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Determinar a interseção de uma reta com um sólido é achar os pontos onde a reta «entra» e «sai» do sólido. O método universal usa um plano auxiliar que contém a reta e secciona o sólido: a reta encontra o contorno dessa secção nos pontos de entrada e de saída. Estudam-se o método, a sua aplicação a sólidos de faces planas e de revolução e a visibilidade do segmento.
3 secções~9 min de leitura3 competênciasNível Aprofundamento 3
nível básico
Determinar a interseção com sólidos de faces planas usando um plano auxiliar projetante.
nível avançado
Aplicar o método a sólidos de revolução e resolver a visibilidade completa do segmento.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Reta a atravessar um sólido
Determina os pontos de entrada e de saída de uma reta oblíqua r num prisma quadrangular reto.
Toma-se o plano vertical β que contém r (traço horizontal coincidente com r₁): a sua secção do prisma tem projeção horizontal sobre r₁.
Determina-se a secção do prisma por β: as arestas cortadas dão o contorno da secção na projeção frontal.
r₂ encontra o contorno da secção em dois pontos (I₂ e J₂); por linha de chamada obtêm-se I₁ e J₁ sobre r₁.
Resultado: Os pontos de entrada I e de saída J são as interseções de r com o contorno da secção do sólido por β.
Erros frequentes
Revisão ativa
Descreve como determinas os pontos de entrada e de saída de uma reta oblíqua num prisma, usando o plano vertical que contém a reta.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geometria Descritiva A — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Interseção de uma reta com uma pirâmide
Uma reta de topo r atravessa uma pirâmide de base horizontal. Determina os pontos de entrada e de saída.
Como r é de topo, a sua projeção frontal r₂ é um ponto; ambos os pontos de furo têm a mesma projeção frontal (esse ponto).
Toma-se o plano de topo que contém r (traço frontal em r₂); a secção da pirâmide por esse plano dá o contorno onde r fura.
Na projeção horizontal, r₁ encontra o contorno da secção em I₁ e J₁ — os pontos de entrada e de saída; a visibilidade decide-se por afastamentos.
Resultado: Os pontos de furo têm projeção frontal comum (r é de topo); I₁ e J₁ leem-se no contorno da secção sobre r₁.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma reta de topo atravessa uma pirâmide. Determina os pontos de entrada e de saída aproveitando que a reta é projetante.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geometria Descritiva A — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Interseção de uma reta com um cone
Determina os pontos de furo de uma reta r num cone de revolução, e a visibilidade do segmento.
Toma-se o plano que contém r e o vértice V: corta o cone segundo duas geratrizes (mais um segmento da base).
Determinam-se as interseções de r com essas duas geratrizes: são os pontos de entrada I e de saída J.
O troço IJ é interior ao cone (invisível, tracejado); os troços exteriores decidem-se pela regra da visibilidade face ao contorno aparente.
Resultado: I e J obtêm-se nas geratrizes cortadas pelo plano pelo vértice; o troço IJ é invisível.
Erros frequentes
Revisão ativa
Determina os pontos de furo de uma reta num cone, usando o plano auxiliar que contém a reta e passa pelo vértice, e resolve a visibilidade.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geometria Descritiva A — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)