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A Revolução Industrial transformou a economia, a sociedade e o mundo do trabalho, criando a sociedade de classes e opondo o liberalismo económico ao socialismo. O século XIX é ainda o dos nacionalismos (unificações) e do imperialismo (a partilha de África). Em Portugal, à Regeneração e ao fontismo seguem-se o atraso relativo, o Ultimatum de 1890 e a ascensão do republicanismo. Módulo central do Exame Final Nacional de História A (Prova 623).
4 secções~16 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Conhecer as inovações e consequências da Revolução Industrial, distinguir liberalismo económico de socialismo e situar o Ultimatum de 1890.
nível avançado
Explicar a sociedade de classes, o imperialismo e o atraso português, interpretando fontes económicas e sociais (competência exigida na Prova 623).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As duas Revoluções Industriais
O crescimento da população europeia
Um relatório do século XIX descreve: «Nas fábricas, homens, mulheres e crianças trabalham catorze horas por dia, por salários miseráveis, em ar viciado e entre máquinas perigosas.» Analisa a fonte e relaciona-a com as consequências sociais da Revolução Industrial.
A fonte descreve as condições de trabalho na fábrica: jornadas longuíssimas, baixos salários, trabalho infantil e feminino, insalubridade e perigo.
Estas condições resultam da concentração do trabalho na fábrica e da ausência de proteção do proletariado, a nova classe operária.
Ilustram a «questão social» — a miséria operária ao lado da riqueza burguesa — que motivará o movimento operário e o socialismo.
Resultado: A fonte documenta as duras condições do proletariado industrial (jornadas de 14 horas, salários baixos, trabalho de mulheres e crianças), consequência social da Revolução Industrial e origem da questão social que alimentaria o socialismo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que a Revolução Industrial deu origem a uma nova sociedade de classes, distinguindo a burguesia do proletariado.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 6 (Direção-Geral da Educação (DGE))
As causas do imperialismo
Um discurso do final do século XIX afirma que «cabe às nações civilizadas levar o progresso aos povos atrasados, ocupando e governando os seus territórios». Analisa criticamente a fonte, distinguindo a justificação apresentada das verdadeiras causas.
A fonte invoca a «missão civilizadora»: as nações «civilizadas» teriam o dever de levar o progresso aos «atrasados» — uma justificação ideológica ligada ao darwinismo social.
Por detrás desse discurso estavam causas económicas (matérias-primas, mercados, investimento) e políticas (prestígio, rivalidade entre potências).
O discurso mascara de «civilização» o que era dominação e exploração; a análise histórica deve desmontar essa retórica.
Resultado: A fonte usa a ideologia da «missão civilizadora» (darwinismo social) para justificar o imperialismo, mas as suas causas reais eram económicas e políticas: analisá-la criticamente é distinguir a justificação ideológica da dominação efetiva dos povos colonizados.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, mobilizando várias causas, por que as potências europeias se lançaram à partilha de África no final do século XIX.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 6 (Direção-Geral da Educação (DGE))
Portugal, da Regeneração à República (1851-1910)
Um jornal republicano de 1890 escreve: «Cedeu a monarquia à imposição estrangeira, sacrificando a honra da Pátria. Só uma República saberá defender a nação.» Analisa a fonte e explica as consequências políticas do Ultimatum.
A fonte reage ao Ultimatum inglês de 1890, em que Portugal cedeu os territórios africanos do Mapa Cor-de-Rosa.
Acusa a monarquia de fraqueza e de sacrificar a «honra da Pátria», e apresenta a República como alternativa capaz de defender a nação.
O Ultimatum, explorado assim pelos republicanos, minou o prestígio da monarquia e impulsionou o republicanismo, contribuindo para a queda do regime em 1910.
Resultado: A fonte mostra como o Ultimatum de 1890 foi usado pelo republicanismo: ao apresentar a monarquia como incapaz de defender a honra nacional, os republicanos ganharam apoio — pelo que o Ultimatum foi um fator decisivo da crise da monarquia e da implantação da República em 1910.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica de que forma o Ultimatum de 1890 contribuiu para a crise da monarquia e a ascensão do republicanismo em Portugal.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 6 (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)