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Estuda a organização interna do Direito: a grande divisão entre Direito público e Direito privado e os seus critérios, os grandes ramos de cada um (constitucional, administrativo, penal, fiscal, processual; civil, comercial, do trabalho) e o Direito civil como Direito comum, com a estrutura do Código Civil de 1966. Matéria de avaliação interna — Direito não tem Exame Final Nacional.
4 secções~16 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 3
nível básico
Distinguir Direito público de Direito privado e identificar os principais ramos de cada um.
nível avançado
Justificar a distinção público/privado pelos vários critérios e situar o Direito civil e a estrutura do Código Civil no sistema.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Direito público e Direito privado
Classifica cada relação como de Direito público ou privado e justifica: (a) o Estado cobra coercivamente um imposto a um cidadão; (b) uma câmara municipal arrenda a um particular, em condições normais de mercado, um edifício de que é proprietária.
O Estado atua com ius imperii, impondo autoritariamente ao cidadão uma obrigação, numa relação de subordinação e em vista do interesse coletivo. É Direito público (Direito fiscal).
Embora um dos sujeitos seja um ente público, a câmara atua aqui como qualquer proprietário, num contrato de arrendamento, em igualdade com o particular e sem autoridade. É Direito privado (civil).
O critério decisivo é a posição dos sujeitos: em (a) há subordinação e autoridade; em (b) há igualdade e paridade — logo, a mera presença do Estado não basta para haver Direito público.
Resultado: A situação (a) é de Direito público (o Estado com autoridade, em subordinação); a (b) é de Direito privado (a câmara atua como particular, em igualdade). A distinção assenta sobretudo na posição dos sujeitos, não na simples presença do Estado.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue Direito público de Direito privado e classifica: (a) a cobrança coerciva de um imposto; (b) o arrendamento de um edifício pelo município a um privado, em igualdade de condições.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Direito — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os ramos do Direito público
Indica o ramo do Direito público a que pertence cada norma: (a) «é punido com pena de prisão quem matar outra pessoa»; (b) «a criação de impostos é feita por lei»; (c) «a Assembleia da República é o órgão representativo de todos os cidadãos».
Define um crime (homicídio) e a respetiva pena — é uma norma de Direito penal.
Respeita à criação de tributos, submetendo-a à reserva de lei — é uma norma de Direito fiscal (com base constitucional).
Define um órgão de soberania e a sua função no seio do Estado — é uma norma de Direito constitucional.
Resultado: As normas pertencem, respetivamente, ao Direito penal (a), ao Direito fiscal (b) e ao Direito constitucional (c). Todas são de Direito público, porque nelas o poder do Estado se organiza e impõe ao serviço do interesse coletivo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica quatro ramos do Direito público e o objeto de cada um, e explica por que o Direito constitucional ocupa uma posição de topo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Direito — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os ramos do Direito privado
Indica o ramo do Direito privado a que respeita cada situação: (a) a constituição de uma sociedade por quotas; (b) o despedimento de um trabalhador; (c) a compra de uma casa por um casal.
A constituição de uma sociedade comercial e a atividade da empresa regem-se pelo Direito comercial.
O despedimento respeita ao contrato de trabalho e à sua cessação — é matéria de Direito do trabalho.
A compra e venda de um imóvel é um contrato civil típico, regulado pelo Direito civil (o Direito comum).
Resultado: As situações pertencem, respetivamente, ao Direito comercial (a), ao Direito do trabalho (b) e ao Direito civil (c). Todas são de Direito privado, com o Direito civil a funcionar como tronco e reserva comum dos demais ramos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica três ramos do Direito privado e o objeto de cada um, e explica por que o Direito do trabalho é considerado de natureza mista.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Direito — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
A estrutura do Código Civil
Indica o livro do Código Civil que regula cada matéria: (a) a hipoteca sobre um imóvel; (b) a indemnização por um acidente causado por outrem; (c) a partilha de uma herança por morte.
A hipoteca é uma garantia real, um poder sobre a coisa — pertence ao livro III, o Direito das Coisas (Direitos Reais).
A indemnização por dano causado a outrem é responsabilidade civil, uma fonte das obrigações — pertence ao livro II, o Direito das Obrigações.
A transmissão do património por morte e a partilha da herança pertencem ao livro V, o Direito das Sucessões.
Resultado: As matérias regem-se, respetivamente, pelo Direito das Coisas (a), das Obrigações (b) e das Sucessões (c). Situar cada questão no livro certo do Código Civil é o primeiro passo para encontrar as normas aplicáveis.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica os cinco livros do Código Civil e associa a cada um uma matéria concreta (por exemplo: um contrato de arrendamento, uma hipoteca, um testamento).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Direito — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)