, havia desemprego em massa e o consumo estava paralisado, o que agravava a crise.

  2. 02A intervenção

    O Estado financiava grandes obras públicas, que empregavam diretamente muitos trabalhadores.

  3. 03O efeito em cadeia

    Com emprego e salários, esses trabalhadores voltavam a consumir, reanimando a procura, a produção e o emprego.

Resultado: As obras públicas do New Deal combatiam a depressão porque o Estado, ao empregar diretamente trabalhadores, devolvia-lhes rendimento; ao voltarem a consumir, reanimava-se a procura e a produção — a lógica keynesiana de o Estado estimular a economia quando o mercado, sozinho, não se recompõe.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar a propagação mundial da crise (Grande Depressão) e as suas consequências sociais e políticas.
  • Explicar a viragem intervencionista (fim do laissez-faire) e o New Deal (Roosevelt).
  • Relacionar a crise de 1929 com o keynesianismo e a ascensão dos totalitarismos.

Erros frequentes

  • Julgar que a crise ficou confinada aos EUA (alastrou ao mundo — Grande Depressão).
  • Não relacionar a crise com o fim do laissez-faire e o início do intervencionismo do Estado.
  • Ignorar a ligação entre a crise social dos anos 30 e a ascensão dos totalitarismos.

Revisão ativa

Explica de que forma a crise de 1929 conduziu ao abandono do liberalismo económico e à intervenção do Estado (New Deal).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01A I Guerra Mundial e a nova ordem◐
    • 02A Revolução Russa e a economia soviética●
    • 03Prosperidade e crise: dos anos 20 ao Crash de 1929◐
    • 04A Grande Depressão e o intervencionismo (New Deal)◐

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Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º ano

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