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Esta unidade de metafísica analisa a ação humana através da sua rede conceptual (agente, intenção, motivo, deliberação, decisão, consequências, responsabilidade) e formula o problema do livre-arbítrio: seremos livres ou estará todo o nosso agir determinado? Apresenta e discute criticamente as três respostas — o determinismo radical, o determinismo moderado (compatibilismo) e o libertismo — e a sua relação com a responsabilidade moral. É conteúdo do 10.º ano integrável no Exame Nacional 714.
4 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Todos os cursos: distinguir uma ação de um mero acontecimento, compreender o problema do livre-arbítrio e reconhecer as três respostas.
nível avançado
Aprofundamento para o Exame 714: discutir criticamente os argumentos de cada posição e articular a liberdade com as condições da responsabilidade moral.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
A rede conceptual da ação
Classifica em «ação» ou «mero acontecimento» e justifica: (a) o João tropeça e derruba um jarro; (b) o João, irritado, atira o jarro ao chão.
Tropeçar e derrubar é involuntário: não há intenção de derrubar o jarro; é um acontecimento que sucede ao João.
Atirar o jarro por estar irritado é intencional: há motivo (a irritação), intenção (partir o jarro) e controlo da vontade.
Só em (b) faz sentido responsabilizar o João pelo estrago, porque só aí há autoria.
Resultado: (a) é um mero acontecimento (involuntário, sem intenção); (b) é uma ação (intencional, controlada pela vontade). A distinção é decisiva para a atribuição de responsabilidade, que só cabe às ações.
Erros frequentes
Revisão ativa
Analisa a ação «um estudante decide estudar à noite para melhorar a nota», identificando o agente, o motivo, a intenção, a deliberação, a decisão e uma consequência possível.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Filosofia — 10.º ano (A ação humana) (Direção-Geral da Educação (DGE))
As três respostas ao problema do livre-arbítrio
Reconstrói o problema do livre-arbítrio na forma de um conflito entre duas teses que parecem ambas verdadeiras.
Tese da liberdade: as pessoas agem livremente e podiam ter agido de outro modo, sendo por isso responsáveis.
Tese da causalidade: todos os acontecimentos, incluindo as decisões humanas, têm causas anteriores segundo leis.
Se a decisão está causalmente fixada, então, nas mesmas circunstâncias, não se podia ter decidido de outro modo — o que parece negar a liberdade da primeira tese.
Resultado: O problema é a aparente incompatibilidade entre a liberdade (com possibilidades alternativas e responsabilidade) e a causalidade universal (que fixa cada decisão). As três posições distinguem-se pelo modo como resolvem — ou dissolvem — esta tensão.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com um exemplo, a diferença entre ter liberdade de ação e ter liberdade da vontade, mostrando um caso em que há a primeira mas se pode duvidar da segunda.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Filosofia — 10.º ano (A ação humana) (Direção-Geral da Educação (DGE))
As três posições sobre o livre-arbítrio
Um cleptomaníaco furta compelido por um impulso irresistível; um ladrão furta após planear o assalto. Como distingue o compatibilismo os dois casos?
Para o compatibilista, é livre quem age segundo a própria vontade, sem coação nem compulsão patológica.
Age por um impulso irresistível (constrangimento interno patológico): a ação não procede de uma deliberação livre — não é, nesse sentido, livre.
Planeia e decide sem coação: age de acordo com a sua vontade deliberada — a ação é livre e imputável.
Resultado: O compatibilismo responsabiliza o ladrão (agiu livremente, sem coação) mas atenua ou exclui a responsabilidade do cleptomaníaco (agiu por compulsão). A liberdade opõe-se à coação/compulsão, não à existência de causas — ambos os casos têm causas.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como um determinista radical e um compatibilista avaliariam de modo diferente a frase «o criminoso é responsável porque agiu como quis, embora a sua história o tenha levado a querê-lo».
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Filosofia — 10.º ano (A ação humana) (Direção-Geral da Educação (DGE))
O dilema do libertismo
Um crítico diz ao libertista: «Se a tua decisão não foi causada pelo teu carácter e razões, então foi um acaso — e um acaso não é uma escolha livre.» Reconstrói a objeção e uma resposta possível.
Ou a decisão é causada (e então determinada, contra o libertismo) ou não é causada (e então aleatória, logo não livre nem imputável). O livre-arbítrio libertista parece impossível.
A objeção ameaça mostrar que indeterminação e liberdade não se juntam: o indeterminado seria arbitrário, não livre.
O libertista pode responder com a causação pelo agente: a decisão não é nem determinada por causas anteriores nem aleatória, porque é o próprio agente (como origem) que a produz, por razões, sem ser causalmente forçado.
Resultado: A objeção do acaso é séria: pressiona o libertismo a explicar uma liberdade que não seja aleatoriedade. A resposta da causação pelo agente enfrenta-a, mas continua difícil de esclarecer — razão por que o debate permanece em aberto.
Erros frequentes
Revisão ativa
Constrói um pequeno ensaio (introdução, argumentos e posição) sobre «Somos moralmente responsáveis pelas nossas ações?», mobilizando as três posições e tomando posição fundamentada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Filosofia — 10.º ano (A ação humana) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)