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Esta unidade distingue ética de moral e caracteriza o juízo moral como um juízo de valor, separando-o do juízo de facto. Formula o problema da natureza dos juízos morais — serão objetivos ou dependerão do sujeito/da cultura? — e apresenta e discute o subjetivismo, o relativismo e o objetivismo. Analisa ainda a dimensão social da ética e o desafio das sociedades multiculturais. É conteúdo do 10.º ano integrável no Exame Nacional 714.
4 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Todos os cursos: distinguir um juízo de facto de um juízo de valor e conhecer as três posições sobre a natureza dos juízos morais.
nível avançado
Aprofundamento para o Exame 714: discutir criticamente as três posições e aplicá-las a problemas concretos das sociedades multiculturais, avaliando os seus custos.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Tipos de juízo
«A competição existe em toda a natureza; logo, competir é moralmente bom e a cooperação é contra a natureza.» Avalia o raciocínio.
«A competição existe na natureza» é um juízo de facto; «competir é bom» é um juízo moral.
Passa-se do que «é» (existe na natureza) para o que «deve ser» (é bom), sem um princípio de valor que o justifique.
É a falácia naturalista: do natural não decorre o bom (também existem na natureza a doença e a violência).
Resultado: O raciocínio comete a falácia naturalista: infere um juízo moral («é bom») de um juízo de facto («é natural»). A distinção facto/valor mostra que a naturalidade de algo não fundamenta, por si, o seu valor moral.
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica cada frase em juízo de facto, de valor (não moral) ou moral: (a) «mentir é errado»; (b) «esta sopa está boa»; (c) «a temperatura está a subir»; e justifica.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Filosofia — 10.º ano (A dimensão ética) (Direção-Geral da Educação (DGE))
O problema da natureza dos juízos morais
Consideramos que a abolição da escravatura foi um progresso moral. Mostra por que o subjetivismo tem dificuldade em explicar esta ideia.
Para o subjetivista, «a escravatura é errada» significa «eu (ou nós, hoje) desaprovo a escravatura»; antes, muitos diriam «aprovo a escravatura».
Dizer que houve progresso é dizer que a moral atual é melhor (mais correta) do que a antiga, não apenas diferente.
Mas se cada época apenas exprime a sua aprovação, e todas relatam corretamente o seu sentimento, não há um padrão que torne uma melhor — só mudança, não progresso.
Resultado: O subjetivismo reduz a mudança moral a alteração de sentimentos, sem um critério que permita dizer que a moral atual é mais correta. Assim, não consegue dar sentido à intuição forte de que abolir a escravatura foi um progresso, e não uma simples mudança de gosto.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que, para o subjetivista, duas pessoas que afirmam «o aborto é errado» e «o aborto não é errado» não se contradizem, e por que isso é uma objeção à teoria.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Filosofia — 10.º ano (A dimensão ética) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Subjetivismo, relativismo e objetivismo
Um relativista afirma: «Nenhuma cultura pode julgar outra; por isso, todas devem ser toleradas.» Mostra a tensão interna desta posição.
«Nenhuma cultura tem verdade moral acima das outras» — não há valores universais.
«Todas as culturas devem ser toleradas» — apresenta a tolerância como um dever que se aplica a todas.
A tolerância universal é, ela própria, um valor moral objetivo e universal; afirmá-la contradiz a tese de que não há valores universais.
Resultado: A posição é incoerente: para exigir tolerância de todas as culturas, o relativista precisa de um valor universal (a tolerância), o que nega a sua própria tese de que não há verdades morais universais. A tolerância defende-se melhor a partir de um objetivismo do respeito pelas pessoas.
Erros frequentes
Revisão ativa
Discute criticamente a afirmação «como cada cultura tem a sua moral, não podemos condenar nenhuma prática de outra cultura», identificando o pressuposto relativista e uma objeção.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Filosofia — 10.º ano (A dimensão ética) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)